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sexta-feira, 31 de março de 2017

HOMENAGEM JUSTA AO CORDEL BAIANO!


Mesmo com dúvidas sobre sua data de nascimento, Rodolfo Coelho Cavalcante, foi um grande poeta e tem uma obra que merecia uma edição antológica. Sua vida inteira, desde os 13 anos, foi dedicada à arte. Trabalhou de palhaço de circo e propagandista por todo o Nordeste até parar na Bahia para plantar e colher poesia. Clique na imagem para mais detalhes sobre o filme: Suspiros de um trovador.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CORDEL BAIANO NA ABLC

Fui chamado de ‘bairrista’ por só tratar de Cordel Baiano neste espaço. Antecipo os objetivos no perfil do aplicativo, não me sinto discriminado. No PEPLP-UFBa ( Programa de Estudos e Pesquisas da Literatura Popular) e posteriormente na Comissão Baiana de Folclore, ambos orientados por Doralice Alcoforado, professora e pesquisadora, aprendi que a Bahia não tem seu Cordel reconhecido na mesma proporção que a sua qualidade literária e histórica. Acredito que a canonização, tanto de homens ‘santos’ como de obras de arte, quem determina é o povo, o público, o leitor. Sociedades, agremiações, confrarias, clubes, academias, críticos e editores servem mais para fortalecimento daquela prática a qual se propõem a ‘preservar, valorizar, difundir e divulgar’. Não quero aqui meter o bedelho onde não estou sendo chamado, mas a quem caberia esta responsabilidade? Ao poeta, ao sindicato, ao governo, às bibliotecas?
Por aqui, Rodolfo Coelho Cavalcante, lutou muito nos anos 40 a 70 pela organização da classe cordelística na Bahia e no Brasil, com amigos fundou a OBPLC – Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel, dirigida posteriormente por Bule-Bule e Paraíba da Viola, com sede em uma barraca que virou ponto de apoio, vendas e apresentações na praça do Elevador Lacerda. A poeta Zuzu Oliveira dirige a Ordem atualmente em busca de renovação e novos apoios pois a sede foi retirada da praça pela prefeitura em 2013 e até o momento não foi substituída ou realocada.
          Visitei a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro. Conheci o poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da instituição; sua esposa Mena, a Madrinha dos Poetas. Adquiri uma obra prima, 100 CORDÉIS HISTÓRICOS SEGUNDO A ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, em 2 volumes, tamanho 30x20cm, com as capas em fac-símile de todas as obras, patrocinada pela Petrobras e publicada em 2008, “destinada a preservar parte significativa da cultura brasileira” conforme Francisco da Silva Nobre; organização e curadoria do próprio Gonçalo.
Por ser este um blog escrito por um baiano com o intuito de debater a nossa produção, procurei a produção baiana na referida antologia. São 100 poemas escritos por 41 poetas de 9 estados do Norte/Nordeste. Destes, apenas um é da Bahia: “O ENCONTRO DE LAMPIÃO COM DIOGUINHO”, de Antonio Teodoro dos Santos, ‘O garimpeiro”, natural da cidade de Jaguarari. A coleção conta com a produção de 15 paraibanos, 11 pernambucanos, 3 potiguares, 2 alagoanos, 2 cearenses, 1 paraense, 1 piauiense, 1 sergipano e 4 com naturalidade desconhecida. Esta edição “é um marco histórico e indelével para a ABLC, para as letras brasileiras e para a própria latinidade”, palavras do Mestre  Gonçalo que endosso.  Ele antecipa que ‘não foi justo na visão de muitos e que foi difícil escolher apenas 100 de um rico acervo de cerca de 13 mil”.
           A equipe organizadora mostra a importância histórica e literária destes poemas nas apresentações constantes no livro. A curadoria optou por incluir apenas autores mortos “pois eles não têm outro processo para reeditar seus trabalhos”, e que nasceram entre 1848 a 1928. Organizar uma antologia não deixa ninguém felicíssimo, muito pelo contrário, a exclusão de alguém pode causar atritos artísticos e pessoais entre os envolvidos e seus interessados. Sem tartamudear, mas respeitando os critérios, senti falta de Cuíca de Santo Amaro, que se encaixaria neste recorte. O brincante pernambucano, Antonio Nóbrega, em seu texto de apresentação, lembra a figura icônica do poeta baiano nas imagens de Pierre Verger na revista O Cruzeiro como um destaque nacional.
A nossa Literatura de Cordel também tem seus ‘bestsellers’, seus cânones, seus autores consagrados, assim como todo e qualquer gênero literário com seus clássicos, pastiches, auto-ajudas, fantasias e amores. Falta-nos, para nos equipararmos à literatura oficial, uma classificação por escolas e/ou estilos; temos classificações temáticas, mas não seria difícil estabelecer paradigmas para uma taxonomia mais erudita. ‘Mas o que temos com isso?’
Eu, Gonçalo, Walkíria e Mena.
Os poetas populares seriam sempre populares ou populistas? As instituições cumprem o seu papel de estabelecimento de normas e padrões. Busco uma poesia com “sangue novo e elementos deveras salutares”, como diria o grande Antonio Vieira, de Santo Amaro da Purificação, com seu Cordel Remoçado, uma blasfêmia para uns e arte para tantos outros.
Gonçalo Ferreira, a princípio criticado pelos próprios colegas, foi vítima de diversas chacotas versadas em desafios de repentistas na conceituada Feira de São Cristovão, berço da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Os populares não precisam de organização, consagração, conservação e motivação? Sua perseverança e persistência demonstraram que estava no caminho certo, a Academia não seria apenas um celeiro de egos, mas de preservação, divulgação e estímulo à leitura e à produção do cordel. Ele relata com satisfação as críticas que sofreu quando iniciou a campanha para a fundação do órgão, que seria melhor juntar-se com Drummond, Vinícius de Moraes, Castro Alves, Gonçalves Dias e outros clássicos, era o conselho que recebia.
         A representatividade da ABLC como entidade de classe é notável no Brasil pela adesão da maioria dos poetas em atividade. O critério para escolha dos membros é “por meio de votação em escrutínio secreto” e que 25% das cadeiras é para os não residentes no Rio. No panteão da ABLC figuram pessoas jovens e maduras, com vasta e pequena produção poética, com muita experiência de estrada e iniciantes iniciados na própria Academia. É uma variedade de estilos e temas que encantam os leitores, amantes e praticantes desta arte que vem atravessando os séculos com pecha de ‘literatura barata’, sem valor canônico, mas que tem demonstrado em estudos sua importância literária e influência nos autores considerados consagrados em toda a literatura universal.

