sábado, 3 de dezembro de 2011

CORDEL EM HOMENAGEM A CARLOS MARIGHELLA

O poeta João Augusto Rocha, lançará dia 05/12, a partir das 10 horas, na sede da APUB – Associação dos Professores Universitário da Bahia, o folheto “CARLOS MARIGHELLA HERÓI DO POVO BRASILEIRO”. O evento marca o início das comemorações do centenário, deste que foi, o grande revolucionário baiano, Deputado Constituinte de 1946, organizador da Universidade Popular nas prisões por onde passou, assassinado pela Ditadura Militar em 4 de novembro de 1969 na cidade de São Paulo.

Na oportunidade a APUB fixará em sua sede um placa comemorativa ao nascimento de Marighella em 5/12/1911.

A APUB fica na rua Padre Feijó, 45 – Canela. Todos estão convidados.

domingo, 20 de novembro de 2011

CORDEL BAIANO EM NOVO ENCONTRO

Ocorreu hoje, 20/11, o II ENCONTRO DE CORDELISTAS, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Nazaré, com as presenças dos poetas José Walter Pires, Creusa Meira, Pilô, Antonio Barreto e Jotacê Freitas. O tema desta vez foi a CONSCIÊNCIA NEGRA NA LITERATURA DE CORDEL e José Walter Pires, membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, iniciou falando da discriminação que sofre até hoje a Literatura de Cordel, sendo considerada ainda uma literatura menor e sem qualidade poética ou literária. Falou também da importância da união dos cordelistas para diminuir este preconceito, levando a verdadeira Literatura de Cordel para a sala de aula fomentando novos leitores e a necessidade da criação de um espaço específico para o Cordel em Salvador.

Sua fala foi endossada por todos os presentes, inclusive com um desabafo de Antonio Barreto sobre os critérios de seleção para a participação na Bienal do Livro, evento em que todos querem participar e se mostram cordelistas, mas em outras oportunidades fogem à responsabilidade da manutenção e preservação deste gênero. Afirmou também não ter sido convidado para opinar sobre quem deveria ou não estar na programação, revelando já ter sido convidado para curador por duas vezes mas rejeitou a função por não ter o perfil adequado para a tarefa. Creusa Meira e Pilô, se consideram novatos na área mas gostariam de ver os cordelistas e o cordel ocupando mais espaços. Jotacê corroborou com as falas anteriores sem levantar polêmicas, mas informou que valoriza o ‘cordelista’ como Poeta desde a época do SOPA, jornal literário editado em 2004/05, em parceria com amigos poetas, onde já denominava, em sua coluna sobre Cordel, todos os autores como Poetas. Frisou também que os estudos universitários, conforme lembrou Zé Walter, são centrados nos clássicos e em informações antigas, cometendo falhas sobre a produção contemporânea.

Após o debate, foi realizado um recital com os poetas declamando seus versos. Zé Walter aproveitou para fazer comentários críticos sobre a obra de Antonio Barreto e a Peleja escrita por ele e Creusa Meira, demonstrando como as imagens poéticas e o ritmo são características também do cordel. Pilô, que cantou à capela cordéis de autoria de seus irmãos Moraes e Zé Walter, fez um show à parte, alegando ser a música um recurso para a memorização e foi acompanhado pela plateia nas palmas e no coro do ‘barangandam”. Creusa lembrou que dia 19/11, foi o Dia Nacional do Cordel, em lembrança a Leandro Gomes de Barros e falou da sua luta no movimento sindical e feminista, e para homenagear o Dia da Consciência Negra leu um poema escrito especialmente para o evento. Antonio Barreto cantou em ritmo de repente trechos de cordel sobre Zumbi, Mestre Bimba e Maria Felipe, fazendo em seguida distribuição de folhetos. Jotacê leu o folheto “O Negro lutou pra burro pra ser alguém na Bahia”, recordando a Revolta dos Malês, ocorrida em 25 de janeiro de 1835, um dos marcos históricos da resistência negra contra a escravidão no Brasil.

