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quinta-feira, 5 de março de 2020

TIRANABOIA - COBRA DE ASAS

Poema escrito a partir de uma lenda da minha infância na cidade de Senhor do Bonfim, semiárido baiano, à qual vivi e sobrevivi.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A Sete Quatro Comunicação e o cantor e compositor Maviael Melo convidam para o lançamento do CONVERSARIA: programa de música, cordel, poesia e tudo mais que a cultura nordestina nos oferece. Do sertão ao litoral, do rio ao mar, nada fica de fora!

Venha celebrar com a gente!

Evento: Lançamento do programa CONVERSARIA

Local: Espaço Cultural da Câmara Municipal de Salvador

Data: 23 de Maio

Hora: 18h30

quarta-feira, 1 de maio de 2019

CORDEL BAIANO NA PRAIA DO FORTE

Na sexta-feira (3), segundo dia da Flipf, quem abre a programação é a mesa Literatura de Cordel, às 10h, com Auritha Tabajara e Antonio Barreto, com mediação de Maviael Melo. O Poetry Slam é o tema da mesa das 14h, com Luiza Romão, Daniel Manchuni e Nagafya, com mediação de Nelson Maca. O dia será encerrado com uma discussão sobre  Crítica Literária, às 16h, com Ricardo Silverstrini e Noemi Jaffe, mediada por Zulu Araújo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

CORDEL BAIANO GANHA DESTAQUE EM ESTANTE VIRTUAL!


A Fundação Gregório de Mattos é responsável pelo programa “Caminhos da Leitura”, que tem como objetivo a promoção e o incentivo da leitura através de atividades como: circulação de livros, exposições, contação de histórias, encontros com escritores, oficinas de produção de bonecos e apresentação de contos cantados. As atividades acontecem em escolas, bibliotecas e praças. Essas ações proporcionam o acesso democrático às atividades culturais ligadas a leitura e a escrita e fomentam o conhecimento.” Para mais detalhes clique na imagem.  
             
                                                          
A LEITURA DOS LIVROS ESTÁ DISPONÍVEL GRATUITAMENTE. CLIQUE NA CAPA!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

quinta-feira, 24 de maio de 2018

CORDEL BAIANO COM "GROOVE"

Antonio Marcos após comer muito fiambre, carne suína enlatada, apropriou-se da marca Kitute para compor seu nome por persistência dos amigos. Em Irará, o conheci na Casa de Cultura, através de Roberto Martins. Parecia-me que ele amava mais a música que a poesia. Em outros encontros ele demonstrou mais amor ainda pela música, mas também um interesse bem maior pelo Cordel. Agora ele lança um EP que pode ser apreciado clicando na imagem acima onde encontrará mais detalhes sobre o show.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

CORDELIZANDO O SERTÃO BAIANO

"A poesia ganha espaço em diversas cidades do estado da Bahia através do edital Calendário das Artes, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA). Um dos 40 contemplados é o projeto Poetizando Povoados em Cordel, que vai ofertar oficinas de Literatura de Cordel em seis municípios da zona rural do território Velho Chico e em Irecê.
As oficinas serão ministradas em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, nos povoados de Ibotirama (Ilha Grande e Aldeia Tuxá),  Morpará (Capim de Raiz), Paratinga (Lagoa Dourada), Oliveira dos Brejinhos (Boa Esperança), Muquém do São Francisco (Quilombo Jatobá) e Ipupiara (Sodrelândia), dando acesso á jovens estudantes e demais interessados na arte cordelista.

“Nesse projeto, estaremos construindo junto aos alunos cordéis que relatam a história de suas comunidades e suas realidades. No final, será confeccionado um livreto que será lançando num recital nas feiras livres de cada cidade”, conta o proponente do projeto, poeta, cordelista e autor do livro de literatura de cordel “Versos entre rimas de cordel”, Josemário Fernandes.

Além dos professores e alunos envolvidos, haverá a participação de poetas convidados nos recitais poéticos, visando à valorização dos trabalhos produzidos pelos jovens e a literatura de cordel nas comunidades.

Incentivando e oportunizando maior acesso ao público, o projeto pretende distribuir os livretos gratuitamente nas escolas, bibliotecas e pontos de leitura, além de realizar a divulgação nas redes sociais, para oferecer maior alcance de visualizações pelos mais diferentes cantos do mundo.

