sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CORDEL BAIANO FORA DO "CATÁLOGO DAS CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS"


QUASE TODA CULTURA

Tive acesso ao CATÁLOGO – CULTURAS POPULARES & IDENTITÁRIAS DA BAHIA e fiquei estarrecido e estupefato com informações incompletas para um livro que se propõe a mostrar TODA CULTURA, como o apresenta o Secretário de Cultura.
A edição é primorosa e de qualidade técnica exuberante, fotos de qualidade e breves textos de apresentação das manifestações culturais populares da Bahia. O referido catálogo foi produzido pela gráfica do Liceu de Recife, o que mostra que nem pro próprio Governo a EGBA faz um trabalho com preço baixo.
Meu primeiro susto foi ir ao capítulo 13.CORDEL & POESIA POPULAR, ilustrado com a capa de um dos meus folhetos, PANVERMINA E ZABELÊ NAS QUEBRADAS DO SERTÃO, premiado no Concurso Nacional de Literatura de Cordel, promovido pela Fundação Cultural em 2005 e não encontrar o nome do autor exposto, muito menos relacionado na lista de cordelistas da Bahia, que aliás contém apenas os dados de 20 poetas, sendo 3 de Salvador, o que não corresponde à realidade da nossa Literatura de Cordel.
Parece que os funcionários da Secult não quiseram visitar o próprio acervo e pesquisar na Antologia Baiana de Literatura de Cordel, editado em 1997, no Censo da Cultura Popular publicado em 2000 com 10 volumes, ou ainda, no Catálogo do Acervo Bibliográfico da Fundação Cultural do estado da Bahia – Coleção Folhetos de Cordel, publicado em 2006.
Os editores nos informam na apresentação que “mestres e agentes de cultura, representantes de manifestações, associações culturais, brincantes, folcloristas, líderes comunitários, trabalhadores comuns, artistas e pesquisadores da área, preencheram, manual ou eletronicamente, o formulário, respondendo à chamada pública da Secretaria.” Mesmo não tendo recebido esse chamado e o formulário eletrônico, tive meu nome e de outros poetas encaminhados à Secult para esse fim. Alguns que receberam e preencheram o formulário não foram contemplados da mesma forma. Ficamos sem saber quais os critérios adotados para a inclusão no catálogo.
Talvez digam que estou ressentido e magoado pela exclusão, mas de certa maneira estou contente por estar junto de grandes mestres que também não constam nesta relação, alguns internacionalmente conhecidos: Franklin Maxado, Bule-Bule, Antonio Queiroz, Caboquinho, João Ramos, Jurivaldo Silva, Antonio Alves, Ismoca, Mariano Imperador, Zévalter Pires, Creusa Meira, Pardal de Jaguaribe, João Augusto, Sérgio Baialista, Carlos Alberto, Davi Nunes, Gutemberg Cruz, Zumar Sérgio, Zuzu Oliveira, Gilmara Cláudia, Maysa Miranda, Patrícia Oliveira, Litinho, Otacílio Teixeira, Nestor de Piatã, Alvinho do Riacho, Zaia e muitos outros que não lembro no momento, mas que numa sentada no arquivo de folhetos poderia citar uns cem, imagina trabalhando confortavelmente numa cadeira giroflex numa sala acarpetada com ar-condicionado, água gelada e cafezinho quente à disposição?
No evento que ocorreu durante a semana no Pelourinho, a Feira de Cordel possuía apenas 15% de folhetos produzidos por poetas baianos, os 85% restantes eram de pernambucanos, paraibanos, cearenses e potiguares, nada contra os colegas nordestinos, mas se o evento era de Cultura e Identidade Baiana, nada mais coerente que ter autores baianos participando.
Em relação à minha cidade, Senhor do Bonfim, e às outras manifestações, fiquei mais frustrado ainda, pois temos servidores representantes de cultura e apenas Tijuaçu teve o nome incluso em duas categorias: Capítulo 11-Comunidades Quilombolas e Capítulo 33- Samba.
Será que não temos manifestações ativas nas categorias: Banda de Pífanos, Culinária, Danças de Roda, Literatura de Cordel, Expressões culturais religiosas, Forró&sanfoneiros, Quadrilha, Teatro de Rua & Teatro Popular?
Talvez a metodologia do Governo seja a de que ‘democraticamente divulgamos na internet e nossos servidores reencaminham aos interessados’ esquecendo-se de que os artistas populares têm dificuldade de comunicação, locomoção e informação.
Pra chatear mais ainda, no texto de apresentação, os editores afirmam que “só é possível(...) implementar políticas públicas que possam promover o segmento com a participação efetiva da população.” Aonde???
O pior de tudo é saber que nosso dinheiro, arrancado de nossos bolsos através de impostos direto na fonte salarial ou nas compras de bens básicos para a sobrevivência e bem estar, está sendo mal usado e esse catálogo, com certeza, em breve estará servindo de escora para algum móvel numa repartição pública qualquer ou mofando num dos depósitos da Secult.

