O poeta e professor Jotacê Freitas esteve presente na turma do 5º A, cujo sub-tema era “Veredas de Rosa – As crianças de lá e de cá. Era uma vez ..um mundo imaginário! A fantasia durante a travessia”, mostrou a importância da literatura de cordel para o povo sertanejo e ensinou os jovens estudantes a escrever os tradicionais versos medidos e rimados. A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas instigantes. As professoras Nayade, Dulce e Ludmila, deram um suporte pedagógico bastante importante associando as falas e as leituras do poeta aos temas do cotidiano escolar.
domingo, 1 de agosto de 2010
CORDEL NO COLÉGIO OFICINA
O poeta e professor Jotacê Freitas esteve presente na turma do 5º A, cujo sub-tema era “Veredas de Rosa – As crianças de lá e de cá. Era uma vez ..um mundo imaginário! A fantasia durante a travessia”, mostrou a importância da literatura de cordel para o povo sertanejo e ensinou os jovens estudantes a escrever os tradicionais versos medidos e rimados. A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas instigantes. As professoras Nayade, Dulce e Ludmila, deram um suporte pedagógico bastante importante associando as falas e as leituras do poeta aos temas do cotidiano escolar.
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sábado, 24 de julho de 2010
BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES
Sempre ligado nas novas tecnologias, o poeta bonfinense, Jotacê Freitas, acaba de lançar o livro “BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES – Sátiras, Crônicas e Histórias da Terra da Felicidade em versos medidos e rimados. Volume I."
Trata-se de uma antologia com 7 narrativas cômicas, históricas e satíricas em versos, sobre fatos reais ocorridos na cidade de Salvador na Bahia. Folhetos editados nos anos 2003, 2005 e 2007. O conflito religioso entre um pastor evangélico e uma baiana de acarajé; as hilárias contradições dos nomes das ruas e suas localizações durante a fuga de vereadores da Câmara; as dificuldades para a construção do metrô devido aos desvios de verbas; a revolução promovida por estudantes durante manifestações contra o aumento da passagem de ônibus; o amor entre um turista estrangeiro por uma nativa baiana e a rivalidade dos baianos durante o carnaval; a briga entre surdos e mudos no Centro da cidade que provocou tumulto com arrastão e prisão dos envolvidos; a trajetória histórica dos times de futebol da Bahia nos campeonatos nacionais e locais.
Os textos são escritos no estilo da Literatura de Cordel e Jotacê Freitas é um dos autores da nova geração que mais tem inovado nas questões temáticas.
O livro foi publicado pela Editora AGBOOK, que imprime por demanda os livros comercializados pela Internet. O valor do volume com 72 páginas é de R$ 25,04 e os pedidos e consultas podem ser feitos no link abaixo: http://agbook.com.br/book/25938--BAIANICES_BAIANADAS__BAIANIDADES
Trata-se de uma antologia com 7 narrativas cômicas, históricas e satíricas em versos, sobre fatos reais ocorridos na cidade de Salvador na Bahia. Folhetos editados nos anos 2003, 2005 e 2007. O conflito religioso entre um pastor evangélico e uma baiana de acarajé; as hilárias contradições dos nomes das ruas e suas localizações durante a fuga de vereadores da Câmara; as dificuldades para a construção do metrô devido aos desvios de verbas; a revolução promovida por estudantes durante manifestações contra o aumento da passagem de ônibus; o amor entre um turista estrangeiro por uma nativa baiana e a rivalidade dos baianos durante o carnaval; a briga entre surdos e mudos no Centro da cidade que provocou tumulto com arrastão e prisão dos envolvidos; a trajetória histórica dos times de futebol da Bahia nos campeonatos nacionais e locais.
Os textos são escritos no estilo da Literatura de Cordel e Jotacê Freitas é um dos autores da nova geração que mais tem inovado nas questões temáticas.
O livro foi publicado pela Editora AGBOOK, que imprime por demanda os livros comercializados pela Internet. O valor do volume com 72 páginas é de R$ 25,04 e os pedidos e consultas podem ser feitos no link abaixo: http://agbook.com.br/book/25938--BAIANICES_BAIANADAS__BAIANIDADES
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
CORDEL DAS LETRAS GRAPIÚNAS
"A Peleja Virtual entre dois vates arretados!" escrita por Gustavo Felicíssimo e seu amigo Lourival P. Piligra Junior, lá de Itabuna, venceu a 4ª Edição do Prêmio Bahia de Todas as Letras. Partes do folheto original foram publicadas em uma belíssima antologia. Além disso, teve uma premiação em dinheiro: R$2.000,00, o que gerou uma quantidade enorme de concorrentes, valorizando ainda mais o concurso.
