quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A ARTE DE LUIS CAMPOS, O BLIND JOKER BAIANO

Finalmente, após quase dez anos de produção virtual através de diversos blogs e lista de discussão,o poeta, Luis Campos, o Blind Joker (Palhaço Cego), publica 9 folhetos impressos, editados pela Editora Vento Leste. Possuidor de um humor peculiar e crítico, Luis Campos, 58 anos, aposentado e cego, escreve nos mais variados estilos, desde a piada até o conto, passando pelo cordel e versos livres.
 No 3º Encontro de Cordelistas, realizado em 22/04, quando foi criada a Cordelteca da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, Luis Campos nos presenteou com os cordéis: HOMENAGEM A JOSÉ ÁLVARES DE AZEVEDO & HOMENAGEM A LOUIS BRAILLE, HOMENAGEM AOS CRIADORES E DESENVOLVEDORES DO SISTEMA DOSVOX & CORDEL AO XII ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS DO SISTEMA DOSVOX, I ENCONTRO BAIANO DE MULHERES CEGAS & 13º SEMINÁRIOS SOBRE ACESSIBILIDADE E CIDADANIA EM SALVADOR, todos abordando a temática da deficiência visual, assunto no qual ele se insere e defende a organização e criação de espaços e eventos culturais que agreguem os cegos e outras pessoas com necessidades especiais sem trata-los como ‘coitadinhos’.
Seguindo a tradição da sátira e crítica de costumes, Luis Campos, escreveu também os cordéis: A COPA DA BICHARADA, VAI UM ESCÂNDALO AÍ GENTE? & BRASIL...PAÍS DO FUTURO?, ALÉM DE CEGO, CORNO!, RELIGIÃO? TÔ FORA!, GP DA BICHARADA, MICHAEL JACKSON VIDA E TRAJETÓRIA!
Quem quiser conhecer mais sobre sua obra visite os blogs: revistacegoavista.blospot.com, mundocordel.blospot.com, planetaeducacao.com.br  e para manter contato com o poeta basta escrever para lc51@terra.com.br ou lc51letras@gmail.com

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR


A cidade de Feira de Santana completará 179 anos na próxima terça-feira, dia 19, e a Câmara Municipal convidou o poeta Franklin Maxado para ministrar uma palestra sobre “O CORDEL NA HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA”.  Conhecida como Princesinha do Sertão, Feira é um celeiro de poetas e violeiros onde o cordel tem espaço garantido em seu Mercado Popular. Filho da cidade, Franklin Maxado, também artista plástico, ator, cantor e compositor, é um dos grandes representantes da Literatura de Cordel no Brasil reconhecido internacionalmente. Na oportunidade ocorrerá o relançamento do seu livro “O QUE É CORDEL NA LITERATURA POPULAR”, publicado pela Editora Queima-Bucha, do Rio Grande do Norte. A palestra tem início às 16 horas e o traje é passeio completo. 


sábado, 8 de setembro de 2012

LOBISOMEM VISITA A BAHIA


Quem esteve visitando a Bahia foi o poeta, compositor, cantador e capoeirista carioca Lobisomem. Discípulo de Mestre Camisa, membro da ABADÁ-CAPOEIRA e da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde ocupa a cadeira 27 tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês, Lobisomem foi ao Campo Grande, no último dia 02 de Setembro e se integrou à Feira Mensal de Livros ao lado do amigo Antonio Barreto. A interação entre os dois poetas e o público foi espontânea. Para conhecer mais o poeta Lobisomem acesse o blog: quintal-do-lobisomem.blogspot.com

terça-feira, 4 de setembro de 2012

NOVO CORDEL DE BARRETO DEFENDE A "ESTAÇÃO DA LAPA"

O poeta, Antonio Barreto, preocupado e atento à situação da cidade, escreveu mais um dos seus bem humorados cordéis. Desta vez o tema é a Estação da Lapa e o poeta foi fundo na denúncia do abandono em que se encontra este importante equipamento público. O poema é escrito em sextilhas com rimas salteadas e a capa é de Cesário. Vale à pena a leitura. Abaixo um aperitivo para aumentar o apetite:

