CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA AO PROGRAMA "REDE BAHIA REVISTA" DE 25/08. CONHEÇA MAIS SOBRE A VIDA DESTE GRANDE POETA SOTEROPOLITANO: JOSÉ GOMES(1907 - 1964), O TAL CUÍCA DE SANTO AMARO. ENTREVISTA COM O DIRETOR JOSIAS PIRES, PARCEIRO DE JOEL DE ALMEIDA, SOBRE O FILME QUE ENTROU EM CARTAZ NA SEXTA-FEIRA, 23/8, NO CINE IGUATEMI, UNIBANCO CASTRO ALVES E SALA DE ARTE DA UFBA. CONFIRA OS HORÁRIOS.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
CORDEL BAIANO NO CINEMA
O jornal Correio da Bahia, deste domingo, 11/8, publicou matéria sobre o filme: Cuíca de Santo Amaro - O poeta mais temido da Bahia, com direção de Joel Almeida e Josias Pires.
“Cuíca de Santo Amaro (1907-1964) tinha boca de trombone. Esbravejava para quem quisesse ouvir as notícias mais quentes ou os escândalos acontecidos na cidade e colocados para debaixo do tapete. Tudo enfeitado com sua gramática torta e discurso ácido nas revistas e livrinhos de cordel que produzia e vendia na área do Comércio - ou na frente do Elevador Lacerda ou na rampa do Mercado". Para mais detalhes, clique na imagem.
“Cuíca de Santo Amaro (1907-1964) tinha boca de trombone. Esbravejava para quem quisesse ouvir as notícias mais quentes ou os escândalos acontecidos na cidade e colocados para debaixo do tapete. Tudo enfeitado com sua gramática torta e discurso ácido nas revistas e livrinhos de cordel que produzia e vendia na área do Comércio - ou na frente do Elevador Lacerda ou na rampa do Mercado". Para mais detalhes, clique na imagem.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
CORDEL BAIANO PARA A PRESIDENTA DILMA
O poeta e professor, Jotacê Freitas, indignado com o desrespeito à sua categoria profissional, escreveu um cordel endereçado à Presidente Dilma Rousseff. Para ler basta clicar na imagem acima.
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segunda-feira, 8 de julho de 2013
PROJETO DOMINGO NA PRAÇA
Mais uma vez o Projeto Domingo na Praça, da Biblioteca de Extensão da FPC, estará com sua unidade móvel realizando atividades literárias e ateliê de escrita: construindo Cordel com o cordelista Jotacê Freitas com o tema da figura do Caboclo e Cabocla, símbolos do 2 de Julho.
A estreia foi neste domingo dia 7/7, no Largo da Lapinha na Liberdade. Em seguida, Dique do Tororó, 14/7; Parque de Pituaçu, 21/7; e, Boca do Rio, 28/7. As atividades tem início às 8 horas e seguem até às 12 horas. Compareçam pra ler um livro, um jornal, uma revista e ouvir e aprender a escrever cordel.
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sábado, 29 de junho de 2013
“REVOLTA SÓ POR R$ 0,20? AONDE, PAI, NUNCA!”
Assim como as manifestações que não param de acontecer em todo país, os poetas estão com as mentes atentas e colaborando com suas visões dos fatos. Sérgio Bahialista, não deixou por menos e nos apresenta o folheto “REVOLTA SÓ POR R$ 0,20? AONDE, PAI, NUNCA!”. Abaixo seguem algumas estrofes, os interessados em conhecer a obra devem escrever para: sergiobahialista@hotmail.com
“Meu povo, eu voltei
No cordel tão aprumado
Pra fazer o meu papel
E dar o meu recado
Pois minha sina sempre foi
Do povo tá sempre do lado
Junho de 2013
Mês e ano que marcou
O Movimen to do Brasil
Contra tudo que passou
Disse NÃO aos corruptos
E para as ruas marchou
Eu fui um dos que lutou
Há 10 anos fui pra frente
Na Revolta do Buzú
Por um transporte decente
Não podia ficar em casa
No Facebook sorridente”
No cordel tão aprumado
Pra fazer o meu papel
E dar o meu recado
Pois minha sina sempre foi
Do povo tá sempre do lado
Junho de 2013
Mês e ano que marcou
O Movimen to do Brasil
Contra tudo que passou
Disse NÃO aos corruptos
E para as ruas marchou
Eu fui um dos que lutou
Há 10 anos fui pra frente
Na Revolta do Buzú
Por um transporte decente
Não podia ficar em casa
No Facebook sorridente”
“Se eu for listar aqui
Todas as revoltas do povo
As do dia a dia, regionais,
O cordel não sai do ovo
Mas se a leitora e o leitor
Não entender o meu clamor
Explico tudinho de novo (depois)
Mas tudo com criticidade
E aqui quero avaliar
Esse Movimento e toda
A manobra que aí está
Quase um golpe de Estado
Que está a manipular
Todas as revoltas do povo
As do dia a dia, regionais,
O cordel não sai do ovo
Mas se a leitora e o leitor
Não entender o meu clamor
Explico tudinho de novo (depois)
Mas tudo com criticidade
E aqui quero avaliar
Esse Movimento e toda
A manobra que aí está
Quase um golpe de Estado
Que está a manipular
O movimento é revolução?