Jotacê Freitas, poeta e professor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CORDEL BAIANO NO "ENCONTROS COM AS CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS"

“Durante sete dias, Salvador receberá grupos culturais, pesquisadores e gestores públicos para celebrar e discutir políticas de promoção da diversidade. O evento acontece em vários pontos do Pelourinho, especialmente em suas ruas e na Praça das Artes, como parte integrante da programação cultural da região.
As manifestações artísticas dos diversos territórios de cultura da Bahia se apresentarão em Salvador durante os Encontros com as Culturas Populares e Identitárias, evento artístico e cultural que acontece de 23 a 29 de outubro, no Pelourinho. As apresentações, cortejos, shows e espetáculos estão concentrados nas ruas do Centro Histórico e na Praça das Artes. O evento promove o encontro das culturas populares de toda a Bahia com o público soteropolitano, além de um intenso intercâmbio entre os mestres e os participantes de cada uma dessas manifestações.” joberelis@yahoo.com.br
O cordel baiano marca presença com os repentistas Paraíba da Viola e Leandro Tranquilino, dia 23/10 às 18 horas, na Praça das Artes; Oficina de Cordel com Antonio Carlos de Oliveira Barreto, dia 25/10, das 14 às 17 horas, na Casa da Diversidade; Bule-Bule, dia 28/10, ás 17 horas, na Praça das Artes; e Feira de Cordel de 23 a 29/10 na Praça das Artes.
O evento é patrocinado pela Secult, Governo do Estado da Bahia e Ministério da Cultura do Governo Federal.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

FRANKLIN MAXADO DE NOVO NO "VOZES DA TERRA"

"O polêmico e irriquieto poeta Franklin Maxado está de novo já pela sexta vez no X Festival “Vozes da Terra, no domingo, dia l7, no Teatro co Centro Cultural Maestro Miro, no bairro Muchila”, com a música “De Você e de Nós”, um samba-canção jazz, em estilo bossa nova, que será cantada por Marrieth e com solos de saxofone do maestro Ibernon Dantas. Franklin, como sempre, fará uma “performance” pois acha que a apresentação de uma música atualmente com televisão, computador e DVD não é só ter ritmo e voz. Entram outros elementos como Teatro, Dança, Artes Plásticas, Figurino, Declamação, Cenografia e outros recursos.
“De “Você e de Nós”, segundo os críticos que a ouviram, está cotada para disputar diversos prêmios como “Performance”, “Melhor Cantora”, “Melhor Arranjo”, além mesmo de “Melhor Música”. Entretanto, há uma praxe política da Secretaria de Cultura de procurar agradar o maior número possível de participantes, o que torna a premiação, uma distribuição. Assim, quem ganhar em uma modalidade, é praticamente alijado de outra, embora tenha sido melhor naquela categoria. O critério foi quebrado agora na realização do derradeiro”Festival Gospel” que seguiu o modelo dos prêmios “Oscar” de Cinema onde unicamente um filme pode ganhar várias estatuetas..
A composição “De Você e de Nós” tem a letra de Franklin Maxado e a música do também feirense Paulino Diamante que a compôs no Rio de Janeiro para a cantora Jô, filha única do cantor Jamelão, com a qual ele tem dois filhos.
Apesar do nome e da bagagem cultural, o poeta Franklin Maxado nunca ganhou um prêmio neste Festival “Vozes da Terra”, embora suas diversas participações com mistura de ritmos regionais como aboio, cordel, chula, xaxado, samba rural, toada, xote e baião toquem em escolas e em rádios até hoje como “Feira de Santana: Onde o Nordeste se Encontra no Nordeste”; “Lucas de Santana da Feira”; “Cordel do Metrô” e “O Bicho Deu no Bicho Homem e o Bicho Homem está Bichado”, sendo que algumas delas são parcerias com nomes como Leguelé Marques, Antonio Moreira Junior e Raimundo Monte Santo. Talvez, por sentir o julgamento tendencioso de alguns jurados praticando injustiças, Franklin Maxado tenha protestado ficando nu na sua apresentação em 2.008 usando isso como uma arma de indignação no que foi vetado da competição por uma censura tácita, não prevista no regulamento." franklinmaxado@hotmail.com

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

AS CANTIGAS DE RODA GANHARAM NOVA VERSÃO EM CORDEL.

"O Cordelista Antonio Barreto nos apresenta uma versão bem moderna e cativante das clássicas cantigas de roda, que povoaram nossa infância, com belas ilustrações do cartunista Antonio Cedraz. Os livros bem ilustrados agradam a todos e vão servir de leitura de cabeceira dos pequenos novos leitores.
Antonio Carlos de Oliveira Barreto [Antonio Barreto] nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara-Bahia. Professor, poeta e cordelista, com vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado mais de 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisas. Licenciado em Letras Vernáculas, pós-graduado em Psicopedagogia e em Literatura Brasileira
Faz palestras, recitais e oficinas abordando a Literatura de Cordel em diversas escolas públicas, particulares, universidades e outras instituições, além de participar de colóquios, seminários, congressos e festivais de poesia e cultura popular no Brasil e no exterior.
Antônio Cedraz nasceu em uma fazenda no município de Miguel Calmon (Ba), mas cresceu e formou-se professor em Jacobina, onde teve os primeiros contatos com as histórias em quadrinhos.
É Mestre dos Quadrinhos Nacionais, título concedido pela Associação de Caricaturista e Desenhistas de São Paulo e o criador da Turma do Xaxado, com a qual ganhou, seis vezes, o mais importante prêmio de Histórias em Quadrinhos do Brasil: o HQ MIX, considerado o Oscar dos quadrinhos brasileiros.
Dia 10 de outubro de 2010, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, a partir das 10 horas.
" Antonio Barreto www.barretocordel.wordpress.com

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CORDELIVRO TEM A CIDADE DE SENHOR DO BONFIM COMO TEMA.

