quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CORDEL ABRILHANTA A 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, 03/11/, a 10ª Bienal do Livro da Bahia, teve Literatura de Cordel em dose dupla, com Alberto Lima e Maviael Melo. Aliás, desde a primeira sessão de poesia, o poeta Darlon Silva, apresentou uma bela performance com Cordel de Patativa do Assaré, seguido por José Inácio Vieira de Melo, que está sempre cantando aboios e declamando cordéis.

A terceira sessão foi aberta por Alberto Lima empunhando seu pandeiro e cantando uma embolada e logo em seguida convocando ao palco a poeta, Sueli Valeriano, que veio fazer sua estréia como cordelista neste Bienal e está encantando a todos com seus versos e presença performática. Alberto Lima também recitou Castro Alves e versos livres numa invasão aos assentos do espaço, provocando um desconserto em todos os presentes até que entenderam que fazia parte da apresentação, o seu livro foi distribuído para que os presentes pudessem acompanhar a leitura dos poemas.

Em seguida, o cantador, Maviael Melo, subiu ao palco com a atriz Tina Tude. Declamando e cantando, Maviael mostrou por que é um dos cantadores mais respeitados da atualidade, suas músicas tem a herança do trovador medieval com o lirismo áspero do sertanejo. Ele também lançará, dia 04/11, o livro Ciclos, a partir das 21 horas, no stand da Livro.com.

Tina Tude, revelou não ser poeta, mas que estava ali como porta voz do seu pai Tude Celestino, autor de uma trilogia intitulada “Ás de Ouro”, que não é cordel mas tem um estilo bem nordestino acentuado pela dramatização perfeita e emocionante que ela faz.

Amanhã, 4/11, é o dia de conhecermos o poeta Hélio Alves Teixeira.

JURIVALDO ALVES E A MALA DO CORDEL

Nascido em Baixa Grande, Jurivaldo Alves, 65 anos, radicado em Feira Santana, desde os 17 anos, desenvolveu diversas atividades, até tornar-se um folheteiro, em frente ao Mercado Popular de Feira de Santana. Com a prática recitativa de vendedor de cordéis, artista de circo e ótimo contador de histórias, Jurivaldo, aos poucos foi escrevendo seus próprios folhetos e hoje já conta com vários títulos publicados. Jurivaldo Alves, participa de vários eventos culturais em todo o Sertão baiano e faz palestras sobre cordel e a importância do folheteiro como divulgar desta tradicional poesia popular. No folheto O MILAGRE DA BOLEIA, ele narra suas desventuras na estrada quando era caminhoneiro. Esta sua prática acabou contaminando sua filha patrícia Oliveira, 35 anos, que depois de realizar pesquisa sobre Lampião a seu pedido, passou a escrever folhetos e possui dezenas deles publicados, inclusive o sucesso HISTÓRIAS DE PRINCESAS.

Na 10ª Bienal do Livro, o poeta e folheteiro, Jurivaldo Alves, pisa o tapete vermelho com sua Mala de folhetos raros e clássicos, de autores baianos e também de outros estados do Nordeste.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LANÇAMENTO DOS LIVROS"BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" E "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS" NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

O poeta, Jotacê Freitas, realizou neste dia 02/11/11, o lançamento dos livros "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" e "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS", na 10ª Bienal do Livro da Bahia, no Espaço Ruy Espinheira Filho, a partir das 16 horas.
"BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES" é uma antologia com 21 folhetos em que Salvador e Senhor do Bonfim são cenários para diversas histórias picarescas criadas a partir de fatos reais.
"O REI CEGO E OS FILHOS MAUS" é uma adaptação para a literatura de cordel de um conto popular que envolve elementos mágicos e foi contemplado com o 'Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel - Edição Patativa do Assaré, promovido pelo MINC - Ministério da Cultura.
Diversos amigos e leitores compareceram e na oportunidade, o poeta, homenageou Antonio Vieira, criador do Cordel Remoçado e incentivador da sua carreira, através de sua viúva Coaracy Vieira, e os amigos e parceiros Franklin Maxado e Antonio barreto.
As imagens foram captadas pela artista plástica Walkíria de Andrade Reis Freitas, ilustradora dos livros e musa do poeta.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NOVO CORDEL BAIANO NA 10ª BIENAL DO LIVRO