Talvez um primeiro passo
O que vi no manifesto,
Nas ruas, saiu do compasso,
Pois PM é truculenta
A luta só se sustenta
Com estratégia e arregaço.”
O que vi no manifesto,
Nas ruas, saiu do compasso,
Pois PM é truculenta
A luta só se sustenta
Com estratégia e arregaço.”
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
E O AEROPORTO 2 DE JULHO?
Contribuindo com a onda de protestos que tomou conta do país, Antonio Barreto, lança um novo folheto de cordel propondo um plebiscito para a mudança ou não do nome do Aeroporto da capital baiana. Num estilo próprio, o ‘cordel de opinião alheia’, o poeta se faz de repórter e segue gravando opiniões da população e imprimindo-as em versos rimados. O lançamento será no dia 1º de julho de 2013, no Espaço Cultural Godofredo Filho ( Bar Irmã Poesia ), no Largo do Tororó, das 19 horas até o sol do 2 de julho ! Leia abaixo alguns trechos:
"Com microfone na mão,
Nas ruas de Salvador,
Procurei saber do povo
Seu juízo de valor
Sobre o nosso Aeroporto
Maltratado sem pudor.
Nas ruas de Salvador,
Procurei saber do povo
Seu juízo de valor
Sobre o nosso Aeroporto
Maltratado sem pudor.
— Nunca frequentei escola,
Mas não sou ignorante;
Na minha visão de mundo
Fizeram algo aberrante:
Impor Luis Eduardo
Por uma data importante.
Mas não sou ignorante;
Na minha visão de mundo
Fizeram algo aberrante:
Impor Luis Eduardo
Por uma data importante.
— Vamos todos nos unir
Pelas redes sociais
Marcando nosso protesto
Ordeiro, cheio de paz
E rever o 2 de Julho
Pra não ser tarde demais."

Pelas redes sociais
Marcando nosso protesto
Ordeiro, cheio de paz
E rever o 2 de Julho
Pra não ser tarde demais."
“— O Aeroporto é nosso
Como o céu é do avião.
A Bahia não tem dono,
Já se foi a escravidão;
Devolva meu Dois de Julho
ACM, caro irmão !
Como o céu é do avião.
A Bahia não tem dono,
Já se foi a escravidão;
Devolva meu Dois de Julho
ACM, caro irmão !
— O baiano que se preza
Não tem medo de barulho
Se espelha em Castro Alves
Com nobreza e orgulho
E jamais vai esquecer
O valor do 2 de Julho.
Não tem medo de barulho
Se espelha em Castro Alves
Com nobreza e orgulho
E jamais vai esquecer
O valor do 2 de Julho.
— A turma do Passe livre
Foi às ruas protestar
Logo a tal emenda PEC
Não conseguiram emplacar.
Então é chegada a hora
Do baiano protestar."
Foi às ruas protestar
Logo a tal emenda PEC
Não conseguiram emplacar.
Então é chegada a hora
Do baiano protestar."
Obs.: Para adquirir o folheto completo,entrar em contato com o autor:
(71) 9196-4588 – abarretocordel@hotmail.com
(71) 9196-4588 – abarretocordel@hotmail.com
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
ESTAMOS RUBROS DE RAIVA – PROTESTA O CORDEL BAIANO
Lá de Feira de Santana, o bardo Franklin Maxado, bradou seus versos de protesto contra a situação do país e apoia os manifestantes que protestam em todo o Brasil, deixando de lado as chuteiras e empunhando cartazes reivindicatórios. Segue abaixo alguns trechos do empolgante cordel. Interessados em conhecer a obra na íntegra devem escrever para franklinmaxado@hotmail.com
Cada dia, aumenta taxa
E imposto sem dar nada
Apetite dos políticos
Come tudo na sentada,
Nutrindo a corrupção
Com a Nação atrasada.
A juventude volta às ruas
Como na era das Diretas.
Depois, com "caras pintadas"
Pra derrubar entre metas
O Collor da Presidência,
Ficando as gentes quietas.
Se o nosso Castro alves
Vivesse também estava
Junto com os cordelistas
E, contra os maus, bradava.
Ia para as praças publicas
E com todos protestava.
E imposto sem dar nada
Apetite dos políticos
Come tudo na sentada,
Nutrindo a corrupção
Com a Nação atrasada.
A juventude volta às ruas
Como na era das Diretas.
Depois, com "caras pintadas"
Pra derrubar entre metas
O Collor da Presidência,
Ficando as gentes quietas.
Se o nosso Castro alves
Vivesse também estava
Junto com os cordelistas
E, contra os maus, bradava.
Ia para as praças publicas
E com todos protestava.
