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terça-feira, 6 de abril de 2010

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1

Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.