Itabuna, terra de Jorge Amado, será mais uma vez invadida por livros, escritores e leitores na II FELITA - Feira Literária de Itabuna que ocorrerá no Centro de Cultura Adonias Filho, de 21 a 24 de outubro. A realização é da Prefeitura de Itabuna e da FICC - Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, a curadoria é do poeta e editor Gustavo Felicíssimo. Autores de reconhecimento nacional estarão presentes fazendo lançamentos, realizando oficinas, palestras e debates.
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
domingo, 14 de dezembro de 2014
A FELITA – Feira Literária de Itabuna, realizada dias 4 a 7
de dezembro, na AFI – Ação Fraternal de Itabuna, foi um marco para uma terra
que gestou tantos escritores. Esta primeira Feira teve Adonias Filho como
patrono em comemoração ao seu centenário. Debates, entrevistas, lançamentos de
livros, oficinas de criação, recitais, música, contação de histórias e stands
de editoras incrementaram o final de semana cultural “na terra onde nasceu
Jorge Amado”.
| Jotacê Freitas realizou uma oficina de cordel. |
Os temas foram os mais variados: do papel da igreja
progressista na redemocratização até a Literatura Baiana hoje; da História
Social da Bahia à Literatura de Cordel contemporânea; da invenção da poesia às
literaturas divergentes; da vida e obra de Adonias Filho ao tempero da comida
baiana de Jorge Amado, presenteada por Paloma Amado que fez questão de
prestigiar o evento com afetivo respeito à cidade que tem seu pai como símbolo.
| Elton Magalhães lançou cordel e bateu papo com a plateia. |
No decorrer dos debates oficiais, de bastidores e de mesas
de bar as opiniões convergiram para a constatação de que a atual literatura
baiana não está em lugar nenhum do Brasil, ou seja, o destaque é ínfimo. Muitas
publicações de qualidade são lançadas por pequenas editoras mas ficam restritas
aos locais de produção. Mesmo sabendo da
importância de sermos universais em nossa aldeia e da necessidade de
fomentarmos a cadeia local do livro, o escritor deseja ser lido pelo mundo
inteiro, seja por vaidade, pretensão, síndrome de genialidade ou qualidade, mas
o público leitor, peça imprescindível na cadeia produtiva do livro, está cada
vez mais escasso. O crescimento do mercado depende do aumento do número de
leitores.
| A plateia atenta no Espaço Orfeu enquanto Luiz Natividade desenha mais um rosto. |
Falou-se muito em formação de ‘público leitor’ e de que a
educação seria a saída para fomentar este crescimento, mas a própria educação
tem utilizado muito a ‘virtualidade’ eletrônica e a ‘leitura’ soçobra neste
embate pois os meios ‘sociais’ virtuais utilizam mais o áudio visual fazendo
com que seus ‘usuários’ considerem a ‘leitura’ algo ultrapassado e cansativo.
Como estimular a leitura diante dessa realidade? Esta é a pergunta que nos
faço.
sábado, 29 de novembro de 2014
CORDEL BAIANO NA SALA DE AULA
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO - UMA CARTILHA OPORTUNA
O novo livro do poeta e professor,
Jotacê Freitas, CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO terá pré-lançamento dia 07/12,
durante uma Oficina de Cordel, na FELITA – Feira Literária de Itabuna, e
lançamento afetivo no dia 19/12 na UNEB – Senhor do Bonfim, sua terra natal. “Neste
livro, o poeta apresenta-se como um educador que leva para a sala de aula a
tradição do cordel como ferramenta pedagógica que colabora no processo de
aprendizagem.”
Sem
preciosismos linguísticos, ‘literatices’ ou ‘cientificismo ortodoxo’, o livro
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO, ou mais sabiamente, “cartilha didática e prática do
cordel”, é um caderno ideológico,
artesanal, típico de quem está na trincheira entre a poesia e a educação. Jotacê
Freitas, no falar de Reginaldo Carvalho, professor da UNEB, prefaciador e
estudioso da interligação entre arte e educação, “propõe com a autoridade de um
prático e a tranquilidade oriunda da experiência uma metodologia do ensino do
cordel, onde não faltam a cantoria, o funk, o rap, o samba de roda e – acreditem
– o pagode”.
Os textos aproximam-se da oralidade,
como a sintaxe fácil da poesia de cordel exemplificada à exaustão em 2/3 do
livro. Mas são exemplos necessários à prática da profissão de professor,
público a quem o livro se dirige, podendo ser lido por admiradores do cordel e
estudantes de pedagogia, letras e demais licenciaturas.
A temática central é a “Didática da
Poesia Popular” apresentada com a objetividade de quem sabe o que faz. Mas está
incluso também a ‘história do cordel’, folhetos editados em greves de
professores, relatos de fatos escolares, materiais didáticos para práticas em
sala de aula e duas entrevistas em que o poeta expõe sua vida, influências, experiências
e ideologias.
A capa é panfletária, típica
pichação, colagem em muros, referência atualíssima da contemporaneidade tão
presente nos cordéis, criação da artista plástica, ilustradora e esposa do
poeta, Walkíria Freitas.
A publicação com 120 páginas é
independente, foi editorada na Gráfica e Editora Vento Leste e será comercializada
a R$ 20,00 nos lançamentos. Quem desejar pode adquirir pela internet, incluindo
a taxa dos Correios, pelo endereço eletrônico oficinadecordel@gmail.com .
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
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