Vamos ser civilizados,
Convocando o irmão
Informando o que se passa
Com toda nossa Nação,
Combatendo o vandalismo
Que aproveita ocasião.
Convocando o irmão
Informando o que se passa
Com toda nossa Nação,
Combatendo o vandalismo
Que aproveita ocasião.
Não se quer olhar estrelas
No céu azul da bandeira.
Se quer "Ordem e Progresso"
Numa paz bem verdadeira
Num verde de esperança
Mas em rubra gritadeira.
No céu azul da bandeira.
Se quer "Ordem e Progresso"
Numa paz bem verdadeira
Num verde de esperança
Mas em rubra gritadeira.
Também, não perdoaremos
Os políticos corruptos.
Cadeia, pra eles, é pouco
Pois sempre serão uns putos.
Por mais que sejamos cristãos,
Teremos de ser resolutos.
Os políticos corruptos.
Cadeia, pra eles, é pouco
Pois sempre serão uns putos.
Por mais que sejamos cristãos,
Teremos de ser resolutos.
Franklin Maxado Nordestino
Salvador e Feira de Santana, Bahia, 19 de junho de 2.013.
Salvador e Feira de Santana, Bahia, 19 de junho de 2.013.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
CANCELAMENTO!
Caros amigos, ATENÇÃO!Devido aos feriados de quinta-feira e sábado, o Museu Carlos Costa Pinto não abrirá na sexta-feira, mesmo sendo um dia facultativo, cancelando assim todos os compromissos agendados para o dia 21. Não faremos mais o recital com as poesias de João Cabral de Melo Neto, no entanto, o recital com as poesias de Paul Claudel e Ildásio Tavares se mantém agendado para os dias 05 e 19 de julho, às 17hs.
Em julho, esperamos vocês no Museu Carlos Costa Pinto! Aguardem novidades e novas apresentações!
Cordialmente,
Concertos Artes IntegradasAlexandre Bloisi - violinista, violonista e guitarrista - 71 9969.9227 (TIM)/ 3235.7980
Cristina Leifer - atriz e diretora - 71 9964.1332 (TIM) / 3334.1457
Marcel Morón - percussionista - 71 9985.9336 (TIM) / 3022.9779
http://www.concertosartes.wix.com/site
Em julho, esperamos vocês no Museu Carlos Costa Pinto! Aguardem novidades e novas apresentações!
Cordialmente,
Concertos Artes IntegradasAlexandre Bloisi - violinista, violonista e guitarrista - 71 9969.9227 (TIM)/ 3235.7980
Cristina Leifer - atriz e diretora - 71 9964.1332 (TIM) / 3334.1457
Marcel Morón - percussionista - 71 9985.9336 (TIM) / 3022.9779
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sábado, 1 de junho de 2013
CORDEL BAIANO EM CONCERTO
A EDUCAÇÃO PELA PEDRA: UM CONCERTO PARA POESIA
Recital de Música e Poesia.
Poemas de João Cabral de Melo Neto.
Convidado Especial: Jotacê Freitas (Cordel)
Confiram a nossa gravação (áudio) da poesia "Como a morte se infiltra" de João Cabral de Melo Neto: http://youtu.be/KEn6urHUjrY
Quando: dias 07 e 21 de junho - Hora: 17hs
Onde: Museu Carlos Costa Pinto (Av. Sete de Setembro, 2490, Corredor da Vitória - Salvador - Bahia)
Acompanhem a nossa programação abaixo e curtam a nossa página no facebook:
www.facebook.com/Concertos.Artes.Integradas
sexta-feira, 31 de maio de 2013
I Escrítica I
O Blog Escrìtica, um espaço que transcende os fatos para se abrir à interpretação poética e crítica do cotidiano e das relações humanas; um reduto onde três brasileiros e dois portugueses nos encontram para uma reflexão livre, para dizer tudo o que se cala ou não é bem dito, convidou o poeta, Jotacê Freitas, para uma entrevista no dia do aniversário de Senhor do Bonfim, Bahia. Leia aqui.
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domingo, 12 de maio de 2013
CORDEL BAIANO EM COLETÂNEA
Clique aqui para saber mais detalhes.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
O QUE É CORDEL?