É o primeiro folheto publicado por Gustavo Felicíssimo, apesar de ter vários escritos,ele que, em Salvador, transitou naturalmente entre poetas populares e eruditos, experimentando estilos e temas.
A peleja é uma forma poética de disputa de qualidades e exibição de cultura, é importante rebaixar o oponente e exaltar-se para a platéia. Tradicionalmente , entre violeiros repentistas, os poetas saíam até na mão para resolver uma questão poética. No folheto premiado os duelistas fazem uma exposição de vantagens pessoais e passeiam pela história da literatura grapiúna através dos seus maiores autores. Todo esse trabalho é construído com belos versos compassados pelas rimas, métricas e diversas formas do cordel, como pede uma boa peleja.
Piligra:
Minha fama ganha o mundo,
Meu nome rima com glória,
Já sou parte da história,
Pois sou poeta fecundo;
Na peleja vou ao fundo,
Nada tenho que temer,
Sei rimar e vou vencer
Esta disputa poética;
Respeito toda estética
- Serei mestre pra você!
Gustavo Felicíssimo:
Sou chumbo do grosso e certeiro arrebato
Quem canta tão mal esse mundo real,
Arraso com versos quem for desleal,
Dou voltas no globo e sensato combato
Quem versa e conversa sem ter aparato.
Você não engana a quem sabe cantar
As coisas da terra e a graça de amar,
Por isso não podes, Piligra, querer
Ser vate e ser forte, o meu mestre ser,
Nos dez de galope na beira do mar.
domingo, 6 de junho de 2010
CORDEL PEDAGÓGICO EM SANTA BÁRBARA
A inserção da literatura de cordel na prática educativa para despertar na classe docente a importância dessa literatura na sala de aula foi o principal objetivo do evento que contou com a presença de professores não só da cidade de Santa Bárbara, mas de Tanquinho, Coração de Maria, Feira de Santana, Amélia Rodrigues, Serrinha e outras localidades da região. Os poetas e professores Antonio Barreto e Jotacê Freitas relataram experiências e ensinaram as técnicas da leitura e escrita da Literatura de Cordel aplicadas ao ambiente da sala de aula. O professor Nestor Junior fez uma exposição sobre a importância da interdisciplinaridade no processo educativo.
Objetivos mais específicos como proporcionar um diálogo entre o conhecimento científico e a cultura popular; utilizar o cordel como recurso atrativo e dinâmico na mediação de aprendizagens; corroboraram com a tese de que, por abordar temáticas diversas, o cordel está atrelado à interdisciplinaridade, portanto é muito útil como ferramenta pedagógica.
A Ômega Assessoria Pedagógica que tem a direção geral de Maurício de Oliveira Ribeiro e Rita Sônia de Oliveira Barreto, está de parabéns pela iniciativa e organização.
sábado, 5 de junho de 2010
CORDELTECA EM FEIRA DE SANTANA
Ironizando a ignorância dos edis feirenses, o poeta Franklin Maxado Nordestino, publicou em sua coluna semanal no Tribuna Feirense de 5 de junho, a notinha abaixo com o título de INCONSTITUCIONALÍSSIMAMENTE .
“O Vereador Frei Cal teve há poucos dias uma proposta de criação de Cordeltecas nas escolas municipais rejeitada pelos demais colegas. Agora, o Presidente Lula acaba de sancionar para o Ministério da Educação a lei autorizando a criação de bibliotecas em todos os Município do país. Ora , Cordel é livro e uma cultura trazida pelos portugueses que ficou e se desenvolveu há séculos no nosso Nordeste e daqui foi para outras plagas. A feira-livre de Feira de Santana foi e é centro de publicação e venda desses folhetos que tratam de estórias, acontecimentos, romances, casos, reivindicação, reportagens e todo assunto dentro duma ótica popular. Até a UEFS tem uma grande coleção no Museu Casa do Sertão para servir aos pesquisadores e aos seus alunos, sendo os primeiros fornecido por este escriba.
Assim, Frei Cal pode voltar o seu projeto das cordeltecas pois não é”inconstitucional”como acharam de dizer. E aqui tem tradição pois o enforcamento de Lucas da Feira teve um abecê até hoje cantado. Afora poetas famosos. É a santa ignorância de muitos vereadores que dizem representar o povo mas que não sabem o que o povo lê, escuta e quer.”