Está à disposição dos leitores o Volume III da antologia BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES, de autoria do poeta bonfinense Jotacê Freitas, cuja temática é a cidade de Senhor do Bonfim, localizada no interior da Bahia, terra natal do escritor.
São 7 narrativas cômicas, históricas e satíricas em versos, sobre fatos reais ocorridos na cidade de Senhor do Bonfim na Bahia. O caso de um travesti que virou homem, mas antes causou furor nos homens casados e inveja nas senhoras da cidade; o fato envolvendo o transporte alternativo e o oficial que circula na região colocando em risco a vida dos passageiros, culminando numa briga no asfalto; um mistério que ocorreu na vida do jogador de futebol Bobô durante uma partida do campeonato local; o bêbado que se apaixonou por uma moça de família e acabou desacatando um policial que foi desmoralizado por ele; o engodo em que foi vítima um típico bonfinense ao chegar à Capital do estado sendo enganado por taxista na Rodoviária, retorna com o sonho de enriquecer e decepciona-se; o conflito ecológico entre aposentados e o prefeito que mandou arrancar árvore que dava sombra pros velhinhos descansarem; a trapalhada promovida por um personagem pitoresco ao atacar fogueira durante os festejos do São João.
Os textos são escritos no estilo da Literatura de Cordel e Jotacê Freitas é um dos autores da nova geração que mais tem inovado nas questões temáticas.
A Antologia contém os folhetos OS DENTES DA GALINHA, A BRIGA DA BESTA COM O BUZU, O BABA EM QUE BOBÔ BABOU, O GUARDA QUE DEU PRA TRÁS, O TABARÉU QUE COMPROU UM PÉ DE ARANHA-CÉU, O PREFEITO QUE ARRANCOU O PAU DOS VELHOS e COLORIDO COMEU CRUA A FOGUEIRA DO PREFEITO.
O livro pode ser adquirido através do link: http://agbook.com.br/book/30544--BAIANICES_BAIANADAS__BAIANIDADES pelo valor de R$ 25,01.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CORDEL NO I COLÓQUIO SOBRE HISTÓRIA DO TEATRO NO PIEMONTE NORTE DO ITAPICURU

O I Colóquio Sobre a História do Teatro foi um sucesso retumbante representado pela ‘charanga’ que nos acompanhou ao som de forrós e marchas carnavalescas, da chegada, sábado às 6 da manhã, na escadaria da Estação da Leste, até a despedida na terça, 6 da manhã, na rua José Jorge, local onde viveu Zé da Almerinda e criou o primeiro teatro bonfinense, o Teatro Quintal. Tudo regado a muita alegria, vinho, capotes e cachecóis, pois o clima era o do tradicional frio junino.
No Calçadão do Beco do Bazar, às 10 horas, foi o lançado o cordel QUANDO JOSÉ CARVALHO VIROU ZÉ DA ALMERINDA, Jotacê Freitas e Gilmara Cláudia recitaram o poema escrito pela Internet a quatro mãos em septilhas e sextilhas e todos os presentes tiveram a oportunidade de levar para casa como lembrança do evento. Em seguida a ‘Orquestra’ Filarmônica fez um recital de músicas populares e clássicas, regida pelo maestro Miranda, e o músico Wagner Rosa fez um show acompanhado de sanfoneiro, zabumbeiro e triangueiro.
Todos que iam ou voltavam da feira, pararam para dar atenção ao evento que também expunha banners contando toda a história do Sr. José Carvalho, ex-sapateiro, ex-chofer de praça, ex-estafeta da Leste, que usava suas horas livres para escrever, dirigir e atuar em melodramas circenses que marcaram época na cidade e região.
No decorrer do feriadão debates, apresentações teatrais e musicais, ocorreram com grande participação do público bonfinense e de toda a região.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O CORDEL DE BULE-BULE

"Ocorreu nos dias 24 a 26 de agosto, no restaurante Casa de Taipa, em Camaçari, uma exposição, com fotos, filme, trabalhos do artista e a participação especial de músicos e atores, os quais, durante o dia 26 da mostra cultural, se revezaram no palco em homenagem ao grande mestre, no dia (26) também ocorreu o lançamento do livro BULE BULE – LITERATURA DE CORDEL. O Livro traz uma coletânea do trabalho literário do artista, com a riqueza dos seus cordéis, aliada as contribuições de alguns outros amigos escritores, estes conquistados ao longo dos seus 40 anos de carreira e de fortalecimento à cultura nordestina e brasileira.
A arte de Bule-Bule passa pelo lirismo, mas não abandona a crítica construtiva às injustiças sociais e ao sistema deste Brasil tão bonito e cheio de contraste.
Biboca Cultural - O “Biboca Cultural” está localizado no Centro Comercial e é um espaço de referência da música e cultura nordestina, onde podem ser encontrados os trabalhos do Mestre Bule-bule e de outros artista promotores da cultura do Nordeste."

Fonte: plugcultura.wordpress.com/.../lancamento-do-livro-do-mestre-bule-bule/

domingo, 22 de agosto de 2010

BAIANOS NA BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO E NA CARAVANA DO CORDEL

O poeta baiano Varneci Nascimento está coordenando vários colegas cordelistas em "Caravana de Cordel" e toda a semana tem um local para se apresentar. A coisa está forte já tendo nomes até de mulheres como a goiana Benedita Delazzari e a paranaense Cleuza Santo. E mais o potiguar Nando Poeta, o paulista Josué Goncalves de Araújo, os cearenses Costa Sena e Moreira de Acopiara, o piauiense Pedro Monteiro, os pernambucanos Cacá Lopes e João Gomes de Sá, acrescentando outro baiano, o Marco Haurélio.
Agora mesmo, a Bienal Internacional do Livro, que termina domingo no Pavilhão Anhembi, apresenta várias editoras com Literatura de Cordel em seus catálogos. Está havendo grande procura por parte de escolas, professores e estudantes por estes folhetos que, hoje, até já são apresentados em forma de livros. É o que estão apelidando de "cordelivro".
Estes também devem ser vistos na Feira de Livro que deve ter começado ontem(20/08) na Praça do Fórum ( praça João Barbosa de Carvalho) com a presença de poetas locais e da região.