FRANKLIN MAXADO - conhecido “Maxado Nordestino” nos folhetos de Cordel, é autor do livro "O que é Cordel na Literatura Popular’ republicado agora pela Editora Queimabucha, do Rio Grande do Norte, que será lançado dia 04/04 às 17 horas, no Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia. É xilógrafo, poeta, ator e compositor musical, formado em Jornalismo e em Direito. Nasceu em l943 em Feira de Santana, onde publicou em l966 o álbum de desenhos e historia “Feira de Santana-Bahia”.Tem mais de 300 folhetos e outros ensaios publicados destacando “Cordel, Xilogravura e Ilustrações” pela Editora Codecri/Jornal Pasquim, do Rio de Janeiro, além de livros de poesia erudita. É da turma fundadora da TV Educativa, em l985, onde inovou apresentando comentário em poesia de Cordel no jornal diário. Em Feira de Santana, dirigiu os dois museus da UEFS: o Regional de Arte e o da Casa do Sertão. Foi presidente da AFL-Academia Feirense de Letras e interinamente do IHGFS-Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
sexta-feira, 15 de março de 2013
SUCESSO NO QUADRILÁTERO
Depois do Aeroporto 2 de Julho, bem lembrado por Antonio Barreto, perderemos mais uma data importante para nossa cultura e identidade: o Dia Nacional da Poesia, 14 de março, nascimento de Castro Alves, grande poeta baiano da época do romantismo, nascido em 1847 e falecido prematuramente em 1871, aos 24 anos. Tudo por conta de um projeto que está no senado e propõe a mudança para o dia 31 de outubro, data do nascimento do mineiro Carlos Drummond de Andrade, nascido em 1902 e falecido em 1987. São dois grandes poetas merecedores de honrarias, mas para que destronar um para coroar outro? Provavelmente coisa de quem não tem o que fazer.
Foi neste clima de protesto que o projeto Leituras Públicas, promovido pela FPC – Fundação Pedro Calmon, aconteceu ontem, Dia Nacional da Poesia, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris, espaço Quadrilátero, com os poetas Antonio Barreto e Jotacê Freitas, integrando uma vasta programação em Salvador e Fazenda Cabaceiras, cidade de Castro Alves.
A poeta, Salete Maria, não compareceu por motivo de força maior, mas sua filha Maria Salete e a mediadora do evento, Gal Meireles, fizeram a leitura de dois dos seus cordéis cordelirantes, marcando e cobrando o lugar da mulher na Literatura de Cordel. Esta presença ecoou nas leituras de Creusa Meira, Janete e Rita. Foram lançados os folhetos Castro Alves em Versos de Cordel e Esse cara sou eu: Renan Calheiros, de Barreto; e, A Princesa do Borralho e A Princesa Cabeluda, de autoria de Jotacê. Na plateia estavam presentes diversos estudantes pesquisadores, escritores, professores e amantes da literatura.
Imagens e videos: Walkíria Andrade R. Freitas
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sexta-feira, 8 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
CORDEL BAIANO NA ARTE EDUCAÇÃO
Conheci Sérgio Bahialista no CRIA, Centro de Referência da Infância e Adolescência, primeiro como aluno e depois como monitor. Neste Centro os artistas Eugênia Millet e Zeca de Magalhães, com uma equipe competente, disseminaram arte entre os jovens da periferia e sertão baiano. Vivia-se o conceito de arte-educação, ou, arte educação, fruição, reflexão e criação, e o projeto ainda forma muitas cabeças. A entrada dessa geração no cordel deu-se a partir do rap e do repente, Bahialista, uma mistura de baiano com paulista, juntamente com Gutemberg Cruz, apresentava uma performance intitulada “do Rap ao Repente”, levando a embolada pro lado do Hip hop. Uma célula embrionária do consagrado grupo de Rap Baiano, Simples Rap’ortágem.
No festival Literário do SESC, em 2003(?), mediei um excelente debate e desafio entre eles e a dupla de poetas, Paraíba da Viola e Leandro Tranquilino, repentistas de respeito em qualquer canto do Brasil. O que parecia ser uma afronta, a modernagem contra a tradição, transformou-se numa celebração de poesia improvisada e bem ritmada. Havia entre eles o respeito à tradição e aos mestres da cultura popular.
De lá pra cá, Sérgio começou a mostrar alguns folhetos autônomos e de encomendas. Tornou-se professor, que defende o uso da arte na sala de aula, inclusive a literatura de cordel, não só ajudando a elucidar a realidade mas também levando a ludicidade para os sonhos dos trabalhadores estudantes.
De lá pra cá, Sérgio começou a mostrar alguns folhetos autônomos e de encomendas. Tornou-se professor, que defende o uso da arte na sala de aula, inclusive a literatura de cordel, não só ajudando a elucidar a realidade mas também levando a ludicidade para os sonhos dos trabalhadores estudantes.
Dia 7 de março, às 14 horas, no auditório do Departamento de Educação da UNEB, no Cabula, teremos a oportunidade de ver, ouvir e ler as reflexões e experiências deste poeta arte educador, na sua defesa da dissertação de mestrado, sob a orientação da professora doutora Narcimária Luz: “O Cordel Pilando (Re)elaborações de Valores Comunais e perspectivas de educar: a pedagogia da onça”. O bicho vai pegar! Não deixe de ir. Mais informações sobre Sérgio Bahialista, clique nos endereços abaixo:
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
CORDEL BAIANO NO QUADRILÁTERO
No ano em que se comemora o 166º aniversário do poeta Castro Alves, símbolo maior da nossa poesia, também Dia Nacional da Poesia, o Cordel Baiano marca presença no Projeto Leituras Públicas, promovido pela FPC - Fundação Pedro Calmon, no Quadrilátero da Biblioteca Pública da Bahia, nos Barris. Antonio Barreto e Jotacê Freitas, juntamente com Salete Maria, quem tem um pé no Ceará e outro na Bahia, conversarão com o público e farão leituras de poemas sob a mediação da Professora Gal Meireles.