Rosana, Diretora da Biblioteca Monteiro Lobato, agradeceu a presença de todos, enfatizou que será criada uma Cordelteca e fez um convite para um lanche especial, encerrando o evento.

domingo, 6 de novembro de 2011

CORDEL BAIANO NO ENCERRAMENTO DA 10ª BIENAL DO LIVRO

O poeta, Jotacê Freitas, foi o representante do cordel neste último dia de Bienal. Às 20:20, ele entrou na arena, após a leitura de um épico Lírico de Mariana Ianelle, que marcou presença por duas vezes na Praça com sua prestigiada poesia. Antes, esteve no palco, o Coletivo Poético, com Marcos Peralta, André velame e Tiago Oliveira, que recitou o Cordel do gato Preto.
Jotacê, iniciou com a leitura do 'HOMEM QUE MIJA SENTADO DÁ MAIS PRAZER À MULHER', para em seguida fazer uma homenagem aos poetas mortos e vivos, presentes e ausentes, da Praça de Cordel e Poesia, inclusive abrindo espaço para Creusa Meira, que defendeu a cota de 30% para as mulheres cordelistas. Sua apresentação durou exatamente 22:32, agradando a plateia que se divertiu com as sátiras aos nossos costumes baianos. Logo em seguida o poeta foi autografar os livros BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES, O REI CEGO E OS FILHOS, e os folhetos: HOMEM QUE MIJA SENTADO DÁ MAIS PRAZER À MULHER, A MIJADA DO BAIANO DERRUBA CONCRETO ARMADO.
A noite foi encerrada com um show de Amadeu Alves e Fabrício Rios.
Esta 10ª Bienal foi um grande maratona que nos deixou grandes lições para aperfeiçoarmos a 11ª, se for este o interesse da Secretaria da Cultura, suas fundações e autarquias.

sábado, 5 de novembro de 2011

CORDEL NOS BASTIDORES DA 10ª BIENAL DO LIVRO

Neste sábado da 10ª Bienal do Livro da Bahia, o Cordel teve muita agitação nos bastidores da Praça de Cordel e Poesia. Estudantes da Nigéria, que fazem intercâmbio na UFBa, vieram apenas para conhecer a nossa literatura narrativa. Estavam ciceroneadas pelo Prof. Rafael, também intérprete. Compraram folhetos, pediram que recitássemos e se encantaram com a riqueza rítmica da poesia e a xilogravura feita na hora por Luis Natividade e Gabriel Arcanjo. Antonio Barreto ainda improvisou algumas cantorias no pandeiro e Franklin mostrou toda a magia e influência da África em nossa cultura através dos seus folhetos. Luis Natividade recebeu os amigos Maurício, Eliana e o filho Uala. Jotacê clicado com a arte-educadora Dulcenea e o filho Pedro.

À noite, os recitais na Praça de Cordel e Poesia, foram comandados por Cleberton Santos, pois José Inácio estava participando com Lita Passos, do Fale com o escritor; e logo depois mediou, no Café Literário, o debate POESIA, SEMPRE VIVA, com Ângela Vilma, Antônio Brasileiro e Mariana Ianelli. Ao assumir a festa da poesia Cleberton cantou Fernando Pessoa no ritmo do repente,acompanhado pela flauta doce de Alberto Lima, lembrando que o poeta português, símbolo da nossa língua, tinha uma grande ligação com a cultura popular. Subiram ao palco: Edson Oliveira, Érika Azevedo, Karina Rabinovitz, Fabrícia Miranda, Ivan Maia, que também entoou versos de cordel, e Lívia Natália. José Inácio Retornou, mas desta vez para o banco da Praça ao lado de Mariana Ianelli. Como sempre declamou seus versos uma força inspiradora e associou os versos das Sete Musas ao canto de cordel. Presentes também, o irmão João Lourenço, a cunhada Dulce Vilas Boas e o sobrinho Juan. Num momento de descontração o poeta demonstra seu amor pela esposa e artista plástica Walkíria, ilustradora dos seus livros.

Luis Campos, o Blind Joker, conhecido na internet por seus cordéis cômicos e em defesa da causa dos cegos, vompareceu á feira para visitar os amigos e colegas, prometendo para em breve lançar em folhetos diversos poemas de cordel já divulgados por ele no blog: cordelandia.blogspot.com

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO?


