Mesmo com dúvidas sobre sua data de nascimento, Rodolfo Coelho Cavalcante, foi um grande poeta e tem uma obra que merecia uma edição antológica. Sua vida inteira, desde os 13 anos, foi dedicada à arte. Trabalhou de palhaço de circo e propagandista por todo o Nordeste até parar na Bahia para plantar e colher poesia. Clique na imagem para mais detalhes sobre o filme: Suspiros de um trovador.
sexta-feira, 31 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
CORDEL BAIANO LESADO?
Quatro anos
após lançado, o DVD Voz Talismã, de Margareth Menezes, que tem em seu
repertório a canção ‘Akará’, do poeta santamarense, Antonio Vieira, não rende
direito autoral para a viúva do autor, Coracy Vieira. Vieira, faleceu em 2007, foi
o renovador da musicalidade do cordel nos anos 80 e 90, famoso pela criação do “Cordel
Remoçado”. Coracy, detentora dos direitos da obra, tem procurado a produção da
artista e não tem encontrado retorno favorável à sua reivindicação. Acredito
que Margareth Menezes não tem conhecimento deste fato. Para saber mais detalhes
e ouvir a música, clique aqui.
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sábado, 4 de março de 2017
CORDEL BAIANO A GRANEL
Acatando a sugestão de leitores, lançamos no comércio
virtual a caixa CORDEL A GRANEL – Antology Box. Assim mesmo, com subtítulo em
inglês, pra decepção de Ariano, provocação aos puristas e alegria dos
internautas. É uma antologia com 10 folhetos contendo narrativas medidas e
rimadas, escritos na primeira década do século XXI, relembrando um Brasil
displicente e irônico com suas mazelas e seu povo. Adepto da verve cuicana,
Jotacê Freitas discorre sobre temas diversos, sempre ligados à atualidade.
Para quem gosta de rir e pensar! Tem como bônus o folheto A HISTÓRIA DO CORDEL
SEM MAIORES PORMENORES!
O quê?
CORDEL A GRANEL – ANTOLOGY BOX
Quanto?
R$ 25,00
Como?
TEF – BRADESCO AG 2425 – CC 40953-7
Onde?
Prazo?
3 a 7 dias.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
CORDEL BAIANO METENDO A BRONCA
Nosso amigo, João Augusto Rocha, é um dos mais combatentes poetas da atualidade. Sempre contundente em seus poemas, ele desmascara o cinismo dos nossos políticos que nos fazem de bobos da corte. Quem tiver interesse em ler mais, escreva para jrjoaoroch@gmail.com
![]() |
| Trechos do folheto: O RETRATO DE DORIA GRAY, 2017. |
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
CORDEL BAIANO NA ABLC
Fui
chamado de ‘bairrista’ por só tratar de Cordel Baiano neste espaço. Antecipo os
objetivos no perfil do aplicativo, não me sinto discriminado. No PEPLP-UFBa (
Programa de Estudos e Pesquisas da Literatura Popular) e posteriormente na
Comissão Baiana de Folclore, ambos orientados por Doralice Alcoforado, professora
e pesquisadora, aprendi que a Bahia não tem seu Cordel reconhecido na mesma
proporção que a sua qualidade literária e histórica. Acredito que a canonização, tanto de homens ‘santos’ como de
obras de arte, quem determina é o povo, o público, o leitor. Sociedades,
agremiações, confrarias, clubes, academias, críticos e editores servem mais
para fortalecimento daquela prática a qual se propõem a ‘preservar, valorizar,
difundir e divulgar’. Não quero aqui meter o bedelho onde não estou sendo
chamado, mas a quem caberia esta responsabilidade? Ao poeta, ao
sindicato, ao governo, às bibliotecas?
Por aqui, Rodolfo Coelho Cavalcante, lutou
muito nos anos 40 a 70 pela organização da classe cordelística na Bahia e no
Brasil, com amigos fundou a OBPLC – Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura
de Cordel, dirigida posteriormente por Bule-Bule e Paraíba da Viola, com sede
em uma barraca que virou ponto de apoio, vendas e apresentações na praça do
Elevador Lacerda. A poeta Zuzu Oliveira dirige a Ordem atualmente em busca de
renovação e novos apoios pois a sede foi retirada da praça pela prefeitura em
2013 e até o momento não foi substituída ou realocada.