sábado, 8 de dezembro de 2012
CORDEL BAIANO NO MEMORIAL DA AMERICA LATINA
Antonio Barreto lançará a adaptação do conto A CARTOMANTE, de Machado de Assis, e também estarão presentes ao evento os baianos Zé Walter Pieres, Sueli Valeriano, Geraldo Maia e Moraes Moreira. Para maiores detalhes clique na imagem acima.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
CORDEL BAIANO NA X BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO CEARÁ
Neste sábado, 17/11, das 17 às 18 horas, na Praça do Cordel,
na X Bienal Internacional do Livro do Ceará, em Fortaleza, será lançada a
Coleção Reinos do Cordel. A coleção engloba romances de cavalaria, contos de
origem persa-árabe, além de histórias da tradição oral de diversos povos com ilustrações fantásticas da artista Suzana Paz.
Os 5 livros, editados pela Editora Armazém da
Cultura, traz 2 baianos como adaptadores das estórias para o cordel: José
Walter Pires, com AS NOVENTA E NOVE MOEDAS DE OURO; e, Marco Haurélio, com O
POBRE QUE TROUXE A SORTE DE CASAR COM UMA PRINCESA. Os demais livros são dos
cearenses, Rouxinol do Rinaré, O PAPAGAIO REAL;
Evaristo Geraldo da Silva, O CONDE MENDIGO E A PRINCESA ORGULHOSA ;
Arievaldo Viana, O CRIME DAS TRÊS MAÇÃS.
Esta publicação vem reforçar não só a importância do Cordel
Brasileiro na educação com sua utilização como linguagem histórica, por meio do
trabalho interdisciplinar literatura-história, mas também com outras disciplinas
e como entretenimento que ainda atrai um público diversificado em busca de
leitura com prazer.
Parabéns aos poetas e sucesso na empreitada. Salve o nosso
cordel!
domingo, 11 de novembro de 2012
CORDEL BAIANO NO CINEMA
O filme, CUÍCA DE SANTO AMARO, dos diretores, Josias Pires e Joel de Almeida, é um relicário de imagens da cidade do Salvador, nas primeiras décadas do Século XX, e uma devassa na vida do polêmico escritor José Gomes, (1907-1964), vulgo Cuíca de Santo Amaro, através de depoimentos de diversas personalidades que o conheceram e que até foram vítimas de seus versos ferinos nos folhetos de cordel que ele escrevia e vendia pelas ruas da velha cidade. Associando imagens de arquivos, animação e entrevistas, a fita faz um belo relato da vida e obra deste que foi o maior poeta de cordel da Bahia, apesar das controvérsias a respeito de sua obra, considerada de baixa qualidade literária e pornográfica. Mas Cuíca não era só isso, porta da voz de uma população desinformada e sem acesso aos benefícios sociais a que teria direito, Cuíca bradava contra aqueles que se corrompiam e se aproveitavam da ingenuidade do povo. Também invadia intimidades pessoais, destacando casos bizarros e escândalos sexuais, sendo por isso, preso diversas vezes. Livrou-se dessa pecha somente anos depois, sob a proteção do Major Cosme de Farias, famoso rábula à época, que conseguiu para ele um habeas corpus permanente. Só assim ele ganhou o direito a propagandear e vender seus folhetos sem repressão policial. Esta particularidade do poeta, ser denunciador ou chantagista, é bem aproveitada no filme para uma discussão sobre a função da imprensa na sociedade, há declarações bombásticas sobre o assunto.
Seus temas e títulos até hoje causam gargalhadas nas plateias. Durante a primeira sessão foram eles, acompanhados das ilustrações das capas de Sinézio Alves, os responsáveis por risos da plateia. Trechos de seus poemas recitados por pessoas comuns, declarações de figuras históricas da Bahia, como Chocolate da Bahia, Ubiratan de Castro, Waldir Pires, Monsenhor Sadoc, Capinam, Mário Kertész, Zilda Paim, Armindo Bião, Edilene Matos, entre outros; e o embate entre os artistas plásticos Sante Scaldaferri e Mário Cravo Junior, acusado de ter agredido Cuíca e rasgado seus folhetos como vingança por ter sido citado em uma de suas obras. Todo este encanto causado em novas e velhas gerações mostra a atualidade da obra de Cuíca de Santo Amaro e a perenidade das falcatruas políticas e escândalos sexuais, tão comuns ainda hoje em nosso país.