“O Vereador Frei Cal teve há poucos dias uma proposta de criação de Cordeltecas nas escolas municipais rejeitada pelos demais colegas. Agora, o Presidente Lula acaba de sancionar para o Ministério da Educação a lei autorizando a criação de bibliotecas em todos os Município do país. Ora , Cordel é livro e uma cultura trazida pelos portugueses que ficou e se desenvolveu há séculos no nosso Nordeste e daqui foi para outras plagas. A feira-livre de Feira de Santana foi e é centro de publicação e venda desses folhetos que tratam de estórias, acontecimentos, romances, casos, reivindicação, reportagens e todo assunto dentro duma ótica popular. Até a UEFS tem uma grande coleção no Museu Casa do Sertão para servir aos pesquisadores e aos seus alunos, sendo os primeiros fornecido por este escriba.
Assim, Frei Cal pode voltar o seu projeto das cordeltecas pois não é”inconstitucional”como acharam de dizer. E aqui tem tradição pois o enforcamento de Lucas da Feira teve um abecê até hoje cantado. Afora poetas famosos. É a santa ignorância de muitos vereadores que dizem representar o povo mas que não sabem o que o povo lê, escuta e quer.”
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O CORDEL NA PRÁTICA EDUCATIVA EM SANTA BÁRBARA
A Omega Assessoria Pedagógica, com sede na cidade de Santa Bárbara, na Bahia, estará promovendo no próximo dia 05/06, sábado, das 08 às 18 horas, no Centro Educacional São José, apresentações, palestras e oficinas sobre a Literatura de Cordel como ferramenta pedagógica. Além de especialistas em literatura e educação, estarão presentes os poetas e professores Antonio Carlos de Oliveira Barreto e Jotacê Freitas.
domingo, 9 de maio de 2010
HOMENAGEM A BULE-BULE
No próximo dia 12, às 19 horas, na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, no Campus I, Cabula, em Salvador, o poeta baiano Bule Bule será homenageado. O evento tem “o objetivo de retratar e celebrar a vida e obra do artista baiano, o repentista Bule Bule”, com “exposição fotográfica, relatos de ‘causos’, cantoria, emboladas e desafios, chulas e sambas-de-roda”.“Bule- Bule tem rica produção poética e musical com raízes nordestina”. A reitoria o homenageará com placa pelo seu trabalho cultural”.
Antonio Ribeiro da Conceição, “conhecido por Bule-Bule, nasceu em Antonio Cardoso-Bahia, em 22/10/1947”.
Fonte: Jornal A Tarde, 2+, 8/5/2010, pg. 10. Antologia Baiana de Literatura de Cordel/Funceb.
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SUCESSO DO CORDEL NO RAUL SEIXAS


Mais um evento de sucesso no Espaço Raul Seixas promovido por Creusa Meira e a trupe gestora. Desta vez foi no dia 29 de abril com lançamento de folhetos de autoria de Creusa, Zewalter Pires e João Augusto Rocha. Diversos convidados subiram ao palco e fizeram a alegria da platéia que aguardava ansiosa o "Sarau à luz da lua” e “O Lobisomem a caminho da cidadania.”
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Zewalter Pires
sábado, 24 de abril de 2010
NOITE FEIRENSE DO CORDEL BAIANO
A “Noite do Cordel” abre também o lançamento do livro resultante do Seminário Internacional sobre o Poeta Eurico Alves Boaventura quer a UEFS realizou recentemente em seu campus. Eurico, como poeta e folclorista, gostava muito da cultura popular regional como chula, aboio, forró e cordel e futebol, entre outras manifestações.
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terça-feira, 6 de abril de 2010
RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1
Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.
RODOLFO COELHO CAVALCANTE 2
“Nosso poeta gigante / Que tudo que fez foi lindo / Escreveu até dormindo / mas sem perder a firmeza.” Leandro Tranquilino Pereira
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva
terça-feira, 16 de março de 2010
"SEO LUNGA" NO CORDEL BAIANO
Seo Lunga é mais que um personagem popular, é uma lenda urbana do Ceará com diversos folhetos de cordel escritos por vários autores narrando suas “respostas cretinas para perguntas idiotas” ou ‘resposta ao pé-da-letra ao que foi perguntado’.
Dizem que é vivo. Eu até assisti uma entrevista dele na TV. É uma figura realmente hilária por sua estupidez ingênua, sem maldade. Ou será que era um personagem, assim como Zé Limeira, Crioulo Doido, Cancão de Fogo, Macunaíma, Jeca Tatu, Pedro Malasartes e outros?
Na versão de Franklin Maxado Nordestino, “DESENCONTROS DE SEO LUNGA COM O CRIOULO DOIDO NA BAHIA”, o poeta provoca o cearense “turrão” com o seu Crioulo Doido, freguês de um armazém que Seo Lunga veio abrir no bairro de Pirajá.