A oitava noite na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro, foi uma decepção para os amantes do Cordel. O esperado Hélio Alves Teixeira não é um cordelista, mas um cidadão de 65 anos, com uma história de vida singular que ele sentia necessidade de contar, mas o tempo e o espaço não eram convenientes, mesmo assim o curador José Inácio permitiu que o espaço oficial reservado a ele fosse utilizado com o máximo de poesia. É uma alegria ver uma pessoa com tanta experiência experimentando os caminhos da literatura. Infelizmente a Secretaria de Cultura e a Fundação Pedro Calmon não foram criteriosas ao analisar o caso da indicação do senhor Hélio como cordelista. Ainda se mantém o pensamente tacanho de que Cordel é apenas rimar e basta que uma pessoa com pouca escolaridade realizar esta proeza para ser credenciada como poeta. Não é toda hora que surge um Zé da Luz ou um Patativa do Assaré, que apesar de pouca escolaridade, tinham uma ampla visão de mundo, sensibilidade poética e técnica de escrita. Tivemos uma surpresa com uma embolada cantada por José Inácio acompanhado ao pandeiro por Alberto Lima e um cordel no recital de Julio Lucas com Cleberton Santos, Vladimir Queiroz e João Vanderlei de Moraes Filho

Quem marcou presença pela manhã foi o poeta, repentista e músico Bule-Bule, que veio visitar sua Biboca Cultural, administrada por Zuzu Oliveira e Del Marques. Os amigos e colegas foram cumprimentá-lo e lamentar sua ausência. Ele também lamentou a ausência de repentistas na Praça de Cordel e Poesia, o que foge completamente da tradição. Ícone da Literatura de Cordel na Bahia, Bule-Bule, ao ser reconhecido por crianças e estudantes, sentou-se começou a declamar sua poesia. A imprensa também o assediou quando soube da sua presença.

Sabemos que a união das Praça do Cordel com o Porto da Poesia, deu-se por conta da redução de custos, mas a campanha de vários poetas para a retirada do nome Cordel do nome do espaço é negativo para o nosso movimento cultural. Claro que Cordel é poesia, talvez o pai de todas as poesias que transitam na oralidade, na musicalidade e até na escrita, mas a utilização de apenas o termo “Poesia”, seja para uma praça ou terreiro, seria discriminatória e uma forma de afastar “os feirantes” da área. É salutar manter o nome Cordel, com a utilização do espaço diurno, matutino e vespertino, para os repentistas e cordelistas, ficando a noite para a poesia moderna, canônica e de verso livre. Senão, o melhor seria separar as duas praças como ocorria antes, com uma curadoria para cada, sendo que a do Cordel deve valorizar os poetas baianos, sem trazer foheteiros de outros estados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CORDEL ABRILHANTA A 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, 03/11/, a 10ª Bienal do Livro da Bahia, teve Literatura de Cordel em dose dupla, com Alberto Lima e Maviael Melo. Aliás, desde a primeira sessão de poesia, o poeta Darlon Silva, apresentou uma bela performance com Cordel de Patativa do Assaré, seguido por José Inácio Vieira de Melo, que está sempre cantando aboios e declamando cordéis.

A terceira sessão foi aberta por Alberto Lima empunhando seu pandeiro e cantando uma embolada e logo em seguida convocando ao palco a poeta, Sueli Valeriano, que veio fazer sua estréia como cordelista neste Bienal e está encantando a todos com seus versos e presença performática. Alberto Lima também recitou Castro Alves e versos livres numa invasão aos assentos do espaço, provocando um desconserto em todos os presentes até que entenderam que fazia parte da apresentação, o seu livro foi distribuído para que os presentes pudessem acompanhar a leitura dos poemas.

Em seguida, o cantador, Maviael Melo, subiu ao palco com a atriz Tina Tude. Declamando e cantando, Maviael mostrou por que é um dos cantadores mais respeitados da atualidade, suas músicas tem a herança do trovador medieval com o lirismo áspero do sertanejo. Ele também lançará, dia 04/11, o livro Ciclos, a partir das 21 horas, no stand da Livro.com.

Tina Tude, revelou não ser poeta, mas que estava ali como porta voz do seu pai Tude Celestino, autor de uma trilogia intitulada “Ás de Ouro”, que não é cordel mas tem um estilo bem nordestino acentuado pela dramatização perfeita e emocionante que ela faz.

Amanhã, 4/11, é o dia de conhecermos o poeta Hélio Alves Teixeira.