Nesta quarta-feira, 02 de novembro, o poeta bonfinense, radicado em Salvador, Jotacê Freitas, fará o lançamento do romance de cordel "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS", contemplado com o Prêmio Mais Cultura 2010 - Edição Patativa do Assaré, com apoio do MINC - Ministério da Cultura, no Espaço Ruy Espinheiro Filho, na 10ª Bienal do Livro.
No mesmo espaço e momento, será lançado também a antologia "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES", com 21 histórias retratando o modo de vida baiano a partir de fartos reais ocorridos em Salvador e em Senhor do Bonfim, terra natal do poeta. O Valor do livro é de R$ 20,00 e o romance R$ 5,00, ao adquirir os dois, o leitor terá um desconto de 20%, totalizando R$ 20,00. Este livro é uma produção independente e conta com a impressão, edição e apoio da Editora e Gráfica VENTO LESTE.
Na oportunidade, Jotacê Freitas, homenageará Antonio Vieira a partir de epígrafe na abertura do livro, e os amigos e colegas Franklin Maxado e Antonio Barreto.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

REBELIÃO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, foi um dia sem recital de Cordel na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro da Bahia, mas houve rebelião dos expositores por mais divulgação e redução do preço do ingresso. Em Bienais passadas, o valor do ingresso era abatido na compra de livros, este ano esta regra não valeu. Além do mais, crianças sem carteira de estudante e com mais de um metro de altura estão sendo obrigadas a pagar o valor de inteira do ingresso, ou seja, R$ 8,00 (Oito reais).

Tudo transcorria bem na Praça da Poesia e Cordel, com os recitais dos poetas Bernardo Almeida, Moacir Eduão e Ronaldo Cagiano, que veio de São Paulo para participar e conhecer o nosso evento. No final da segunda sessão com as poetas Lita Passos, Clotilde Ribeiro e Nívea maria vasconcelos, já ouvíamos de longe um tumulto. Devíamos ter pressentido que a Bruxa estava solta, na performance da poeta Clara Maciel. Ao dar início à última sessão, com os poetas Everton Lima, Flávia Wenceslau e Gabriel Gomes, o curador e apresentador José Inácio Vieira de Melo quis saber qual o motivo do tumulto que se aproximava e foi informado que tratava-se de um protesto dos expositores contra o movimento fraco, por conta da falta de divulgação e cobrança dos ingressos sem bônus, exigindo portanto mais divulgação na mídia e liberação da entrada. Expositores e funcionários com palavras de ordem e palmas, pediam para os demais expositores fecharem seus stands em apoio ao movimento. Alguns exigiam o franqueamento da entrada. Em conversa com o escritor Hugo Homem e sua esposa Maritzia, relembramos Bienais anteriores, onde a divulgação era maciça, ocorriam eventos, existia a troca de bônus por notas fiscais e os escritores e poetas recebiam cachê para palestras, recitais e oficinas. Este ano, é bom frisar, que a Prefeitura Municipal está enviando os alunos da Rede Municipal apenas para olhar vitrines e recolher marcadores de livros, enquanto o Estado distribuiu R$ 100,00 em bônus para os professores e R$ 30,00 para os estudantes que visitaram a Bienal. Deste jeito não se pode incentivar a leitura. É bom frisar que os brinquedos, posters, jogos e bugigangas continuam sendo os produtos mais consumidos por estudantes, enquanto os livros continuam nas estantes.

Consciente da importância da poesia, o curador Zé Inácio, mandou o show prosseguir e o poeta Gabriel Gomes, apoiou o movimento, levando os manifestantes até à Praça para agradecer e seguir pelos demais corredores do Centro de Convenções.