Fugido da Bahia com débitos e medo de apanhar, Seo Lunga vai parar no Pará. “PROSOPOPÉIAS DE SEU LUNGA NOS RIOS E SELVA AMAZÔNICA” é uma continuação das desventuras do Seo Lunga maxadiano, mascateando nas tribos, garimpos e vilas, como bom cearense mundano. Seo Lunga vai debulhando o seu mau humor no primeiro que fizer uma pergunta imbecil.
Franklin Maxado é também o ilustrador dos folhetos.
Contatos com o autor: franklinmaxado@ig.com.br
Dizem que é vivo. Eu até assisti uma entrevista dele na TV. É uma figura realmente hilária por sua estupidez ingênua, sem maldade. Ou será que era um personagem, assim como Zé Limeira, Crioulo Doido, Cancão de Fogo, Macunaíma, Jeca Tatu, Pedro Malasartes e outros?
Na versão de Franklin Maxado Nordestino, “DESENCONTROS DE SEO LUNGA COM O CRIOULO DOIDO NA BAHIA”, o poeta provoca o cearense “turrão” com o seu Crioulo Doido, freguês de um armazém que Seo Lunga veio abrir no bairro de Pirajá.
Fugido da Bahia com débitos e medo de apanhar, Seo Lunga vai parar no Pará. “PROSOPOPÉIAS DE SEU LUNGA NOS RIOS E SELVA AMAZÔNICA” é uma continuação das desventuras do Seo Lunga maxadiano, mascateando nas tribos, garimpos e vilas, como bom cearense mundano. Seo Lunga vai debulhando o seu mau humor no primeiro que fizer uma pergunta imbecil.
Franklin Maxado é também o ilustrador dos folhetos.
Contatos com o autor: franklinmaxado@ig.com.br
terça-feira, 2 de março de 2010
CORDÉIS HERÓICOS - NOVOS LANÇAMENTOS 2010
Maria Quitéria, heroína da Independência da Bahia, é retratada como A MULHER QUE VIROU HOMEM PRA LIBERTAR O BRASIL, onde é ressaltadA, não só a importância de Quitéria, mas também do “2 de Julho” para a Independência do Brasil.
Zumbi, Rei de Palmares, guerreiro símbolo da liberdade negra, tem sua trajetória narrada no folheto BOTARAM O PÊNIS NA BOCA PRA HUMILHAR O NEGÃO, revelando a crueldade com a qual ele é tratado para servir de exemplo.
Outros lançamentos 2010 estarão à disposição do público leitor: NO TEMPO EM QUE BOCAIS MATAVA CACHORRO A GRITO, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, O EMBATE EMBLEMÁTICO ENTRE CUÍCA E RODOLFO NO ELEVADOR LACERDA e ABC DAS DOENÇAS CURÁVEIS COM MUDANÇA DE ATITUDE, além dos ‘clássicos’ O JUMENTO QUE ENTROU NA FACULDADE e A MIJADA DO BAIANO DERRUBA CONCRETO ARMADO.
A Editora Tapera, do próprio autor, estará comercializando os livros pelo valor de R$ 2,00 cada, sendo 3 por R$ 5,00.
Interessados também podem adquirir pela internet através do imeio: edtapera@bol.com.br ou oficinadecordel@gmail.com
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CAPAS: Xilodigital de Walkíria de Andrade F.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CORDEL AMBIENTAL
Os autores foram organizados em quatro categorias: Alunos do ensino Fundamental I, Alunos do ensino Fundamental II, Alunos do Segmento de Educação de Jovens e Adultos, e a categoria dos Professores, que foram premiados, três por categoria, com computadores portáteis e câmeras fotográficas digitais.
O destaque ficou para o estudante Adauto Menezes, da Escola Municipal Esther Félix da Silva, de Fazenda Coutos, primeiro colocado na Categoria I, ganhando um ‘notebook’, ele que é aluno de cordel, teatro e xadrez, do professor José Carlos de Freitas(Jotacê), também homenageado com uma placa alusiva à sua função e uma câmera digital.
Outros premiados: Taciane Alves e Tainara Ramos da Silva; David dos Santos Reis e Juliana da Silva Ferreira; Aline Valença, Márcia Aparecida Santos Uzeda e Jorgete Conceição de Jesus; Acúrsio pereira Esteves, Arlete El-Sarle Cavalcante e Ivonete Medeiros Cavalcante.
Parabéns à Secretaria pela iniciativa que merece ser repetida ad libitum.
“Vamos cuidar do planeta
Com amor e com carinho
Se você não ajudar
E não deixar tudo limpinho
Ele vai se acabar
E também vamos juntinhos.”
Adauto Menezes, 11 anos.