JURIVALDO ALVES E A MALA DO CORDEL

Nascido em Baixa Grande, Jurivaldo Alves, 65 anos, radicado em Feira Santana, desde os 17 anos, desenvolveu diversas atividades, até tornar-se um folheteiro, em frente ao Mercado Popular de Feira de Santana. Com a prática recitativa de vendedor de cordéis, artista de circo e ótimo contador de histórias, Jurivaldo, aos poucos foi escrevendo seus próprios folhetos e hoje já conta com vários títulos publicados. Jurivaldo Alves, participa de vários eventos culturais em todo o Sertão baiano e faz palestras sobre cordel e a importância do folheteiro como divulgar desta tradicional poesia popular. No folheto O MILAGRE DA BOLEIA, ele narra suas desventuras na estrada quando era caminhoneiro. Esta sua prática acabou contaminando sua filha patrícia Oliveira, 35 anos, que depois de realizar pesquisa sobre Lampião a seu pedido, passou a escrever folhetos e possui dezenas deles publicados, inclusive o sucesso HISTÓRIAS DE PRINCESAS.

Na 10ª Bienal do Livro, o poeta e folheteiro, Jurivaldo Alves, pisa o tapete vermelho com sua Mala de folhetos raros e clássicos, de autores baianos e também de outros estados do Nordeste.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LANÇAMENTO DOS LIVROS"BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" E "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS" NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

O poeta, Jotacê Freitas, realizou neste dia 02/11/11, o lançamento dos livros "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" e "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS", na 10ª Bienal do Livro da Bahia, no Espaço Ruy Espinheira Filho, a partir das 16 horas.
"BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" é uma antologia com 21 folhetos em que Salvador e Senhor do Bonfim são cenários para diversas histórias picarescas criadas a partir de fatos reais.
"O REI CEGO E OS FILHOS MAUS" é uma adaptação para a literatura de cordel de um conto popular que envolve elementos mágicos e foi contemplado com o 'Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré, promovido pelo MINC - Ministério da Cultura.
Diversos amigos e leitores compareceram e na oportunidade, o poeta, homenageou Antonio Vieira, criador do Cordel Remoçado e incentivador da sua carreira, através de sua viúva Coaracy Vieira, e os amigos e parceiros Franklin Maxado e Antonio barreto.
As imagens foram captadas pela artista plástica Walkíria de Andrade Reis Freitas, ilustradora dos livros e musa do poeta.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NOVO CORDEL BAIANO NA 10ª BIENAL DO LIVRO

Nesta quarta-feira, 02 de novembro, o poeta bonfinense, radicado em Salvador, Jotacê Freitas, fará o lançamento do romance de cordel "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS", contemplado com o Prêmio Mais Cultura 2010 - Edição Patativa do Assaré, com apoio do MINC - Ministério da Cultura, no Espaço Ruy Espinheiro Filho, na 10ª Bienal do Livro.
No mesmo espaço e momento, será lançado também a antologia "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES", com 21 histórias retratando o modo de vida baiano a partir de fartos reais ocorridos em Salvador e em Senhor do Bonfim, terra natal do poeta. O Valor do livro é de R$ 20,00 e o romance R$ 5,00, ao adquirir os dois, o leitor terá um desconto de 20%, totalizando R$ 20,00. Este livro é uma produção independente e conta com a impressão, edição e apoio da Editora e Gráfica VENTO LESTE.
Na oportunidade, Jotacê Freitas, homenageará Antonio Vieira a partir de epígrafe na abertura do livro, e os amigos e colegas Franklin Maxado e Antonio Barreto.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

REBELIÃO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, foi um dia sem recital de Cordel na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro da Bahia, mas houve rebelião dos expositores por mais divulgação e redução do preço do ingresso. Em Bienais passadas, o valor do ingresso era abatido na compra de livros, este ano esta regra não valeu. Além do mais, crianças sem carteira de estudante e com mais de um metro de altura estão sendo obrigadas a pagar o valor de inteira do ingresso, ou seja, R$ 8,00 (Oito reais).