Visitei
a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro. Conheci
o poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da instituição; sua esposa Mena,
a Madrinha dos Poetas. Adquiri uma obra prima, 100 CORDÉIS HISTÓRICOS SEGUNDO A
ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, em 2 volumes, tamanho 30x20cm, com
as capas em fac-símile de todas as
obras, patrocinada pela Petrobras e
publicada em 2008, “destinada a preservar parte significativa da cultura
brasileira” conforme Francisco da Silva Nobre; organização e curadoria do
próprio Gonçalo.
Por
ser este um blog escrito por um
baiano com o intuito de debater a nossa produção, procurei a produção baiana na
referida antologia. São 100 poemas escritos por 41 poetas de 9 estados do
Norte/Nordeste. Destes, apenas um é da Bahia: “O ENCONTRO DE LAMPIÃO COM
DIOGUINHO”, de Antonio Teodoro dos Santos, ‘O garimpeiro”, natural da cidade de
Jaguarari. A coleção conta com a produção de 15 paraibanos, 11 pernambucanos, 3
potiguares, 2 alagoanos, 2 cearenses, 1 paraense, 1 piauiense, 1 sergipano e 4
com naturalidade desconhecida. Esta edição “é um marco histórico e indelével
para a ABLC, para as letras brasileiras e para a própria latinidade”, palavras
do Mestre Gonçalo que endosso. Ele antecipa que ‘não foi justo na visão de
muitos e que foi difícil escolher apenas 100 de um rico acervo de cerca de 13
mil”.
A
equipe organizadora mostra a importância histórica e literária destes poemas
nas apresentações constantes no livro. A curadoria optou por incluir apenas
autores mortos “pois eles não têm outro processo para reeditar seus trabalhos”,
e que nasceram entre 1848 a 1928. Organizar uma antologia não deixa ninguém
felicíssimo, muito pelo contrário, a exclusão de alguém pode causar atritos
artísticos e pessoais entre os envolvidos e seus interessados. Sem tartamudear,
mas respeitando os critérios, senti falta de Cuíca de Santo Amaro, que se
encaixaria neste recorte. O brincante pernambucano, Antonio Nóbrega, em seu
texto de apresentação, lembra a figura icônica do poeta baiano nas imagens de
Pierre Verger na revista O Cruzeiro como um destaque nacional.
A nossa Literatura de Cordel também tem seus ‘bestsellers’, seus cânones, seus
autores consagrados, assim como todo e qualquer gênero literário com seus clássicos,
pastiches, auto-ajudas, fantasias e amores. Falta-nos, para nos equipararmos à
literatura oficial, uma classificação por escolas e/ou estilos; temos
classificações temáticas, mas não seria difícil estabelecer paradigmas para uma
taxonomia mais erudita. ‘Mas o que temos com isso?’
![]() |
| Eu, Gonçalo, Walkíria e Mena. |
Os poetas populares seriam sempre populares ou
populistas? As instituições cumprem o seu papel de estabelecimento de normas e
padrões. Busco uma poesia com “sangue novo e elementos deveras salutares”, como
diria o grande Antonio Vieira, de Santo Amaro da Purificação, com seu Cordel
Remoçado, uma blasfêmia para uns e arte para tantos outros.
Gonçalo
Ferreira, a princípio criticado pelos próprios colegas, foi vítima de diversas
chacotas versadas em desafios de repentistas na conceituada Feira de São
Cristovão, berço da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Os populares não
precisam de organização, consagração, conservação e motivação? Sua perseverança
e persistência demonstraram que estava no caminho certo, a Academia não seria
apenas um celeiro de egos, mas de preservação, divulgação e estímulo à leitura
e à produção do cordel. Ele relata
com satisfação as críticas que sofreu quando iniciou a campanha para a fundação
do órgão, que seria melhor juntar-se com Drummond, Vinícius de Moraes, Castro
Alves, Gonçalves Dias e outros clássicos, era o conselho que recebia.
