sexta-feira, 31 de março de 2017

HOMENAGEM JUSTA AO CORDEL BAIANO!


Mesmo com dúvidas sobre sua data de nascimento, Rodolfo Coelho Cavalcante, foi um grande poeta e tem uma obra que merecia uma edição antológica. Sua vida inteira, desde os 13 anos, foi dedicada à arte. Trabalhou de palhaço de circo e propagandista por todo o Nordeste até parar na Bahia para plantar e colher poesia. Clique na imagem para mais detalhes sobre o filme: Suspiros de um trovador.

sábado, 11 de março de 2017

CORDEL BAIANO LESADO?

Quatro anos após lançado, o DVD Voz Talismã, de Margareth Menezes, que tem em seu repertório a canção ‘Akará’, do poeta santamarense, Antonio Vieira, não rende direito autoral para a viúva do autor, Coracy Vieira. Vieira, faleceu em 2007, foi o renovador da musicalidade do cordel nos anos 80 e 90, famoso pela criação do “Cordel Remoçado”. Coracy, detentora dos direitos da obra, tem procurado a produção da artista e não tem encontrado retorno favorável à sua reivindicação. Acredito que Margareth Menezes não tem conhecimento deste fato. Para saber mais detalhes e ouvir a música, clique aqui.

sábado, 4 de março de 2017

CORDEL BAIANO A GRANEL

 Acatando a sugestão de leitores, lançamos no comércio virtual a caixa CORDEL A GRANEL – Antology Box. Assim mesmo, com subtítulo em inglês, pra decepção de Ariano, provocação aos puristas e alegria dos internautas. É uma antologia com 10 folhetos contendo narrativas medidas e rimadas, escritos na primeira década do século XXI, relembrando um Brasil displicente e irônico com suas mazelas e seu povo. Adepto da verve cuicana, Jotacê Freitas discorre sobre temas diversos, sempre ligados à atualidade. Para quem gosta de rir e pensar! Tem como bônus o folheto A HISTÓRIA DO CORDEL SEM MAIORES PORMENORES!
O quê?
CORDEL A GRANEL – ANTOLOGY BOX
Quanto?
R$ 25,00  
Como?
TEF – BRADESCO AG 2425 – CC 40953-7
Onde?
Prazo?
3 a 7 dias.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CORDEL BAIANO METENDO A BRONCA

Nosso amigo, João Augusto Rocha, é um dos mais combatentes poetas da atualidade. Sempre contundente em seus poemas, ele desmascara o cinismo dos nossos políticos que nos fazem de bobos da corte. Quem tiver interesse em ler mais, escreva para jrjoaoroch@gmail.com


Trechos do folheto: O RETRATO DE DORIA GRAY, 2017.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CORDEL BAIANO NA ABLC