E a noite prometia e exalava rebelião com a chegada do poeta José Walter Pires, que acabara de chegar de Caruaru, reclamando da irresponsabilidade da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde é um dos membros imortais, pois foi a um encontro que não ocorrera. Ele vem debatendo com os demais poetas sobre a contemporaneidade do Cordel e a manutenção da tradição, mas com qualidade técnica e poética, tema a ser tratado em breve aqui nestas páginas, pois trata-se de um tema que dá panos pra manga.

Teremos Cordel na Praça do Cordel e Poesia, apenas na quinta-feira, dia 03/11 com Mavial Melo e Alberto Lima, às 20 horas. Os visitantes Também têm se queixado que a Praça fica vazia o dia inteiro com tanto equipamento disponível e poetas dispostos a ler seus versos.

domingo, 30 de outubro de 2011

MAIS CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO

A terceira noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia, contou, entre outros, com a presença dos poetas e músicos Antonio Barreto e Babilak Bah. Os versos de cordel de autoria de Barreto encontraram pouso nos ritmos tradicionais e melodias eletrônicas do mineiro Babilak. O som eletro psicodélico tomou conta da praça até Barreto pegar sua gaita e entoar Asa Branca de Luiz Gonzaga para nos levar a uma viagem ao sertão à bordo de uma nave espacial. Babilak com seus versos modernos, influenciados por Patativa do Assaré e Haroldo de Campos, mostrou que “a nossa poesia é uma só”, como nos ensinou o mestre do Cordel Remoçado, Antonio Vieira.

De improviso com um pandeiro na mão, acompanhado pelo toque de enxada de Babilak, Barreto cantou e interpretou diversos cordéis, encerrando com uma homenagem às crianças presentes à iluminada e lotada Praça de Cordel e Poesia, que nesta noite foi o melhor espaço na 10ª Bienal do Livro da Bahia. Na platéia, poetas e amigos, leitores e funcionários pararam, acompanharam com palmas e agradeceram com aplausos.


O poeta Eliseu Moreira Paranaguá, um dos poetas a se apresentar antes da dupla, Barreto e Babilak, ficou extasiado e agradeceu ao show. João Rocha, Pilô, Prof. Ferreirinha, Coaraci, Walkiria Andrade, Creusa Meira, Franklin Maxado, Luis Natividade, Antonio Jorge, Rita Sanana, Lita Passos, Jurivaldo Alves, Del Marques, Zé Inácio e Rita, a amada do poeta, foram unânimes, Barreto tem que gravar um CD para registrar seus dotes musicais. Babilak Bah foi surpreendente pela união de poesia e música experimental.

O CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

A segunda noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia foi tomada pelo cordel histriônico do maior poeta vivo da Bahia, Franklin Maxado Nordestino, depois de uma volta em meio mundo, veio diretamente dos Estados Unidos de Feira de Santana, para alegrar a noite com seus versos críticos e cômicos. Recitou trechos de vários folhetos, cantou um aboio desafio com o poeta e curador da Praça de Cordel e Poesia, José Inácio Vieira de Melo, convidou amigos e parceiros ao palco deixando a platéia extasiada com a sua energia jovial e verve poética inspirada e inspiradora.


Durante o dia diversos poetas se encontraram na praça para comercializar e trocar folhetos. Com 6 estantes, a Praça de Cordel e Poesia virou uma referência para a cultura popular baiana e nordestina: Antonio Barreto está acompanhado por Pilô, José Walter Pires e Gabriel Arcanjo; Jotacê Freitas, divide o espaço com Creusa Meira e Luis Natividade; Franklin Maxado está ladeado por Jurivaldo Alves e João Cardoso Filho; Coraci Vieira, comando a Homengaem a Antonio Vieira com a bancada do Cordel Remoçado, auxiliada por Antonio Jorge; Zuzu Oliveira está à frente da Biboca Cultural Bule-Bule juntamente com Tel Guedes; e, Alberto Lima, comanda a bancada dos Jovens Cordelistas: Davi Nunes, Pardal do Jaguaribe, Inussa Gomes, Osmar Machado Junior, Tiago Gato Preto da Sorte, Gabriela Toledo e Úpia Campos Maya.