A representatividade da ABLC como entidade de classe é notável no Brasil
pela adesão da maioria dos poetas em atividade. O critério para escolha dos membros é “por meio
de votação em escrutínio secreto” e que 25% das cadeiras é para os não
residentes no Rio. No panteão da ABLC figuram pessoas jovens e maduras, com
vasta e pequena produção poética, com muita experiência de estrada e iniciantes
iniciados na própria Academia. É uma variedade de estilos e temas que encantam
os leitores, amantes e praticantes desta arte que vem atravessando os séculos
com pecha de ‘literatura barata’, sem valor canônico, mas que tem demonstrado
em estudos sua importância literária e influência nos autores considerados
consagrados em toda a literatura universal.
A
pesquisadora, Ana Carolina Carvalho, declarou ao O Globo em 2015, num artigo
sobre o Cordel Carioca, objeto de seu estudo, “que apesar de não terem retorno
financeiro, (os poetas) insistem em
escrever. É como se eles se sentissem cotidianamente desafiados a versificar o
mundo.” Neste mesmo artigo, do jornalista Emiliano Urbim, Moraes Moreira
relembra, na ocasião de sua posse na ABLC, a influência de seu irmão Zé Walter
na sua caminhada no mundo do Cordel. Moraes temia os preconceitos, foi bem
aceito e visto como prestigiado divulgador do Cordel.
Das
40 cadeiras disponíveis na ABLC, Rodolfo Coelho Cavalcante é o patrono de uma
delas. Atualmente 5 cadeiras são ocupadas pelos baianos Bule-Bule, Marco
Haurélio, Moraes Moreira, Varneci Nascimento e Zewalter Pires. Não faço aqui
campanha por minha inclusão numa cadeira, sou do Clube do Grouxo Max e não é permitido
filiação a agremiações que nos aceitem como sócios. Sugiro aqui o nome de
Franklin Maxado ‘Nordestino’ à próxima vaga na ABLC pela importância e
qualidade literária e gráfica das suas publicações, pois também é xilógrafo.
Não sei se ele tem interesse, mas para o Cordel da Bahia seria um prestígio
necessário para a difusão de nossa produção com os que lá estão.
domingo, 11 de dezembro de 2016
CORDEL BAIANO NÃO TEM IDADE
Prestes a
completar 70 anos, Moraes Moreira, poeta, cantador e cantor, lançou o livro
POETA NÃO TEM IDADE, pela editora Numa, na Livraria Argumento, no Leblon, em
novembro. Em breve aqui em Salvador. Após
os livros “ABC de Jorge Amado” e “A História dos Novos baianos e outros versos”,
que são biografias, Moraes se mostra mais diverso em suas temáticas neste novo
livro.
Amante
declarado do cordel, ele reúne obras tipicamente cordelísticas e enxertos de
outras formas do verso popular. Os poemas se intercalam numa mistura de métricas
e formas diferentes, lembrando-nos as mudanças de ritmo, típico do nosso
cancioneiro, sobre o qual ele também tem domínio total, todo musical. Sua
maestria é expressa na primeira parte do livro: “De cantor para cantador”, onde
foge do tradicionalíssimo esquema de rimas X A X A X A, e intrica ABCABC, ABABCCB, ABABCDCD e outros.
Atento à
tradição, ciente de que “O cordel tem seu rigor / e jamais permite ultraje”, Moraes
não deixa de exaltá-la juntamente com seus representantes máximos: “Me digam,
quantos Leandros / Precisamos com certeza / Pra vencer a correnteza / E excluir
os malandros?” , e também criticar e propor uma postura excludente dos
‘cordelistas’ de ocasião ou de versos estropiados. Imortal vivo da ABLC –
Academia Brasileira de Literatura de Cordel, sua entrada na academia é sinal de
um novo tempo. Tempo em que o ‘cordel’ volte a ser ‘considerado’ poesia e não
apenas uma narrativa em versos.
Na segunda
parte, “Di-verso”, a temática é lírica, e pesquei no prefácio de Júlio Diniz
que trata-se de “sua incursão pela poesia canônica e popular”, onde rememora,
filosofa, elogia e ama no embalo de ‘versos livres’ pentassilábicos,
heptassílabos e decassílabos nas quadras, sextilhas, septilhas, oitavas,
décimas e martelo alagoano numa “overdose
de poesia”.