Fui chamado de ‘bairrista’ por só tratar de Cordel Baiano neste espaço. Antecipo os objetivos no perfil do aplicativo, não me sinto discriminado. No PEPLP-UFBa ( Programa de Estudos e Pesquisas da Literatura Popular) e posteriormente na Comissão Baiana de Folclore, ambos orientados por Doralice Alcoforado, professora e pesquisadora, aprendi que a Bahia não tem seu Cordel reconhecido na mesma proporção que a sua qualidade literária e histórica. Acredito que a canonização, tanto de homens ‘santos’ como de obras de arte, quem determina é o povo, o público, o leitor. Sociedades, agremiações, confrarias, clubes, academias, críticos e editores servem mais para fortalecimento daquela prática a qual se propõem a ‘preservar, valorizar, difundir e divulgar’. Não quero aqui meter o bedelho onde não estou sendo chamado, mas a quem caberia esta responsabilidade? Ao poeta, ao sindicato, ao governo, às bibliotecas?
Por aqui, Rodolfo Coelho Cavalcante, lutou muito nos anos 40 a 70 pela organização da classe cordelística na Bahia e no Brasil, com amigos fundou a OBPLC – Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel, dirigida posteriormente por Bule-Bule e Paraíba da Viola, com sede em uma barraca que virou ponto de apoio, vendas e apresentações na praça do Elevador Lacerda. A poeta Zuzu Oliveira dirige a Ordem atualmente em busca de renovação e novos apoios pois a sede foi retirada da praça pela prefeitura em 2013 e até o momento não foi substituída ou realocada.
          Visitei a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro. Conheci o poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da instituição; sua esposa Mena, a Madrinha dos Poetas. Adquiri uma obra prima, 100 CORDÉIS HISTÓRICOS SEGUNDO A ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, em 2 volumes, tamanho 30x20cm, com as capas em fac-símile de todas as obras, patrocinada pela Petrobras e publicada em 2008, “destinada a preservar parte significativa da cultura brasileira” conforme Francisco da Silva Nobre; organização e curadoria do próprio Gonçalo.
Por ser este um blog escrito por um baiano com o intuito de debater a nossa produção, procurei a produção baiana na referida antologia. São 100 poemas escritos por 41 poetas de 9 estados do Norte/Nordeste. Destes, apenas um é da Bahia: “O ENCONTRO DE LAMPIÃO COM DIOGUINHO”, de Antonio Teodoro dos Santos, ‘O garimpeiro”, natural da cidade de Jaguarari. A coleção conta com a produção de 15 paraibanos, 11 pernambucanos, 3 potiguares, 2 alagoanos, 2 cearenses, 1 paraense, 1 piauiense, 1 sergipano e 4 com naturalidade desconhecida. Esta edição “é um marco histórico e indelével para a ABLC, para as letras brasileiras e para a própria latinidade”, palavras do Mestre  Gonçalo que endosso.  Ele antecipa que ‘não foi justo na visão de muitos e que foi difícil escolher apenas 100 de um rico acervo de cerca de 13 mil”.
           A equipe organizadora mostra a importância histórica e literária destes poemas nas apresentações constantes no livro. A curadoria optou por incluir apenas autores mortos “pois eles não têm outro processo para reeditar seus trabalhos”, e que nasceram entre 1848 a 1928. Organizar uma antologia não deixa ninguém felicíssimo, muito pelo contrário, a exclusão de alguém pode causar atritos artísticos e pessoais entre os envolvidos e seus interessados. Sem tartamudear, mas respeitando os critérios, senti falta de Cuíca de Santo Amaro, que se encaixaria neste recorte. O brincante pernambucano, Antonio Nóbrega, em seu texto de apresentação, lembra a figura icônica do poeta baiano nas imagens de Pierre Verger na revista O Cruzeiro como um destaque nacional.
A nossa Literatura de Cordel também tem seus ‘bestsellers’, seus cânones, seus autores consagrados, assim como todo e qualquer gênero literário com seus clássicos, pastiches, auto-ajudas, fantasias e amores. Falta-nos, para nos equipararmos à literatura oficial, uma classificação por escolas e/ou estilos; temos classificações temáticas, mas não seria difícil estabelecer paradigmas para uma taxonomia mais erudita. ‘Mas o que temos com isso?’
Eu, Gonçalo, Walkíria e Mena.
Os poetas populares seriam sempre populares ou populistas? As instituições cumprem o seu papel de estabelecimento de normas e padrões. Busco uma poesia com “sangue novo e elementos deveras salutares”, como diria o grande Antonio Vieira, de Santo Amaro da Purificação, com seu Cordel Remoçado, uma blasfêmia para uns e arte para tantos outros.
Gonçalo Ferreira, a princípio criticado pelos próprios colegas, foi vítima de diversas chacotas versadas em desafios de repentistas na conceituada Feira de São Cristovão, berço da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Os populares não precisam de organização, consagração, conservação e motivação? Sua perseverança e persistência demonstraram que estava no caminho certo, a Academia não seria apenas um celeiro de egos, mas de preservação, divulgação e estímulo à leitura e à produção do cordel. Ele relata com satisfação as críticas que sofreu quando iniciou a campanha para a fundação do órgão, que seria melhor juntar-se com Drummond, Vinícius de Moraes, Castro Alves, Gonçalves Dias e outros clássicos, era o conselho que recebia.
         A representatividade da ABLC como entidade de classe é notável no Brasil pela adesão da maioria dos poetas em atividade. O critério para escolha dos membros é “por meio de votação em escrutínio secreto” e que 25% das cadeiras é para os não residentes no Rio. No panteão da ABLC figuram pessoas jovens e maduras, com vasta e pequena produção poética, com muita experiência de estrada e iniciantes iniciados na própria Academia. É uma variedade de estilos e temas que encantam os leitores, amantes e praticantes desta arte que vem atravessando os séculos com pecha de ‘literatura barata’, sem valor canônico, mas que tem demonstrado em estudos sua importância literária e influência nos autores considerados consagrados em toda a literatura universal.