No estande das Editoras Baiana, o Professor Ferreirinha, expõe seus folhetos no estande da Editora Vento Leste, a maior editora de cordel da Bahia; e a poeta Sueli Valeriano, veio diretamente de Ituberá para expor seus folhetos em estante independente.

Avizinhada à Praça de Cordel, está o Memorial do Cordel, comandado pelo poeta e mestre da xilogravura Abraão Batista, onde estão expostos e disponíveis para venda, diversas xilogravuras e folhetos de sua autoria e de outros autores nordestinos.

O poeta Jotacê Freitas, fez os pré lançamentos dos Livros O REI CEGO E OS FILHOS MAUS e BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES. Dia 02/11, na espaço Ruy Espinheira Filho, os dois livros serão lançados oficialmente na programação da 10ª Bienal, às 16 horas.

Toda esta movimentação demonstra que o Cordel Baiano está mais vivo do que nunca e ocupa seu devido espaço da maior feira de livros do estado. Evidente que os poetas precisam de mais espaço, tanto para recitar quanto para expor, pois o tamanho das bancas impede uma maior exposição das suas obras. Esperamos que na próxima Bienal, a Fundação Pedro Calmon e a Fagga Produções, mantenham a PRAÇA DE CORDEL E POESIA e sanem os problemas aqui citados.

Hoje à noite, a partir das 20 horas, teremos a presença de Antonio Barreto, recitando e cantando seus versos. Compareçam!

sábado, 22 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

“A Praça de Cordel e Poesia vem com todo o ímpeto e com todo o encanto que são característicos da linguagem poética. Nesta edição, contempla, mais uma vez, as diversas faces da poesia baiana contemporânea, além de apresentar ao público alguns poetas de outros estados e até de outro país.

Ao todo serão 86 artistas da palavra que farão, ao longo das dez noites de bienal, um grandioso espetáculo. A cada noite, a partir das 18 horas, acontecerão três sessões de poesia. Cada uma com dois ou três artistas e com duração de 50 minutos.
Poetas consagrados, como Ruy Espinheira Filho e Luís Antonio Cajazeira Ramos, e jovens estreantes, como Vanny Araújo e Darlon Silva, estarão na Praça da Poesia recitando seus versos. Representando a cultura popular, estarão presentes cordelistas de grande valor”: Franklin Maxado, 29/10, às 19 horas; Antonio Barreto, 30/10, 20 horas; Maviael Melo, 03/11, 20 horas; Alberto Lima, 04/11, 18 horas e Hélio Alves Teixeira às 19 horas; e, encerrando a programação, o CORDEL STAND UP de Jotacê Freitas, 06/11, 20 horas, com textos do livro “BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES’ e outros sucessos do autor, além dos lançamentos “O REI CEGO E OS FILHOS MAUS, premiado pelo MINC e da antologia “BAIANICES, BAIANADAS E BIANIDADES”.
“ A ligação da poesia com a música também será explorada. E a palavra cantada ecoará através da voz e da emoção das cantoras Flávia Wenceslau e Lane Quinto, e de outros intérpretes e compositores.
De Portugal para a Praça da Poesia, virá o poeta Luís Serguilha. E de outros rincões do Brasil, estarão presentes os poetas paulistas Mariana Ianelli e Luiz Roberto Guedes, o paraibano Babilak Bah, o mineiro Ronaldo Cagiano e os pernambucanos Ivan Maia e Wellington de Melo – nomes que abrilhantarão ainda mais esse grande encontro poético que, certamente, proporcionará ao público da Bienal do Livro da Bahia momentos de beleza e de pura magia.”