Em ‘Nome dos
nomes’, a terceira parte, mestres, amigos, parceiros e musas são acarinhados
pelo poeta saudoso dos velhos tempos e feliz por prosseguir no caminho que
escolhera e o acolhera.
É bastante
revelador em “Família”, a quarta e última parte do livro, em que recorda e
reflete as memórias da sua geração, a casa da infância, os avós, a mãe, os
irmãos e os filhos. É comovente a afirmação de que é “...do tipo que chora /
vendo um desenho animado”.
Ótimo livro, não só para amantes do cordel ou do
Moraes, mas para todos os leitores de poesia. Seu prestígio junto à população e
aos meios de comunicação agrega mais valor ao cordel. Parabéns!
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Zé Walter Pires
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
CORDEL BAIANO NO "MAPA DA PALAVRA"
Muitos ficaram de fora. Alguns mandaram materiais mas
não cumpriram todas as etapas do processo. Outros não observaram a caixa de spam.
Os consagrados mestres estão fora do mapa. Todos merecem novas edições
e apêndices para os mortos imortais. Mas se quiser conhecer os indicados no
mapa, clique na imagem para mais detalhes.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
CORDEL BAIANO NA FLICA 2016
Os poetas Zé Walter Pires, de Brumado; Elton Magalhães, de Castro Alves; Josemário Fernandes, de Ibotirama; e Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, serão os representantes do cordel baiano no Mapa da Palavra da Fundação Cultural do Estado da Bahia que acontecerá dias 14 e 15 no prédio do IPHAN. Clique na imagem para ver detalhes.
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Zé Walter
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Diante de uma crise política e moral em nosso país, em que
os cidadãos são desrespeitados, os trabalhadores descartados, os aposentados massacrados e as
crianças abusadas, o professor e poeta, Jotacê Freitas, escreveu este cordel
desabafo. Torcendo para não ser mal interpretado e interpelado como fascista,
direitista, individualista, o poeta espera que haja sinceridade nos homens
públicos para a solução dos nossos velhos e conhecidos problemas. Clique na
imagem para ler o texto.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
CORDEL BAIANO DA RESISTÊNCIA
Este é um
momento de luta
Contra um
golpe intentado
Por uma gang
inimiga
Que vive do
que é roubado:
Vamos ter de
reagir,
Cara amiga,
meu prezado!
Enquanto é
tempo, eu lhes chamo
Pra lutar
contra os bandidos
Que estão
por trás do golpe,
Lá nos
Estados Unidos,
Porque
querem o Brasil
Cada vez
mais desunido.
Este golpe
já começa,
Com o caso
Mensalão
Onde a
imprensa escalou
O ministro
Joaquinzão,
Que aliado a
Gurgel,
Comandou a
armação.
A jogada era
acabar
A moral das
lideranças
De esquerda
que, com o povo,
Promoveu
boas mudanças,
Ao melhorar
nossas vidas
E aumentar a
esperança.
Pegaram José
Dirceu,
E o Genoíno
também,
Que foram
bem humilhados,
Pra que
virassem ninguém
Diante de
nosso povo
Pra quem só
fizeram bem.
Farsa contra
Pizzolato
A PGR
inventou,
Com o chefe
Antonio Fernando,
(E o Gurgel
continuou);
A coisa é
tão vergonhosa,
Que o STF
abafou!
Já o
mensalão mineiro,
O do PSDB,
Que começou
muito antes,
E já estava
a feder,
Foi logo
interrompido,
Para Aécio
não sofrer.
A imprensa
mentirosa
Só desancava
o PT,
Para que, em
2012,
O seu PSDB
Pudesse
ganhar prefeitos
E a oposição
crescer.
***
Os
interessados em conhecer o poema completo escrevam para:
jrjoaoroch@gmail.com
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
segunda-feira, 20 de junho de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
CORDEL BAIANO CONTRA A ATUAL CONJUNTURA
O poeta, João Augusto, mantém sua verve afiada e está atento aos acontecimentos políticos nacionais. Veja um pouco dos seus versos nos trechos abaixo:
01
Nascido
neste país,
Eu,
há muito, fui menino,
Mas
nunca vi entre nós
Dar-se
um golpe tão cretino,
Como
esse, contra Dilma,
Pelo
Vice, hoje interino.
