domingo, 22 de agosto de 2010

BAIANOS NA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO E NA CARAVANA DO CORDEL

O poeta baiano Varneci Nascimento está coordenando vários colegas cordelistas em "Caravana de Cordel" e toda a semana tem um local para se apresentar. A coisa está forte já tendo nomes até de mulheres como a goiana Benedita Delazzari e a paranaense Cleuza Santo. E mais o potiguar Nando Poeta, o paulista Josué Goncalves de Araújo, os cearenses Costa Sena e Moreira de Acopiara, o piauiense Pedro Monteiro, os pernambucanos Cacá Lopes e João Gomes de Sá, acrescentando outro baiano, o Marco Haurélio.
Agora mesmo, a Bienal Internacional do Livro, que termina domingo no Pavilhão Anhembi, apresenta várias editoras com Literatura de Cordel em seus catálogos. Está havendo grande procura por parte de escolas, professores e estudantes por estes folhetos que, hoje, até já são apresentados em forma de livros. É o que estão apelidando de "cordelivro".
Estes também devem ser vistos na Feira de Livro que deve ter começado ontem(20/08) na Praça do Fórum ( praça João Barbosa de Carvalho) com a presença de poetas locais e da região.

Por Franklin Maxado - Jornal Tribuna Feirense - 20/08

FRANKLIN MAXADO E ANTÔNIO BARRETO PARTICIPAM
DA CARAVANA DO CORDEL
Neste sábado, o evento da Caravana do Cordel, na Belmonte, que começará a partir das 16 horas contará com duas presenças ilustres que vieram da Bahia participar da Bienal do Livro e vão festejar conosco, participando da Caravana do Cordel. Franklin Maxado radicado em Feira de Santana e Barreto em Salvador são dois poetas engajados que buscam divulgar o cordel em todos os cantos. Desde já nos sentimos honrados com a presença de vocês.
Nesse evento Marco Haurélio lancará o livro AS BABUCHAS Postado por Varneci Nascimento em 13/08/2010 22:47 IN:http://fotolog.terra.com.br/varnecicordel:226
ABU KASEM.

sábado, 14 de agosto de 2010

POETA BAIANO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL

"No próximo dia 21 de agosto, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, realizará sua Plenária de agosto na Capital Paraibana, no Teatro Santa Rosa – Praça Pedro Américo - Centro, a partir das 15:00h.
Apoiada pelo dinamismo e revitalização que vem sendo implantada, a sua nova Diretoria estabeleceu que a Plenária de agosto, que é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro, será realizada na cidade João Pessoa, na Paraíba, por ser berço de expressivos e atuantes cordelistas, e também para empossar os três novos Acadêmicos eleitos, que são os poetas, João Dantas, Beto Brito e José Walter Pires.
José Walter Pires – Baiano de Ituaçu e atualmente residente de Brumado, no Sudeste da Bahia. Sociólogo, Advogado, Educador e Poeta. Atuante e participativo membro das atividades socioculturais da sua Cidade e Estado. Um produtor e escritor incansável de livretos de Literatura de Cordel. Com diversos títulos publicados, sobre temas diversos, incluindo o folclore, fatos cotidianos, históricos, políticos, ambientais, governamentais, educativos, sendo estes o seu principal foco. Acaba de publicar em Literatura de cordel, “A história da Ordem dos Advogados de Brasil”, “Justiça sem burocracia” e “Código de Defesa do Consumidor”. "
“NESTE ANO A LITERATURA DE CORDEL SERÁ TOMABA PELO IPHAN, COMO PATRIMÔNIO E BEM IMATERIAL DO POVO BRASILEIRO”.