“O Calendário das Artes tem um papel importantíssimo para nós, pois sinaliza que o projeto está sendo valorizado”, afirma Josemário. 

Serviço:
Oficinas de Literatura de Cordel -  Atividade gratuita

04 de abril, às14h - Aldeia Tuxá/Ibotirama - Colégio Estadual Indígena Marechal Rondon, com Rafael Cruz da Silva
12 de abril, às 8h - Ilha Grande/Ibotirama - Escola Municipal São José, com Adelson Batista de Souza
19 de abril, às 14h - Lagoa Dourada/ Paratinga - Escola Familiar Agrícola, com Maria Aparecida Vieira Santiago (Cida) 
29 de abril, às 14h - Boa Esperança/Oliveira dos Brejinhos - Centro Comunitário, com Uilton Teles de Souza
3 de maio, às 14h - Capim de Raiz/Morpará - Escola Municipal Antônio Cardoso de Almeida, com Carleide Pereira Marques
18 de maio, às 8h - Sodrelândia/ Ipupiara - Escola Municipal Antonio Carlos Magalhães/ Regis Pacheco, Maria Dirce Alves Santos
27 de maio, às 14h - Jatobá/Muquém do São Francisco - Sede da Associação Jatobá, com João Rodrigues da Silva (Almeida) "

sábado, 21 de abril de 2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

BODAS DE BRILHANTE PRO CORDEL BAIANO



“Minha história pessoal começa em Feira de santana, pois lá nasci. Pra ser preciso, a 15 de março de 1943.  Sou descendente de portugueses, mas me considero um elemento tipicamente brasileiro porque, em minhas veias, correm todos os sangues formadores ou, pelo menos, que contribuíram para a formação da nacionalidade brasileira. Minha mãe, por exemplo, parece uma inglesa e ela se orgulha muito disso. Só não me consta que tenha parentesco com japonês. Mas acontece o seguinte: chego num lugar e sempre tem alguém que me acha com cara de judeu ou de árabe ou de índio ou até mesmo de espanhol. Quer dizer, meus antepassados portugueses já vieram misturados.” Franklin Maxado em: A Noite dos Coronéis.

                    FRANKLIN MAXADO NORDESTINO 
                             NA BOCA DOS OUTROS

Orígenes Lessa, na orelha do livro Cordel, Xilogravura e Ilustrações, escrito por Franklin, publicado em 1982, pela Codecri, no Rio de Janeiro: “ O formato era o dos folhetos comuns. Número de páginas, em geral o mesmo. Estrofe de seis ou sete versos, como os outros. Os versos, de sete pés. Temática, geralmente a mesma. Igual em quase tudo. Mas logo se viu: aquele não ficara na escola primária. A vida lhe dera oportunidades que nem sempre seus outros colegas, alguns fabulosos, tinham tido. Tivera ginásio, universidade, era até bacharel.
Para se identificar melhor, talvez, com seus novos companheiros, ele pegou até o ch do sobrenome e o botou pra escanteio: continuou Machado, mas com X, e seu nome de briga (ou de poesia) passou a ser Maxado Nordestino. Mostrava assim que preferia o povão do mercado à clientela que o atazanava no escritório de advocacia e mesmo aos colegas de jornal em Salvador.
Ele vinha pra valer. A praça é dos poetas. Lá estava ele vendendo seus versos, perfeitamente integrado na imagem tradicional de poeta do povo. Faz, publica, vende poesia. E estuda poesia. Já autor de mais de 70 folhetos, incorpora-se á mais extraordinária manifestação da cultura popular no Brasil. Ninguém mais homem do cordel. Ninguém mais consciente de sua opção. Daí, há dois anos, um dos grandes sucessos editoriais da Codecri: O que é literatura de cordel? de Maxado Nordestino, um depoimento que ficará clássico nesse campo. Daí os anos de pesquisa que Maxado Nordestino dedicou a uma das decorrências dessa literatura popular (decorrência econômica e logo a seguir realidade artística espantosa em muitos casos): a gravura em madeira, inesperado caminho para criaturas mal saídas do anonimato e do não-alfabeto, que nos surpreendem com eventuais obras primas. Fazendo-se xilógrafo  ele mesmo, como muitos outros, Maxado quis saber quem eram os outros, quantos eram, como tinham começado e onde, se faziam xilogravura e desde quando. O presente livro é a resposta a essas e a mil outras perguntas ao longo dos últimos anos, lendo, viajando, formulando questões. Escrever sobre a xilogravura em nossa literatura de cordel, de agora em diante, ninguém o poderá fazer sem conhecer as pesquisas, descobertas e informações deste livro notável.”
                                                    