02
Vampiro,
na aparência,
Traidor
por vocação,
Sua
figura temerária
Só
vive naconfusão,
No
meio do machostério
Quase
todo de ladrão.
03
Ele
não sabe o que diz
E
anda todo perdido,
Para
parecer valente,
Bate
a mesa, enraivecido,
E
o que diz aos ministros:
-
Eu sei tratar com bandido!
04
Um
velho de minha terra,
De
pensamento bem puro,
Compara
esse machostério
Com
o abacateiro maduro:
-
A cada dia cai um,
Só
falta o Vicepé-duro.
05
Já
caíram dois ministros,
E
outrosdevem cair,
Pois
já foram colocados
Com
a tendência de sair,
Por
tentarem, simplesmente,
A
Justiça obstruir.
Para conhecer o folheto na íntegra escreva para: jrjoaoroch@gmail.com
SOBRE O AUTOR E SUA OBRA
João Augusto de
Lima Rocha é professor e poeta popular. Nascido em Gameleira do Açuruá,
município de Gentio do Ouro-Ba.Cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica da
UFBA, onde ensina. É Diretor Acadêmico da APUB-Sindicato.
Estudioso da obra de Anísio Teixeira, organizou
a fundação que leva o seu nome, em 1989, da qual foi o primeiro diretor
executivo, sendo hoje membro do Conselho Curador. É o organizador da obra Anísio em Movimento, editada pela
Editora do Senado, na coleção Biblioteca Básica Brasileira. Dentre os folhetos
de cordel que publicou, destacam-se:“A vez que Saddam Hussein veio a Guanambi
pra contratar um delegado de polícia”; “A vida e a outra vida d’Ele o Tal Cuíca
de Santo Amaro”; “O padre que soltou a franga na Festa de Santos Reis”; “Bin
Laden chega na Lapa disfarçado de romeiro”; “O senador sacrista e o outro que
rasgou a lista”; ”Acordo é pra ser cumprido”;
“Santos Dumont o pioneiro das alturas”; “A interligação do Rio das Tripas com as bacias do ministro”;
“A união de Guanambi com Caetité para construir a bomba atômica” Taradinhos do
impíchiman”. FHC é o PAI, ou Por essa
nem Dr. Gibson esperava!; O prefeitim da Scin não pode mandar em mim;Lula, pra ser condenado,só se for por laticínio!
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terça-feira, 24 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
MUSEU DE ARTE DA BAHIA RECEBE O CORDEL BAIANO
![]() |
| Clique na imagem para saber mais detalhes. |
O poeta Zahia, o Isaias de Oliveira, da cidade de Saúde, após experiência de recitais nos ônibus de Salvador, individual e no coletivo Poesia em Trânsito, levará seus versos para o Museu de Arte da Bahia, na Av. Sete, no Corredor da Vitória, dia 21, sábado, a partir das 16 horas, onde simulará uma viagem com a plateia.
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domingo, 17 de abril de 2016
CORDEL BAIANO NA XV SEMANA DE LETRAS DA UCSAL
O poeta, Jotacê Freitas, participará da Mesa Redonda - A Literatura Baiana hoje, dia 19, a partir das 19 horas, falando da sua experiência e suas publicações em Literatura de Cordel. Elton Magalhães, poeta e professor, será o Coordenador da mesa que conta ainda com os escritores Karina Rabinovitz, Daniela Galdino e João Filho.
domingo, 13 de março de 2016
CORDEL BAIANO NAS FEIRAS DE SALVADOR
![]() |
| Para maiores informações clique na imagem e leia no Correio*. |
O Cordel Baiano marca presença no Projeto Música Livre.