José Inácio Vieira de Melo
Coordenador e curador da Praça da Poesia
Poeta, jornalista e produtor cultura
Fonte alterada: http://jivmcavaleirodefogo.blogspot.com

domingo, 16 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO PARA CRIANÇAS


Estiveram reunidos neste domingo, 16/10, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato,em comemoração ao Dia das Crianças, os poetas: Antonio Barreto, Creusa Meira, João Augusto, Jotacê Freitas, Luis Campos, Pilô, Sebastião Gomes Brito e Zuzu Oliveira. O objetivo era expor suas produções voltadas ao público infantil e apresentar às crianças esta arte literária que a todos encanta.

Após confraternizações e demonstrações de afetos entre si, devido às saudades que sentem uns dos outros e apenas estes eventos contemplam um grande encontro, os poetas sentaram-se para ler e dialogar com o público presente.

As crianças presentes encantaram-se com as diversas histórias declamadas e comentários poéticos. Os poetas Franklin Maxado e Bule-Bule, também convidados, não compareceram mas mandaram recados pras crianças,José Walter Pires, além de desculpas enviou alguns títulos para os colegas: O Encontro do lobisomem solitário com o vampiro mensageiro, A Milagrosa, curando o mal pela raiz e Olho vivo no dinheiro público.





Ao final, uma das crianças perguntou como foi que cada um iniciou seu trabalho com o cordel e os depoimentos foram emocionados e cômicos. Rosane Rubim, diretora da biblioteca, anunciou o projeto de criação de uma Cordelteca com autores baianos, adquiriu um exemplar de cada cordelista, agradeceu a participação e convocou os poetas a participaram de novo evento em homenagem à Consciência Negra.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO E AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS

O poeta e professor Jotacê Freitas foi um dos convidados para o 2º SAIM - Seminário de Artes e Inteligências Múltiplas, promovido pela CRE Itapuã - Coordenadoria Regional de Educação de Salvador, dia 06/10, a partir das 8:oo horas, na Casa da Música, no Abaeté. Durante todo o dia foram discutidas práticas artísticas de matriz nordestina em sala de aula evidenciando as inteligências múltiplas dos estudantes.O evento foi aberto pela Coordenadora Regional de Educação Enaide Santos e pelo músico Amadeo Alves, Coordenador da Casa da Música que nos brindou com uma versão belíssima de Asa Branca, música símbolo do Nordeste, composta por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e um breve histórico da música nordestina e sua importância na MPB. Em seguida, Professora Rosivone "Mel" apresentou com alguns alunos da Escola Municipal Malê Debalê, trechos do espetáculo Griou - contadores de histórias.
O Sr. Joselito Miranda explanou sobre a cultura nordestina em geral e ensinou a Dança do Pau de Fita. No meio da sua fala ocorreu uma manifestação improvisada de Samba de Roda realizada por professores e equipe da CRE Itapuã. Após as manifestações artísticas, Jotacê Freitas deu início à sua palestra Cordel e Inteligências Múltiplas com apoio teórico do Coordenador Miguel Dourado. À tarde foi realizada uma oficina de cordel, samba de prato e artesanato em sabonete. Os participantes elogiaram bastante a dinâmica do evento e o café da manhã titpicamente nordestino e bastante saboroso.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CORDEL BAIANO CONTRA O HORÁRIO DE VERÃO

O poeta Antonio Barreto mostra a sua verve crítica e antenada com os temas circunstanciais ao lançar o folheto "DIGA NÃO AO HORÁRIO DE VERÃO" questionando a sua imposição pelo governador Wagner, que até então, 4 anos, foi contra, em nome do 'povo' baiano e agora está do lado do empresariado. Também sou contra e aqui conclamo a população baiana a contestar a atitude do governante que diz agir em nosso nome. Pobres de nós que acordamos cedo e temos que encarar os becos e vielas na escuridão enquanto ele levanta às 9 e pega o helicóptero pra ir 'trabalhar'.