CORDEL SATÍRICO E METALINGUÍSTICO
O outro folheto, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, trata-se de uma história picaresca e despretensiosa. O centro da trama é a traição de um marido que descuida com as cuecas e sua tentativa de agradar a esposa e a amante. Tipo de coisa que acontece não só na Bahia, o que aproxima o autor de qualquer leitor que gosta de crítica de costumes.
A primorosa arte das capas continua a cargo da artista plástica Walkíria de Andrade F. que a proxima a tecnologia da rusticidade xilográfica.
Os interessados em adquirir os folhetos ou contratar para oficinas, recitais e palestras, devem entrar em contato com edtapera@bol.com.br oficinadecordel@gmail.com
Os interessados em adquirir os folhetos ou contratar para oficinas, recitais e palestras, devem entrar em contato com edtapera@bol.com.br oficinadecordel@gmail.com
domingo, 7 de fevereiro de 2010
CORDEL DO CARNAVAL DA BAHIA
O poeta, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, mais uma vez põe em prática duas atitudes que estão inovando o cordel baiano. Ele lança, primeiro, o texto na internet: no ‘blog’ e no ‘imeio’, para depois publicar na plataforma tradicional de papel, o folheto para venda. É uma generosidade grandiosa, brinda os leitores com o ‘tira-gosto’ virtual e depois oferece o ‘prato principal’ e real.
A partir da sua relação com o público leitor, Barreto, criou um novo estilo de cordel. O Cordel de Opinião Alheia. Ele comenta que, nas ruas, as pessoas sugerem, cobram e até exigem que ele escreva sobre determinados temas, o que nem sempre é confortável no mundo atual para quem busca a paz e a boa vontade entre os homens.
Buscando a neutralidade, o poeta, teve a brilhante ideia de perguntar a estas pessoas o que elas pensavam a respeito do tema citado, geralmente polêmico e tendencioso a injúrias pessoais. Transformou isso em versos, sextilhas ou septilhas, apresentando uma ‘reportagem’ opinativa sobre a temática em questão.
Ele já usou essa técnica nos folhetos a respeito de Padre Pinto, Big Brother, Clodovil, Obama, ACM, Lampião, Antonio Conselheiro e Caetano Veloso.
Agora ele nos oferta CARNAVAL DE SALVADOR – comércio, camarotes e vaidades, um cordel com 30 estrofes em septilhas. O poeta anuncia-se jornalista e com papel na mão pergunta a opinião das pessoas. Franklin Maxado, Nordestino, decano do cordel baiano, jornalista de profissão, lançou nos idos de 80 o cordel entrevista, mas nessa experiência, há apenas um diálogo, uma conversa, diferente da peleja, com a possibilidade de serem usadas mais de uma estrofe para responder a questão.
Na experiência de Antonio Barreto, o resultado é polifônico em seu imaginário poético e essa polissemia de opiniões gera identificação imediata, até por que, o poeta não perde o bom humor.
“— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.
— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.
— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização”
A partir da sua relação com o público leitor, Barreto, criou um novo estilo de cordel. O Cordel de Opinião Alheia. Ele comenta que, nas ruas, as pessoas sugerem, cobram e até exigem que ele escreva sobre determinados temas, o que nem sempre é confortável no mundo atual para quem busca a paz e a boa vontade entre os homens.
Buscando a neutralidade, o poeta, teve a brilhante ideia de perguntar a estas pessoas o que elas pensavam a respeito do tema citado, geralmente polêmico e tendencioso a injúrias pessoais. Transformou isso em versos, sextilhas ou septilhas, apresentando uma ‘reportagem’ opinativa sobre a temática em questão.
Ele já usou essa técnica nos folhetos a respeito de Padre Pinto, Big Brother, Clodovil, Obama, ACM, Lampião, Antonio Conselheiro e Caetano Veloso.
Agora ele nos oferta CARNAVAL DE SALVADOR – comércio, camarotes e vaidades, um cordel com 30 estrofes em septilhas. O poeta anuncia-se jornalista e com papel na mão pergunta a opinião das pessoas. Franklin Maxado, Nordestino, decano do cordel baiano, jornalista de profissão, lançou nos idos de 80 o cordel entrevista, mas nessa experiência, há apenas um diálogo, uma conversa, diferente da peleja, com a possibilidade de serem usadas mais de uma estrofe para responder a questão.
Na experiência de Antonio Barreto, o resultado é polifônico em seu imaginário poético e essa polissemia de opiniões gera identificação imediata, até por que, o poeta não perde o bom humor.
“— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.
— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.
— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização”
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
CORDEL PARA LINDEMBERGUE CARDOSO
Foi realizada, entre os dias 29 e 31 de Janeiro, na cidade de Livramento de Nossa Senhora, a VII Jornada Lindembergue Cardoso em homenagem ao grande maestro livramentense, falecido em 1989, aos 49 anos, vítima de infarte.Estiveram presentes os cordelistas José Walter Pires, João Augusto Rocha e Creusa Meira. João Augusto fez uma palestra sobre literatura de cordel e leu um folheto; Zé Walter e Creusa Meira apresentaram o cordel CANTATA A QUATRO MÃOS PARA LINDEMBERGUE CARDOSO, de autoria dos dois.
Na opinião de Creusa Meira: “o povo da cidade gostou, existe um interesse muito grande das pessoas em relação ao cordel, não é algo bem conhecido na região. Achei que além de homenagear o maestro Lindembergue Cardoso, fizemos um bom trabalho de divulgação do cordel na cidade”.
Zé Walter - Sendo a sétima jornada
Dessa comemoração
Embarcamos na viagem
Carregados de emoção
Por esse grande maestro
Que sentiu jorrar seu estro
Nas entranhas do sertão.
Creusa Meira - Aos oito anos de idade
No interior da Bahia
Cidade de Livramento
Onde ainda residia;
Com os amigos na flauta
Pandeiro e tambor de lata
Uma orquestra ele regia.
ZW - Ainda na juventude
Nas retretas da bandinha
Ou nas festas da cidade
Quando o momento convinha
Revelava o seu talento
Na execução do instrumento
Que por vocação mantinha
CM - A vida de Lindembergue
Não cabe neste cordel
Seu trabalho magnífico
Foi registrado em papel
Fica também na memória
Essa brilhante história
De um grande menestrel.
domingo, 31 de janeiro de 2010
CORDEL NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL TEMÁTICO BAHIA
O Fórum Social Mundial Temático Bahia se propôs a dialogar sobre a diversidade cultural e crise civilizatória pela qual passamos. Os escritores se reuniram dias 29 e 30 de janeiro, no Auditório Jurandir Ferreira, na Faculdade de Educação da UNEB, com noite de lançamentos de 22 livros, recorde de todas as edições do Fórum Social. Um bom sinal, o baiano ainda gosta de escrever, mas a leitura ainda está longe do ideal. Na Mesa Redonda Fala Escritor, mediada por Renata Rimet, organizada pelos projetos Prêmio Literário Waldeck Almeida de Jesus, Amantes do Conhecimento (Tassio Revelat), Fala Escritor (Leandro Assis), Projeto Galinha Pulando, www.galinhapulando.com, do escritor Valdeck Almeida de Jesus, Carlos Ventura falou do Panorama Editorial da Bahia sem deixar de abranger outros estados e países, defendeu a tese de que o preço exorbitante do papel, que muito influi no valor final do livro, é o responsável pela falta de leitores. É claro que ele tem razão, mas além de baratear o livro, feito com um produto ecologicamente incorreto, para usar um termo na moda, é preciso ‘revitalizar’ a cultura da leitura. Como, num mundo midiático, audiovisual e imediato? Quem tem tempo pra parar e ler um livro? Leandro de Assis abordou o livro e as feiras do livro; Carlos Souza instigou os poetas a mostrar a cara nos eventos culturais, como forma de marketing pessoal e a se relacionar não só em redes virtuais mas também reais; Carlos Alberto Barreto defendeu a profissionalização do escritor. O tema deu pano pra manga e houve opiniões prós e contras. Os repentistas, cordelistas e poetas de bancadas conseguiram recentemente a legalização da profissão, dando ao escritor o prazer de ver seu nome no cartão de aposentaria com sua profissão descrita. Após o debate, foi realizado um grande recital com todos os presentes: Franklin Maxado, Antônio Barreto, Jotacê Freitas, Carlos Conrado, Leandro de Assis, Grigório Rocha, Sandra Stabile, Renata Rimet, Carlos Barreto, Carlos Ventura, Valdeck Almeida, Domingos Ailton, Rick Vieira, Luiz Ramos, Tina Tude, Dulce Moreira, Robson, Marcos, Noan e Tonny, Varenka de Fátima, Jaime Poeta, Lucymar Soares, Monique Jagersbacher, Fau Ferreira e Vera Passos. Na noite lançamentos Marcos Peralta e Velame fizeram um belo pingue-pongue com o Tabacaria de Fernando Pessoa.sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
CORDEL COM CUNHO SOCIAL
Aconteceu, dia 21/01, no Espaço Raul Seixas do Sindicato dos Bancários, os lançamentos dos folhetos ASSÉDIO MORAL e LEI MARIA DA PENHA, da poeta Creusa Meira. Seus poemas são diretos e objetivos, escritos em septilhas, explica o que é assédio moral e suas implicações; e esclarece sobre lei a contra a agressão às mulheres.Além de um delicioso coquetel, os presentes foram abrilhantados com a participação de sindicalistas, poetas, atrizes e músicos que deram uma 'canja': Antonio Barreto, Jotacê Freitas, Carlos Pronzato, Zé de Honorina, Inaê Sodré e Sapiranga. Marcaram presença também os artistas plásticos Luis Natividade e Walkíria Andrade F.
