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quarta-feira, 26 de abril de 2017

PRESTÍGIO PARA O CORDEL BAIANO

O poeta Antonio Barreto foi entrevistado no programa ASSEMBLEIA LITERATURA pelo também poeta e apresentador Claudius Portugal. Além de traçar um histórico da Literatura de Cordel como arte poética e comunicativa, Barreto fala de sua vida, obra e práticas educacionais tendo o Cordel como ferramenta pedagógica. Vale à pena assistir, basta clicar na foto abaixo:
VISITE O BLOG DO BARRETO: https://barretocordel.wordpress.com/

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

BIBLIOTECA INFANTIL HOMENAGEIA CORDEL BAIANO!

 A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato realizou o 3º Encontro de Cordelistas no último domingo, 29/12, em sua sede em Nazaré. A dirigente, Rosane Rubim, iniciou os trabalhos convidando os poetas presentes para uma roda de conversa na presença de uma platéia formada por crianças, jovens e adultos. Anunciou a homenagem ao cordel por sua importância cultural e a ligação dos poetas com a instituição. A Monteiro Lobato foi a primeira biblioteca pública a montar uma cordelteca em Salvador e a inaugurou durante o 2º Encontro de Cordelistas em 2011.

 Franklin Maxado Nordestino, poeta e artista plástico, não necessitou de apresentações. Falou da sua alegria por estar entre jovens leitores e autores e ao lado de amigos de luta na manutenção da resistência do cordel baiano. A trajetória de Franklin perpassa a história da Literatura de Cordel no Brasil, de Feira de Santana ao eixo Rio-São Paulo, feiras livres e livrescas, em todo o Norte e Nordeste, América Latina e Europa; com a experiência de ter publicações lançadas na França, Japão e Portugal, Maxado é um ícone para as novas gerações. Para o encontro ele levou seu repertório atual com cerca de 50 títulos de uma obra com mais de cinco centenas de folhetos, livros e xilogravuras.
CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA BARRETO E RAISA CANTANDO O CORDEL EM PARIS.
 Em seguida, Elton Magalhães, também professor de literatura, exaltou a importância da leitura, da biblioteca e do cordel para a sua vida. Natural de Castro Alves, nascido no mesmo dia em que nasceu Leandro Gomes de Barros, Elton é um poeta urbano, do asfalto, que qualifica o cordel baiano no mesmo patamar da produção nacional.
Antonio Barreto é um grande incentivador destes encontros e participa de projetos junto à biblioteca. Declamou cordel, interagiu com as crianças e, como bom professor, deu uma aula estimulando a leitura e a produção literária. Expôs, junto a outros folhetos, o pitoresco APELIDOS Y APELIDOS DO POVO DE SANTA BÁRBARA e o francês L'ARRIVÉE DE PAUL ZUMTHOR AU ROYAUME DE L'INFINI uma tradução para o francês do cordel A CHEGADA DE PAUL ZUMTHOR NO REINO DO INFINITO, realizada pela franco-brasileira Raisa França Bastos. Neste cordel, Barreto, assume uma mediunidade literária e com ajuda de um anjo-guardião,  discorre sobre a experiência criativa, vida e obra de Paul Zumthor, homenageado pela Universidade Nanterre - Paris 10 no seu Centenário. Finaliza agradecendo e elogiando os pesquisadores zumthorianos.
                            
 Zuzu Oliveira, matrona do cordel, fez sua carreira em feiras e festivais de repentistas. É vice-presidente da Ordem dos Poetas de Literatura de Cordel da Bahia e lamentou a falta de mais encontros assim, para falarmos sobre cordel, nossas experiências e produções. Fez um convite para que ingressássemos na Ordem, nos organizássemos e divulgássemos unidos em feiras e eventos autônomos e afins.
A pesquisadora, Andrea Betânia, nos lembrou do projeto de lei proposto pelo IPHAN para o tombamento do cordel e do repente como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Louvou a iniciativa da biblioteca e declarou sentir-se em casa quando está entre cordelistas, pois além de ser seu objeto de pesquisa, conseguiu criar laços de amizade com os poetas.
João Augusto chegou com a mala cheia de novidades: um novo livro sobre Anísio Teixeira, selecionado entre os 10 melhores de 2015 pelo Prêmio Jabuti; uma proposta de licença para o comércio de cordel em todas as feiras do estado através da UPB; e reafirmou sua tendência a caçar e escrever sobre lobisomens, ou melhor, lubizone, conforme registra nos cordéis O LOBISOMEM FILMADO EM SÃO GONÇALO DOS CAMPOS e O LUBIZONE QUE APARECEU EM BARROCAS.
                             