1
Nosso terminal de ônibus
Coletivo da cidade
A grande Estação da Lapa
Tornou-se ‘favelidade’...
Um cenário assustador
De abandono e maldade.
2
É a feira do Cortume,
                                      Ou talvez São Joaquim                        
Que se transfere pra Lapa
Num cenário de motim.
E quem quiser que reclame
Que a coisa está ruim !
3
A “festa” começa cedo
Desde às cinco da matina
Em meio a tanta sujeira
Ratazana e muita urina
E o pobre do transeunte
Vai cumprindo a sua sina.
4
Fede aqui, fede acolá
Um tropeço, escorregão
Vazamento em todo canto
Gente dormindo no chão...
E o prefeito da cidade
Cuidando do coração !
5
Tudo lá na Estação
É um monte de sujeira
Só quem passa por ali
Reconhece a baboseira...
Parece que a prefeitura
Tá mesmo de brincadeira.
6
O barulho e a fumaça
Pouco a pouco aumentando
Camelôs nos quatro cantos
Vão logo se aproveitando
Daquele bizarro espaço
De bagunça e desmando.
7
O lixo vai se espalhando
E tome-lhe gritaria
Um clima desordenado
Sem nenhuma assepsia:
É a nossa Lapaguai
Da capital da Bahia !
8
O policiamento ali
Serve de decoração
Não existe segurança
Para nos dar proteção
E o povo assim dizendo:
Mata o veio, Seo João !

Para adquirir o folheto com o cordel completo, entrar em contato com o autor:
Tel.: (71) 9196-4588

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CORDEL DA PRIMAVERA

"RECITAL POÉTICO HOMENAGEIA ESTAÇÃO DAS FLORES

Neste domingo, 02 de setembro, o carro da Biblioteca-Móvel funcionará das 08 às 12h, no Dique do Tororó. O cordelista, Jotacê Freitas, fará recital poético, com rimas e construção de cordel homenageando a chegada da primavera e a beleza das flores."


Fonte: FPC

terça-feira, 31 de julho de 2012

CORDEL NA FEIRA MENSAL DE LIVROS

"No agradável ambiente de árvores frondosas do Largo do Campo Grande, acontecerá neste domingo, dia 05 de agosto, das 9h às 17h, a tradicional Feira Mensal de Livros. Este evento transforma o local num ponto de venda de livros com preços acessíveis e leva escritores, que fazem lançamentos e sessão de autógrafos. Neste dia, o convidado é o escritor Jotacê Freitas, que irá autografar o livro Baianices, baianadas e baianidades.

Assim como em edições anteriores, a produção editorial baianas marca presença na Feira Mensal de Livros. Estarão presentes as editoras gráficas: Bazar 27, RV Quadrinhos, Cedraz, Pallas Editora, Edufba, a União baiana dos escritores (UBE), Katálogo, Sextante e a Editora GRD. A Feira de Livros e realizada pela Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), da Fundação Pedro Calmon/SecultBA. O evento acontece sempre no 1° domingo de cada mês. A próxima edição será no dia 02 de setembro."

SERVIÇO:
 O quê – Feira de Livros convida o escritor Jotacê Freitas
 Onde – No Campo Grande, Largo do Campo.
 Quando – No domingo, dia 05 de agosto, das 9h às 17h.
 