Momento de comoção é a participação de Jorge Gomes, filho do poeta, relatando o sofrimento da família após a morte do pai provedor, obrigando a mãe a aventurar-se numa barraca da Feira de São Joaquim para sustentar os filhos deixados por Cuíca sem nenhuma assistência oficial, por conta de sua opção pelo trabalho autônomo sem pagar assistência. Para completar a homenagem, no seu 107º aniversário de nascimento e 48º de sua morte, a Fundação Pedro Calmon em parceria com a Editora Livro.com, lançou o livro, A VERVE DE CUÍCA, reunindo 20 poemas do autor com um texto de Orígenes Lessa, que o entrevistou no Elavador Lacerda no dia 10 de junho de 1953, expondo sua maneira de mercar seus folhetos, faceta bem explorada no filme pela voz do ator Gil Vicente. O poeta Antonio Barreto, faz também singela homenagem a Cuíca, na contracapa do livro, com a septilha: ” Cuíca de Santo Amaro / Nosso amado cordelista / Nas ruas de Salvador / Foi o grande jornalista / Que nas trilhas do cordel / Destacou-se no papel / De poeta Socialista.”
Minha figuração de 5 segundos anunciando o folheto: A GAROTA DE PROGRAMA QUE SE ENTREGOU A JESUS, na Feira do Curtume, registrado pelo jornal A Tarde, de 07/11, foi consagradora, pois, não somente a minha obra, mas também a minha imagem ficou associada à do mestre e guru, Cuíca de Santo Amaro, neste filme que é um dos mais criativos sobre a vida de um artista e de uma cidade que anda com a autoestima muito em baixa.
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sábado, 27 de outubro de 2012
VEM AÍ! ELE, O TAL, CUÍCA DE SANTO AMARO!
Foi divulgado neste sábado, 24/10, na coluna VIP de Telma Alvarenga, do Correio da Bahia, a boa notícia da esteia do filme "CUÍCA DE SANTO AMARO", dirigido por Joel Almeida e Josias Pires, após participação no Festival É TUDO VERDADE, em São Paulo, no mês de abril.
Os baianos poderão conhecer a vida deste controverso poeta que no Séc.XX bradou seus versos contra tudo e todos que não andavam na "linha". As exibições ocorrerão a partir do dia 9/11, no Espaço Itau de Cinema - Glauber Rocha, na programação do Festival CineFuturo - VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual.
Os baianos poderão conhecer a vida deste controverso poeta que no Séc.XX bradou seus versos contra tudo e todos que não andavam na "linha". As exibições ocorrerão a partir do dia 9/11, no Espaço Itau de Cinema - Glauber Rocha, na programação do Festival CineFuturo - VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual.
domingo, 21 de outubro de 2012
CORDEL BAIANO NA FLICA 2012
O Cordel Baiano marcou presença paralela à grande Festa
Literária Internacional de Cachoeira – Flica, no ano de 2012. O poeta e Folheteiro Jurisvaldo Alves, o poeta e xilogravurista Luiz Natividade e o poeta Jotacê Freitas
instalaram-se na Praça da Aclamação em frente ao canhão histórico da
Independência da Bahia e do ônibus da Biblioteca Móvel. Jotacê recitou versos
para a plateia que se aconchegava a cada momento; Luiz Natividade produziu
xilos na hora e ainda ensinava às crianças e adultos que se interessavam; e,
Jurisvaldo, com sua mala de folhetos, contava a história do cordel desde o seu
surgimento até os tempos atuais.
A Praça da Aclamação foi um espaço mal utilizado, ocupado
desordenadamente por artesãos e camelôs diversos na saída do Conjunto do Carmo,
local da realização do evento. A Praça poderia ser o local para que escritores
e editoras independentes pudessem expor seus livros servindo de alternativa aos
visitantes que não conseguiram vaga para assistir aos debates e, também após as
mesas, terem a oportunidade de conhecer a produção literária baiana
contemporânea e independente.
Outra possibilidade seria a parceria com a Biblioteca Móvel para fazer a ‘FLIQUINHA’ com a presença de contadores de história e teatro infantil, pois a Praça ficou lotada de crianças durante o evento e algumas instituições locais souberem aproveitar improvisando rodas de leitura para os pequenos leitores do futuro.
Este ano a Flica contou com patrocínio da COELBA, através do
Fazcultura – Secult - Governo da Bahia e PETROBRAS, através do Governo Federal.
Teve apoio do FIEB/SESI, FPC, Bahiatursa, Secretaria do Turismo e Secult –
Governo da Bahia e UFRB. A Livraria LDM foi eleita a livraria oficial, de forma
merecida, mas ocupou um espaço reduzido para o acervo que possui, gerando
desconforto aos interessados que circularam no pequeno e estreito labirinto de
estantes. A Putzgrillo e a Icontent foram as empresas realizadoras do projeto e
criaram na mídia a imagem de um grande evento que ficou restrito apenas à lista
de convidados nacionais e internacionais de peso. As mesas temáticas foram
ótimas, apesar dos contratempos de terem que ser rearranjadas de última hora, e
o pequeno espaço para a plateia. O telão usado ano passado fez falta, mas nos
bastidores ventilou-se que a verba foi reduzida. As atrações musicais deste ano
foram mais condizentes com o objetivo da Festa que é literária e não dançante.
