sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR


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A cidade de Feira de Santana completará 179 anos na próxima terça-feira, dia 19, e a Câmara Municipal convidou o poeta Franklin Maxado para ministrar uma palestra sobre “O CORDEL NA HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA”.  Conhecida como Princesinha do Sertão, Feira é um celeiro de poetas e violeiros onde o cordel tem espaço garantido em seu Mercado Popular. Filho da cidade, Franklin Maxado, também artista plástico, ator, cantor e compositor, é um dos grandes representantes da Literatura de Cordel no Brasil reconhecido internacionalmente. Na oportunidade ocorrerá o relançamento do seu livro “O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR”, publicado pela Editora Queima-Bucha, do Rio Grande do Norte. A palestra tem início às 16 horas e o traje é passeio completo. 


sábado, 8 de setembro de 2012

LOBISOMEM VISITA A BAHIA


Quem esteve visitando a Bahia foi o poeta, compositor, cantador e capoeirista carioca Lobisomem. Discípulo de Mestre Camisa, membro da ABADÁ-CAPOEIRA e da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira 27 tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês, Lobisomem foi ao Campo Grande, no último dia 02 de Setembro e se integrou à Feira Mensal de Livros ao lado do amigo Antonio Barreto. A interação entre os dois poetas e o público foi espontânea. Para conhecer mais o poeta Lobisomem acesse o blog: quintal-do-lobisomem.blogspot.com

terça-feira, 4 de setembro de 2012

NOVO CORDEL DE BARRETO DEFENDE A "ESTAÇÃO DA LAPA"

O poeta, Antonio Barreto, preocupado e atento à situação da cidade, escreveu mais um dos seus bem humorados cordéis. Desta vez o tema é a Estação da Lapa e o poeta foi fundo na denúncia do abandono em que se encontra este importante equipamento público. O poema é escrito em sextilhas com rimas salteadas e a capa é de Cesário. Vale à pena a leitura. Abaixo um aperitivo para aumentar o apetite:

1
Nosso terminal de ônibus
Coletivo da cidade
A grande Estação da Lapa
Tornou-se ‘favelidade’...
Um cenário assustador
De abandono e maldade.
2
É a feira do Cortume,
                                      Ou talvez São Joaquim                        
Que se transfere pra Lapa
Num cenário de motim.
E quem quiser que reclame
Que a coisa está ruim !
3
A “festa” começa cedo
Desde às cinco da matina
Em meio a tanta sujeira
Ratazana e muita urina
E o pobre do transeunte
Vai cumprindo a sua sina.
4
Fede aqui, fede acolá
Um tropeço, escorregão
Vazamento em todo canto
Gente dormindo no chão...
E o prefeito da cidade
Cuidando do coração !
5
Tudo lá na Estação
É um monte de sujeira
Só quem passa por ali
Reconhece a baboseira...
Parece que a prefeitura
Tá mesmo de brincadeira.
6
O barulho e a fumaça
Pouco a pouco aumentando
Camelôs nos quatro cantos
Vão logo se aproveitando
Daquele bizarro espaço
De bagunça e desmando.
7
O lixo vai se espalhando
E tome-lhe gritaria
Um clima desordenado
Sem nenhuma assepsia:
É a nossa Lapaguai
Da capital da Bahia !
8
O policiamento ali
Serve de decoração
Não existe segurança
Para nos dar proteção
E o povo assim dizendo:
Mata o veio, Seo João !

Para adquirir o folheto com o cordel completo, entrar em contato com o autor:
Tel.: (71) 9196-4588