Por Franklin Maxado - Jornal Tribuna Feirense - 20/08

FRANKLIN MAXADO E ANTÔNIO BARRETO PARTICIPAM
DA CARAVANA DO CORDEL
Neste sábado, o evento da Caravana do Cordel, na Belmonte, que começará a partir das 16 horas contará com duas presenças ilustres que vieram da Bahia participar da Bienal do Livro e vão festejar conosco, participando da Caravana do Cordel. Franklin Maxado radicado em Feira de Santana e Barreto em Salvador são dois poetas engajados que buscam divulgar o cordel em todos os cantos. Desde já nos sentimos honrados com a presença de vocês.
Nesse evento Marco Haurélio lancará o livro AS BABUCHAS Postado por Varneci Nascimento em 13/08/2010 22:47 IN:http://fotolog.terra.com.br/varnecicordel:226
ABU KASEM.

sábado, 14 de agosto de 2010

POETA BAIANO NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL

"No próximo dia 21 de agosto, a ABLC, Academia Brasileira de Literatura de Cordel, entidade cultural permanente, sediada no Rio de Janeiro, fundada em 1988, que abriga no seu quadro de Acadêmicos e Beneméritos, os mais ilustres e representativos escritores e admiradores desta genuína expressão literária da Língua Portuguesa, realizará sua Plenária de agosto na Capital Paraibana, no Teatro Santa Rosa – Praça Pedro Américo - Centro, a partir das 15:00h.
Apoiada pelo dinamismo e revitalização que vem sendo implantada, a sua nova Diretoria estabeleceu que a Plenária de agosto, que é um encontro mensal de avaliações e congraçamentos do seu quadro, será realizada na cidade João Pessoa, na Paraíba, por ser berço de expressivos e atuantes cordelistas, e também para empossar os três novos Acadêmicos eleitos, que são os poetas, João Dantas, Beto Brito e José Walter Pires.
José Walter Pires – Baiano de Ituaçu e atualmente residente de Brumado, no Sudeste da Bahia. Sociólogo, Advogado, Educador e Poeta. Atuante e participativo membro das atividades socioculturais da sua Cidade e Estado. Um produtor e escritor incansável de livretos de Literatura de Cordel. Com diversos títulos publicados, sobre temas diversos, incluindo o folclore, fatos cotidianos, históricos, políticos, ambientais, governamentais, educativos, sendo estes o seu principal foco. Acaba de publicar em Literatura de cordel, “A história da Ordem dos Advogados de Brasil”, “Justiça sem burocracia” e “Código de Defesa do Consumidor”. "
“NESTE ANO A LITERATURA DE CORDEL SERÁ TOMABA PELO IPHAN, COMO PATRIMÔNIO E BEM IMATERIAL DO POVO BRASILEIRO”.

É com orgulho que vemos o nosso colega e amigo Zé Walter ingressar na ABLC, nas fotos ele aparece em recital e com outros poetas baianos: Natividade, Zaia, Franklin Maxado, Jotacê, Creusa, Tarciso e Antonio Barreto.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CORDEL BAIANO É SUCESSO DE VENDAS VIRTUAIS

O livro “BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES – Volume I”, lançado recentemente pelo poeta bonfinense Jotacê Freitas, pela Editora AGBOOK, está em boa posição no ranking de vendas virtuais. Classificado em 3 categorias: poesia, humor e turismo, o livro que contem uma seleção de 7 folhetos de cordel do autor, está em 11º lugar como poesia, concorrendo com 232 títulos; 4º lugar como livro de humor, disputando espaço com 16 autores; e 1ª colocação como livro de turismo, por narrar fatos pitorescos da capital baiana.
A antologia é formada pelos folhetos: O PASTOR QUE VIROU ACARAJÉ, OS VEREADORES FUJÕES, O BURACO DO METRÔ ARROMBOU COM SALVADOR, ESTUDANTES DA BAHIA DÃO LIÇÃO EM PROFESSOR, IEMANJÁ FOI EMBORA COM UM TURISTA FRANCÊS, MUDO FALOU DEMAIS E CAUSOU UM ARRASTÃO e QUANDO O BAHIA FOR ‘D’ O VITÓRIA VAI FAZER O CURSO ‘A’.
Devido ao sucesso, a Editora ABOOK, que publica livros de qualquer autor, sem custos, sugeriu a publicação imediata do Volume II, que se encontra em fase de revisão.
Maiores detalhes sobre o autor e o livro, visite o site www.agbook.com.br.

domingo, 1 de agosto de 2010

CORDEL NO COLÉGIO OFICINA



O Colégio Oficina, tradicional escola particular do bairro da Pituba, realizou dia 31 de julho o 14º CONESCO – Congresso de Estudantes do Colégio Oficina, tendo como tema: GRANDE SERTÃO-VEREDAS, uma homenagem à obra de Guimarães Rosa. Instalações, palestras e oficinas levaram os alunos da 5ª série ao 3º ano do Ensino Médio e Pré-vestibular a refletirem sobre este espaço mais que geográfico.
O poeta e professor Jotacê Freitas esteve presente na turma do 5º A, cujo sub-tema era “Veredas de Rosa – As crianças de lá e de cá. Era uma vez ..um mundo imaginário! A fantasia durante a travessia”, mostrou a importância da literatura de cordel para o povo sertanejo e ensinou os jovens estudantes a escrever os tradicionais versos medidos e rimados. A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas instigantes. As professoras Nayade, Dulce e Ludmila, deram um suporte pedagógico bastante importante associando as falas e as leituras do poeta aos temas do cotidiano escolar.