 Sempre apresentando histórias pitorescas baseadas em fatos reais, envolvendo a si mesmo e seus amigos, Pilô, poeta e músico, nos brindou com a historia NO TROTE DE KID e, após leitura, cantou à capela uma de suas novas canções com letras anexadas ao folheto.
Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, falou do seu contato inicial com o cordel na feira, mas discorda de que atualmente este seja o lugar dele, deixou de ser popular neste sentido, acredita que o rumo do cordel passa pela escola em todos os níveis. Citou sua nova coleção Recordelizar é viver,com relançamento de folhetos de ocorridos nos últimos quinze anos e leu o folheto FUI ROUBADO E NÃO DEI QUEIXA POIS SEI QUE JEITO NÃO TEM!

 Encerrando a roda de conversa, Creusa Meira, lembrou-se dos encontros anteriores, da importância desse momento não só para os poetas mas também para o público leitor que pode ter esse contato direto com seu autor favorito. Reafirmou a importância da união da classe, citou seus poemas políticos lançados na internet e encerrou sua participação lendo um cordel infantil de José Walter Pires.
Presente também ao evento, Walkíria Freitas, artista plástica, ilustradora de cordeis e arteterapeuta, elogiou os organizadores do evento e leu um dos poemas do seu livro “Brincando de fazer poesia’.
Após tanto papo, foi a vez das crianças apresentarem sua arte em um belíssimo sarau coordenado por Edna e a participação de Adriel, Erique, Railane, Lavínia, Nívia ...  Os pequenos leitores e artistas leram e cantaram textos dos poetas presentes de forma segura e cômica.  
Da esquerda pra direita: Franklin Maxado, Antonio Barreto, Pilô, Jotacê, Elton Magalhães, Creusa Meira, Rosane Rubim,
Zuzu Oliveira e João Augusto.

sábado, 8 de setembro de 2012

LOBISOMEM VISITA A BAHIA


Quem esteve visitando a Bahia foi o poeta, compositor, cantador e capoeirista carioca Lobisomem. Discípulo de Mestre Camisa, membro da ABADÁ-CAPOEIRA e da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira 27 tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês, Lobisomem foi ao Campo Grande, no último dia 02 de Setembro e se integrou à Feira Mensal de Livros ao lado do amigo Antonio Barreto. A interação entre os dois poetas e o público foi espontânea. Para conhecer mais o poeta Lobisomem acesse o blog: quintal-do-lobisomem.blogspot.com

terça-feira, 4 de setembro de 2012

NOVO CORDEL DE BARRETO DEFENDE A "ESTAÇÃO DA LAPA"

O poeta, Antonio Barreto, preocupado e atento à situação da cidade, escreveu mais um dos seus bem humorados cordéis. Desta vez o tema é a Estação da Lapa e o poeta foi fundo na denúncia do abandono em que se encontra este importante equipamento público. O poema é escrito em sextilhas com rimas salteadas e a capa é de Cesário. Vale à pena a leitura. Abaixo um aperitivo para aumentar o apetite:

1
Nosso terminal de ônibus
Coletivo da cidade
A grande Estação da Lapa
Tornou-se ‘favelidade’...
Um cenário assustador
De abandono e maldade.
2
É a feira do Cortume,
                                      Ou talvez São Joaquim                        
Que se transfere pra Lapa
Num cenário de motim.
E quem quiser que reclame
Que a coisa está ruim !
3
A “festa” começa cedo
Desde às cinco da matina
Em meio a tanta sujeira
Ratazana e muita urina
E o pobre do transeunte
Vai cumprindo a sua sina.
4
Fede aqui, fede acolá
Um tropeço, escorregão
Vazamento em todo canto
Gente dormindo no chão...
E o prefeito da cidade
Cuidando do coração !
5
Tudo lá na Estação
É um monte de sujeira
Só quem passa por ali
Reconhece a baboseira...
Parece que a prefeitura
Tá mesmo de brincadeira.
6
O barulho e a fumaça
Pouco a pouco aumentando
Camelôs nos quatro cantos
Vão logo se aproveitando
Daquele bizarro espaço
De bagunça e desmando.
7
O lixo vai se espalhando
E tome-lhe gritaria
Um clima desordenado
Sem nenhuma assepsia:
É a nossa Lapaguai
Da capital da Bahia !
8
O policiamento ali
Serve de decoração
Não existe segurança
Para nos dar proteção
E o povo assim dizendo:
Mata o veio, Seo João !