É com orgulho que vemos o nosso colega e amigo Zé Walter ingressar na ABLC, nas fotos ele aparece em recital e com outros poetas baianos: Natividade, Zaia, Franklin Maxado, Jotacê, Creusa, Tarciso e Antonio Barreto.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CORDEL BAIANO É SUCESSO DE VENDAS VIRTUAIS

O livro “BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES – Volume I”, lançado recentemente pelo poeta bonfinense Jotacê Freitas, pela Editora AGBOOK, está em boa posição no ranking de vendas virtuais. Classificado em 3 categorias: poesia, humor e turismo, o livro que contem uma seleção de 7 folhetos de cordel do autor, está em 11º lugar como poesia, concorrendo com 232 títulos; 4º lugar como livro de humor, disputando espaço com 16 autores; e 1ª colocação como livro de turismo, por narrar fatos pitorescos da capital baiana.
A antologia é formada pelos folhetos: O PASTOR QUE VIROU ACARAJÉ, OS VEREADORES FUJÕES, O BURACO DO METRÔ ARROMBOU COM SALVADOR, ESTUDANTES DA BAHIA DÃO LIÇÃO EM PROFESSOR, IEMANJÁ FOI EMBORA COM UM TURISTA FRANCÊS, MUDO FALOU DEMAIS E CAUSOU UM ARRASTÃO e QUANDO O BAHIA FOR ‘D’ O VITÓRIA VAI FAZER O CURSO ‘A’.
Devido ao sucesso, a Editora ABOOK, que publica livros de qualquer autor, sem custos, sugeriu a publicação imediata do Volume II, que se encontra em fase de revisão.
Maiores detalhes sobre o autor e o livro, visite o site www.agbook.com.br.

domingo, 1 de agosto de 2010

CORDEL NO COLÉGIO OFICINA



O Colégio Oficina, tradicional escola particular do bairro da Pituba, realizou dia 31 de julho o 14º CONESCO – Congresso de Estudantes do Colégio Oficina, tendo como tema: GRANDE SERTÃO-VEREDAS, uma homenagem à obra de Guimarães Rosa. Instalações, palestras e oficinas levaram os alunos da 5ª série ao 3º ano do Ensino Médio e Pré-vestibular a refletirem sobre este espaço mais que geográfico.
O poeta e professor Jotacê Freitas esteve presente na turma do 5º A, cujo sub-tema era “Veredas de Rosa – As crianças de lá e de cá. Era uma vez ..um mundo imaginário! A fantasia durante a travessia”, mostrou a importância da literatura de cordel para o povo sertanejo e ensinou os jovens estudantes a escrever os tradicionais versos medidos e rimados. A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas instigantes. As professoras Nayade, Dulce e Ludmila, deram um suporte pedagógico bastante importante associando as falas e as leituras do poeta aos temas do cotidiano escolar.

sábado, 24 de julho de 2010

BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES

Sempre ligado nas novas tecnologias, o poeta bonfinense, Jotacê Freitas, acaba de lançar o livro “BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES – Sátiras, Crônicas e Histórias da Terra da Felicidade em versos medidos e rimados. Volume I."
Trata-se de uma antologia com 7 narrativas cômicas, históricas e satíricas em versos, sobre fatos reais ocorridos na cidade de Salvador na Bahia. Folhetos editados nos anos 2003, 2005 e 2007. O conflito religioso entre um pastor evangélico e uma baiana de acarajé; as hilárias contradições dos nomes das ruas e suas localizações durante a fuga de vereadores da Câmara; as dificuldades para a construção do metrô devido aos desvios de verbas; a revolução promovida por estudantes durante manifestações contra o aumento da passagem de ônibus; o amor entre um turista estrangeiro por uma nativa baiana e a rivalidade dos baianos durante o carnaval; a briga entre surdos e mudos no Centro da cidade que provocou tumulto com arrastão e prisão dos envolvidos; a trajetória histórica dos times de futebol da Bahia nos campeonatos nacionais e locais.
Os textos são escritos no estilo da Literatura de Cordel e Jotacê Freitas é um dos autores da nova geração que mais tem inovado nas questões temáticas.
O livro foi publicado pela Editora AGBOOK, que imprime por demanda os livros comercializados pela Internet. O valor do volume com 72 páginas é de R$ 25,04 e os pedidos e consultas podem ser feitos no link abaixo: http://agbook.com.br/book/25938--BAIANICES_BAIANADAS__BAIANIDADES