"Toda vítima de assédio
Tem que se conscientizar
Das humilhações sofridas,
Os detalhes anotar;
Saiba que é necessário:
Dia, mês, ano, horário,
Pra mais tarde comprovar."
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
CORDEL NA REVISTA BRAVO!
A Revista BRAVO!, Especial Bahia, janeiro 2010, propõe-se a mostrar a “nova cara cultural da Bahia”, as novas tendências e produções dos Centros de Cultura, das Artes Plásticas, da Música, do Cinema, do Teatro, da Dança, da Cultura Popular e da Literatura.
Nas quatro páginas dedicadas à Literatura, é apresentado um panorama das novas produções literárias na Bahia, destacando a presença do Cordel através dos poetas Wladimir Cazé, Antonio Barreto e Jotacê Freitas, que tem as capas de cinco dos seus folhetos ilustrando a matéria.
Temos ainda um ensaio sobre a baianidade literária através das obras de Jorge Amado e Gregório de Mattos.
É claro que muita gente ficou de fora, em todas as áreas, mas artigos como esse, que se propõe a fazer um balanço, são úteis para o desenrolar da produção artística, principalmente se causar polêmica.
Parabéns à Revista BRAVO! pela iniciativa; ao povo da Bahia, pelo patrocínio; e ao jornalista Ronaldo Jacobina que ousou em inserir a Literatura de Cordel na discussão da Literatura de Estante.
Nas quatro páginas dedicadas à Literatura, é apresentado um panorama das novas produções literárias na Bahia, destacando a presença do Cordel através dos poetas Wladimir Cazé, Antonio Barreto e Jotacê Freitas, que tem as capas de cinco dos seus folhetos ilustrando a matéria.
Temos ainda um ensaio sobre a baianidade literária através das obras de Jorge Amado e Gregório de Mattos.
É claro que muita gente ficou de fora, em todas as áreas, mas artigos como esse, que se propõe a fazer um balanço, são úteis para o desenrolar da produção artística, principalmente se causar polêmica.
Parabéns à Revista BRAVO! pela iniciativa; ao povo da Bahia, pelo patrocínio; e ao jornalista Ronaldo Jacobina que ousou em inserir a Literatura de Cordel na discussão da Literatura de Estante.
sábado, 9 de janeiro de 2010
CORDEL PARA A 3ª IDADE
A Biblioteca de Extensão, da Fundação Pedro Calmon, através do projeto Biblioteca Móvel no Verão, promoveu uma excelente atividade cultural para as idosas do Lar Irmã Maria Luíza, no bairro dos Mares, na Cidade Baixa, com leitura de cordéis com o poeta Jotacê Freitas, neste sábado à tarde.Com a proposta de proporcionar um dia diferente para as residentes do Lar Irmã Maria Luiza, o poeta incluiu no seu repertório, além da sua produção, os poemas: GAROTAS QUE ANDAM SEM CAMISA E SEM CUECA, de Cuíca de Santo Amaro; e, AKARÁ-JE, O MESMO QUE COMER FOGO, do poeta santamarense Antonio Vieira.
Empolgadas com as histórias satíricas, que trouxeram de volta lembranças do passado, as idosas riram, comentaram, sugeriram temas e esperam novas visitas.
AUTO-AJUDA E DESCARAÇÃO - NOVOS CORDÉIS
O primeiro pode ser classificado como um cordel de auto-ajuda. A partir do livro Você Pode Curar a sua Vida, de Louise L. Hay, o poeta escreveu 21 septilhas em que aborda os processos mentais causadores das doenças e as atitudes que devem ser tomadas para evitar ou diminuir as causas.
Nos primeiros quatro versos é descrita a doença ou sintoma e nos três últimos as sugestões para as mudanças.
O segundo retrata a vida do poeta português, Manuel de Maria Bocage, a partir das fantasias sexuais infantis muito disseminadas no Sertão da Bahia nos anos 70, através do personagem Bocais, talvez uma corruptela do nome Bocage bem carregado no sotaque português. Esse tipo de cordel costuma ser classificado como 'de descaração', 'de putaria' ou simplesmente 'imoral'. O poeta usou esse estilo para fazer alusão ao estílo satírico do famoso poeta português que viveu entre os séculos XVIII e XIX.