Para adquirir o folheto com o cordel completo, entrar em contato com o autor:
Tel.: (71) 9196-4588

terça-feira, 20 de março de 2012

VIVA A POESIA VIVA: CORDEL BAIANO

Finalmente ocorreu o tão esperado encontro entre os três melhores cordelistas da Bahia: Franklin Maxado Nordestino, Antonio Barreto e Jotacê Freitas. Conhecidos como a tríade mais produtiva na contemporaneidade, os poetas são amigos de longa data e primam pela qualidade técnica e estética do cordel, levando esta arte para os diversos espaços artísticos e populares, além de estimularem e praticarem o uso do cordel como ferramenta pedagógica nos meios educativos.

Organizado pelo poeta e ativista cultural, Douglas de Almeida, também diretor da Biblioteca Betty Coelho, o evento VIVA A POESIA VIVA, ocorreu ontem, dia 19/03, no Espaço Cultural da Barroquinha, com a presença de um grande público interessado em conhecer um pouco mais sobre a história destes três baluartes da poesia popular baiana. Por coincidência, nesta data, comemorou-se também os 105 anos de nascimento de Cuíca de Santo Amaro, figura emblemática em nossa literatura de cordel e que foi ‘interpretado’ e representado pelo poeta Gilberto Teixeira.

Franklin Maxado emocionou-se ao recordar histórias dos seus 40 anos de arte e viagens pelo Brasil e América do Sul e Central, declamando e vendendo seus folhetos e xilogravuras.

Antonio Barreto, sempre com muito humor, não deixou de mostrar seu lado professoral e "religioso", ele que já é autor de mais de 100 folhetos sobre os mais variados temas, principalmente da programação televisiva, como o Big Brother, que teve uma repercussão nacional.

Jotacê Freitas, recordou a vida de Cuíca de Santo amaro, declarando-se uma reencarnação deste, que foi o maior poeta de cordel da Bahia, sem deixar de lado sua produção que critica os hábitos contemporâneos dos baianos.

Após a ‘aula-espetáculo’ e o bate-papo bem conduzido pelo anfitrião Douglas Almeida, ocorreu a venda de livros e folhetos, coquetel regado a vinhos e uvas, comemoração de aniversário da aluna Sandra da Unijorge, caravana que se fez presente com o Prof. Marcelo Dalcon, e a confraternização entre amigos que acreditam na arte poética como mola propulsora de uma sociedade mais humanizada e humanizante.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO CONTRA O HORÁRIO DE VERÃO

O poeta Antonio Barreto mostra a sua verve crítica e antenada com os temas circunstanciais ao lançar o folheto "DIGA NÃO AO HORÁRIO DE VERÃO" questionando a sua imposição pelo governador Wagner, que até então, 4 anos, foi contra, em nome do 'povo' baiano e agora está do lado do empresariado. Também sou contra e aqui conclamo a população baiana a contestar a atitude do governante que diz agir em nosso nome. Pobres de nós que acordamos cedo e temos que encarar os becos e vielas na escuridão enquanto ele levanta às 9 e pega o helicóptero pra ir 'trabalhar'.