domingo, 27 de junho de 2010

CORDEL DAS LETRAS GRAPIÚNAS

Diálogos sobre literatura, lançamento de livros, homenagens e bate-papo com escritores foram alguns dos ingredientes da premiação da 4ª edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras, realizado pelas editoras Via Litterarum e Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), com o patrocínio da Fundação Chaves e apoio da Fundação Cultural de Ilhéus. O evento ocorreu no último dia 02 de junho, no Teatro Municipal de Ilhéus, e reuniu poetas, pesquisadores e escritores da cena literária da Região em uma grande celebração.
"A Peleja Virtual entre dois vates arretados!" escrita por Gustavo Felicíssimo e seu amigo Lourival P. Piligra Junior, lá de Itabuna, venceu a 4ª Edição do Prêmio Bahia de Todas as Letras. Partes do folheto original foram publicadas em uma belíssima antologia. Além disso, teve uma premiação em dinheiro: R$2.000,00, o que gerou uma quantidade enorme de concorrentes, valorizando ainda mais o concurso.
É o primeiro folheto publicado por Gustavo Felicíssimo, apesar de ter vários escritos,ele que, em Salvador, transitou naturalmente entre poetas populares e eruditos, experimentando estilos e temas.
A peleja é uma forma poética de disputa de qualidades e exibição de cultura, é importante rebaixar o oponente e exaltar-se para a platéia. Tradicionalmente , entre violeiros repentistas, os poetas saíam até na mão para resolver uma questão poética. No folheto premiado os duelistas fazem uma exposição de vantagens pessoais e passeiam pela história da literatura grapiúna através dos seus maiores autores. Todo esse trabalho é construído com belos versos compassados pelas rimas, métricas e diversas formas do cordel, como pede uma boa peleja.

Piligra:
Minha fama ganha o mundo,
Meu nome rima com glória,
Já sou parte da história,
Pois sou poeta fecundo;
Na peleja vou ao fundo,
Nada tenho que temer,
Sei rimar e vou vencer
Esta disputa poética;
Respeito toda estética
- Serei mestre pra você!

Gustavo Felicíssimo:
Sou chumbo do grosso e certeiro arrebato
Quem canta tão mal esse mundo real,
Arraso com versos quem for desleal,
Dou voltas no globo e sensato combato
Quem versa e conversa sem ter aparato.
Você não engana a quem sabe cantar
As coisas da terra e a graça de amar,
Por isso não podes, Piligra, querer
Ser vate e ser forte, o meu mestre ser,
Nos dez de galope na beira do mar.

domingo, 6 de junho de 2010

CORDEL PEDAGÓGICO EM SANTA BÁRBARA


Ocorreu no sábado, 05 de junho de 2010, o Seminário sobre Literatura de Cordel promovido pela Ômega Assessoria Pedagógica, na cidade de Santa Bárbara, no Centro Educacional São José.
A inserção da literatura de cordel na prática educativa para despertar na classe docente a importância dessa literatura na sala de aula foi o principal objetivo do evento que contou com a presença de professores não só da cidade de Santa Bárbara, mas de Tanquinho, Coração de Maria, Feira de Santana, Amélia Rodrigues, Serrinha e outras localidades da região. Os poetas e professores Antonio Barreto e Jotacê Freitas relataram experiências e ensinaram as técnicas da leitura e escrita da Literatura de Cordel aplicadas ao ambiente da sala de aula. O professor Nestor Junior fez uma exposição sobre a importância da interdisciplinaridade no processo educativo.
Objetivos mais específicos como proporcionar um diálogo entre o conhecimento científico e a cultura popular; utilizar o cordel como recurso atrativo e dinâmico na mediação de aprendizagens; corroboraram com a tese de que, por abordar temáticas diversas, o cordel está atrelado à interdisciplinaridade, portanto é muito útil como ferramenta pedagógica.
A Ômega Assessoria Pedagógica que tem a direção geral de Maurício de Oliveira Ribeiro e Rita Sônia de Oliveira Barreto, está de parabéns pela iniciativa e organização.