FONTE:http://www.fpc.ba.gov.br/node/2004

sexta-feira, 20 de julho de 2012



OFICINA LITERÁRIA
O MEU NEGÓCIO É CULTURA
CORDEL COMO PRODUTO

LOCAL:  PLANET SHOW
APOIO: CDL – FEIRA DE NEGÓCIO DE BRUMADO
EXPOSITOR: JOSÉ WALTER PIRES


DIA 27/07 – SEXTA-FEIRA – A PARTIR DA 19h – ABERTURA DO STAND
·         EXPOSIÇÃO DA CORDELTECA E ACERVO LITERÁRIO BRUMADENSE
·         RECEPÇÃO DOS VISITANTES - BATE PAPO LITERÁRIO – SALA DE LEITURA
·         AUDIÇÃO DE CANTORIAS – CORDÉIS – DEPOIMENTOS - ENTREVISTAS

DIA 28/07 – SÁBADO – A PARTIR DAS 14h
·         RECEPÇÃO DOS VISITANTES – BATE-PAPO LITERÁRIO – LITERATURA DE CORDEL (VIDEO)
·         SALA DE LEITURA – EXPOSIÇÃO DE CORDÉIS CLÁSSICOS – CANTORIAS
·         RECITAÇÃO DE CORDÉIS- BATE PAPO COM ESTUDANTES E PROFESSORES
·         VÍDEO: LAMPEÃO REI DO CANGAÇO
·         AUDIÇÃO DE CANTORIAS E CAUSOS DE JESSIER QUIRINO
  • APRESENTAÇÃO DE VIOLEIROS
  • ENTREVISTA SOBRE A VIOLA COM O DR. ADRIANO REIS
  • BATE-PAPO LITERÁRIO – SALA DE LEITURA – AUDIÇÃO DE CANTORIAS

DIA 29/07 – DOMINGO - A PARTIR DAS 11h
  • BATE-PAPO COM POETAS E ESCRITORES DE BRUMADO
  • SALA DE LEITURA
  • RECITAÇÃO DE CORDÉIS E POESIAS DE OUTROS POETAS CONVIDADOS
  • ENCERRAMENTO – AGRADECIMENTOS

sexta-feira, 11 de maio de 2012

CORDEL BAIANO PARA JOVENS DA BOCA DO RIO

 "Após ganhar o Edital Mais Cultura, na categoria Literatura de Cordel Patativa do Assaré, do Ministério da Cultura (MINC), jovens da Boca do Rio se reúnem todos os fins de semana para conhecer um pouco mais da arte literária que ultrapassa gerações. O projeto Cordel na Boca, realizado pela ONG Bumbá – Escola de Formação Artística, mergulha na história do Cordel, principais autores, visitas guiadas, produção literária, dramatizações, entre outros momentos pedagógicos que pretendem introduzir os jovens atendidos cada vez mais neste universo ainda pouco explorado pela maioria – a Literatura de Cordel. Os encontros, que vêm ocorrendo no bairro da Boca do Rio, terão neste domingo (13), a partir das 9h da manhã, dois visitantes ilustres – Jotacê e Antonio Barreto."


“O maior desejo é estimular o exercício da auto-estima, comunicação, relacionamentos interpessoais, capacidade de se auto gerir, tomada de decisões, enfim, contribuir para maior integração e participação dos jovens com seu entorno social e, conseqüentemente, com sua cidade e história”, explica Sérgio Bahialista pedagogo, cordelista e instrutor do projeto. A ideia é promover uma aula especial, com intercâmbio de experiências e relatos sobre o fazer da Literatura de Cordel. O projeto como um todo será realizado até o mês de agosto e culminará em uma grande mostra artística ao ar livre no próprio bairro. Serão mais de 120 horas de formação com o objetivo imprimir uma prática artístico-pedagógico que forme novos leitores e criadores de Literatura de Cordel na comunidade da Boca do Rio e com isso divulgar e preservar esta cultura popular.