sábado, 10 de setembro de 2011

CORDEL BAIANO NO 2º ENEBI



O 2º ENEBI – Encontro de Escritores Baianos Independentes, está acontecendo este final de semana, 9,10 e 11/09, na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris e tem como homenageado o poeta Ildásio Tavares, falecido ano passado e que já cometeu alguns cordéis.
A abertura na sexta, 9/9, teve falas do presidente da Fundação Òmnira, escritor e editor Roberto Leal; da Diretora da Biblioteca Kilma Alves; do Diretor da Fundação Pedro Calmon Ubiratan Castro e do poeta Douglas de Almeida que falou sobre o homenageado. Houve Mesa-redonda, coquetel de lançamento da nova coletânea ENEBI de Poesia & Prosa e show do cantor Sapiranga.
No sábado, 10/9, o cordel baiano foi representado por Antonio Barreto, no debate “Apertem o cinto, o poeta sumiu”, que buscou discutir a ausência não só poeta, mas da literatura em geral, das páginas da imprensa e dos telejornais.
Douglas Almeida iniciou considerando a Escola como uma grande ‘mídia’ que não é bem utilizada, seja por falha dos educadores ou dos próprios escritores, e acha que assim que os escritores seduzirem os estudantes a mídia os buscará. Lembra que este problema não é atual, no curso que promove sobre OS 200 ANOS DA POESIA BAIANA, percebe o quanto são desconhecidos os poetas baianos que tiveram importância em sua época e hoje nem as universidades de letras relembram suas existências e talvez por isso os professores não possam ou não saibam como trabalhar esta temática no currículo escolar. James Martins, poeta e jornalista, recorreu a Ezra Pound para lembrar que uma sociedade que não ouve seus artistas perde o seu controle. Os jornais estão com suas pautas centradas na violência e a impressão que se tem é de que não há mais poetas no Brasil. Disse não entender, como é que TV e Rádio são concessões públicas e ninguém as fiscaliza. Disse também, que diante das atuais programações ele acha que os programadores e ‘pauteiros ‘ ou são ignorantes ou estão mal intencionados, pois a qualidade é péssima. Encerrou dizendo que somos um cemitério de artistas vivos e que, mesmo que os livros dos autores independentes cheguem às bibliotecas das escolas, ficarão relegados a um canto obscuro onde o estudante não terá acesso, por isso sonha com uma Biblioteca de acesso livre em que o leitor vá garimpar o que quer ler.

José da Boa Morte, poeta, editor e fundador da Revista Artpoesia, que completa 12 anos agora em 2011, defende a causa da poesia independente na prática, como um guerrilheiro na trincheira, e exige que os poetas assumam posições políticas, saiam da gaveta com seus escritos, única forma de superar as dificuldades de falta de espaço na mídia. Acredita que o poeta precisa compreender o mercado capitalista e saber direcionar sua obra para o público adequado. Mesmo depois de tantas batalhas por cidades do interior e escolas públicas e privadas, alega que há falta de compreensão de muitos educadores que acham que a presença do poeta na sala de aula pode ocupar o tempo pedagógico dos alunos com material não curricular.
Encerrando a mesa, Antonio Barreto, iniciou sua fala recitando versos, lembrou de sua infância em Santa Bárbara e da influência das manifestações populares em sua obra e vida. Ressaltou que desde o surgimento do cordel no Brasil que os poetas buscam a autonomia em toda a cadeia de produção do folheto e buscar espaço junto ao público leitor é uma constante em nossa prática poética. Como professor de Língua Portuguesa, busca ensinar o cordel a seus alunos por compreendê-lo como estimulante do gosto pela leitura, por desenvolver o raciocínio lógico e o senso crítico, devido à sua linguagem lúdica, coisa que os livros didáticos não fazem. Encerrou comemorando seus 9 anos de empenho para divulgar o Cordel em qualquer instituição pública e privada, como um garimpeiro, tropeiro, cigano, como um artista circense que busca levar sua arte para o público.
Na mesa seguinte,mediada pelo jornalista e escritor, Carlos Souza, “Literatura de qualidade em produção na Bahia, no momento atual”, falaram o escritor e editor Araken Vaz Galvão, que relatou experiências cooperativadas na cidade de Valença; a jornalista, escritora e produtora cultural Gina Leite, expondo sua experiência na produção do livro experimental e coletivo “Como se fosse o mesmo céu”; e,a escritora de Barreiras, Antonieta de Aguiar Nunes, que relembrou sua história como escritora, desde a infância até passagem por São Paulo e o retorno a Barreiras.
Foi um sábado promissor para o surgimento de novos debates e mudanças de comportamento em relação à produção de livros na Bahia.
No domingo, a programação continuará com Recital poético e performático com Gilberto Teixeira, Marcos Peralta, Tiago Oliveira, Estrela e convidados; entrega do título de Personalidade de Importância Cultural ao jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus; lançamento do livro “Angolando Poesias e Canções”, do cantor e escritor angolano Carlos do Nascimento, que também fará show musical; homenagem a ildásio Tavares com a presença do seu filho Gil Vicente Tavares.
Parabenizamos a Fundação ÒMNIRA pela realização e seus apoiadores: Fundação Pedro Calmon, APUB, Editoração CEPA, GALINHAPULANDO.BLOGPSOT.COM, UBE – União Brasileira de Escritores e Revista ARTPOESIA. Aguardamos mais novidades em breve.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FRANKLIN MAXADO NO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA



O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, promoveu ontem, 25/8, uma palestra animadíssima com o poeta, xilogravurista, jornalista e compositor, Franklin Maxado. Autor de mais de 300 folhetos de Cordel em quase 40 anos de atividade, Franklin é o grande representante deste gênero aqui na Bahia. Pertencente à geração de 70, ele conheceu e se relacionou com os grandes mestres do passado, entre eles, Rodolfo Coelho Cavalcante, responsável por seu ingresso nesta arte.
Na palestra, Franklin, além de contar sua trajetória poética, ressaltou a importância do Cordel para a educação, sendo ele um dos precursores desta idéia, quando no final dos anos 70, pleno regime ditatorial, solicitou ao então Ministro Eduardo Portela, a inclusão da Literatura de Cordel no currículo escolar brasileiro.
Falou da sua preocupação com a moda passageira que o Cordel pode sofrer com a novela global Cordel Encantado; do preconceito sofrido por poetas baianos na barraca da Ordem dos Poetas na Praça Cayru, que não prestigia as produções locais, divulgando mais as obras de outros estados do Nordeste por meras questões econômicas; da evolução do Cordel para um público erudito, formado por professores e estudantes universitários, deixando de ser popular por conta do desinteresse do povo pela leitura e hábitos televisivos.
Após a palestra o poeta brindou-nos com a leitura de trechos de seus folhetos com maestria e gracejo. Apresentou a relançamento em nível nacional pela Editora LUZEIRO, dos cordéis: SACI E BICHO FOLHARA e GRACINHA CORNETEIRA, A MALAZARRES DE MINISSAIA. O Boletim Informativo do IGHB, nº 39, também publicou um artigo de Franklin, intitulado O ATUAL CORDEL BAIANO, que serviu de base para a sua palestra. Entre estudantes, curiosos e pesquisadores, estiveram na platéia a Presidente do Instituto, Consuelo Pondé de Sena; o historiador Luis Henrique Tavares; o antropólogo Luis Mott; os poetas João Augusto, Antonio Barreto e Eliseu Moreira Paranaguá; o artista plástico Luis Natividade.

Contatos com o autor: franklinmaxado@bol.com.br e franklinmaxado@ig.com.br (75) 3623-3845

CORDEL BAIANO EM MINIATURA


Luiz Natividade é um dos principais xilogravurista em ação na Bahia e na sua relação com diversos poetas acabou por ingressar no mundo da literatura, como autor e editor. Nascido em Junqueiro, veio para a Bahia estudar em 1980 e formou-se em Belas Artes pela UFBA.
Já realizou mais de 50 exposições nos seus 30 anos de carreira. Escreveu, entre outros, os folhetos Marieta que eu vi viver, O homem da mesa e Manual de Xilogravura – uma idéia feita à mão. Neste último o artista ensina, de maneira simples, a fazer xilogravuras com matérias acessíveis e ferramentas produzidas por ele.
Seu projeto atual é a edição da Mine Literatura de Cordel, livrinhos no tamanho 7,5x10,5, que agradará crianças e colecionadores. Na lista de lançamentos estão os clássicos do Cordel Baiano contemporâneo escritos por diversos autores: Franklin Maxado, Antonio Barreto, Bule-Bule, Jurivaldo Alves, Patrícia Oliveira, Jotacê Freitas e outros.
Os contatos de Luis Natividade são os seguintes: natixilo@gmail.com e o blog: WWW.natividadexilo.blogspot.com