sábado, 24 de julho de 2010

BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES

Sempre ligado nas novas tecnologias, o poeta bonfinense, Jotacê Freitas, acaba de lançar o livro “BAIANICES, BAIANADAS & BAIANIDADES – Sátiras, Crônicas e Histórias da Terra da Felicidade em versos medidos e rimados. Volume I."
Trata-se de uma antologia com 7 narrativas cômicas, históricas e satíricas em versos, sobre fatos reais ocorridos na cidade de Salvador na Bahia. Folhetos editados nos anos 2003, 2005 e 2007. O conflito religioso entre um pastor evangélico e uma baiana de acarajé; as hilárias contradições dos nomes das ruas e suas localizações durante a fuga de vereadores da Câmara; as dificuldades para a construção do metrô devido aos desvios de verbas; a revolução promovida por estudantes durante manifestações contra o aumento da passagem de ônibus; o amor entre um turista estrangeiro por uma nativa baiana e a rivalidade dos baianos durante o carnaval; a briga entre surdos e mudos no Centro da cidade que provocou tumulto com arrastão e prisão dos envolvidos; a trajetória histórica dos times de futebol da Bahia nos campeonatos nacionais e locais.
Os textos são escritos no estilo da Literatura de Cordel e Jotacê Freitas é um dos autores da nova geração que mais tem inovado nas questões temáticas.
O livro foi publicado pela Editora AGBOOK, que imprime por demanda os livros comercializados pela Internet. O valor do volume com 72 páginas é de R$ 25,04 e os pedidos e consultas podem ser feitos no link abaixo: http://agbook.com.br/book/25938--BAIANICES_BAIANADAS__BAIANIDADES

domingo, 27 de junho de 2010

CORDEL DAS LETRAS GRAPIÚNAS

Diálogos sobre literatura, lançamento de livros, homenagens e bate-papo com escritores foram alguns dos ingredientes da premiação da 4ª edição do Concurso Literário Bahia de Todas as Letras, realizado pelas editoras Via Litterarum e Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), com o patrocínio da Fundação Chaves e apoio da Fundação Cultural de Ilhéus. O evento ocorreu no último dia 02 de junho, no Teatro Municipal de Ilhéus, e reuniu poetas, pesquisadores e escritores da cena literária da Região em uma grande celebração.
"A Peleja Virtual entre dois vates arretados!" escrita por Gustavo Felicíssimo e seu amigo Lourival P. Piligra Junior, lá de Itabuna, venceu a 4ª Edição do Prêmio Bahia de Todas as Letras. Partes do folheto original foram publicadas em uma belíssima antologia. Além disso, teve uma premiação em dinheiro: R$2.000,00, o que gerou uma quantidade enorme de concorrentes, valorizando ainda mais o concurso.
É o primeiro folheto publicado por Gustavo Felicíssimo, apesar de ter vários escritos,ele que, em Salvador, transitou naturalmente entre poetas populares e eruditos, experimentando estilos e temas.
A peleja é uma forma poética de disputa de qualidades e exibição de cultura, é importante rebaixar o oponente e exaltar-se para a platéia. Tradicionalmente , entre violeiros repentistas, os poetas saíam até na mão para resolver uma questão poética. No folheto premiado os duelistas fazem uma exposição de vantagens pessoais e passeiam pela história da literatura grapiúna através dos seus maiores autores. Todo esse trabalho é construído com belos versos compassados pelas rimas, métricas e diversas formas do cordel, como pede uma boa peleja.

Piligra:
Minha fama ganha o mundo,
Meu nome rima com glória,
Já sou parte da história,
Pois sou poeta fecundo;
Na peleja vou ao fundo,
Nada tenho que temer,
Sei rimar e vou vencer
Esta disputa poética;
Respeito toda estética
- Serei mestre pra você!

Gustavo Felicíssimo:
Sou chumbo do grosso e certeiro arrebato
Quem canta tão mal esse mundo real,
Arraso com versos quem for desleal,
Dou voltas no globo e sensato combato
Quem versa e conversa sem ter aparato.
Você não engana a quem sabe cantar
As coisas da terra e a graça de amar,
Por isso não podes, Piligra, querer
Ser vate e ser forte, o meu mestre ser,
Nos dez de galope na beira do mar.

domingo, 6 de junho de 2010

CORDEL PEDAGÓGICO EM SANTA BÁRBARA


Ocorreu no sábado, 05 de junho de 2010, o Seminário sobre Literatura de Cordel promovido pela Ômega Assessoria Pedagógica, na cidade de Santa Bárbara, no Centro Educacional São José.
A inserção da literatura de cordel na prática educativa para despertar na classe docente a importância dessa literatura na sala de aula foi o principal objetivo do evento que contou com a presença de professores não só da cidade de Santa Bárbara, mas de Tanquinho, Coração de Maria, Feira de Santana, Amélia Rodrigues, Serrinha e outras localidades da região. Os poetas e professores Antonio Barreto e Jotacê Freitas relataram experiências e ensinaram as técnicas da leitura e escrita da Literatura de Cordel aplicadas ao ambiente da sala de aula. O professor Nestor Junior fez uma exposição sobre a importância da interdisciplinaridade no processo educativo.
Objetivos mais específicos como proporcionar um diálogo entre o conhecimento científico e a cultura popular; utilizar o cordel como recurso atrativo e dinâmico na mediação de aprendizagens; corroboraram com a tese de que, por abordar temáticas diversas, o cordel está atrelado à interdisciplinaridade, portanto é muito útil como ferramenta pedagógica.
A Ômega Assessoria Pedagógica que tem a direção geral de Maurício de Oliveira Ribeiro e Rita Sônia de Oliveira Barreto, está de parabéns pela iniciativa e organização.