"Bumbá – Escola de Formação Artística - A Bumbá - Escola de Formação Artística, é uma ONG (Organização Não- Governamental) que surgiu a partir de experiências locais na comunidade da Boca do Rio, em Salvador – BA, na perspectiva da consciência da cultura como potencial para o desenvolvimento econômico e social local. A Bumbá reúne profissionais com uma longa trajetória em instituições inovadoras na área do Terceiro Setor e na construção e desenvolvimento de metodologias de educação, arte, cultura e comunicação para a cidadania com vista à autonomia, criatividade e visão empreendedora de adolescentes e jovens baianos."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SUCESSO DO CORDEL BAIANO EM MARACÁS E PLANALTINO

Os projetos UMA PROSA SOBRE VERSOS e PALAVRA DE POETA,
realizados este final de semana nas cidades de Maracás e Planaltino,
respectivamente, conseguiram emocionar as plateias e os poetas convidados
Jotacê Freitas e Luiz Natividade, também xilogravurista.
Tendo como curador o poeta José Inácio Vieira de Melo, e
coordenados pelos diretores de cultura Edmar Vieira, em Maracás, há 5 anos; e
Edvaldo Costa, em Planaltino, há 2 anos; os projetos consistem na declamação jogralesca
de dois poetas convidados pelos grupos teatrais locais: CONCRIZ - Maracás, FLOR
DE MANDACARU E RENASCER - Planaltino, para em seguida entrevistar os poetas no
palco. Os eventos tiveram shows musicais nas suas aberturas. Em Maracás, o
grupo Luzeiro, com um magnífico repertório à base de MPB. Na cidade de
Planaltino, Professor Ary e seus alunos,
com canções de axé. A iluminação e decoração concebidas pelo artista plástico
Manoel Paciência, optou pela simplicidade e artesanato local. Presentes na
plateia diversas autoridades e artistas.
Neste bate-papo, conduzido pelo poeta e curador José Inácio
Vieira de Melo, os poetas Luiz Natividade e Jotacê Freitas, falaram de suas
vidas, suas obras, suas influências literárias e artísticas, para em seguida
lerem um folheto para as plateias das duas cidades.
O Grupo Concriz, em Maracás, selecionou dois poemas de Luiz Natividade:
O Orgulhoso Avarento e O Amor de Lita. O Grupo Flor de Mandacaru, recitou, além
de uma biografia de Jotacê Freitas, os folhetos A Mijada do Baiano derruba
Concreto Armado, Ouvido Virou Penico nas cidades da Bahia e O Jumento que
entrou na Faculdade. E o Grupo Renascer, recitou de Luis Natividade, Os Lugares
Mágicos da Bahia e O Orgulhoso que Trpeçou na Sorte.
O poeta Jotacê, recebeu como homenagem uma biografia em forma de cordel, na abertura do recital do Grupo Flor de Mandacaru:

Cordelista de valor
Lá de Senhor do Bonfim
Foi morar em Salvador
Sua vida foi assim
Trabalhou como fiscal
Na feira de São Joaquim.
Fez faculdade de Letras
Na Federal da Bahia
Dedicando-se ao cordel
Com paixão e alegria
Era topar um violeiro
Já saía cantoria.
O contato com o cordel
Se deu ainda na infância
Viu um cego recitando
Que encantou a criança
Sua mãe comprou um livreto
E foi aquela festança.
Foi assim que o José Freitas
Se tornou o Jotacê
Encantado com o cordel
Desgramou a escrever
Já publicou mais de 100
E você precisa ler
Os seus cordéis são porretas
E bastante educativos
O que ali ele escreve
Tem um cunho positivo
Nas feridas do sistema
Ele bota um curativo.

Após as apresentações, os poetas falaram emocionados e encantados com o trabalho
realizados por jovens de 5 a 25 anos, e parabenizaram os organizadores e as
secretarias de educação das duas cidades pelo apoio a estas iniciativas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

CORDEL BAIANO EM PROSA E VERSO & PALAVRA DE POETA

PROJETO UMA PROSA SOBRE VERSOS
2012 – ANO V
Coordenador: Edmar
Vieira
Curador: José Inácio Vieira
de Melo
13 de abril – Jotacê Freitas (BA) e Luiz Natividade
(AL/BA)
11 de maio – Martha Galrão (BA) e Raimundo Gadelha
(PB/SP)
8 de junho – Iolanda Costa (BA) e Júlio Lucas
(BA)
3 de agosto – José Geraldo Neres (SP) e Lívia
Natália (BA)
14 de setembro – Iracema Macedo (RN/RJ) e José
Inácio Vieira de Melo (AL/BA