Trata-se de apresentações musicais nas principais feiras livres de Salvador. O forrozeiro
Celo Costa é o anfitrião dos encontros que começaram dia 11/03 na Feira de São
Joaquim com Antonio Barreto e o músico Joaquim Carvalho como convidados; dia
12/03, foi a vez da Feira de Itapuã com os convidados Bule Bule e o ator
Jackson Costa; dia 17/03 será a vez da Feira do Parque da Cidade, no Itaigara,
com as participações de Maviael Melo e Jackson Costa; dia 19/03 na Feira do
Japão, no bairro da Liberdade, se apresentarão com Celo Costa, Felipe Mago e
Gabriel Bandarra; e, finalizando, dia 20/03, na Feira do Nordeste de Amaralina,
estarão presentes Marquinhos Café e Zé Costa. A ideia do projeto é da produtora
e terapeuta holística, Valéria Magalhães, contemplada com o Edital Arte em Toda
Parte, da Fundação Gregório de Matos, da Prefeitura Municipal.
Salvador precisa de mais projetos como este e mais espaço
para a cultura sertaneja, afinal de contas, somos também nordestinos.
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
PATRIMÔNIO IMATERIAL DA CULTURA BRASILEIRA
A ABLC – Academia
Brasileira de Literatura de Cordel e a ACRESPO – Associação dos Cantadores
Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno solicitaram ao IPHAN –
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o registro do Cordel e
do Repente, respectivamente, como Patrimônio Cultural do Brasil. A Câmara
Técnica do Conselho Consultivo analisou as propostas e as considerou
pertinentes dando início à construção da pesquisa e documentação sobre o tema.
Na Bahia, a
professora e pesquisadora Andrea Betânia, da UNEB, é a responsável por esse
processo e está realizando uma série de entrevistas com poetas e cantadores na
capital e no interior pois acredita que é de extrema relevância a nossa
participação que, melhor do que ninguém, conhecemos e praticamos essas
manifestações culturais de extraordinária importância para a cultura e também a
educação brasileira.
Torcemos
para o sucesso da empreitada e que o registro como Patrimônio Imaterial sirva
para fomentar a produção e a divulgação do cordel e do repente.
![]() |
| Andrea Betânia e Jotacê Freitas após a entrevista. |
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
CORDEL NO CARNAVAL BAIANO 2016
Como
numa profecia, João Rocha, antecipou a revolta dos ambulantes no carnaval da Bahia
protestando contra a liberação de apenas uma marca de bebida alcoólica ou refrigerante durante os festejos.
Esse mal afetou também a Fonte Nova e o Ceasa do Rio Vermelho. Espaços públicos
privatizados impedindo o cidadão de livre escolha de consumo. Eles alegam patrocínio para
manutenção dos espaços ou pagamento de artistas. Leiam abaixo algumas estrofes
do novo folheto desse poeta que está sempre atento às injustiças sociais:
Amigos,
o Carnaval
É
festa da liberdade,
E
aqui em Salvador,
Falo
com sinceridade,
Nunca
vi proibir marca,
De
cerveja, na cidade.
O
transporte coletivo,
Na
Capital não existe,
Quem
sai de casa bem cedo
Chega
no trabalho triste,
E
a imprensa, comprada,
Trata
tudo como chiste.
Agora
vendeu de vez
Salvador
para a Schin
Proibindo
qualquer marca
Que
não rime com Grampim;
Não
convence as nega dele,
E
quer convencer a mim!
No
Carnaval de dez dias
Quem
ganha é o aedes aegypit:
Vai
ser uma epidemia,
Caro
leitor, acredite,
Acho
que a saúde pública
Tem
de botar um limite.
A
gripe, como se sabe
Já
é tradicional
Todo
mundo adoece
Logo
após o Carnaval,
Mas
agora, com a zika,
A
coisa é mais anormal.
No
Carnaval, bem se sabe,
Surge
muita gravidez
Aí
o mosquito morde,
Pois
aqui ele tem vez
E
se o cuidado foi pouco...
O
microcéfalo se fez.
Quem
irá pagar depois,
Pela
vida condenada
De
um ser que foi gerado
No
meio da timbalada,
Devido
a uma picadura
De
mosquito, à madrugada?
Eu,
por mim, vou à Mudança
Do
Garcia, animado,
Pra
juntar com As Muquiranas
Naquele
agito danado,
Todo
mundo de mulher,
Mas muito pouco viado.
O lançamento foi feito na Lanchonete PEDAÇO DO CÉU,
no Garcia, durante o esquenta da Mudança, na segunda-feira, 8/2. Os interessados
em ler o cordel completo escrevam para o poeta no seguinte endereço: jrjoaoroch@gmail.com
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