 Arievaldo Viana, na apresentação da reedição do livro: O que é cordel na literatura popular, também de Franklin Maxado, da editora Queima-bucha, lá de Mossoró e lançado em 2011, diz: “ Foi necessário que surgissem pessoas como Franklin maxado, homem culto, com formação acadêmica, mas profundamente ligado ao universo do cordel, para que alguns disparates começassem a ser refutados de forma eficaz e contundente. Inicialmente, o próprio Franklin sofreu a rejeição de alguns estudiosos do meio acadêmico da mesma maneira como foi rejeitado por alguns colegas de cordel. um deles, Jotabarros, chegou mesmo a publicar  um libelo contra o seu ingresso na profissão de poeta e folheteiro, intitulado “Doutor, o que faz em cordel?”, no que Franklin rebateu prontamente com o folheto “Doutor faz em cordel, o que cordel fez em Doutor!” Hoje, além de Franklin Maxado, temos nomes envolvidos com o estudo do cordel que também estão diretamente ligados à sua cadeia produtiva, como é o caso de Marco Haurélio, Gonçalo Ferreira, Moreira de Acopiara, Aderaldo Luciano, dentre outros.”
                                              
 Antonio Amaury, no livro Franklin Maxado – Biblioteca de Cordel, publicado em São Paulo pela editora Hedra, em 2007, relembra: “ No tempo em que as nuvens negras da ditadura militar começaram a ser afastadas do nosso firmamento, com o início da abertura no rumo da democracia, vamos encontrar Franklin Maxado como candidato a Presidente do Brasil pelo Partido Kordelista, assim mesmo, com K, como pregava na sua reforma ortográfica.
Encontrou de pronto um defensor de peso na figura do ilustre poeta e intelectual patrício Carlos Drummond de Andrade.
Levantando bem alto a bandeira da sua candidatura, ele escreveu crônica de página inteira em jornais de circulação nacional e elogiou a criatividade do poeta-candidato.”
                                   
 Mark Curran, em Retrato do Brasil em Cordel, Ateliê Editoriail, lançado em 2011, comenta:  “Como já se disse, um momento menor mas significativo da história brasileira teve lugar pouco tempo depois: o símbolo do orgulho nacional e de sua superioridade no futebol, a Taça Jules Rimet, foi roubado de uma vitrine no centro do Rio de Janeiro. O episódio e as circunstâncias que rodearam esse roubo produziram uma dos poemas mais vitriólicos  da época, escrito por Franklin Maxado em São Paulo: O Brasil Entrega o Ouro e Ainda Baixa as Calças ( O Ex-País do Futebol). O poeta está mais do que zangado ou triste (desculpem a expressão, mas não há melhor maneira de expressar do que a frase usada pelo povo): “está puto da vida!” Segundo o poeta, o governo mandou fazer uma cópia da taça roubada, de ouro como a original, mas por m ourives de fora do Brasil! Isso simboliza, para Franklin Maxado, poeta liberal, hippie e constetador, um desprezo da nossa técnica e um atestado de nossa “incomptência”, e, mais que tudo, uma afirmação da dependência em que está o Brasil em relação ao Primeiro Mundo. O vate toca realmente na psique nacional e no papel que o futebol representou em 1970, além do fato de o orgulho nacional tornar-se um produto de um jogo levado a sério demais, talvez, na verdade, “o único jogo” do país do Brasil.”
 Cid Seixas, na revista Légua&meia, Ano 4,nº 3, 2005: “Franklin Machado é um ator-camaleão da cultura brasileira. Múltiplo nas suas artes e apartes no cotidiano da nação, como se lê no texto-depoimento a seguir e nas gravuras de cordel que ilustram este número de Légua&meia; jornalista, poeta, cantador e contador de cordel, com mais de duzentos folhetos editados pelos descaminhos do Brasil. Bacharel em Direito e em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, foi diretor do Museu Casa do Sertão (por ele idealizado) e do Museu Regional de Arte, de Feira de Santana.
No início dos anos 70 bombardeou a vida da cidadecom peripécias e estripulias que o embarcaram no último pau-de-arara, com destino a São Paulo. Ao desapear, no centro da metrópole, ali mesmo, na Rua Augusta, levantou sua tenda dos milagres. Viveu como poeta de cordel e artista popular durante os delirantes anos da ditadura, sem dispensar estrepitosas intervenções na política nacional, incluindo a candidatura à presidência da República das bananas e baionetas.