terça-feira, 3 de abril de 2012

CORDEL BAIANO PARA DONA FRANCISQUINHA

A comunidade de Itapuã esteve reunida na Praça do Genipapeiro, no dia 02/04, a partir das 19 horas, para homenagear Dona Francisquinha Passos, falecida há 10 anos, que se viva fosse completaria 96 anos de idade. Ela foi uma mestra popular que durante anos comandou o Grupo Mantendo a Tradição, responsável pela manutenção e revivamento das festas locais. Também contadora de causos e histórias, Dona Francisquinha é referência em Itapuã quando se fala em cultura popular. A comemoração promovida pela comunidade contou com o apoio da CRE Itapuã, Escola Municipal Manoel Lisboa, Casa da Música da Bahia e Associação de Moradores.
Participaram do evento alunos e professoras das escolas Manoel Lisboa e Malê De Balê, a cantadeira Dona Salvadora, o Grupo Capoeira Jequitibá, os Rapers Uil e Morcegão do Grupo Exilados do Sistema, Mestre Henrique, As Ganhadeiras de Itapuã, João Jonga de Lima, Amadeu Alves, Fabrício Rios, Joaquim Carvalho e grupos de dança de pagode. Foi emocionante a participação performática de Nenega, neta de Dona Francisquinha, que leu um belo poema em sua homenagem.
Na ocasião foi distribuído o cordel "Francisquinha, a mais querida amiga de Itapuã", de autoria do professor e poeta Jotacê Freitas, onde ficou evendiciado a importância desta personalidade para toda a cidade: Querida por todo mundo

Velhos jovens e crianças

Dona Francisquinha era

O vetor da esperança

Usava a sabedoria

Pra ensinar o que sabia

Com amor e sem cobrança.


É referência histórica

Pra nossa comunidade

Pois foi a memória viva

Aguerrida de verdade

E aqui homenageamos

A esta que tanto amamos

Com toda sinceridade.

quarta-feira, 28 de março de 2012

CORDEL BAIANO NO FESTIVAL DE HUMOR DA BAHIA

O FHUBÁ - Festival de Humor da Bahia, que será realizado dias 31/03 e 01/04, no Teatro Castro Alves, numa grande virada cultural de 24 horas, terá diversas atrações do humor baiano, entre elas a presença dos poetas Franklin Maxado, Antonio Barreto e Jotacê Freitas, com seus folhetos de gracejos e críticas sociais. Acompanhe a programação no seguinte endereço: http://www.fhuba.com.br/site/category/programacao/

terça-feira, 20 de março de 2012

VIVA A POESIA VIVA: CORDEL BAIANO

Finalmente ocorreu o tão esperado encontro entre os três melhores cordelistas da Bahia: Franklin Maxado Nordestino, Antonio Barreto e Jotacê Freitas. Conhecidos como a tríade mais produtiva na contemporaneidade, os poetas são amigos de longa data e primam pela qualidade técnica e estética do cordel, levando esta arte para os diversos espaços artísticos e populares, além de estimularem e praticarem o uso do cordel como ferramenta pedagógica nos meios educativos.

Organizado pelo poeta e ativista cultural, Douglas de Almeida, também diretor da Biblioteca Betty Coelho, o evento VIVA A POESIA VIVA, ocorreu ontem, dia 19/03, no Espaço Cultural da Barroquinha, com a presença de um grande público interessado em conhecer um pouco mais sobre a história destes três baluartes da poesia popular baiana. Por coincidência, nesta data, comemorou-se também os 105 anos de nascimento de Cuíca de Santo Amaro, figura emblemática em nossa literatura de cordel e que foi ‘interpretado’ e representado pelo poeta Gilberto Teixeira.

Franklin Maxado emocionou-se ao recordar histórias dos seus 40 anos de arte e viagens pelo Brasil e América do Sul e Central, declamando e vendendo seus folhetos e xilogravuras.