segunda-feira, 13 de junho de 2011

CORDEL BAIANO NO SALVADOR NORTE SHOPPING

"Com tema "Viva o Sertão", o São João do Salvador Norte Shopping terá uma exposição de cordel, de 3 a 30 de junho, na Praça de Eventos do shopping. O local será transformado em um verdadeiro arraial, e ganhará decoração especial com direito a barraquinhas de comidas típicas, altar de Santo Antônio, coreto com trio nordestino, pintura de rosto infantil e aulas de forró gratuitas.
O grande destaque do primeiro São João do Salvador Norte Shopping, no entanto, será para a literatura de cordel, poesia popular tipicamente nordestina que teve origem no Brasil no século XIX. A tradição de expor os folhetos em barbantes, como roupas no varal, será resgatada pelo shopping para mostrar o trabalho do cordelista Antônio Barreto durante o período junino.
Serviço
Onde: Praça de Eventos do Salvador Norte Shopping (piso L1)
Quando: 3 a 30 de junho, das 9h às 22h (segunda a sábado) e 12h às 21h (domingo)
Atrações: Barracas de comidas típicas, exposição de cordel, sanfoneiro (sábado a quarta, 16h às 20h), pintura de rosto infantil (sábados e domingos, 15h às 19h), apresentação de cordel (dias 3, 10 e 17, às 19h), aulas de forró (dias 9 e 16, às 19h), entre outras
Quanto: Entrada franca"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CORDEL DO CAMPEÃO BAHIANO 2011

No início da sua produção no Brasil, a Literatura de Cordel tinha também a característica de noticiosa e muitos poetas se empenhavam para ser o primeiro a divulgar um fato. Cuíca de Santo Amaro, 1907 - 1964, ficou conhecido como o poeta repórter da Bahia e o início da sua carreira de poeta foi narrando partidas de futebol em folhas soltas de cordel. Os jogos ocorriam no domingo e na segunda pela manhã ele já estava no Elevador Lacerda e Água de Meninos recitando os melhores lances e conflitos da partida do dia anterior.
Nos tempos atuais, o poeta Antonio Barreto, ex-jogador de futebol, tem lançado diversos folhetos sobre o tema e o último bateu o recorde de velocidade. A final do Campeonato Baiano, que teve o Bahia de Feira como Campeão, foi encerrada por volta das 19 horas e já às 23 horas eu recebia em minha caixa de imeios o cordel: VIVA O BAHIA DE FEIRA GRANDIOSO CAMPEÃO.
Acima uma pequena mostra dos inspirados versos deste baiano, bom de bola e de poesia.

terça-feira, 10 de maio de 2011

NOVÍSSIMO CORDEL BAIANO


Acima uma pequena mostra da produção atual de dois poetas baianos.
Sérgio Bahialista estrando em Educação e Contemporaneidade UNEB; Pedagogo; Psicopedagogo; músico; Coordenador Pedagógico de EJA do NETI /SESI ; pesquisador do Programa Descolonização e Educação – PRODESE/UNEB – Universidade do Estado da Bahia; Cordelista; integrante da Rede de Arte-Educação Ser-tão Brasil. Contatos: sergiobahialista@hotmail.com
Antonio Carlos de Oliveira Barreto,nascido nas caatingas do sertão baiano, em Santa Bárbara, Bahia, no Brasil. Professor, poeta e cordelista. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Vários trabalhos foram publicados em jornais, revistas e antologias, além de mais de 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, entre vários títulos ainda inéditos. Contatos: abarretocordel@gmail.com


segunda-feira, 25 de abril de 2011

CORDEL BAIANO DESENCANTADO

O poeta, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, natural de Santa Bárbara - Ba, está sempre antenado com os avanços da tecnologia, mas sempre com uma pulga atrás da orelha. Recentemente lançou mais um cordel criticando a influência televisiva em nossa cultura. Mais uma vez a Rede Globo é o foco da atenção do poeta, com a nova novela das seis horas CORDEL ENCANTADO.