A pesquisadora, Ana Carolina Carvalho, declarou ao O Globo em 2015, num artigo sobre o Cordel Carioca, objeto de seu estudo, “que apesar de não terem retorno financeiro, (os poetas) insistem em escrever. É como se eles se sentissem cotidianamente desafiados a versificar o mundo.” Neste mesmo artigo, do jornalista Emiliano Urbim, Moraes Moreira relembra, na ocasião de sua posse na ABLC, a influência de seu irmão Zé Walter na sua caminhada no mundo do Cordel. Moraes temia os preconceitos, foi bem aceito e visto como prestigiado divulgador do Cordel.

Das 40 cadeiras disponíveis na ABLC, Rodolfo Coelho Cavalcante é o patrono de uma delas. Atualmente 5 cadeiras são ocupadas pelos baianos Bule-Bule, Marco Haurélio, Moraes Moreira, Varneci Nascimento e Zewalter Pires. Não faço aqui campanha por minha inclusão numa cadeira,  sou do Clube do Grouxo Max e não é permitido filiação a agremiações que nos aceitem como sócios. Sugiro aqui o nome de Franklin Maxado ‘Nordestino’ à próxima vaga na ABLC pela importância e qualidade literária e gráfica das suas publicações, pois também é xilógrafo. Não sei se ele tem interesse, mas para o Cordel da Bahia seria um prestígio necessário para a difusão de nossa produção com os que lá estão.

domingo, 11 de dezembro de 2016

CORDEL BAIANO NÃO TEM IDADE

Prestes a completar 70 anos, Moraes Moreira, poeta, cantador e cantor, lançou o livro POETA NÃO TEM IDADE, pela editora Numa, na Livraria Argumento, no Leblon, em novembro.  Em breve aqui em Salvador. Após os livros “ABC de Jorge Amado” e “A História dos Novos baianos e outros versos”, que são biografias, Moraes se mostra mais diverso em suas temáticas neste novo livro.
Amante declarado do cordel, ele reúne obras tipicamente cordelísticas e enxertos de outras formas do verso popular. Os poemas se intercalam numa mistura de métricas e formas diferentes, lembrando-nos as mudanças de ritmo, típico do nosso cancioneiro, sobre o qual ele também tem domínio total, todo musical. Sua maestria é expressa na primeira parte do livro: “De cantor para cantador”, onde foge do tradicionalíssimo esquema de rimas X A X A X A,  e intrica ABCABC, ABABCCB, ABABCDCD e outros.
Atento à tradição, ciente de que “O cordel tem seu rigor / e jamais permite ultraje”,   Moraes não deixa de exaltá-la juntamente com seus representantes máximos: “Me digam, quantos Leandros / Precisamos com certeza / Pra vencer a correnteza / E excluir os malandros?” , e também criticar e propor uma postura excludente dos ‘cordelistas’ de ocasião ou de versos estropiados. Imortal vivo da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, sua entrada na academia é sinal de um novo tempo. Tempo em que o ‘cordel’ volte a ser ‘considerado’ poesia e não apenas uma narrativa em versos.
Na segunda parte, “Di-verso”, a temática é lírica, e pesquei no prefácio de Júlio Diniz que trata-se de “sua incursão pela poesia canônica e popular”, onde rememora, filosofa, elogia e ama no embalo de ‘versos livres’ pentassilábicos, heptassílabos e decassílabos nas quadras, sextilhas, septilhas, oitavas, décimas e martelo alagoano numa “overdose  de poesia”.
Em ‘Nome dos nomes’, a terceira parte, mestres, amigos, parceiros e musas são acarinhados pelo poeta saudoso dos velhos tempos e feliz por prosseguir no caminho que escolhera e o acolhera.
É bastante revelador em “Família”, a quarta e última parte do livro, em que recorda e reflete as memórias da sua geração, a casa da infância, os avós, a mãe, os irmãos e os filhos. É comovente a afirmação de que é “...do tipo que chora / vendo um desenho animado”.