A pesquisadora, Ana Carolina Carvalho, declarou ao O Globo em 2015, num artigo sobre o Cordel Carioca, objeto de seu estudo, “que apesar de não terem retorno financeiro, (os poetas) insistem em escrever. É como se eles se sentissem cotidianamente desafiados a versificar o mundo.” Neste mesmo artigo, do jornalista Emiliano Urbim, Moraes Moreira relembra, na ocasião de sua posse na ABLC, a influência de seu irmão Zé Walter na sua caminhada no mundo do Cordel. Moraes temia os preconceitos, foi bem aceito e visto como prestigiado divulgador do Cordel.

Das 40 cadeiras disponíveis na ABLC, Rodolfo Coelho Cavalcante é o patrono de uma delas. Atualmente 5 cadeiras são ocupadas pelos baianos Bule-Bule, Marco Haurélio, Moraes Moreira, Varneci Nascimento e Zewalter Pires. Não faço aqui campanha por minha inclusão numa cadeira,  sou do Clube do Grouxo Max e não é permitido filiação a agremiações que nos aceitem como sócios. Sugiro aqui o nome de Franklin Maxado ‘Nordestino’ à próxima vaga na ABLC pela importância e qualidade literária e gráfica das suas publicações, pois também é xilógrafo. Não sei se ele tem interesse, mas para o Cordel da Bahia seria um prestígio necessário para a difusão de nossa produção com os que lá estão.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A HISTÓRIA DO MUNDO POR FRANKLIN MAXADO!