sábado, 10 de setembro de 2011

CORDEL BAIANO NO 2º ENEBI



O 2º ENEBI – Encontro de Escritores Baianos Independentes, está acontecendo este final de semana, 9,10 e 11/09, na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris e tem como homenageado o poeta Ildásio Tavares, falecido ano passado e que já cometeu alguns cordéis.
A abertura na sexta, 9/9, teve falas do presidente da Fundação Òmnira, escritor e editor Roberto Leal; da Diretora da Biblioteca Kilma Alves; do Diretor da Fundação Pedro Calmon Ubiratan Castro e do poeta Douglas de Almeida que falou sobre o homenageado. Houve Mesa-redonda, coquetel de lançamento da nova coletânea ENEBI de Poesia & Prosa e show do cantor Sapiranga.
No sábado, 10/9, o cordel baiano foi representado por Antonio Barreto, no debate “Apertem o cinto, o poeta sumiu”, que buscou discutir a ausência não só poeta, mas da literatura em geral, das páginas da imprensa e dos telejornais.
Douglas Almeida iniciou considerando a Escola como uma grande ‘mídia’ que não é bem utilizada, seja por falha dos educadores ou dos próprios escritores, e acha que assim que os escritores seduzirem os estudantes a mídia os buscará. Lembra que este problema não é atual, no curso que promove sobre OS 200 ANOS DA POESIA BAIANA, percebe o quanto são desconhecidos os poetas baianos que tiveram importância em sua época e hoje nem as universidades de letras relembram suas existências e talvez por isso os professores não possam ou não saibam como trabalhar esta temática no currículo escolar. James Martins, poeta e jornalista, recorreu a Ezra Pound para lembrar que uma sociedade que não ouve seus artistas perde o seu controle. Os jornais estão com suas pautas centradas na violência e a impressão que se tem é de que não há mais poetas no Brasil. Disse não entender, como é que TV e Rádio são concessões públicas e ninguém as fiscaliza. Disse também, que diante das atuais programações ele acha que os programadores e ‘pauteiros ‘ ou são ignorantes ou estão mal intencionados, pois a qualidade é péssima. Encerrou dizendo que somos um cemitério de artistas vivos e que, mesmo que os livros dos autores independentes cheguem às bibliotecas das escolas, ficarão relegados a um canto obscuro onde o estudante não terá acesso, por isso sonha com uma Biblioteca de acesso livre em que o leitor vá garimpar o que quer ler.

José da Boa Morte, poeta, editor e fundador da Revista Artpoesia, que completa 12 anos agora em 2011, defende a causa da poesia independente na prática, como um guerrilheiro na trincheira, e exige que os poetas assumam posições políticas, saiam da gaveta com seus escritos, única forma de superar as dificuldades de falta de espaço na mídia. Acredita que o poeta precisa compreender o mercado capitalista e saber direcionar sua obra para o público adequado. Mesmo depois de tantas batalhas por cidades do interior e escolas públicas e privadas, alega que há falta de compreensão de muitos educadores que acham que a presença do poeta na sala de aula pode ocupar o tempo pedagógico dos alunos com material não curricular.
Encerrando a mesa, Antonio Barreto, iniciou sua fala recitando versos, lembrou de sua infância em Santa Bárbara e da influência das manifestações populares em sua obra e vida. Ressaltou que desde o surgimento do cordel no Brasil que os poetas buscam a autonomia em toda a cadeia de produção do folheto e buscar espaço junto ao público leitor é uma constante em nossa prática poética. Como professor de Língua Portuguesa, busca ensinar o cordel a seus alunos por compreendê-lo como estimulante do gosto pela leitura, por desenvolver o raciocínio lógico e o senso crítico, devido à sua linguagem lúdica, coisa que os livros didáticos não fazem. Encerrou comemorando seus 9 anos de empenho para divulgar o Cordel em qualquer instituição pública e privada, como um garimpeiro, tropeiro, cigano, como um artista circense que busca levar sua arte para o público.
Na mesa seguinte,mediada pelo jornalista e escritor, Carlos Souza, “Literatura de qualidade em produção na Bahia, no momento atual”, falaram o escritor e editor Araken Vaz Galvão, que relatou experiências cooperativadas na cidade de Valença; a jornalista, escritora e produtora cultural Gina Leite, expondo sua experiência na produção do livro experimental e coletivo “Como se fosse o mesmo céu”; e,a escritora de Barreiras, Antonieta de Aguiar Nunes, que relembrou sua história como escritora, desde a infância até passagem por São Paulo e o retorno a Barreiras.
Foi um sábado promissor para o surgimento de novos debates e mudanças de comportamento em relação à produção de livros na Bahia.
No domingo, a programação continuará com Recital poético e performático com Gilberto Teixeira, Marcos Peralta, Tiago Oliveira, Estrela e convidados; entrega do título de Personalidade de Importância Cultural ao jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus; lançamento do livro “Angolando Poesias e Canções”, do cantor e escritor angolano Carlos do Nascimento, que também fará show musical; homenagem a ildásio Tavares com a presença do seu filho Gil Vicente Tavares.
Parabenizamos a Fundação ÒMNIRA pela realização e seus apoiadores: Fundação Pedro Calmon, APUB, Editoração CEPA, GALINHAPULANDO.BLOGPSOT.COM, UBE – União Brasileira de Escritores e Revista ARTPOESIA. Aguardamos mais novidades em breve.