       Ótimo livro, não só para amantes do cordel ou do Moraes, mas para todos os leitores de poesia. Seu prestígio junto à população e aos meios de comunicação agrega mais valor ao cordel. Parabéns!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CORDEL BAIANO NO "MAPA DA PALAVRA"

Muitos ficaram de fora. Alguns mandaram materiais mas não cumpriram todas as etapas do processo. Outros não observaram a caixa de spam. Os consagrados mestres estão fora do mapa. Todos merecem novas edições e apêndices para os mortos imortais. Mas se quiser conhecer os indicados no mapa, clique na imagem para mais detalhes. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

CORDEL BAIANO NA FLICA 2016

Os poetas Zé Walter Pires, de Brumado; Elton Magalhães, de Castro Alves; Josemário Fernandes, de Ibotirama; e Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, serão os representantes do cordel baiano no Mapa da Palavra da Fundação Cultural do Estado da Bahia que acontecerá dias 14 e 15 no prédio do IPHAN. Clique na imagem para ver detalhes.

terça-feira, 27 de setembro de 2016


Diante de uma crise política e moral em nosso país, em que os cidadãos são desrespeitados, os trabalhadores  descartados, os aposentados massacrados e as crianças abusadas, o professor e poeta, Jotacê Freitas, escreveu este cordel desabafo. Torcendo para não ser mal interpretado e interpelado como fascista, direitista, individualista, o poeta espera que haja sinceridade nos homens públicos para a solução dos nossos velhos e conhecidos problemas. Clique na imagem para ler o texto.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

CORDEL BAIANO DA RESISTÊNCIA

Este é um momento de luta
Contra um golpe intentado
Por uma gang inimiga
Que vive do que é roubado:
Vamos ter de reagir,
Cara amiga, meu prezado!

Enquanto é tempo, eu lhes chamo
Pra lutar contra os bandidos
Que estão por trás do golpe,
Lá nos Estados Unidos,
Porque querem o Brasil
Cada vez mais desunido.

Este golpe já começa,
Com o caso Mensalão
Onde a imprensa escalou
O ministro Joaquinzão,
Que aliado a Gurgel,
Comandou a armação.

A jogada era acabar
A moral das lideranças
De esquerda que, com o povo,
Promoveu boas mudanças,
Ao melhorar nossas vidas
E aumentar a esperança.

Pegaram José Dirceu,
E o Genoíno também,
Que foram bem humilhados,
Pra que virassem ninguém
Diante de nosso povo
Pra quem só fizeram bem.

Farsa contra Pizzolato
A PGR inventou,
Com o chefe Antonio Fernando,
(E o Gurgel continuou);
A coisa é tão vergonhosa,
Que o STF abafou!

Já o mensalão mineiro,
O do PSDB,
Que começou muito antes,
E já estava a feder,
Foi logo interrompido,
Para Aécio não sofrer.

A imprensa mentirosa
Só desancava o PT,
Para que, em 2012,
O seu PSDB
Pudesse ganhar prefeitos
E a oposição crescer.