Barreto utiliza-se das estrofes de dez versos com o mote: TODO ARTISTA É RESPEITADO, PORÉM O POETA NÃO!, e faz uma série de críticas e denúncias à forma como a arte e os artistas populares são tratados. Sempre coerente, o poeta é certeiro em seus versos. Os interessados em adquirir este e outros folhetos podem entrar em contato com o mesmo através dos endereços abaixo: acobar@bol.com.br e do blog: www.barretocordel.wordpress.com

sábado, 2 de abril de 2011

CORDEL PARA SALVADOR

Os poetas Franklin Maxado "Nordestino" e Antonio Carlos de Oliveira Barreto acabam de lançar folhetos que abordam os problemas sofridos pela capital baiana por conta da administração João Henrique. Franklin, com muita ironia e seu humor peculiar, fruto de 40 anos de trabalho com a Literatura de Cordel, rasga o verbo e costura os versos em sextilhas no folheto: "METRÔ-JABUTI SÓ ANDA QUANDO EXU RECEBER SEU DESPACHO DEVIDAMENTE NA BAHIA. LAROIÊ!"
Antonio Barreto, num estilo mais sério, mas sem deixar de ser incisivo e crítico em suas sextilhas que não trazem apenas queixas, mas sugestões e soluções para os problemas, escreveu "CARTA DE UM CORDELISTA BAIANO AO PREFEITO JOÃO HENRIQUE". Os interessados podem entrar em contato com os autores pelos endereços: franklinmaxado@ig.com.br , franklinmaxado@bol.com , acobar@bol.com.br , www.barretocordel.blogspot.com

sábado, 19 de março de 2011

CORDEL EXALTA O LIRISMO SERTANEJO E A AMIZADE



Dia 18 de março, a Cantina Lua, no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, foi o palco de uma festa de lançamento de cordel em que foi exaltado a amizade e o lirismo na Literatura de Cordel. O evento lançou no mundo literário, o poeta Pilô, apelido de infância e pseudônimo de Clímaco Nardes Pires Neto, natural da cidade de Iguaçu, interior da Bahia, apresentando pelos mestres Antonio Barreto e Zewalter Pires, irmão do ‘noviço’.
A PELEJA A SEIS MÃOS
é um folheto de 8 páginas com 21 estrofes em décimas de 7 sílabas e esquema rímico ABBAACCDDC, encerradas com o mote “Nos dez de queixo caído”, uma bela expressão para os que ficam embasbacados com a criatividade e o poder de penetração cultural que o cordel ainda mantém diante de tanto avanço tecnológico.
Outra característica especial do folheto “Peleja a Seis Mãos” é o processo virtual de criação que foi realizado através da ferramenta e-mail da Internet. Encantado com o folheto “Um e-mail respostado” do irmão Zewalter com Barreto, Pilô resolveu elogiá-los em versos: “Com Zé Walter e Barreto / O cordel é mais bonito / Nessa dupla eu acredito / Sou fã com muito respeito.” Esta primeira estrofe desencadeou uma série de mensagens virtuais que finalizaram nesta “Peleja a Seis Mãos”.
Na mesa em que os poetas estavam recepcionando os leitores, admiradores e imprensa, estavam à disposição outros títulos de Zewalter: Tributo à Academia Brasileira de Literatura de Cordel e Manoel Cidadão, Coletivos Complicados – O que é panapaná?, Peleja enttre Zewalter de Brumado e Jac de Maceió, Um cordel feito por 3 no Dia do Cordelista (com Creusa Meira e Manoel Monteiro); e, Pilô Apresenta...O desafio de brincadeira de Zé Mascate e Zezim Meira, escrito aos 8 anos pelo poeta.
Os interessados em conhecer mais estes trabalhos podem entrar em contato com os autores nos seguintes endereços:
nardes.pilo@gmail.com abarretocordel@hotmail.com fatorsh@hotmail.com

domingo, 13 de março de 2011

PELEJA A SEIS MÃOS


Os cordelistas baianos
Antonio Barreto, Zewalter Pires e Pilô
estarão lançando na Cantina da Lua/Pelourinho,
dia 18 de março de 2011, às 18 horas,
o folheto intitulado
PELEJA A SEIS MÃOS,
que aborda a amizade, a grandeza do sertão
e o valor da literatura de cordel no espaço urbano.

Compareça e prestigie a cultura popular.