sábado, 5 de junho de 2010

CORDELTECA EM FEIRA DE SANTANA

Ironizando a ignorância dos edis feirenses, o poeta Franklin Maxado Nordestino, publicou em sua coluna semanal no Tribuna Feirense de 5 de junho, a notinha abaixo com o título de INCONSTITUCIONALÍSSIMAMENTE .
“O Vereador Frei Cal teve há poucos dias uma proposta de criação de Cordeltecas nas escolas municipais rejeitada pelos demais colegas. Agora, o Presidente Lula acaba de sancionar para o Ministério da Educação a lei autorizando a criação de bibliotecas em todos os Município do país. Ora , Cordel é livro e uma cultura trazida pelos portugueses que ficou e se desenvolveu há séculos no nosso Nordeste e daqui foi para outras plagas. A feira-livre de Feira de Santana foi e é centro de publicação e venda desses folhetos que tratam de estórias, acontecimentos, romances, casos, reivindicação, reportagens e todo assunto dentro duma ótica popular. Até a UEFS tem uma grande coleção no Museu Casa do Sertão para servir aos pesquisadores e aos seus alunos, sendo os primeiros fornecido por este escriba.
Assim, Frei Cal pode voltar o seu projeto das cordeltecas pois não é”inconstitucional”como acharam de dizer. E aqui tem tradição pois o enforcamento de Lucas da Feira teve um abecê até hoje cantado. Afora poetas famosos. É a santa ignorância de muitos vereadores que dizem representar o povo mas que não sabem o que o povo lê, escuta e quer.”

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O CORDEL NA PRÁTICA EDUCATIVA EM SANTA BÁRBARA

A Omega Assessoria Pedagógica, com sede na cidade de Santa Bárbara, na Bahia, estará promovendo no próximo dia 05/06, sábado, das 08 às 18 horas, no Centro Educacional São José, apresentações, palestras e oficinas sobre a Literatura de Cordel como ferramenta pedagógica.
Além de especialistas em literatura e educação, estarão presentes os poetas e professores Antonio Carlos de Oliveira Barreto e Jotacê Freitas.

domingo, 9 de maio de 2010

HOMENAGEM A BULE-BULE

No próximo dia 12, às 19 horas, na UNEB – Universidade do Estado da Bahia, no Campus I, Cabula, em Salvador, o poeta baiano Bule Bule será homenageado. O evento tem “o objetivo de retratar e celebrar a vida e obra do artista baiano, o repentista Bule Bule”, com “exposição fotográfica, relatos de ‘causos’, cantoria, emboladas e desafios, chulas e sambas-de-roda”.
“Bule- Bule tem rica produção poética e musical com raízes nordestina”. A reitoria o homenageará com placa pelo seu trabalho cultural”.
Antonio Ribeiro da Conceição, “conhecido por Bule-Bule, nasceu em Antonio Cardoso-Bahia, em 22/10/1947”.

Fonte: Jornal A Tarde, 2+, 8/5/2010, pg. 10. Antologia Baiana de Literatura de Cordel/Funceb.

SUCESSO DO CORDEL NO RAUL SEIXAS



Mais um evento de sucesso no Espaço Raul Seixas promovido por Creusa Meira e a trupe gestora. Desta vez foi no dia 29 de abril com lançamento de folhetos de autoria de Creusa, Zewalter Pires e João Augusto Rocha. Diversos convidados subiram ao palco e fizeram a alegria da platéia que aguardava ansiosa o "Sarau à luz da lua” e “O Lobisomem a caminho da cidadania.”

sábado, 24 de abril de 2010

NOITE FEIRENSE DO CORDEL BAIANO

O Cordel baiano estará em festa no dia 28 de abril, próxima quarta-feira. O internacional poeta feirense, Franklin Maxado Nordestino, lançará o folheto “O Futebol dos Macaquitos e doutros Bichos na Copa do Mundo", na “Noite do Cordel” que começa às l8 h no CUCA promovida pela UEFS com a participação de grandes nomes da Cantoria, da Xilogravura e da Poesia popular em geral. Já estão confirmadas as presenças de Caboquinho da Viola, Antonio Alves, João Ramos, Antonio Carlos Barreto, Gabriel Arcanjo, Luis Natividad, Nadinho de Riachão, Cristo Neto, Pardal de Jaguaripe, Sergio Bahialista, Jurivaldo Alves, Ademar José, J. Caxias, Seo Julinho, o editor Edson Machado e outros nomes.
A “Noite do Cordel” abre também o lançamento do livro resultante do Seminário Internacional sobre o Poeta Eurico Alves Boaventura quer a UEFS realizou recentemente em seu campus. Eurico, como poeta e folclorista, gostava muito da cultura popular regional como chula, aboio, forró e cordel e futebol, entre outras manifestações.

terça-feira, 6 de abril de 2010

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1

Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.