sábado, 3 de setembro de 2011

A MIJADA DO BAIANO DERRUBA CONCRETO ARMADO!



Este video foi postado no Youtube pelo Amigo Alberto Lima durante a etapa classificatória do Grande Concurso de Cordel da Rádio Sociedade no Shopping Piedade, em 21 de junho. O cordel tem sido bem visto e feito sucesso por seu texto realista e irreverente, mas o sucesso maior é a risada do locutor da emissora, que diverte-se enquanto trabalha.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CORDEL NOVO EM ITABUNA

Em Itabuna, Sul da Bahia, o cordel continua florescendo e novas publicações sempre vêm à tona. Gustavo Felicíssimo, um dos contemplados com o Prêmio Patativa do Assaré, do MINC, em 2010, tem sido um grande divulgador e incentivador da nossa tradicional literatura e lança em parceria com Piligra e George Pellegrini, o folheto "OS TRÊS IRMÃOS DA CURRIOLA".
Quem estiver na cidade e região não deve perder este evento!
Locais: UESC - Aula de despedida do Prof. Ms. Piligra no CEU - Horas: 16:30
BAR DO ROBINHO - BECO DO FUXICO - Horas: 19:00

FRANKLIN MAXADO NO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA



O Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, promoveu ontem, 25/8, uma palestra animadíssima com o poeta, xilogravurista, jornalista e compositor, Franklin Maxado. Autor de mais de 300 folhetos de Cordel em quase 40 anos de atividade, Franklin é o grande representante deste gênero aqui na Bahia. Pertencente à geração de 70, ele conheceu e se relacionou com os grandes mestres do passado, entre eles, Rodolfo Coelho Cavalcante, responsável por seu ingresso nesta arte.
Na palestra, Franklin, além de contar sua trajetória poética, ressaltou a importância do Cordel para a educação, sendo ele um dos precursores desta idéia, quando no final dos anos 70, pleno regime ditatorial, solicitou ao então Ministro Eduardo Portela, a inclusão da Literatura de Cordel no currículo escolar brasileiro.
Falou da sua preocupação com a moda passageira que o Cordel pode sofrer com a novela global Cordel Encantado; do preconceito sofrido por poetas baianos na barraca da Ordem dos Poetas na Praça Cayru, que não prestigia as produções locais, divulgando mais as obras de outros estados do Nordeste por meras questões econômicas; da evolução do Cordel para um público erudito, formado por professores e estudantes universitários, deixando de ser popular por conta do desinteresse do povo pela leitura e hábitos televisivos.
Após a palestra o poeta brindou-nos com a leitura de trechos de seus folhetos com maestria e gracejo. Apresentou a relançamento em nível nacional pela Editora LUZEIRO, dos cordéis: SACI E BICHO FOLHARA e GRACINHA CORNETEIRA, A MALAZARRES DE MINISSAIA. O Boletim Informativo do IGHB, nº 39, também publicou um artigo de Franklin, intitulado O ATUAL CORDEL BAIANO, que serviu de base para a sua palestra. Entre estudantes, curiosos e pesquisadores, estiveram na platéia a Presidente do Instituto, Consuelo Pondé de Sena; o historiador Luis Henrique Tavares; o antropólogo Luis Mott; os poetas João Augusto, Antonio Barreto e Eliseu Moreira Paranaguá; o artista plástico Luis Natividade.

