sábado, 13 de maio de 2017
CORDEL BAIANO NA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
domingo, 6 de novembro de 2011
CORDEL BAIANO NO ENCERRAMENTO DA 10ª BIENAL DO LIVRO
sábado, 5 de novembro de 2011
CORDEL NOS BASTIDORES DA 10ª BIENAL DO LIVRO


À noite, os recitais na Praça de Cordel e Poesia, foram comandados por Cleberton Santos, pois José Inácio estava participando com Lita Passos, do Fale com o escritor; e logo depois mediou, no Café Literário, o debate POESIA, SEMPRE VIVA, com Ângela Vilma, Antônio Brasileiro e Mariana Ianelli. Ao assumir a festa da poesia Cleberton cantou Fernando Pessoa no ritmo do repente,acompanhado pela flauta doce de Alberto Lima, lembrando que o poeta português, símbolo da nossa língua, tinha uma grande ligação com a cultura popular. Subiram ao palco: Edson Oliveira, Érika Azevedo, Karina Rabinovitz, Fabrícia Miranda, Ivan Maia, que também entoou versos de cordel, e Lívia Natália. José Inácio Retornou, mas desta vez para o banco da Praça ao lado de Mariana Ianelli. Como sempre declamou seus versos uma força inspiradora e associou os versos das Sete Musas ao canto de cordel. Presentes também, o irmão João Lourenço, a cunhada Dulce Vilas Boas e o sobrinho Juan. Num momento de descontração o poeta demonstra seu amor pela esposa e artista plástica Walkíria, ilustradora dos seus livros.

Luis Campos, o Blind Joker, conhecido na internet por seus cordéis cômicos e em defesa da causa dos cegos, vompareceu á feira para visitar os amigos e colegas, prometendo para em breve lançar em folhetos diversos poemas de cordel já divulgados por ele no blog: cordelandia.blogspot.com
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO?

A oitava noite na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro, foi uma decepção para os amantes do Cordel. O esperado Hélio Alves Teixeira não é um cordelista, mas um cidadão de 65 anos, com uma história de vida singular que ele sentia necessidade de contar, mas o tempo e o espaço não eram convenientes, mesmo assim o curador José Inácio permitiu que o espaço oficial reservado a ele fosse utilizado com o máximo de poesia. É uma alegria ver uma pessoa com tanta experiência experimentando os caminhos da literatura. Infelizmente a Secretaria de Cultura e a Fundação Pedro Calmon não foram criteriosas ao analisar o caso da indicação do senhor Hélio como cordelista. Ainda se mantém o pensamente tacanho de que Cordel é apenas rimar e basta que uma pessoa com pouca escolaridade realizar esta proeza para ser credenciada como poeta. Não é toda hora que surge um Zé da Luz ou um Patativa do Assaré, que apesar de pouca escolaridade, tinham uma ampla visão de mundo, sensibilidade poética e técnica de escrita. Tivemos uma surpresa com uma embolada cantada por José Inácio acompanhado ao pandeiro por Alberto Lima e um cordel no recital de Julio Lucas com Cleberton Santos, Vladimir Queiroz e João Vanderlei de Moraes Filho

Quem marcou presença pela manhã foi o poeta, repentista e músico Bule-Bule, que veio visitar sua Biboca Cultural, administrada por Zuzu Oliveira e Del Marques. Os amigos e colegas foram cumprimentá-lo e lamentar sua ausência. Ele também lamentou a ausência de repentistas na Praça de Cordel e Poesia, o que foge completamente da tradição. Ícone da Literatura de Cordel na Bahia, Bule-Bule, ao ser reconhecido por crianças e estudantes, sentou-se começou a declamar sua poesia. A imprensa também o assediou quando soube da sua presença.
Sabemos que a união das Praça do Cordel com o Porto da Poesia, deu-se por conta da redução de custos, mas a campanha de vários poetas para a retirada do nome Cordel do nome do espaço é negativo para o nosso movimento cultural. Claro que Cordel é poesia, talvez o pai de todas as poesias que transitam na oralidade, na musicalidade e até na escrita, mas a utilização de apenas o termo “Poesia”, seja para uma praça ou terreiro, seria discriminatória e uma forma de afastar “os feirantes” da área. É salutar manter o nome Cordel, com a utilização do espaço diurno, matutino e vespertino, para os repentistas e cordelistas, ficando a noite para a poesia moderna, canônica e de verso livre. Senão, o melhor seria separar as duas praças como ocorria antes, com uma curadoria para cada, sendo que a do Cordel deve valorizar os poetas baianos, sem trazer foheteiros de outros estados.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
CORDEL ABRILHANTA A 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA
Hoje, 03/11/, a 10ª Bienal do Livro da Bahia, teve Literatura de Cordel em dose dupla, com Alberto Lima e Maviael Melo. Aliás, desde a primeira sessão de poesia, o poeta Darlon Silva, apresentou uma bela performance com Cordel de Patativa do Assaré, seguido por José Inácio Vieira de Melo, que está sempre cantando aboios e declamando cordéis.