Antonio Barreto, sempre com muito humor, não deixou de mostrar seu lado professoral e "religioso", ele que já é autor de mais de 100 folhetos sobre os mais variados temas, principalmente da programação televisiva, como o Big Brother, que teve uma repercussão nacional.

Jotacê Freitas, recordou a vida de Cuíca de Santo amaro, declarando-se uma reencarnação deste, que foi o maior poeta de cordel da Bahia, sem deixar de lado sua produção que critica os hábitos contemporâneos dos baianos.

Após a ‘aula-espetáculo’ e o bate-papo bem conduzido pelo anfitrião Douglas Almeida, ocorreu a venda de livros e folhetos, coquetel regado a vinhos e uvas, comemoração de aniversário da aluna Sandra da Unijorge, caravana que se fez presente com o Prof. Marcelo Dalcon, e a confraternização entre amigos que acreditam na arte poética como mola propulsora de uma sociedade mais humanizada e humanizante.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CORDEL SOBRE A GREVE DA PM NA BAHIA

O poeta Sérgio Bahialista, da Geração CRIA, mestrando em educação e professor de Jovens e Adultos, escreveu um cordel referente á greve da polícia na Bahia. É um dos primeiros libelos sobre o tema que chega ao meu conhecimento. Bem articulado em suas ideias, Sérgio nos propõe uma reflexão sobre o que motivou este motim e o comportamento dos policiais com arma em punho atemorizando a população. Clique na imagem acima e leia trechos do folheto enviado por ele e quem desejar maiores contatos ou o texto na íntegra, entrem em contato com o imeio: sergiobahialista@hotmail.com
Imagem: dialogospoliticos.wordpress.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CORDEL NO PROJETO “VIVA A POESIA VIVA”

O EVENTO FOI TRANSFERIDO PARA DIA 19/03 POR CONTA DO MOTIM POLICIAL.

A Biblioteca Betty Coelho promove na quarta-feira, àss 19 horas, no Espaço Cultural Barroquinha, mais uma edição do projeto VIVA A POESIA VIVA, apresentando desta vez três grandes vozes da literatura de cordel baiana: Franklin Maxado, Jotacê Freitas e Antonio Carlos Barreto. A idéia é mostrar a força da Literatura de Cordel baiana para a população de Salvador e para os turistas que a visitam. O projeto contempla, além do recital dos cordelistas, exposição de cartazes, fotografias, livros e xilogravuras.

Fonte: Jornal A TARDE – Caderno 2+ - Pg 8 – Sábado 4/2/2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LANÇAMENTOS 2012

O poeta Bonfinense, Jotacê Freitas, acaba de lançar dois novos folhetos na linha satírica e crítica social: O PRAZER QUE O PEIDO DÁ! e OUVIDO VIROU PENICO NAS CIDADES DA BAHIA!
O primeiro, O Prazer que o Peido dá!, foi uma sugestão de Franklin Maxado, inclusive o título, para a Coleção Memorial do Cordel, dirigida por Abraão Batista, brinca com o necessário e rejeitado flato, que todos soltam mas negam. O folheto conta a história de um casal que se conhece através dos aromas íntimos, casam-se e vivem felizes, até que um dia...
O segundo, Ouvido virou Penico nas Cidades da Bahia!, é uma manifesto bem humorado contra o mau hábito do baiano de ouvir som alto em qualquer ambiente, desrespeitando o direito do outro ao silêncio. Ambos os livros podem ser adquiridos pela Internet no endereço: edtapera@bol.com.br e oficinadecordel@gmail.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

LANÇAMENTOS EM SENHOR DO BONFIM

Metalinguagens e cordéis

Na programação pré-natalina deste dezembro, a prefeitura carregou a mão na Semana Municipal de Cultura, que contemplou o lançamento de Jotacê Freitas. O condimento de artista irreverente, com tema poético-metafísico em período pré-natalino, resulta em choques e pendências filosóficas intermináveis. No palco ou no meio da praça.