Contatos com o autor: franklinmaxado@bol.com.br e franklinmaxado@ig.com.br (75) 3623-3845

CORDEL BAIANO EM MINIATURA


Luiz Natividade é um dos principais xilogravurista em ação na Bahia e na sua relação com diversos poetas acabou por ingressar no mundo da literatura, como autor e editor. Nascido em Junqueiro, veio para a Bahia estudar em 1980 e formou-se em Belas Artes pela UFBA.
Já realizou mais de 50 exposições nos seus 30 anos de carreira. Escreveu, entre outros, os folhetos Marieta que eu vi viver, O homem da mesa e Manual de Xilogravura – uma idéia feita à mão. Neste último o artista ensina, de maneira simples, a fazer xilogravuras com matérias acessíveis e ferramentas produzidas por ele.
Seu projeto atual é a edição da Mine Literatura de Cordel, livrinhos no tamanho 7,5x10,5, que agradará crianças e colecionadores. Na lista de lançamentos estão os clássicos do Cordel Baiano contemporâneo escritos por diversos autores: Franklin Maxado, Antonio Barreto, Bule-Bule, Jurivaldo Alves, Patrícia Oliveira, Jotacê Freitas e outros.
Os contatos de Luis Natividade são os seguintes: natixilo@gmail.com e o blog: WWW.natividadexilo.blogspot.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O NOVO CORDEL BAIANO NA VOZ DE UM MESTRE!

O poeta, xilogravurista, cantor, compositor e jornalista, Franklin Maxado Nordestino, está com um estande na Feira do Livro de Feira de Santana onde canta hoje, dia l8/8, às 20 h, no Projeto Caiubi.
Sabado, dia 20, falará às 9 h sobre o Atual cordel Baiano e lançará dois romances publicados pela Editora Luaeiro, de São Paulo:"Gracinha Corneteira, a Malazartes de Minissaia" e "Saci e o Bicho Folharaz".
Dia 25/08, às 17hs, no IGHB da Bahia, realizará palestra sobre " O Atual Cordel Baiano”, na sua sede, na Praça da Piedade, em Salvador.


domingo, 14 de agosto de 2011

CORDEL BAIANO, ARTE E EDUCAÇÃO

A Literatura de Cordel, além de uma arte poética secular, tem sido utilizada como ferramenta pedagógica, tanto para fruição da poesia, como para estimular a leitura e a escrita, devido à sua tradição popular de linguagem simples e de fácil entendimento pelo público leitor de qualquer nível social e idade.

Por conta destas características, o poeta e professor Jotacê Freitas, participou esta semana, dias 10 e 13 de agosto, de 3 eventos em que a arte e a educação estavam em evidência: o lançamento do livro A ARTE E A EDUCAÇÃO, de Maisa Antunes, na UNEB, cidade de Juazeiro, livro que mostra, através de duas entrevistas, as opiniões antagônicas do estudioso e professor Francisco Duarte Junior e do artista filotógrafo Marcos Cesário, e também encarte folheto entrevista com a autora pela jornalista Emiliana Carvalho; a abertura do Projeto Estação das Letras do Colégio Maristas de Patamares, Salvador, que envolve durante 3 dias professores, alunos, pais e escritores em torna da literatura e que tem como tema deste ano: NO RASTRO DA ASA BRANCA; e, por fim, o encerramento do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos – EJA, na FACED-UFBA.

Na UFBA o poeta e também professor Sérgio Bahialista realizou uma Oficina com os cursistas. As fotos foram clicadas pela coordenadora do Marista, Patrícia Feitosa; na UFBA por Edilsa, professora e filha do grande poeta, repentista e sambador Bule-bule.