sábado, 5 de junho de 2010

CORDELTECA EM FEIRA DE SANTANA

Ironizando a ignorância dos edis feirenses, o poeta Franklin Maxado Nordestino, publicou em sua coluna semanal no Tribuna Feirense de 5 de junho, a notinha abaixo com o título de INCONSTITUCIONALÍSSIMAMENTE .
“O Vereador Frei Cal teve há poucos dias uma proposta de criação de Cordeltecas nas escolas municipais rejeitada pelos demais colegas. Agora, o Presidente Lula acaba de sancionar para o Ministério da Educação a lei autorizando a criação de bibliotecas em todos os Município do país. Ora , Cordel é livro e uma cultura trazida pelos portugueses que ficou e se desenvolveu há séculos no nosso Nordeste e daqui foi para outras plagas. A feira-livre de Feira de Santana foi e é centro de publicação e venda desses folhetos que tratam de estórias, acontecimentos, romances, casos, reivindicação, reportagens e todo assunto dentro duma ótica popular. Até a UEFS tem uma grande coleção no Museu Casa do Sertão para servir aos pesquisadores e aos seus alunos, sendo os primeiros fornecido por este escriba.
Assim, Frei Cal pode voltar o seu projeto das cordeltecas pois não é”inconstitucional”como acharam de dizer. E aqui tem tradição pois o enforcamento de Lucas da Feira teve um abecê até hoje cantado. Afora poetas famosos. É a santa ignorância de muitos vereadores que dizem representar o povo mas que não sabem o que o povo lê, escuta e quer.”

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O CORDEL NA PRÁTICA EDUCATIVA EM SANTA BÁRBARA

A Omega Assessoria Pedagógica, com sede na cidade de Santa Bárbara, na Bahia, estará promovendo no próximo dia 05/06, sábado, das 08 às 18 horas, no Centro Educacional São José, apresentações, palestras e oficinas sobre a Literatura de Cordel como ferramenta pedagógica.
Além de especialistas em literatura e educação, estarão presentes os poetas e professores Antonio Carlos de Oliveira Barreto e Jotacê Freitas.

domingo, 9 de maio de 2010

HOMENAGEM A BULE-BULE

No próximo dia 12, às 19 horas, na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, no Campus I, Cabula, em Salvador, o poeta baiano Bule Bule será homenageado. O evento tem “o objetivo de retratar e celebrar a vida e obra do artista baiano, o repentista Bule Bule”, com “exposição fotográfica, relatos de ‘causos’, cantoria, emboladas e desafios, chulas e sambas-de-roda”.
“Bule- Bule tem rica produção poética e musical com raízes nordestina”. A reitoria o homenageará com placa pelo seu trabalho cultural”.
Antonio Ribeiro da Conceição, “conhecido por Bule-Bule, nasceu em Antonio Cardoso-Bahia, em 22/10/1947”.

Fonte: Jornal A Tarde, 2+, 8/5/2010, pg. 10. Antologia Baiana de Literatura de Cordel/Funceb.

SUCESSO DO CORDEL NO RAUL SEIXAS



Mais um evento de sucesso no Espaço Raul Seixas promovido por Creusa Meira e a trupe gestora. Desta vez foi no dia 29 de abril com lançamento de folhetos de autoria de Creusa, Zewalter Pires e João Augusto Rocha. Diversos convidados subiram ao palco e fizeram a alegria da platéia que aguardava ansiosa o "Sarau à luz da lua” e “O Lobisomem a caminho da cidadania.”

sábado, 24 de abril de 2010

NOITE FEIRENSE DO CORDEL BAIANO

O Cordel baiano estará em festa no dia 28 de abril, próxima quarta-feira. O internacional poeta feirense, Franklin Maxado Nordestino, lançará o folheto “O Futebol dos Macaquitos e doutros Bichos na Copa do Mundo", na “Noite do Cordel” que começa às l8 h no CUCA promovida pela UEFS com a participação de grandes nomes da Cantoria, da Xilogravura e da Poesia popular em geral. Já estão confirmadas as presenças de Caboquinho da Viola, Antonio Alves, João Ramos, Antonio Carlos Barreto, Gabriel Arcanjo, Luis Natividad, Nadinho de Riachão, Cristo Neto, Pardal de Jaguaripe, Sergio Bahialista, Jurivaldo Alves, Ademar José, J. Caxias, Seo Julinho, o editor Edson Machado e outros nomes.
A “Noite do Cordel” abre também o lançamento do livro resultante do Seminário Internacional sobre o Poeta Eurico Alves Boaventura quer a UEFS realizou recentemente em seu campus. Eurico, como poeta e folclorista, gostava muito da cultura popular regional como chula, aboio, forró e cordel e futebol, entre outras manifestações.