Afinal de contas ao povão deve ser servido o biscoito fino da nossa cultura.
Mateus Aleleuia, Cláudia Cunha e Roberto Mendes foram fantásticos em suas
apresentações.
Com certeza este é um evento que precisa ser mantido em
nosso calendário cultural, a Bahia precisa voltar a ser reconhecida do pescoço
para cima e não apenas da cintura para baixo. Cachoeira é uma cidade
encantadora e ficaria melhor ainda se os bares não ocupassem as ruas para que
pudéssemos passear tranquilamente fotografando e fruindo seu acervo
arquitetônico e natural. O Pouso da Palavra deveria estar inserido na
programação com divulgação do acervo e eventos, como o lançamento do Dicionário
de Baianês, que foi cooptado de última hora para a Flica e o espetáculo
Contarina com a multi-artista Josin. A fiscalização da poluição sonora também
poderia ser mais atuante com os proprietários de carros com som, impedindo que
a trilha sonora fosse à base de pagodão, arrochão e afins.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
CORDEL BAIANO EM DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA UNEB
A defesa da dissertação de mestrado da Profª Solange Gusmão de Andrade, NAS TRILHAS DO CORDEL BAIANO: CONTEÚDOS SIMBÓLICOS E EFEITOS DE SENTIDOS, aconteceu ontem, 15 de outubro, às 9:00 h, no prédio da Pós-graduação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Programa de Pós-graduação em Estudo de Linguagens (PPGEL). A mesa foi composta pela orientadora da mestranda, Profª Dra. Rosa Helena Blanco, Profª Dra. Edil Silva Costa (UNEB) e Profª Dra. Lígia Negri (UFPR). A pesquisadora entrevistou os poetas Antonio Barreto, Jotacê Freitas, Franklin Maxado, Bule-Bule, Zumar Sérgio, Gilton Thomaz, Gilmara Cláudia e Creusa Meira, analisando diversos folhetos destes autores. O debate com a plateia ficou acalorado quando Solange fez uma comparação entre os folhetos “A ORIGEM DO MENSALÃO DESDE OS TEMPOS DE CABRAL”, de Antonio Barreto; e, “LUIS INÁCIO DA SILVA, O HOMEM QUE NÃO SABIA”, de Jotacê Freitas, tema que voltou à tona por conta do julgamento da Ação 470 pelo TSF. Barreto que esteve presente comentou “que a professora Solange foi serena, criativa e teve um excelente desempenho. “A Peleja Internética entre dois Cabras da Peste e uma mulher Arretada”, Gilmara, Jotacê e Barreto, deu o que falar, como também "O Jumento que entrou na Faculdade!”, mostrando que os cordelistas baianos estão antenados com o nosso tempo, sempre preocupados com as questões sociais, políticas e educacionais !” Parabéns, Solange, pela valorização do nosso cordel.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A ARTE DE LUIS CAMPOS, O BLIND JOKER BAIANO
Finalmente, após quase dez anos de produção virtual através de diversos blogs e lista de discussão,o poeta, Luis Campos, o Blind Joker (Palhaço Cego), publica 9 folhetos impressos, editados pela Editora Vento Leste. Possuidor de um humor peculiar e crítico, Luis Campos, 58 anos, aposentado e cego, escreve nos mais variados estilos, desde a piada até o conto, passando pelo cordel e versos livres.
No 3º Encontro de Cordelistas, realizado em 22/04, quando foi criada a Cordelteca da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, Luis Campos nos presenteou com os cordéis: HOMENAGEM A JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO & HOMENAGEM A LOUIS BRAILLE, HOMENAGEM AOS CRIADORES E DESENVOLVEDORES DO SISTEMA DOSVOX & CORDEL AO XII ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS DO SISTEMA DOSVOX, I ENCONTRO BAIANO DE MULHERES CEGAS & 13º SEMINÁRIOS SOBRE ACESSIBILIDADE E CIDADANIA EM SALVADOR, todos abordando a temática da deficiência visual, assunto no qual ele se insere e defende a organização e criação de espaços e eventos culturais que agreguem os cegos e outras pessoas com necessidades especiais sem trata-los como ‘coitadinhos’.
Seguindo a tradição da sátira e crítica de costumes, Luis Campos, escreveu também os cordéis: A COPA DA BICHARADA, VAI UM ESCÂNDALO AÍ GENTE? & BRASIL...PAÍS DO FUTURO?, ALÉM DE CEGO, CORNO!, RELIGIÃO? TÔ FORA!, GP DA BICHARADA, MICHAEL JACKSON VIDA E TRAJETÓRIA!