Tudo transcorria bem na Praça da Poesia e Cordel, com os recitais dos poetas Bernardo Almeida, Moacir Eduão e Ronaldo Cagiano, que veio de São Paulo para participar e conhecer o nosso evento. No final da segunda sessão com as poetas Lita Passos, Clotilde Ribeiro e Nívea maria vasconcelos, já ouvíamos de longe um tumulto. Devíamos ter pressentido que a Bruxa estava solta, na performance da poeta Clara Maciel. Ao dar início à última sessão, com os poetas Everton Lima, Flávia Wenceslau e Gabriel Gomes, o curador e apresentador José Inácio Vieira de Melo quis saber qual o motivo do tumulto que se aproximava e foi informado que tratava-se de um protesto dos expositores contra o movimento fraco, por conta da falta de divulgação e cobrança dos ingressos sem bônus, exigindo portanto mais divulgação na mídia e liberação da entrada. Expositores e funcionários com palavras de ordem e palmas, pediam para os demais expositores fecharem seus stands em apoio ao movimento. Alguns exigiam o franqueamento da entrada. Em conversa com o escritor Hugo Homem e sua esposa Maritzia, relembramos Bienais anteriores, onde a divulgação era maciça, ocorriam eventos, existia a troca de bônus por notas fiscais e os escritores e poetas recebiam cachê para palestras, recitais e oficinas. Este ano, é bom frisar, que a Prefeitura Municipal está enviando os alunos da Rede Municipal apenas para olhar vitrines e recolher marcadores de livros, enquanto o Estado distribuiu R$ 100,00 em bônus para os professores e R$ 30,00 para os estudantes que visitaram a Bienal. Deste jeito não se pode incentivar a leitura. É bom frisar que os brinquedos, posters, jogos e bugigangas continuam sendo os produtos mais consumidos por estudantes, enquanto os livros continuam nas estantes.

Consciente da importância da poesia, o curador Zé Inácio, mandou o show prosseguir e o poeta Gabriel Gomes, apoiou o movimento, levando os manifestantes até à Praça para agradecer e seguir pelos demais corredores do Centro de Convenções.

E a noite prometia e exalava rebelião com a chegada do poeta José Walter Pires, que acabara de chegar de Caruaru, reclamando da irresponsabilidade da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde é um dos membros imortais, pois foi a um encontro que não ocorrera. Ele vem debatendo com os demais poetas sobre a contemporaneidade do Cordel e a manutenção da tradição, mas com qualidade técnica e poética, tema a ser tratado em breve aqui nestas páginas, pois trata-se de um tema que dá panos pra manga.

Teremos Cordel na Praça do Cordel e Poesia, apenas na quinta-feira, dia 03/11 com Mavial Melo e Alberto Lima, às 20 horas. Os visitantes Também têm se queixado que a Praça fica vazia o dia inteiro com tanto equipamento disponível e poetas dispostos a ler seus versos.

domingo, 30 de outubro de 2011

MAIS CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO

A terceira noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia, contou, entre outros, com a presença dos poetas e músicos Antonio Barreto e Babilak Bah. Os versos de cordel de autoria de Barreto encontraram pouso nos ritmos tradicionais e melodias eletrônicas do mineiro Babilak. O som eletro psicodélico tomou conta da praça até Barreto pegar sua gaita e entoar Asa Branca de Luiz Gonzaga para nos levar a uma viagem ao sertão à bordo de uma nave espacial. Babilak com seus versos modernos, influenciados por Patativa do Assaré e Haroldo de Campos, mostrou que “a nossa poesia é uma só”, como nos ensinou o mestre do Cordel Remoçado, Antonio Vieira.

De improviso com um pandeiro na mão, acompanhado pelo toque de enxada de Babilak, Barreto cantou e interpretou diversos cordéis, encerrando com uma homenagem às crianças presentes à iluminada e lotada Praça de Cordel e Poesia, que nesta noite foi o melhor espaço na 10ª Bienal do Livro da Bahia. Na platéia, poetas e amigos, leitores e funcionários pararam, acompanharam com palmas e agradeceram com aplausos.


O poeta Eliseu Moreira Paranaguá, um dos poetas a se apresentar antes da dupla, Barreto e Babilak, ficou extasiado e agradeceu ao show. João Rocha, Pilô, Prof. Ferreirinha, Coaraci, Walkiria Andrade, Creusa Meira, Franklin Maxado, Luis Natividade, Antonio Jorge, Rita Sanana, Lita Passos, Jurivaldo Alves, Del Marques, Zé Inácio e Rita, a amada do poeta, foram unânimes, Barreto tem que gravar um CD para registrar seus dotes musicais. Babilak Bah foi surpreendente pela união de poesia e música experimental.

O CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

A segunda noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia foi tomada pelo cordel histriônico do maior poeta vivo da Bahia, Franklin Maxado Nordestino, depois de uma volta em meio mundo, veio diretamente dos Estados Unidos de Feira de Santana, para alegrar a noite com seus versos críticos e cômicos. Recitou trechos de vários folhetos, cantou um aboio desafio com o poeta e curador da Praça de Cordel e Poesia, José Inácio Vieira de Melo, convidou amigos e parceiros ao palco deixando a platéia extasiada com a sua energia jovial e verve poética inspirada e inspiradora.


Durante o dia diversos poetas se encontraram na praça para comercializar e trocar folhetos. Com 6 estantes, a Praça de Cordel e Poesia virou uma referência para a cultura popular baiana e nordestina: Antonio Barreto está acompanhado por Pilô, José Walter Pires e Gabriel Arcanjo; Jotacê Freitas, divide o espaço com Creusa Meira e Luis Natividade; Franklin Maxado está ladeado por Jurivaldo Alves e João Cardoso Filho; Coraci Vieira, comando a Homengaem a Antonio Vieira com a bancada do Cordel Remoçado, auxiliada por Antonio Jorge; Zuzu Oliveira está à frente da Biboca Cultural Bule-Bule juntamente com Tel Guedes; e, Alberto Lima, comanda a bancada dos Jovens Cordelistas: Davi Nunes, Pardal do Jaguaribe, Inussa Gomes, Osmar Machado Junior, Tiago Gato Preto da Sorte, Gabriela Toledo e Úpia Campos Maya.

No estande das Editoras Baiana, o Professor Ferreirinha, expõe seus folhetos no estande da Editora Vento Leste, a maior editora de cordel da Bahia; e a poeta Sueli Valeriano, veio diretamente de Ituberá para expor seus folhetos em estante independente.

Avizinhada à Praça de Cordel, está o Memorial do Cordel, comandado pelo poeta e mestre da xilogravura Abraão Batista, onde estão expostos e disponíveis para venda, diversas xilogravuras e folhetos de sua autoria e de outros autores nordestinos.

O poeta Jotacê Freitas, fez os pré lançamentos dos Livros O REI CEGO E OS FILHOS MAUS e BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES. Dia 02/11, na espaço Ruy Espinheira Filho, os dois livros serão lançados oficialmente na programação da 10ª Bienal, às 16 horas.

Toda esta movimentação demonstra que o Cordel Baiano está mais vivo do que nunca e ocupa seu devido espaço da maior feira de livros do estado. Evidente que os poetas precisam de mais espaço, tanto para recitar quanto para expor, pois o tamanho das bancas impede uma maior exposição das suas obras. Esperamos que na próxima Bienal, a Fundação Pedro Calmon e a Fagga Produções, mantenham a PRAÇA DE CORDEL E POESIA e sanem os problemas aqui citados.

Hoje à noite, a partir das 20 horas, teremos a presença de Antonio Barreto, recitando e cantando seus versos. Compareçam!

sábado, 22 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

“A Praça de Cordel e Poesia vem com todo o ímpeto e com todo o encanto que são característicos da linguagem poética. Nesta edição, contempla, mais uma vez, as diversas faces da poesia baiana contemporânea, além de apresentar ao público alguns poetas de outros estados e até de outro país.