A terceira sessão foi aberta por Alberto Lima empunhando seu pandeiro e cantando uma embolada e logo em seguida convocando ao palco a poeta, Sueli Valeriano, que veio fazer sua estréia como cordelista neste Bienal e está encantando a todos com seus versos e presença performática. Alberto Lima também recitou Castro Alves e versos livres numa invasão aos assentos do espaço, provocando um desconserto em todos os presentes até que entenderam que fazia parte da apresentação, o seu livro foi distribuído para que os presentes pudessem acompanhar a leitura dos poemas.

Em seguida, o cantador, Maviael Melo, subiu ao palco com a atriz Tina Tude. Declamando e cantando, Maviael mostrou por que é um dos cantadores mais respeitados da atualidade, suas músicas tem a herança do trovador medieval com o lirismo áspero do sertanejo. Ele também lançará, dia 04/11, o livro Ciclos, a partir das 21 horas, no stand da Livro.com.
Tina Tude, revelou não ser poeta, mas que estava ali como porta voz do seu pai Tude Celestino, autor de uma trilogia intitulada “Ás de Ouro”, que não é cordel mas tem um estilo bem nordestino acentuado pela dramatização perfeita e emocionante que ela faz.
Amanhã, 4/11, é o dia de conhecermos o poeta Hélio Alves Teixeira.
JURIVALDO ALVES E A MALA DO CORDEL

Nascido em Baixa Grande, Jurivaldo Alves, 65 anos, radicado em Feira Santana, desde os 17 anos, desenvolveu diversas atividades, até tornar-se um folheteiro, em frente ao Mercado Popular de Feira de Santana. Com a prática recitativa de vendedor de cordéis, artista de circo e ótimo contador de histórias, Jurivaldo, aos poucos foi escrevendo seus próprios folhetos e hoje já conta com vários títulos publicados. Jurivaldo Alves, participa de vários eventos culturais em todo o Sertão baiano e faz palestras sobre cordel e a importância do folheteiro como divulgar desta tradicional poesia popular. No folheto O MILAGRE DA BOLEIA, ele narra suas desventuras na estrada quando era caminhoneiro. Esta sua prática acabou contaminando sua filha patrícia Oliveira, 35 anos, que depois de realizar pesquisa sobre Lampião a seu pedido, passou a escrever folhetos e possui dezenas deles publicados, inclusive o sucesso HISTÓRIAS DE PRINCESAS.

Na 10ª Bienal do Livro, o poeta e folheteiro, Jurivaldo Alves, pisa o tapete vermelho com sua Mala de folhetos raros e clássicos, de autores baianos e também de outros estados do Nordeste.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
NOVO CORDEL BAIANO NA 10ª BIENAL DO LIVRO
No mesmo espaço e momento, será lançado também a antologia "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES", com 21 histórias retratando o modo de vida baiano a partir de fartos reais ocorridos em Salvador e em Senhor do Bonfim, terra natal do poeta. O Valor do livro é de R$ 20,00 e o romance R$ 5,00, ao adquirir os dois, o leitor terá um desconto de 20%, totalizando R$ 20,00. Este livro é uma produção independente e conta com a impressão, edição e apoio da Editora e Gráfica VENTO LESTE.
Na oportunidade, Jotacê Freitas, homenageará Antonio Vieira a partir de epígrafe na abertura do livro, e os amigos e colegas Franklin Maxado e Antonio Barreto.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
REBELIÃO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, foi um dia sem recital de Cordel na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro da Bahia, mas houve rebelião dos expositores por mais divulgação e redução do preço do ingresso. Em Bienais passadas, o valor do ingresso era abatido na compra de livros, este ano esta regra não valeu. Além do mais, crianças sem carteira de estudante e com mais de um metro de altura estão sendo obrigadas a pagar o valor de inteira do ingresso, ou seja, R$ 8,00 (Oito reais).