terça-feira, 6 de abril de 2010

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1

Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 2

“Nosso poeta gigante / Que tudo que fez foi lindo / Escreveu até dormindo / mas sem perder a firmeza.” Leandro Tranquilino Pereira
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva

terça-feira, 16 de março de 2010

"SEO LUNGA" NO CORDEL BAIANO

Seo Lunga é mais que um personagem popular, é uma lenda urbana do Ceará com diversos folhetos de cordel escritos por vários autores narrando suas “respostas cretinas para perguntas idiotas” ou ‘resposta ao pé-da-letra ao que foi perguntado’.
Dizem que é vivo. Eu até assisti uma entrevista dele na TV. É uma figura realmente hilária por sua estupidez ingênua, sem maldade. Ou será que era um personagem, assim como Zé Limeira, Crioulo Doido, Cancão de Fogo, Macunaíma, Jeca Tatu, Pedro Malasartes e outros?
Na versão de Franklin Maxado Nordestino, “DESENCONTROS DE SEO LUNGA COM O CRIOULO DOIDO NA BAHIA”, o poeta provoca o cearense “turrão” com o seu Crioulo Doido, freguês de um armazém que Seo Lunga veio abrir no bairro de Pirajá.
Fugido da Bahia com débitos e medo de apanhar, Seo Lunga vai parar no Pará. “PROSOPOPÉIAS DE SEU LUNGA NOS RIOS E SELVA AMAZÔNICA” é uma continuação das desventuras do Seo Lunga maxadiano, mascateando nas tribos, garimpos e vilas, como bom cearense mundano. Seo Lunga vai debulhando o seu mau humor no primeiro que fizer uma pergunta imbecil.
Franklin Maxado é também o ilustrador dos folhetos.
Contatos com o autor: franklinmaxado@ig.com.br

terça-feira, 2 de março de 2010

CORDÉIS HERÓICOS - NOVOS LANÇAMENTOS 2010

Dois novos folhetos de Jotacê Freitas serão lançados dia 16 de março na Faculdade Olga Mettig durante a paralisação nacional dos professores. Os textos relatam as vidas e lutas de dois grandes heróis brasileiros freqüentes em sala de aula, mas de forma descontraída, buscando atrair o jovem leitor.
Maria Quitéria, heroína da Independência da Bahia, é retratada como A MULHER QUE VIROU HOMEM PRA LIBERTAR O BRASIL, onde é ressaltadA, não só a importância de Quitéria, mas também do “2 de Julho” para a Independência do Brasil.
Zumbi, Rei de Palmares, guerreiro símbolo da liberdade negra, tem sua trajetória narrada no folheto BOTARAM O PÊNIS NA BOCA PRA HUMILHAR O NEGÃO, revelando a crueldade com a qual ele é tratado para servir de exemplo.
Outros lançamentos 2010 estarão à disposição do público leitor: NO TEMPO EM QUE BOCAIS MATAVA CACHORRO A GRITO, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, O EMBATE EMBLEMÁTICO ENTRE CUÍCA E RODOLFO NO ELEVADOR LACERDA e ABC DAS DOENÇAS CURÁVEIS COM MUDANÇA DE ATITUDE, além dos ‘clássicos’ O JUMENTO QUE ENTROU NA FACULDADE e A MIJADA DO BAIANO DERRUBA CONCRETO ARMADO.
A Editora Tapera, do próprio autor, estará comercializando os livros pelo valor de R$ 2,00 cada, sendo 3 por R$ 5,00.
Interessados também podem adquirir pela internet através do imeio: edtapera@bol.com.br ou oficinadecordel@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CORDEL AMBIENTAL