Quem quiser conhecer mais sobre sua obra visite os blogs: revistacegoavista.blospot.com, mundocordel.blospot.com, planetaeducacao.com.br e para manter contato com o poeta basta escrever para lc51@terra.com.br ou lc51letras@gmail.com
No 3º Encontro de Cordelistas, realizado em 22/04, quando foi criada a Cordelteca da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, Luis Campos nos presenteou com os cordéis: HOMENAGEM A JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO & HOMENAGEM A LOUIS BRAILLE, HOMENAGEM AOS CRIADORES E DESENVOLVEDORES DO SISTEMA DOSVOX & CORDEL AO XII ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS DO SISTEMA DOSVOX, I ENCONTRO BAIANO DE MULHERES CEGAS & 13º SEMINÁRIOS SOBRE ACESSIBILIDADE E CIDADANIA EM SALVADOR, todos abordando a temática da deficiência visual, assunto no qual ele se insere e defende a organização e criação de espaços e eventos culturais que agreguem os cegos e outras pessoas com necessidades especiais sem trata-los como ‘coitadinhos’.
Seguindo a tradição da sátira e crítica de costumes, Luis Campos, escreveu também os cordéis: A COPA DA BICHARADA, VAI UM ESCÂNDALO AÍ GENTE? & BRASIL...PAÍS DO FUTURO?, ALÉM DE CEGO, CORNO!, RELIGIÃO? TÔ FORA!, GP DA BICHARADA, MICHAEL JACKSON VIDA E TRAJETÓRIA!
Quem quiser conhecer mais sobre sua obra visite os blogs: revistacegoavista.blospot.com, mundocordel.blospot.com, planetaeducacao.com.br e para manter contato com o poeta basta escrever para lc51@terra.com.br ou lc51letras@gmail.com
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR
A cidade de Feira de Santana completará 179 anos na próxima
terça-feira, dia 19, e a Câmara Municipal convidou o poeta Franklin Maxado para
ministrar uma palestra sobre “O CORDEL NA HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA”. Conhecida como Princesinha do Sertão, Feira é
um celeiro de poetas e violeiros onde o cordel tem espaço garantido em seu
Mercado Popular. Filho da cidade, Franklin Maxado, também artista plástico, ator,
cantor e compositor, é um dos grandes representantes da Literatura de Cordel no
Brasil reconhecido internacionalmente. Na oportunidade ocorrerá o relançamento
do seu livro “O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR”, publicado pela Editora
Queima-Bucha, do Rio Grande do Norte. A palestra tem início às 16 horas e o
traje é passeio completo.
sábado, 8 de setembro de 2012
LOBISOMEM VISITA A BAHIA
Quem esteve visitando a
Bahia foi o poeta, compositor, cantador e capoeirista carioca Lobisomem. Discípulo
de Mestre Camisa, membro da ABADÁ-CAPOEIRA e da ABLC - Academia Brasileira de
Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira 27 tendo como patrono o poeta
pernambucano Severino Milanês, Lobisomem foi ao Campo Grande, no último dia 02
de Setembro e se integrou à Feira Mensal de Livros ao lado do amigo Antonio
Barreto. A interação entre os dois poetas e o público foi espontânea. Para
conhecer mais o poeta Lobisomem acesse o blog:
quintal-do-lobisomem.blogspot.com
terça-feira, 4 de setembro de 2012
NOVO CORDEL DE BARRETO DEFENDE A "ESTAÇÃO DA LAPA"
O poeta, Antonio Barreto, preocupado e atento à situação da cidade, escreveu mais um dos seus bem humorados cordéis. Desta vez o tema é a Estação da Lapa e o poeta foi fundo na denúncia do abandono em que se encontra este importante equipamento público. O poema é escrito em sextilhas com rimas salteadas e a capa é de Cesário. Vale à pena a leitura. Abaixo um aperitivo para aumentar o apetite:
1
Nosso terminal de ônibus
Coletivo da cidade
A grande Estação da Lapa
Tornou-se ‘favelidade’...
Um cenário assustador
De abandono e maldade.
2
É a feira do Cortume,
Ou
talvez São Joaquim
Que se transfere pra Lapa
Num cenário de motim.
E quem quiser que reclame
Que a coisa está ruim !
3
A “festa” começa cedo
Desde às cinco da matina
Em meio a tanta sujeira
Ratazana e muita urina
E o pobre do transeunte
Vai cumprindo a sua sina.
4
Fede aqui, fede acolá
Um tropeço, escorregão
Vazamento em todo canto
Gente dormindo no chão...
E o prefeito da cidade
Cuidando do coração !
5
Tudo lá na Estação
É um monte de sujeira
Só quem passa por ali
Reconhece a baboseira...
Parece que a prefeitura
Tá mesmo de brincadeira.
6
O barulho e a fumaça
Pouco a pouco aumentando
Camelôs nos quatro cantos
Vão logo se aproveitando
Daquele bizarro espaço
De bagunça e desmando.
7
O lixo vai se espalhando
E tome-lhe gritaria
Um clima desordenado
Sem nenhuma assepsia:
É a nossa Lapaguai
Da capital da Bahia !
8
O policiamento ali
Serve de decoração
Não existe segurança
Para nos dar proteção
E o povo assim dizendo:
Mata o veio, Seo João !
Para adquirir o folheto com o cordel completo, entrar em contato com o
autor:
Tel.: (71) 9196-4588
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