RODOLFO COELHO CAVALCANTE 2

“Nosso poeta gigante / Que tudo que fez foi lindo / Escreveu até dormindo / mas sem perder a firmeza.” Leandro Tranquilino Pereira
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva

terça-feira, 16 de março de 2010

"SEO LUNGA" NO CORDEL BAIANO

Seo Lunga é mais que um personagem popular, é uma lenda urbana do Ceará com diversos folhetos de cordel escritos por vários autores narrando suas “respostas cretinas para perguntas idiotas” ou ‘resposta ao pé-da-letra ao que foi perguntado’.
Dizem que é vivo. Eu até assisti uma entrevista dele na TV. É uma figura realmente hilária por sua estupidez ingênua, sem maldade. Ou será que era um personagem, assim como Zé Limeira, Crioulo Doido, Cancão de Fogo, Macunaíma, Jeca Tatu, Pedro Malasartes e outros?
Na versão de Franklin Maxado Nordestino, “DESENCONTROS DE SEO LUNGA COM O CRIOULO DOIDO NA BAHIA”, o poeta provoca o cearense “turrão” com o seu Crioulo Doido, freguês de um armazém que Seo Lunga veio abrir no bairro de Pirajá.
Fugido da Bahia com débitos e medo de apanhar, Seo Lunga vai parar no Pará. “PROSOPOPÉIAS DE SEU LUNGA NOS RIOS E SELVA AMAZÔNICA” é uma continuação das desventuras do Seo Lunga maxadiano, mascateando nas tribos, garimpos e vilas, como bom cearense mundano. Seo Lunga vai debulhando o seu mau humor no primeiro que fizer uma pergunta imbecil.
Franklin Maxado é também o ilustrador dos folhetos.
Contatos com o autor: franklinmaxado@ig.com.br

terça-feira, 2 de março de 2010

CORDÉIS HERÓICOS - NOVOS LANÇAMENTOS 2010

Dois novos folhetos de Jotacê Freitas serão lançados dia 16 de março na Faculdade Olga Mettig durante a paralisação nacional dos professores. Os textos relatam as vidas e lutas de dois grandes heróis brasileiros freqüentes em sala de aula, mas de forma descontraída, buscando atrair o jovem leitor.
Maria Quitéria, heroína da Independência da Bahia, é retratada como A MULHER QUE VIROU HOMEM PRA LIBERTAR O BRASIL, onde é ressaltadA, não só a importância de Quitéria, mas também do “2 de Julho” para a Independência do Brasil.
Zumbi, Rei de Palmares, guerreiro símbolo da liberdade negra, tem sua trajetória narrada no folheto BOTARAM O PÊNIS NA BOCA PRA HUMILHAR O NEGÃO, revelando a crueldade com a qual ele é tratado para servir de exemplo.
Outros lançamentos 2010 estarão à disposição do público leitor: NO TEMPO EM QUE BOCAIS MATAVA CACHORRO A GRITO, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, O EMBATE EMBLEMÁTICO ENTRE CUÍCA E RODOLFO NO ELEVADOR LACERDA e ABC DAS DOENÇAS CURÁVEIS COM MUDANÇA DE ATITUDE, além dos ‘clássicos’ O JUMENTO QUE ENTROU NA FACULDADE e A MIJADA DO BAIANO DERRUBA CONCRETO ARMADO.
A Editora Tapera, do próprio autor, estará comercializando os livros pelo valor de R$ 2,00 cada, sendo 3 por R$ 5,00.
Interessados também podem adquirir pela internet através do imeio: edtapera@bol.com.br ou oficinadecordel@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CORDEL AMBIENTAL

Acaba de ser distribuído na Rede Municipal de Ensino, o livro CORDEL AMBIENTAL, uma edição da SMEC/CENAP, com produção da EPA-ENCENAR. O livro é uma coletânea dos “Cordéis Ambientais” premiados e classificados no I CONCURSO DE CORDEL AMBIENTAL promovido em 2009. São 76 páginas de papel reciclado de ótima qualidade, capa com gravura em preto e branco, fonte tipo bastão, toda maiúscula, 45 poemas nas mais variadas formas, tamanhos, métricas e esquemas rímicos. A criatividade foi liberada após aulas shows promovidas por um grupo de teatro. A Literatura de Cordel é uma ferramenta pedagógica que professores de diversas áreas já estão utilizando por facilitar a leitura, a escrita e a compreensão do texto.
Os autores foram organizados em quatro categorias: Alunos do ensino Fundamental I, Alunos do ensino Fundamental II, Alunos do Segmento de Educação de Jovens e Adultos, e a categoria dos Professores, que foram premiados, três por categoria, com computadores portáteis e câmeras fotográficas digitais.
O destaque ficou para o estudante Adauto Menezes, da Escola Municipal Esther Félix da Silva, de Fazenda Coutos, primeiro colocado na Categoria I, ganhando um ‘notebook’, ele que é aluno de cordel, teatro e xadrez, do professor José Carlos de Freitas(Jotacê), também homenageado com uma placa alusiva à sua função e uma câmera digital.
Outros premiados: Taciane Alves e Tainara Ramos da Silva; David dos Santos Reis e Juliana da Silva Ferreira; Aline Valença, Márcia Aparecida Santos Uzeda e Jorgete Conceição de Jesus; Acúrsio pereira Esteves, Arlete El-Sarle Cavalcante e Ivonete Medeiros Cavalcante.
Parabéns à Secretaria pela iniciativa que merece ser repetida ad libitum.
“Vamos cuidar do planeta
Com amor e com carinho
Se você não ajudar
E não deixar tudo limpinho
Ele vai se acabar
E também vamos juntinhos.”
Adauto Menezes, 11 anos.