Tudo transcorria bem na Praça da Poesia e Cordel, com os recitais dos poetas Bernardo Almeida, Moacir Eduão e Ronaldo Cagiano, que veio de São Paulo para participar e conhecer o nosso evento. No final da segunda sessão com as poetas Lita Passos, Clotilde Ribeiro e Nívea maria vasconcelos, já ouvíamos de longe um tumulto. Devíamos ter pressentido que a Bruxa estava solta, na performance da poeta Clara Maciel. Ao dar início à última sessão, com os poetas Everton Lima, Flávia Wenceslau e Gabriel Gomes, o curador e apresentador José Inácio Vieira de Melo quis saber qual o motivo do tumulto que se aproximava e foi informado que tratava-se de um protesto dos expositores contra o movimento fraco, por conta da falta de divulgação e cobrança dos ingressos sem bônus, exigindo portanto mais divulgação na mídia e liberação da entrada. Expositores e funcionários com palavras de ordem e palmas, pediam para os demais expositores fecharem seus stands em apoio ao movimento. Alguns exigiam o franqueamento da entrada. Em conversa com o escritor Hugo Homem e sua esposa Maritzia, relembramos Bienais anteriores, onde a divulgação era maciça, ocorriam eventos, existia a troca de bônus por notas fiscais e os escritores e poetas recebiam cachê para palestras, recitais e oficinas. Este ano, é bom frisar, que a Prefeitura Municipal está enviando os alunos da Rede Municipal apenas para olhar vitrines e recolher marcadores de livros, enquanto o Estado distribuiu R$ 100,00 em bônus para os professores e R$ 30,00 para os estudantes que visitaram a Bienal. Deste jeito não se pode incentivar a leitura. É bom frisar que os brinquedos, posters, jogos e bugigangas continuam sendo os produtos mais consumidos por estudantes, enquanto os livros continuam nas estantes.

Consciente da importância da poesia, o curador Zé Inácio, mandou o show prosseguir e o poeta Gabriel Gomes, apoiou o movimento, levando os manifestantes até à Praça para agradecer e seguir pelos demais corredores do Centro de Convenções.
E a noite prometia e exalava rebelião com a chegada do poeta José Walter Pires, que acabara de chegar de Caruaru, reclamando da irresponsabilidade da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde é um dos membros imortais, pois foi a um encontro que não ocorrera. Ele vem debatendo com os demais poetas sobre a contemporaneidade do Cordel e a manutenção da tradição, mas com qualidade técnica e poética, tema a ser tratado em breve aqui nestas páginas, pois trata-se de um tema que dá panos pra manga.
Teremos Cordel na Praça do Cordel e Poesia, apenas na quinta-feira, dia 03/11 com Mavial Melo e Alberto Lima, às 20 horas. Os visitantes Também têm se queixado que a Praça fica vazia o dia inteiro com tanto equipamento disponível e poetas dispostos a ler seus versos.
domingo, 30 de outubro de 2011
MAIS CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO
A terceira noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia, contou, entre outros, com a presença dos poetas e músicos Antonio Barreto e Babilak Bah. Os versos de cordel de autoria de Barreto encontraram pouso nos ritmos tradicionais e melodias eletrônicas do mineiro Babilak. O som eletro psicodélico tomou conta da praça até Barreto pegar sua gaita e entoar Asa Branca de Luiz Gonzaga para nos levar a uma viagem ao sertão à bordo de uma nave espacial. Babilak com seus versos modernos, influenciados por Patativa do Assaré e Haroldo de Campos, mostrou que “a nossa poesia é uma só”, como nos ensinou o mestre do Cordel Remoçado, Antonio Vieira.