Ao todo serão 86 artistas da palavra que farão, ao longo das dez noites de bienal, um grandioso espetáculo. A cada noite, a partir das 18 horas, acontecerão três sessões de poesia. Cada uma com dois ou três artistas e com duração de 50 minutos.
Poetas consagrados, como Ruy Espinheira Filho e Luís Antonio Cajazeira Ramos, e jovens estreantes, como Vanny Araújo e Darlon Silva, estarão na Praça da Poesia recitando seus versos. Representando a cultura popular, estarão presentes cordelistas de grande valor”: Franklin Maxado, 29/10, às 19 horas; Antonio Barreto, 30/10, 20 horas; Maviael Melo, 03/11, 20 horas; Alberto Lima, 04/11, 18 horas e Hélio Alves Teixeira às 19 horas; e, encerrando a programação, o CORDEL STAND UP de Jotacê Freitas, 06/11, 20 horas, com textos do livro “BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES’ e outros sucessos do autor, além dos lançamentos “O REI CEGO E OS FILHOS MAUS, premiado pelo MINC e da antologia “BAIANICES, BAIANADAS E BIANIDADES”.
“ A ligação da poesia com a música também será explorada. E a palavra cantada ecoará através da voz e da emoção das cantoras Flávia Wenceslau e Lane Quinto, e de outros intérpretes e compositores.
De Portugal para a Praça da Poesia, virá o poeta Luís Serguilha. E de outros rincões do Brasil, estarão presentes os poetas paulistas Mariana Ianelli e Luiz Roberto Guedes, o paraibano Babilak Bah, o mineiro Ronaldo Cagiano e os pernambucanos Ivan Maia e Wellington de Melo – nomes que abrilhantarão ainda mais esse grande encontro poético que, certamente, proporcionará ao público da Bienal do Livro da Bahia momentos de beleza e de pura magia.”

José Inácio Vieira de Melo
Coordenador e curador da Praça da Poesia
Poeta, jornalista e produtor cultura
Fonte alterada: http://jivmcavaleirodefogo.blogspot.com

domingo, 16 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO PARA CRIANÇAS


Estiveram reunidos neste domingo, 16/10, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato,em comemoração ao Dia das Crianças, os poetas: Antonio Barreto, Creusa Meira, João Augusto, Jotacê Freitas, Luis Campos, Pilô, Sebastião Gomes Brito e Zuzu Oliveira. O objetivo era expor suas produções voltadas ao público infantil e apresentar às crianças esta arte literária que a todos encanta.

Após confraternizações e demonstrações de afetos entre si, devido às saudades que sentem uns dos outros e apenas estes eventos contemplam um grande encontro, os poetas sentaram-se para ler e dialogar com o público presente.

As crianças presentes encantaram-se com as diversas histórias declamadas e comentários poéticos. Os poetas Franklin Maxado e Bule-Bule, também convidados, não compareceram mas mandaram recados pras crianças,José Walter Pires, além de desculpas enviou alguns títulos para os colegas: O Encontro do lobisomem solitário com o vampiro mensageiro, A Milagrosa, curando o mal pela raiz e Olho vivo no dinheiro público.





Ao final, uma das crianças perguntou como foi que cada um iniciou seu trabalho com o cordel e os depoimentos foram emocionados e cômicos. Rosane Rubim, diretora da biblioteca, anunciou o projeto de criação de uma Cordelteca com autores baianos, adquiriu um exemplar de cada cordelista, agradeceu a participação e convocou os poetas a participaram de novo evento em homenagem à Consciência Negra.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO E AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS

O poeta e professor Jotacê Freitas foi um dos convidados para o 2º SAIM - Seminário de Artes e Inteligências Múltiplas, promovido pela CRE Itapuã - Coordenadoria Regional de Educação de Salvador, dia 06/10, a partir das 8:oo horas, na Casa da Música, no Abaeté. Durante todo o dia foram discutidas práticas artísticas de matriz nordestina em sala de aula evidenciando as inteligências múltiplas dos estudantes.O evento foi aberto pela Coordenadora Regional de Educação Enaide Santos e pelo músico Amadeo Alves, Coordenador da Casa da Música que nos brindou com uma versão belíssima de Asa Branca, música símbolo do Nordeste, composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e um breve histórico da música nordestina e sua importância na MPB. Em seguida, Professora Rosivone "Mel" apresentou com alguns alunos da Escola Municipal Malê Debalê, trechos do espetáculo Griou - contadores de histórias.
O Sr. Joselito Miranda explanou sobre a cultura nordestina em geral e ensinou a Dança do Pau de Fita. No meio da sua fala ocorreu uma manifestação improvisada de Samba de Roda realizada por professores e equipe da CRE Itapuã. Após as manifestações artísticas, Jotacê Freitas deu início à sua palestra Cordel e Inteligências Múltiplas com apoio teórico do Coordenador Miguel Dourado. À tarde foi realizada uma oficina de cordel, samba de prato e artesanato em sabonete. Os participantes elogiaram bastante a dinâmica do evento e o café da manhã titpicamente nordestino e bastante saboroso.