 Para os que esperam meras confissões de um experiente poeta, o livro CORDEL NA LITERATURA POPULAR, de Franklin Maxado Nordestino, é mais que um compêndio ou um tratado histórico,  desta arte universal que é narrar estórias e histórias com ritmos e rimas capazes de seduzir a atenção de ouvintes e leitores, é uma catarse verbal apaixonada e ideológica. São 114 tópicos onde estão sintetizadas as origens, os conceitos, as regras, a classificação, estrofes clássicas; 24 ilustrações de capas de folhetos, em xilogravuras e clichês diversos;  10 fotografias com amigos artistas e autoridades; e uma bibliografia vasta para pesquisa. Franklin relata também experiências, bem e maus sucedidas, abrindo o campo para os poetas que quisessem se arriscar na arte de sobreviver da arte, dando dicas e pioneiramente sugerindo caminhos para uma profissionalização da função que acabou sendo reconhecida recentemente pelo Congresso Nacional.
Falar de cordel é falar das epopeias, gestas, odisseias, narrativas épicas, jograis, pelejas, ABCs, repentes, cantorias cômicas ou trágicas, representando o povo de todas as partes do mundo. Portanto, conhecer a verdadeira história do Cordel é conhecer a história do mundo e da humanidade, pois através de versos, a princípio orais e posteriormente impressos, as pessoas se auto-conheciam e viam seus sonhos e anseios expressos numa linguagem acessível. 

Sucinto e objetivo na escrita da história da hoje conhecida Literatura de Cordel, o feirense Franklin Maxado, reviu e atualizou esta reedição potiguar, da Editora Queima-Bucha, anteriormente o livro foi lançado pelo Pasquim. Elegantemente didático, o texto não tem soberba nem síndrome de superioridade, como tentaram acusar o autor por ser jornalista e “doutor” advogado, quando ingressou no cordel encaminhado por Rodolfo Coelho Cavalcante, o poeta alagoano mais baiano do Brasil. No livro A NOITE DOS CORONÉIS, de Guido Guerra, está lá registrada a história: em São Paulo, 1967, Franklin envia ao “mestre” Rodolfo o  jornal com sua matéria sobre o metrô que estava sendo construído naquela capital. Rodolfo escreve o cordel O PAULISTA VIROU TATU VIAJANDO DE METRÔ e envia  1.000 cópias para ele. E é a partir daí que começa a saga deste poeta, ator, cantor e xilogravurista, que acaba de completar 70 anos. São 40 anos de artes, de um homem sonhador que saiu da Bahia e foi para o Sul Maravilha com o cordel que para ele “é poesia, é gráfica; é canto; é artes plásticas; é música; é teatro; é jornalismo; e é comércio”. 
 Incansável batalhador pela valorização do cordel e do poeta, Maxado, recorreu a Ministro, nos anos de ditadura, para que a literatura fosse adotada pelas escolas; ao governador da Bahia, solicitando mais espaço para o cordel nos eventos literários; ao presidente Lula, reivindicando a profissionalização do poeta de cordel; e até candidatou-se anarquicamente à Presidência da República, com o apoio escrito em crônica pelo poeta mineiro, Carlos Drummond de Andrade, nos anos 1980.
Neste livro, Franklin Maxado, o Nordestino,  bota o cordel no seu verdadeiro lugar, o da universalidade, ao contrário de muitos que veem apenas o Nordeste brasileiro como o lugar de pertencimento do cordel. Franklin desfralda a bandeira da contemporaneidade do cordel, um baiano se achando em São Paulo, mostrando ao Brasil que o a Literatura de Cordel também poderia ser atual e moderna, com temas que atraíssem a atenção do público leitor mesmo após a notícia no jornal, rádio e televisão. 
Como afirma Arievaldo Viana, poeta, pesquisador cearense, criador do projeto Acorda Cordel na Sala de Aula: “foi necessário que surgissem pessoas como Franklin Maxado, homem culto, com formação acadêmica, mas profundamente ligado ao universo do cordel, para que alguns disparates começassem a ser refutados de forma eficaz e contundente”.  Paulo Dantas, escritor, explica na apresentação que este livro “ensina e conduz, introduzindo os leitores na história universal do cordel, com suas origens e fins, modos e meios de comunicação”; no que é endossado, também na apresentação, pelo jornalista e poeta, Crispiniano Neto, figura de renome nacional, originário do Rio Grande do Norte, “leiam Franklin Maxado e saibam o que é Literatura de Cordel. Bom, depois, comecem a falar sobre o assunto”.