Acaba de ser distribuído na Rede Municipal de Ensino, o livro CORDEL AMBIENTAL, uma edição da SMEC/CENAP, com produção da EPA-ENCENAR. O livro é uma coletânea dos “Cordéis Ambientais” premiados e classificados no I CONCURSO DE CORDEL AMBIENTAL promovido em 2009. São 76 páginas de papel reciclado de ótima qualidade, capa com gravura em preto e branco, fonte tipo bastão, toda maiúscula, 45 poemas nas mais variadas formas, tamanhos, métricas e esquemas rímicos. A criatividade foi liberada após aulas shows promovidas por um grupo de teatro. A Literatura de Cordel é uma ferramenta pedagógica que professores de diversas áreas já estão utilizando por facilitar a leitura, a escrita e a compreensão do texto.
Os autores foram organizados em quatro categorias: Alunos do ensino Fundamental I, Alunos do ensino Fundamental II, Alunos do Segmento de Educação de Jovens e Adultos, e a categoria dos Professores, que foram premiados, três por categoria, com computadores portáteis e câmeras fotográficas digitais.
O destaque ficou para o estudante Adauto Menezes, da Escola Municipal Esther Félix da Silva, de Fazenda Coutos, primeiro colocado na Categoria I, ganhando um ‘notebook’, ele que é aluno de cordel, teatro e xadrez, do professor José Carlos de Freitas(Jotacê), também homenageado com uma placa alusiva à sua função e uma câmera digital.
Outros premiados: Taciane Alves e Tainara Ramos da Silva; David dos Santos Reis e Juliana da Silva Ferreira; Aline Valença, Márcia Aparecida Santos Uzeda e Jorgete Conceição de Jesus; Acúrsio pereira Esteves, Arlete El-Sarle Cavalcante e Ivonete Medeiros Cavalcante.
Parabéns à Secretaria pela iniciativa que merece ser repetida ad libitum.
“Vamos cuidar do planeta
Com amor e com carinho
Se você não ajudar
E não deixar tudo limpinho
Ele vai se acabar
E também vamos juntinhos.”
Adauto Menezes, 11 anos.

CORDEL SATÍRICO E METALINGUÍSTICO

Mais uma vez a Editora Tapera lança dois novos folhetos do poeta bonfinense Jotacê Freitas. Desta vez o poeta cria uma peleja póstuma e fictícia envolvendo os dois maiores poetas baianos da Literatura de Cordel: Cuíca de Santo Amaro e Rodolfo Coelho Cavalcante. No EMBATE EMBLEMÁTICO ENTRE CUÍCA E RODOLFO NO ELEVADOR LACERDA são citados fatos históricos e outros nem tanto, resultados da folclorização envolvendo o relacionamento dos dois nos pontos de venda do Elevador Lacerda e suas posturas diante dos governantes.
O outro folheto, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, trata-se de uma história picaresca e despretensiosa. O centro da trama é a traição de um marido que descuida com as cuecas e sua tentativa de agradar a esposa e a amante. Tipo de coisa que acontece não só na Bahia, o que aproxima o autor de qualquer leitor que gosta de crítica de costumes.
A primorosa arte das capas continua a cargo da artista plástica Walkíria de Andrade F. que a proxima a tecnologia da rusticidade xilográfica.
Os interessados em adquirir os folhetos ou contratar para oficinas, recitais e palestras, devem entrar em contato com edtapera@bol.com.br oficinadecordel@gmail.com