***


Os interessados em conhecer o poema completo escrevam para:
jrjoaoroch@gmail.com

quarta-feira, 15 de junho de 2016

CORDEL BAIANO CONTRA A ATUAL CONJUNTURA

O poeta, João Augusto, mantém sua verve afiada e está atento aos acontecimentos políticos nacionais. Veja um pouco dos seus versos nos trechos abaixo:

01
Nascido neste país,
Eu, há muito, fui menino,
Mas nunca vi entre nós
Dar-se um golpe  tão cretino,
Como esse, contra Dilma,
Pelo Vice, hoje interino.
02
Vampiro, na aparência,
Traidor por vocação,
Sua figura temerária
Só vive naconfusão,
No meio do machostério
Quase todo de ladrão.
03
Ele não sabe o que diz
E anda todo perdido,
Para parecer valente,
Bate a mesa, enraivecido,
E o que diz aos ministros:
- Eu sei tratar com bandido!
04
Um velho de minha terra,
De pensamento bem puro,
Compara esse machostério
Com o abacateiro maduro:
- A cada dia cai um,
Só falta o Vicepé-duro.
05
Já caíram dois ministros,
E outrosdevem cair,
Pois já foram colocados
Com a tendência de sair,
Por tentarem, simplesmente,
A Justiça obstruir.

Para conhecer o folheto na íntegra escreva para: jrjoaoroch@gmail.com

SOBRE O AUTOR E SUA OBRA

João Augusto de Lima Rocha é professor e poeta popular. Nascido em Gameleira do Açuruá, município de Gentio do Ouro-Ba.Cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica da UFBA, onde ensina. É Diretor Acadêmico da APUB-Sindicato.
Estudioso da obra de Anísio Teixeira, organizou a fundação que leva o seu nome, em 1989, da qual foi o primeiro diretor executivo, sendo hoje membro do Conselho Curador. É o organizador da obra Anísio em Movimento, editada pela Editora do Senado, na coleção Biblioteca Básica Brasileira. Dentre os folhetos de cordel que publicou, destacam-se:“A vez que Saddam Hussein veio a Guanambi pra contratar um delegado de polícia”; “A vida e a outra vida d’Ele o Tal Cuíca de Santo Amaro”; “O padre que soltou a franga na Festa de Santos Reis”; “Bin Laden chega na Lapa disfarçado de romeiro”; “O senador sacrista e o outro que rasgou a lista”; ”Acordo é pra ser cumprido”;  “Santos Dumont o pioneiro das alturas”; “A interligação  do Rio das Tripas com as bacias do ministro”; “A união de Guanambi com Caetité para construir a bomba atômica” Taradinhos do impíchiman”. FHC é o PAI, ou Por essa nem Dr. Gibson esperava!; O prefeitim da Scin não pode mandar em mim;Lula, pra ser condenado,só se for por laticínio!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

MUSEU DE ARTE DA BAHIA RECEBE O CORDEL BAIANO

Clique na imagem para saber mais detalhes. 

O poeta Zahia, o Isaias de Oliveira, da cidade de Saúde, após experiência de recitais nos ônibus de Salvador, individual e no coletivo Poesia em Trânsito, levará seus versos para o Museu de Arte da Bahia, na Av. Sete, no Corredor da Vitória, dia 21, sábado, a partir das 16 horas, onde simulará uma viagem com a plateia. 

domingo, 17 de abril de 2016

CORDEL BAIANO NA XV SEMANA DE LETRAS DA UCSAL

O poeta, Jotacê Freitas, participará da Mesa Redonda - A Literatura Baiana hoje, dia 19, a partir das 19 horas, falando da sua experiência e suas publicações em Literatura de Cordel. Elton Magalhães, poeta e professor, será o Coordenador da mesa que conta ainda com os escritores Karina Rabinovitz, Daniela Galdino e João Filho.