Como artista múltiplo, juntou ao nome civil do estudioso o nome de guerra que ganhou nas bandas do Sul: Maxado Nordestino. Nos seus 40 anos de reinações e andanças pelo mundéu de Deus e do Diabo, o filho pródigo está fincado em Feira de Santana, semeando a terra e as artes. Louvado seja.

                         
Guido Guerra, no livro A noite dos coronéis, Volume II, publicado pela Alba e ALB, em 2005, define assim o nosso poeta: “Ele escandalizou Feira de Santana, não por ter casado com uma negra, uma atriz de teatro, mas por ter quebrado os padrões dessa cerimônia. Projetou uma cerimônia ecumênica, com uma bênção católica e elementos constitutivos do candomblé. Levou o cordel para São Paulo e lá cantou Terra de Lucas. Na sofisticada Rua Augusta, abriu um ateliê de cordel: o Nordeste foi sua matéria prima e seu sonho de consumo – Rodolfo Coelho Cavalcante, Zé Limeira, o Cego Aderaldo – tantos outros enriqueceram seu acervo permanente. Através de suas palavras, de suas lembranças de juventude, por vezes com um travo de amargura, de ressentimento, o leitor mergulha também numa tocante história de amor.”
Possui 96 títulos catalogados na Coleção Folhetos de Cordel do Acervo Bibliográfico da FUNCEB, Egba, 2006.
               
Foi acusado de ser o escritor por trás  do cordelista, K. Gay Nawara, um pseudônimo jocoso, cacófato pornográfico, imitando a língua japonesa. Folhetos desbocados ao estilo de Cuíca de Santo Amaro começaram a aparecer nas feiras de livros e de artesanato em São Paulo, Rio de Janeiro, Feira de Santana e Salvador nos anos 70, assinados por este poeta. O autor se escondeu muito bem, os compradores não revelaram a fonte e Franklin Maxado sempre nega quando perguntado.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CORDEL BAIANO NO CARNAVAL 2018

Interessados em ler o folheto na íntegra devem solicitar uma cópia ao poeta: jrjoaoroch@gmail.com


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

OXE - PORTAL DA LITERATURA BAIANA CONTEMPORÂNEA

Clique na imagem e visite o portal.
Acreditando que “é dever da escola promover a leitura de textos dos mais variados gêneros. Dentre eles, os literários, pois a leitura literária facilita e amplia o gosto pela vida...” estudantes do IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santo Amaro, sob a orientação da Profª Gal Meirelles, criaram na internet o OXE – Portal da literatura baiana contemporânea. 
Antonio Barreto, Antonio Queiroz, Bule Bule, Elton Magalhães, Jotacê Freitas e Luiz Natividade.
Além de promover diversos eventos literários no campus do Instituto o grupo lançou uma coletânea virtual com contos, crônicas, ensaios, literatura infantojuvenis, poemas, romances, textos líteromusicais e o nosso cordel baiano com autores destacados dos anos 70 aos dias atuais.
Os estudantes do IFBA e o poeta Jotacê na Feijoada Literária em 2016.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

BULE BULE - 50 ANOS DE CORDEL BAIANO

“ produziu vários folhetos em cordel para a Telebahia e um anúncio comemorativo dos 15 anos do Ministério das Comunicações com o título “ O causo do jegue que se aposentou por causa do minicom “,[...] “
CLIQUE NA IMAGEM PARA LER MATÉRIA COMPLETA DO CORREIO* ESCRITA POR NELSON CADENA DIA 13/10.
O cidadão, Antonio Ribeiro, completa 70 anos comemorando seu nível de creatinina de criança e o poeta, Bule Bule, 50 anos de carreira artística bem sucedida. 
LEIA MATÉRIA COMPLETA NO 'A TARDE' ESCRITA POR CHICO CASTRO JR DIA 29/8, CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO
correiofeirense com br
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