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CORDEL DO CARNAVAL DA BAHIA

O poeta, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, mais uma vez põe em prática duas atitudes que estão inovando o cordel baiano. Ele lança, primeiro, o texto na internet: no ‘blog’ e no ‘imeio’, para depois publicar na plataforma tradicional de papel, o folheto para venda. É uma generosidade grandiosa, brinda os leitores com o ‘tira-gosto’ virtual e depois oferece o ‘prato principal’ e real.
A partir da sua relação com o público leitor, Barreto, criou um novo estilo de cordel. O Cordel de Opinião Alheia. Ele comenta que, nas ruas, as pessoas sugerem, cobram e até exigem que ele escreva sobre determinados temas, o que nem sempre é confortável no mundo atual para quem busca a paz e a boa vontade entre os homens.
Buscando a neutralidade, o poeta, teve a brilhante ideia de perguntar a estas pessoas o que elas pensavam a respeito do tema citado, geralmente polêmico e tendencioso a injúrias pessoais. Transformou isso em versos, sextilhas ou septilhas, apresentando uma ‘reportagem’ opinativa sobre a temática em questão.
Ele já usou essa técnica nos folhetos a respeito de Padre Pinto, Big Brother, Clodovil, Obama, ACM, Lampião, Antonio Conselheiro e Caetano Veloso.
Agora ele nos oferta CARNAVAL DE SALVADOR – comércio, camarotes e vaidades, um cordel com 30 estrofes em septilhas. O poeta anuncia-se jornalista e com papel na mão pergunta a opinião das pessoas. Franklin Maxado, Nordestino, decano do cordel baiano, jornalista de profissão, lançou nos idos de 80 o cordel entrevista, mas nessa experiência, há apenas um diálogo, uma conversa, diferente da peleja, com a possibilidade de serem usadas mais de uma estrofe para responder a questão.
Na experiência de Antonio Barreto, o resultado é polifônico em seu imaginário poético e essa polissemia de opiniões gera identificação imediata, até por que, o poeta não perde o bom humor.
“— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.

— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.

— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CORDEL PARA LINDEMBERGUE CARDOSO

Foi realizada, entre os dias 29 e 31 de Janeiro, na cidade de Livramento de Nossa Senhora, a VII Jornada Lindembergue Cardoso em homenagem ao grande maestro livramentense, falecido em 1989, aos 49 anos, vítima de infarte.
Estiveram presentes os cordelistas José Walter Pires, João Augusto Rocha e Creusa Meira. João Augusto fez uma palestra sobre literatura de cordel e leu um folheto; Zé Walter e Creusa Meira apresentaram o cordel CANTATA A QUATRO MÃOS PARA LINDEMBERGUE CARDOSO, de autoria dos dois.
Na opinião de Creusa Meira: “o povo da cidade gostou, existe um interesse muito grande das pessoas em relação ao cordel, não é algo bem conhecido na região. Achei que além de homenagear o maestro Lindembergue Cardoso, fizemos um bom trabalho de divulgação do cordel na cidade”.

Zé Walter - Sendo a sétima jornada
Dessa comemoração
Embarcamos na viagem
Carregados de emoção
Por esse grande maestro
Que sentiu jorrar seu estro
Nas entranhas do sertão.

Creusa Meira - Aos oito anos de idade
No interior da Bahia
Cidade de Livramento
Onde ainda residia;
Com os amigos na flauta
Pandeiro e tambor de lata
Uma orquestra ele regia.

ZW - Ainda na juventude
Nas retretas da bandinha
Ou nas festas da cidade
Quando o momento convinha
Revelava o seu talento
Na execução do instrumento
Que por vocação mantinha

CM - A vida de Lindembergue
Não cabe neste cordel
Seu trabalho magnífico
Foi registrado em papel
Fica também na memória
Essa brilhante história
De um grande menestrel.