CORDEL SATÍRICO E METALINGUÍSTICO

Mais uma vez a Editora Tapera lança dois novos folhetos do poeta bonfinense Jotacê Freitas. Desta vez o poeta cria uma peleja póstuma e fictícia envolvendo os dois maiores poetas baianos da Literatura de Cordel: Cuíca de Santo Amaro e Rodolfo Coelho Cavalcante. No EMBATE EMBLEMÁTICO ENTRE CUÍCA E RODOLFO NO ELEVADOR LACERDA são citados fatos históricos e outros nem tanto, resultados da folclorização envolvendo o relacionamento dos dois nos pontos de venda do Elevador Lacerda e suas posturas diante dos governantes.
O outro folheto, O SUMIÇO DAS CUECAS QUASE ENDOIDECE O MARIDO, trata-se de uma história picaresca e despretensiosa. O centro da trama é a traição de um marido que descuida com as cuecas e sua tentativa de agradar a esposa e a amante. Tipo de coisa que acontece não só na Bahia, o que aproxima o autor de qualquer leitor que gosta de crítica de costumes.
A primorosa arte das capas continua a cargo da artista plástica Walkíria de Andrade F. que a proxima a tecnologia da rusticidade xilográfica.
Os interessados em adquirir os folhetos ou contratar para oficinas, recitais e palestras, devem entrar em contato com edtapera@bol.com.br oficinadecordel@gmail.com

domingo, 7 de fevereiro de 2010

CORDEL DO CARNAVAL DA BAHIA

O poeta, Antonio Carlos de Oliveira Barreto, mais uma vez põe em prática duas atitudes que estão inovando o cordel baiano. Ele lança, primeiro, o texto na internet: no ‘blog’ e no ‘imeio’, para depois publicar na plataforma tradicional de papel, o folheto para venda. É uma generosidade grandiosa, brinda os leitores com o ‘tira-gosto’ virtual e depois oferece o ‘prato principal’ e real.
A partir da sua relação com o público leitor, Barreto, criou um novo estilo de cordel. O Cordel de Opinião Alheia. Ele comenta que, nas ruas, as pessoas sugerem, cobram e até exigem que ele escreva sobre determinados temas, o que nem sempre é confortável no mundo atual para quem busca a paz e a boa vontade entre os homens.
Buscando a neutralidade, o poeta, teve a brilhante ideia de perguntar a estas pessoas o que elas pensavam a respeito do tema citado, geralmente polêmico e tendencioso a injúrias pessoais. Transformou isso em versos, sextilhas ou septilhas, apresentando uma ‘reportagem’ opinativa sobre a temática em questão.
Ele já usou essa técnica nos folhetos a respeito de Padre Pinto, Big Brother, Clodovil, Obama, ACM, Lampião, Antonio Conselheiro e Caetano Veloso.
Agora ele nos oferta CARNAVAL DE SALVADOR – comércio, camarotes e vaidades, um cordel com 30 estrofes em septilhas. O poeta anuncia-se jornalista e com papel na mão pergunta a opinião das pessoas. Franklin Maxado, Nordestino, decano do cordel baiano, jornalista de profissão, lançou nos idos de 80 o cordel entrevista, mas nessa experiência, há apenas um diálogo, uma conversa, diferente da peleja, com a possibilidade de serem usadas mais de uma estrofe para responder a questão.
Na experiência de Antonio Barreto, o resultado é polifônico em seu imaginário poético e essa polissemia de opiniões gera identificação imediata, até por que, o poeta não perde o bom humor.
“— Hoje o clima é de apartheid
Feito o Muro de Berlim.
De um lado o povo simples
E do outro Camarim:
Criação de uma elite
Que passou a dar palpite
E fazer coisa ruim.

— Já existe fazendeira
Empresário, explorador
Donos de rede de hotel
Gente vil, bajulador
Matando essa bela festa
Que o mundo inteiro atesta:
Carnaval de Salvador.

— No Recife prazenteiro
Não tem corda ou escravidão.
Ninguém paga pra brincar
Lá quem manda é o folião
Mas aqui em Salvador
Não há ética nem pudor:
Tudo é privatização”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CORDEL PARA LINDEMBERGUE CARDOSO

Foi realizada, entre os dias 29 e 31 de Janeiro, na cidade de Livramento de Nossa Senhora, a VII Jornada Lindembergue Cardoso em homenagem ao grande maestro livramentense, falecido em 1989, aos 49 anos, vítima de infarte.
Estiveram presentes os cordelistas José Walter Pires, João Augusto Rocha e Creusa Meira. João Augusto fez uma palestra sobre literatura de cordel e leu um folheto; Zé Walter e Creusa Meira apresentaram o cordel CANTATA A QUATRO MÃOS PARA LINDEMBERGUE CARDOSO, de autoria dos dois.
Na opinião de Creusa Meira: “o povo da cidade gostou, existe um interesse muito grande das pessoas em relação ao cordel, não é algo bem conhecido na região. Achei que além de homenagear o maestro Lindembergue Cardoso, fizemos um bom trabalho de divulgação do cordel na cidade”.

Zé Walter - Sendo a sétima jornada
Dessa comemoração
Embarcamos na viagem
Carregados de emoção
Por esse grande maestro
Que sentiu jorrar seu estro
Nas entranhas do sertão.

Creusa Meira - Aos oito anos de idade
No interior da Bahia
Cidade de Livramento
Onde ainda residia;
Com os amigos na flauta
Pandeiro e tambor de lata
Uma orquestra ele regia.

ZW - Ainda na juventude
Nas retretas da bandinha
Ou nas festas da cidade
Quando o momento convinha
Revelava o seu talento
Na execução do instrumento
Que por vocação mantinha

CM - A vida de Lindembergue
Não cabe neste cordel
Seu trabalho magnífico
Foi registrado em papel
Fica também na memória
Essa brilhante história
De um grande menestrel.