A “Noite do Cordel” abre também o lançamento do livro resultante do Seminário Internacional sobre o Poeta Eurico Alves Boaventura quer a UEFS realizou recentemente em seu campus. Eurico, como poeta e folclorista, gostava muito da cultura popular regional como chula, aboio, forró e cordel e futebol, entre outras manifestações.
sábado, 24 de abril de 2010
NOITE FEIRENSE DO CORDEL BAIANO
A “Noite do Cordel” abre também o lançamento do livro resultante do Seminário Internacional sobre o Poeta Eurico Alves Boaventura quer a UEFS realizou recentemente em seu campus. Eurico, como poeta e folclorista, gostava muito da cultura popular regional como chula, aboio, forró e cordel e futebol, entre outras manifestações.
Marcadores:
CUCA,
Cultura popular,
Literatura de cordel,
UEFS
terça-feira, 6 de abril de 2010
RODOLFO COELHO CAVALCANTE 1

Sentia-me em débito com Rodolfo Coelho Cavalcante, por conta da minha paixão por José Gomes, e após leitura de matéria jornalística no jornal A Tarde, dia 16 de março de 2010, Peleja vencida, sobre a profissionalização do repentista, cordelistas e afins, causando grande alegria a muitos poetas que sempre viveram da profissão, entendi a euforia de todos. O fato de não sobreviver exclusivamente do cordel até hoje, possuo a profissão de professor, não tenho a experiência adequada para compreender essa emoção. Na matéria citada, evidencia-se o valor da profissão registrada em carteira de trabalho ou no cartão de aposentadoria. Historicamente é importante para uma classe que sofreu discriminação durante grande parte de sua existência aqui no Brasil. Desdenhei o fato durante um debate no Fórum Social Mundial Bahia. No momento falava-se em aposentadoria, informei que qualquer cidadão brasileiro pode aposentar-se autonomamente pelo INSS.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.
Rodolfo Coelho Cavalcante foi o grande representante da categoria de poetas populares na Bahia. Alagoano de nascimento, em 1917, rodou o Brasil e pousou em Salvador, onde morreu em 1986, sendo que 45 anos da vida batalhou pela valorização da Literatura de Cordel e do Repente na Bahia e no Brasil.
Em consulta à enorme Antologia baiana de literatura de cordel, editada pela FUNCEB em 1997, reli os poemas vencedores do Concurso da O.B.P.L.C realizado em 1993, e colhi as seguintes pérolas poéticas e narrativas, em que os amigos de Rodolfo criam em sua homenagem, provando o amor, o respeito, reverência e a fraternidade que sentiam por ele. Mote: Quem tanto nos defendeu acabou sem ter defesa. Tema: Rodolfo Coelho Cavalcante.
RODOLFO COELHO CAVALCANTE 2
“Nosso poeta gigante / Que tudo que fez foi lindo / Escreveu até dormindo / mas sem perder a firmeza.” Leandro Tranquilino Pereira
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva
“Se um dia eu encontrasse / O carro atropelador / Que matou o Trovador / Maestro da nossa Classe / Quebrava-o nem que pagasse / Uma avultada despesa.” Antônio Queiroz
“Um Defensor Incansável / Dos seus Irmãos Trovadores / Por seus brilhantes labores / Foi um líder admirável / Uma alma tão amável.” Isaías Moreira Cavalcante (Ismoca)
“Quando Rodolfo partiu / Deu-se um eclipse na lua / Minha irmã correu na rua / Parou Carnaval no Rio / Parou o vento e o frio / Parou toda fortaleza / Cristo disse com alteza: / Vem cá ó Poeta meu.” Genário Barbosa de Oliveira
“Tinha prazer ensinar / Só bastava procurar / Rodolfo na moradia / Era este o dia-a-dia / Ensinava com clareza / A poesia com certeza / Quem dedicou-se aprendeu.” Antonio Silva Vilas Boas (Papada).
“Vi Rodolfo em minha frente / “O Curió” declamando / Para uma gaiola olhando / Com um olhar comovente / O passarinho inocente.”Adalberto Almeida Santos (Berto Santos)
“Quem conheceu Cavalcante / Sabe da sua alegria / Em viver cada seu / Cada hora, cada instante / Com otimismo radiante.” Rodolfo Coelho Cavalcante Filho
“Todo dia e todo ano / Falava: eu sou Baiano / Desta Cidade Princesa / Ela é minha freguesa / Pois tanto me acolheu.” Mariano Imperador Docílio
“Fez tanta gente sorrir / Fez tanta gente chorar / Pois era só escutar / Os seus cordéis e sentir / O coração lhe bulir / De alegria ou tristeza / Pois ele tinha presteza.” José Neves da Silva
Assinar:
Postagens (Atom)