domingo, 31 de janeiro de 2010

CORDEL NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL TEMÁTICO BAHIA

O Fórum Social Mundial Temático Bahia se propôs a dialogar sobre a diversidade cultural e crise civilizatória pela qual passamos. Os escritores se reuniram dias 29 e 30 de janeiro, no Auditório Jurandir Ferreira, na Faculdade de Educação da UNEB, com noite de lançamentos de 22 livros, recorde de todas as edições do Fórum Social. Um bom sinal, o baiano ainda gosta de escrever, mas a leitura ainda está longe do ideal. Na Mesa Redonda Fala Escritor, mediada por Renata Rimet, organizada pelos projetos Prêmio Literário Waldeck Almeida de Jesus, Amantes do Conhecimento (Tassio Revelat), Fala Escritor (Leandro Assis), Projeto Galinha Pulando, www.galinhapulando.com, do escritor Valdeck Almeida de Jesus, Carlos Ventura falou do Panorama Editorial da Bahia sem deixar de abranger outros estados e países, defendeu a tese de que o preço exorbitante do papel, que muito influi no valor final do livro, é o responsável pela falta de leitores. É claro que ele tem razão, mas além de baratear o livro, feito com um produto ecologicamente incorreto, para usar um termo na moda, é preciso ‘revitalizar’ a cultura da leitura. Como, num mundo midiático, audiovisual e imediato? Quem tem tempo pra parar e ler um livro? Leandro de Assis abordou o livro e as feiras do livro; Carlos Souza instigou os poetas a mostrar a cara nos eventos culturais, como forma de marketing pessoal e a se relacionar não só em redes virtuais mas também reais; Carlos Alberto Barreto defendeu a profissionalização do escritor. O tema deu pano pra manga e houve opiniões prós e contras. Os repentistas, cordelistas e poetas de bancadas conseguiram recentemente a legalização da profissão, dando ao escritor o prazer de ver seu nome no cartão de aposentaria com sua profissão descrita. Após o debate, foi realizado um grande recital com todos os presentes: Franklin Maxado, Antônio Barreto, Jotacê Freitas, Carlos Conrado, Leandro de Assis, Grigório Rocha, Sandra Stabile, Renata Rimet, Carlos Barreto, Carlos Ventura, Valdeck Almeida, Domingos Ailton, Rick Vieira, Luiz Ramos, Tina Tude, Dulce Moreira, Robson, Marcos, Noan e Tonny, Varenka de Fátima, Jaime Poeta, Lucymar Soares, Monique Jagersbacher, Fau Ferreira e Vera Passos. Na noite lançamentos Marcos Peralta e Velame fizeram um belo pingue-pongue com o Tabacaria de Fernando Pessoa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CORDEL COM CUNHO SOCIAL

Aconteceu, dia 21/01, no Espaço Raul Seixas do Sindicato dos Bancários, os lançamentos dos folhetos ASSÉDIO MORAL e LEI MARIA DA PENHA, da poeta Creusa Meira. Seus poemas são diretos e objetivos, escritos em septilhas, explica o que é assédio moral e suas implicações; e esclarece sobre lei a contra a agressão às mulheres.
Além de um delicioso coquetel, os presentes foram abrilhantados com a participação de sindicalistas, poetas, atrizes e músicos que deram uma 'canja': Antonio Barreto, Jotacê Freitas, Carlos Pronzato, Zé de Honorina, Inaê Sodré e Sapiranga. Marcaram presença também os artistas plásticos Luis Natividade e Walkíria Andrade F.
"Toda vítima de assédio
Tem que se conscientizar
Das humilhações sofridas,
Os detalhes anotar;
Saiba que é necessário:
Dia, mês, ano, horário,
Pra mais tarde comprovar."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CORDEL NA REVISTA BRAVO!

A Revista BRAVO!, Especial Bahia, janeiro 2010, propõe-se a mostrar a “nova cara cultural da Bahia”, as novas tendências e produções dos Centros de Cultura, das Artes Plásticas, da Música, do Cinema, do Teatro, da Dança, da Cultura Popular e da Literatura.
Nas quatro páginas dedicadas à Literatura, é apresentado um panorama das novas produções literárias na Bahia, destacando a presença do Cordel através dos poetas Wladimir Cazé, Antonio Barreto e Jotacê Freitas, que tem as capas de cinco dos seus folhetos ilustrando a matéria.
Temos ainda um ensaio sobre a baianidade literária através das obras de Jorge Amado e Gregório de Mattos.
É claro que muita gente ficou de fora, em todas as áreas, mas artigos como esse, que se propõe a fazer um balanço, são úteis para o desenrolar da produção artística, principalmente se causar polêmica.
Parabéns à Revista BRAVO! pela iniciativa; ao povo da Bahia, pelo patrocínio; e ao jornalista Ronaldo Jacobina que ousou em inserir a Literatura de Cordel na discussão da Literatura de Estante.