Os dois livretos possuem capas em xilodigital criadas pela artista plástica Walkíria Andrade F. e dão início à produção de 2010 do poeta Jotacê Freitas.
domingo, 20 de dezembro de 2009
CORDEL PARA "EL MUNDO"
"El brasileño Antonio de Oliveira Barreto canta sus poemas con la misma cadencia de los juglares del Caribe. Trajo a Cartagena cien cuadernillos de poemas que reflejan el ingenio popular de Brasil." eluniversal.com.co
Wladimir Cazé também participou do encontro e, além de recitar seus poemas, comentou que existem semelhanças entre a cidade e povo de lá, com os de cá, mesmo com as diversidades existentes em um mesmo país.
Barreto elogiou a organização e limpeza das cidades de Cartagena, onde ficaram hospedados; e Bogotá, onde fez uma parada, e ficou impressionado com os "decimeiros", poetas que improvisam em décimas, lembrando nossos repentistas violeiros.
CORDEL NA III CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA
Lá se foi o tempo em que mulher não escrevia cordel. Salete Miranda, poeta do Ceará, escreve em seu folheto "Mulher também faz cordel", premiado pela Fundação Cultural em 2005, que algumas mulheres escreviam cordel e codinominavam como homens. O mestre Anísio Melhor lembra-nos que "Xiquinha Riberôa foi a mulher de mais fama entre os violeiros do Sertão da Bahia."(1935)
Nos tempos atuais, Maysa Miranda, Dona Zuzu, Gilmara Cláudia e Creusa Meira, entre outras que ainda se escondem, escrevem e publicam seus versos com orgulho e certeza de que fazem parte de um grupo que acredita nas palavras como arma contra a hipocrisia, o desamor, a desonestidade e outros males que assolam na humanidade.
Abaixo, Maria José de Lima Macedo, poeta de Santa Bárbara, expõe sua opinião sobre a III CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA, usando métrica e forma difíceis, décimas decassílabas, de uso mais comum estre os repentistas violeiros. A poeta faz variações métricas com onze sílabas, no estilo do Galope, usando como mote "Santa Bárbara minha cidade".
A Conferência ocorreu de 26 a 29 de novembro, na cidade de Ilhéus.
"Que toda e qualquer manifestação
Que caracterize um fato cultural
Em valor de direito seja igual
Oriunda do agreste ou do sertão
De qualquer território ou região
Das cidades ou dos sítios mateiros
Seja elas de palco ou de terreiro
Que se cumpra esta lei que já existe
Pra deixar nossa cultura menos triste
Que se apresente a orquestra e o violeiro.(...)
Me formei professora do lugar
Pensando que mais fácil ia ser
Me enganei e agora posso ver
Que por ser professora e cordelista
Nos editais oferecidos aos artistas
Simplesmente não posso concorrer
Estou hoje aqui para tentar
Esta lei esquisita reverter
Porque sei que nasci para escrever
Professora é uma história “do sonhar”."
Nos tempos atuais, Maysa Miranda, Dona Zuzu, Gilmara Cláudia e Creusa Meira, entre outras que ainda se escondem, escrevem e publicam seus versos com orgulho e certeza de que fazem parte de um grupo que acredita nas palavras como arma contra a hipocrisia, o desamor, a desonestidade e outros males que assolam na humanidade.
Abaixo, Maria José de Lima Macedo, poeta de Santa Bárbara, expõe sua opinião sobre a III CONFERÊNCIA ESTADUAL DE CULTURA, usando métrica e forma difíceis, décimas decassílabas, de uso mais comum estre os repentistas violeiros. A poeta faz variações métricas com onze sílabas, no estilo do Galope, usando como mote "Santa Bárbara minha cidade".
A Conferência ocorreu de 26 a 29 de novembro, na cidade de Ilhéus.
"Que toda e qualquer manifestação
Que caracterize um fato cultural
Em valor de direito seja igual
Oriunda do agreste ou do sertão
De qualquer território ou região
Das cidades ou dos sítios mateiros
Seja elas de palco ou de terreiro
Que se cumpra esta lei que já existe
Pra deixar nossa cultura menos triste
Que se apresente a orquestra e o violeiro.(...)
Me formei professora do lugar
Pensando que mais fácil ia ser
Me enganei e agora posso ver
Que por ser professora e cordelista
Nos editais oferecidos aos artistas
Simplesmente não posso concorrer
Estou hoje aqui para tentar
Esta lei esquisita reverter
Porque sei que nasci para escrever
Professora é uma história “do sonhar”."
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