domingo, 13 de março de 2016

CORDEL BAIANO NAS FEIRAS DE SALVADOR

Para maiores informações clique na imagem e leia no Correio*.
 O Cordel Baiano marca presença no Projeto Música Livre. Trata-se de apresentações musicais nas principais feiras livres de Salvador. O forrozeiro Celo Costa é o anfitrião dos encontros que começaram dia 11/03 na Feira de São Joaquim com Antonio Barreto e o músico Joaquim Carvalho como convidados; dia 12/03, foi a vez da Feira de Itapuã com os convidados Bule Bule e o ator Jackson Costa; dia 17/03 será a vez da Feira do Parque da Cidade, no Itaigara, com as participações de Maviael Melo e Jackson Costa; dia 19/03 na Feira do Japão, no bairro da Liberdade, se apresentarão com Celo Costa, Felipe Mago e Gabriel Bandarra; e, finalizando, dia 20/03, na Feira do Nordeste de Amaralina, estarão presentes Marquinhos Café e Zé Costa. A ideia do projeto é da produtora e terapeuta holística, Valéria Magalhães, contemplada com o Edital Arte em Toda Parte, da Fundação Gregório de Matos, da Prefeitura Municipal.
Salvador precisa de mais projetos como este e mais espaço para a cultura sertaneja, afinal de contas, somos também nordestinos.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

PATRIMÔNIO IMATERIAL DA CULTURA BRASILEIRA

 A ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel e a ACRESPO – Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno solicitaram ao IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o registro do Cordel e do Repente, respectivamente, como Patrimônio Cultural do Brasil. A Câmara Técnica do Conselho Consultivo analisou as propostas e as considerou pertinentes dando início à construção da pesquisa e documentação sobre o tema.
Na Bahia, a professora e pesquisadora Andrea Betânia, da UNEB, é a responsável por esse processo e está realizando uma série de entrevistas com poetas e cantadores na capital e no interior pois acredita que é de extrema relevância a nossa participação que, melhor do que ninguém, conhecemos e praticamos essas manifestações culturais de extraordinária importância para a cultura e também a educação brasileira.
Torcemos para o sucesso da empreitada e que o registro como Patrimônio Imaterial sirva para fomentar a produção e a divulgação do cordel e do repente.
Andrea Betânia e Jotacê Freitas após a entrevista.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CORDEL NO CARNAVAL BAIANO 2016

Como numa profecia, João Rocha, antecipou a revolta dos ambulantes no carnaval da Bahia protestando contra a liberação de apenas uma marca de bebida alcoólica ou refrigerante durante os festejos. Esse mal afetou também a Fonte Nova e o Ceasa do Rio Vermelho. Espaços públicos privatizados impedindo o cidadão de livre escolha de consumo. Eles alegam patrocínio para manutenção dos espaços ou pagamento de artistas. Leiam abaixo algumas estrofes do novo folheto desse poeta que está sempre atento às injustiças sociais:

Amigos, o Carnaval
É festa da liberdade,
E aqui em Salvador,
Falo com sinceridade,
Nunca vi proibir marca,
De cerveja, na cidade.

O transporte coletivo,
Na Capital não existe,
Quem sai de casa bem cedo
Chega no trabalho triste,
E a imprensa, comprada,
Trata tudo como chiste.

Agora vendeu de vez
Salvador para a Schin
Proibindo qualquer marca
Que não rime com Grampim;
Não convence as nega dele,
E quer convencer a mim!

No Carnaval de dez dias
Quem ganha é o aedes aegypit:
Vai ser uma epidemia,
Caro leitor, acredite,
Acho que a saúde pública
Tem de botar um limite.

A gripe, como se sabe
Já é tradicional
Todo mundo adoece
Logo após o Carnaval,
Mas agora, com a zika,
A coisa é mais anormal.

No Carnaval, bem se sabe,
Surge muita gravidez
Aí o mosquito morde,
Pois aqui ele tem vez
E se o cuidado foi pouco...
O microcéfalo se fez.

Quem irá pagar depois,
Pela vida condenada
De um ser que foi gerado
No meio da timbalada,
Devido a uma picadura
De mosquito, à madrugada?

Eu, por mim, vou à Mudança
Do Garcia, animado,
Pra juntar com As Muquiranas
Naquele agito danado,
Todo mundo de mulher,
Mas muito pouco viado.


O lançamento foi feito na Lanchonete PEDAÇO DO CÉU, no Garcia, durante o esquenta da Mudança, na segunda-feira, 8/2. Os interessados em ler o cordel completo escrevam para o poeta no seguinte endereço: jrjoaoroch@gmail.com