Contatos com o autor: franklinmaxado@hotmail.com  e Editora: queimabucha@gmail.com

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FRANKLIN MAXADO NO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA



O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, promoveu ontem, 25/8, uma palestra animadíssima com o poeta, xilogravurista, jornalista e compositor, Franklin Maxado. Autor de mais de 300 folhetos de Cordel em quase 40 anos de atividade, Franklin é o grande representante deste gênero aqui na Bahia. Pertencente à geração de 70, ele conheceu e se relacionou com os grandes mestres do passado, entre eles, Rodolfo Coelho Cavalcante, responsável por seu ingresso nesta arte.
Na palestra, Franklin, além de contar sua trajetória poética, ressaltou a importância do Cordel para a educação, sendo ele um dos precursores desta idéia, quando no final dos anos 70, pleno regime ditatorial, solicitou ao então Ministro Eduardo Portela, a inclusão da Literatura de Cordel no currículo escolar brasileiro.
Falou da sua preocupação com a moda passageira que o Cordel pode sofrer com a novela global Cordel Encantado; do preconceito sofrido por poetas baianos na barraca da Ordem dos Poetas na Praça Cayru, que não prestigia as produções locais, divulgando mais as obras de outros estados do Nordeste por meras questões econômicas; da evolução do Cordel para um público erudito, formado por professores e estudantes universitários, deixando de ser popular por conta do desinteresse do povo pela leitura e hábitos televisivos.
Após a palestra o poeta brindou-nos com a leitura de trechos de seus folhetos com maestria e gracejo. Apresentou a relançamento em nível nacional pela Editora LUZEIRO, dos cordéis: SACI E BICHO FOLHARA e GRACINHA CORNETEIRA, A MALAZARRES DE MINISSAIA. O Boletim Informativo do IGHB, nº 39, também publicou um artigo de Franklin, intitulado O ATUAL CORDEL BAIANO, que serviu de base para a sua palestra. Entre estudantes, curiosos e pesquisadores, estiveram na platéia a Presidente do Instituto, Consuelo Pondé de Sena; o historiador Luis Henrique Tavares; o antropólogo Luis Mott; os poetas João Augusto, Antonio Barreto e Eliseu Moreira Paranaguá; o artista plástico Luis Natividade.

Contatos com o autor: franklinmaxado@bol.com.br e franklinmaxado@ig.com.br (75) 3623-3845

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PAIXÃO POR FEIRA DE SANTANA, SEU POVO E SUA HISTÓRIA

Franklin Maxado Nordestino, maior poeta da Bahia, mais uma vez mostra que sua verve está ativa e lança mais quatro folhetos onde faz referências à sua cidade natal, Feira de Santana, seus personagens e fatos históricos: A FEIRA DE SANTANA, SUA ALTEZA DO SERTÃO!, DOS ÍNDIOS PAYAYÁS, SAIU MARIA QUITÉRIA, A HEROÍNA DA BAHIA, DO ANTIGO MESTRE ESCOLA AO EDUCADOR PROFISSIONAL, QUEM DETEVE O CAPELÃO FOI PAI AFONSO DE IANSÃ.
Completando 4 décadas de arte, Franklin, é também artista plástico, xilógrafo, compositor, teatrólogo, jornalista, bacharel em direito e produtor rural. Ele foi o primeiro poeta a sugerir a inclusão da Literatura de Cordel no estudo da Língua Portuguesa, ainda nos anos 80, ao então Ministro da Educação Eduardo Portela.
Iniciado pelo grande Rodolfo Coelho Cavalcante, que lhe instruiu não só nas artes do versejar, mas também no de comercializar folhetos, Maxado foi o primeiro baiano a ir pro ‘Sul Maravilha’ levando o nosso cordel e o incluiu pela primeira vez em uma Bienal do Livro.
Por conta dessas inovações, tornou um divisor de águas na Literatura de Cordel, até por ter causado ‘ciúme’ em poetas mais tradicionais por ser ‘doutor’. Foi pesquisado e elogiado pelo pesquisador francês Raymond Cantel e tem sua obra publicada nacionalmente e em outros países.
Vale a pena conhecer mais a sua obra através dos contatos: franklinmaxado@ig.com.br
franklinmaxado@bol.com.br ou franklinmaxado@hotmail.com

terça-feira, 6 de abril de 2010

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1

Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.