De improviso com um pandeiro na mão, acompanhado pelo toque de enxada de Babilak, Barreto cantou e interpretou diversos cordéis, encerrando com uma homenagem às crianças presentes à iluminada e lotada Praça de Cordel e Poesia, que nesta noite foi o melhor espaço na 10ª Bienal do Livro da Bahia. Na platéia, poetas e amigos, leitores e funcionários pararam, acompanharam com palmas e agradeceram com aplausos.

O poeta Eliseu Moreira Paranaguá, um dos poetas a se apresentar antes da dupla, Barreto e Babilak, ficou extasiado e agradeceu ao show. João Rocha, Pilô, Prof. Ferreirinha, Coaraci, Walkiria Andrade, Creusa Meira, Franklin Maxado, Luis Natividade, Antonio Jorge, Rita Sanana, Lita Passos, Jurivaldo Alves, Del Marques, Zé Inácio e Rita, a amada do poeta, foram unânimes, Barreto tem que gravar um CD para registrar seus dotes musicais. Babilak Bah foi surpreendente pela união de poesia e música experimental.
O CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA
A segunda noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia foi tomada pelo cordel histriônico do maior poeta vivo da Bahia, Franklin Maxado Nordestino, depois de uma volta em meio mundo, veio diretamente dos Estados Unidos de Feira de Santana, para alegrar a noite com seus versos críticos e cômicos. Recitou trechos de vários folhetos, cantou um aboio desafio com o poeta e curador da Praça de Cordel e Poesia, José Inácio Vieira de Melo, convidou amigos e parceiros ao palco deixando a platéia extasiada com a sua energia jovial e verve poética inspirada e inspiradora.

Durante o dia diversos poetas se encontraram na praça para comercializar e trocar folhetos. Com 6 estantes, a Praça de Cordel e Poesia virou uma referência para a cultura popular baiana e nordestina: Antonio Barreto está acompanhado por Pilô, José Walter Pires e Gabriel Arcanjo; Jotacê Freitas, divide o espaço com Creusa Meira e Luis Natividade; Franklin Maxado está ladeado por Jurivaldo Alves e João Cardoso Filho; Coraci Vieira, comando a Homengaem a Antonio Vieira com a bancada do Cordel Remoçado, auxiliada por Antonio Jorge; Zuzu Oliveira está à frente da Biboca Cultural Bule-Bule juntamente com Tel Guedes; e, Alberto Lima, comanda a bancada dos Jovens Cordelistas: Davi Nunes, Pardal do Jaguaribe, Inussa Gomes, Osmar Machado Junior, Tiago Gato Preto da Sorte, Gabriela Toledo e Úpia Campos Maya.

No estande das Editoras Baiana, o Professor Ferreirinha, expõe seus folhetos no estande da Editora Vento Leste, a maior editora de cordel da Bahia; e a poeta Sueli Valeriano, veio diretamente de Ituberá para expor seus folhetos em estante independente.
Avizinhada à Praça de Cordel, está o Memorial do Cordel, comandado pelo poeta e mestre da xilogravura Abraão Batista, onde estão expostos e disponíveis para venda, diversas xilogravuras e folhetos de sua autoria e de outros autores nordestinos.
O poeta Jotacê Freitas, fez os pré lançamentos dos Livros O REI CEGO E OS FILHOS MAUS e BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES. Dia 02/11, na espaço Ruy Espinheira Filho, os dois livros serão lançados oficialmente na programação da 10ª Bienal, às 16 horas.

Toda esta movimentação demonstra que o Cordel Baiano está mais vivo do que nunca e ocupa seu devido espaço da maior feira de livros do estado. Evidente que os poetas precisam de mais espaço, tanto para recitar quanto para expor, pois o tamanho das bancas impede uma maior exposição das suas obras. Esperamos que na próxima Bienal, a Fundação Pedro Calmon e a Fagga Produções, mantenham a PRAÇA DE CORDEL E POESIA e sanem os problemas aqui citados.
Hoje à noite, a partir das 20 horas, teremos a presença de Antonio Barreto, recitando e cantando seus versos. Compareçam!