“A poesia tem espaço reduzido na sociedade”– disse Jotacê Freitas, no sábado 10/12, pouco depois do duplo lançamento de Baianices, baianadas e baianidades, que veio numa edição diferente, reunindo 21 folhetos de cordel, separados em três partes: sete falando de costumes soteropolitanos, sete falando da sexualidade geral dos baianos e sete sobre coisas da cultura bonfinense. A curtição de palco foi no Teatro Reginaldo Carvalho, que ficou assim de poetas e artistas de Senhor do Bonfim e região. E o lançamento se completou com O rei cego e os filhos maus, que por ser um folheto com mais de 30 páginas é romance. Esse tem 40 páginas, feito em sextilhas e quatro sextilhas por página. Prá cordel é história longa, mas Jotacê já fez três.

Pois é, foi só acabar autógrafos e recitais lá dentro, Jotacê já tava cá fora, no Quiosque do Idelson na praça do Campo do Gado. Ele e uma galera viciada em poesia e reclamações contra bico seco. Especialmente ele parecia ser o mesmo Jotacê, mas não era. Estava rodeado de uma pequena galera de curtidores. [‘Cês tão vendo a capa’ - perguntou Ailton Ribeiro] “Cumpro meu dever de, como filho da terra, mostrar aos conterrâneos o progresso que faço na carreira literária nesta última fase” – disse Jotacê. [‘Vocês viram os aplausos naquela hora?’– indagou Gueu]. Os curtidores se remetem ao romance o Rei cego... E... Jotacê não resiste. [‘Naquela cadeira estava a Riana’ – lembrou alguém].

Se ligue, são explicações

Jotacê: Com esse cordel eu ganhei, em 2010, o edital do Minc (Ministério da Cultura) chamado Mais Cultura, Prêmio Patativa do Assaré. No Brasil foram 80 os contemplados, eu fui o 43º lugar. [‘Que quiosque é esse? Vai fechar?’]. Na Bahia, entre os oito contemplados eu fiquei com o 4º lugar, todos os ganhadores com direito a publicar três mil exemplares. E o prêmio foi de R$ 7 mil em dinheiro. [‘O Minc prendeu a grana por um ano, ta ligado? É por essas e outras que esse poeta aí, fã do Cuíca de Santo Amaro e do Gregório de Matos, o Boca do Inferno, ta ligado, já versejou a Dilma como rapariga do Lula, num cordel passado. Uaaau!’].

Jotacê: No meu projeto de elaborar a história do Rei cego e os filhos maus resolvi contemplar a região, mas com esse atraso do Minc o custo aumentou muito e... Esse projeto é baseado numa história que minha mãe me contava, com o fundo moral de como os filhos deviam respeitar os pais, a família... [‘Ta gelada não...’]. É um conto bem assentado em nossa cultura popular. Quando cheguei à Faculdade descobri que Câmara Cascudo pesquisou e transcreveu esse conto em várias regiões do país. O Ricardo Azevedo, pesquisador de linha mais moderada no folclore, também registrou esse conto em várias regiões do Brasil. É como ocorre com os contos de tradição oral, o contador vai adaptando, colocando elementos locais e as regiões vão assimilando. [‘Aonde é que ta aberto?” – “Bodega, a gente acha’].

Jotacê: Então, ao cumprir o meu projeto produzi minha versão [‘Pode encher meu copo’] para a região de Senhor do Bonfim. Botei a história onde ela tem de estar: na Serra da Maravilha, Barroca, Pebas, Tijuaçu... Antes eu inscrevi O rei cego e os filhos maus no Banco do Nordeste e não foi aprovado. Aí... Sacomé? [‘Dessa aí tomo uma dose já’]. Veio depois o edital do Ministério da Cultura, mas eu estava desiludido. Faltavam só cinco dias pra encerrar a inscrição, quando Geninho Xeleléo me ligou: – Jotacê, você não pode ficar de fora do concurso do Minc! Com um cordel desse não pode e não pode!

Gente, céticos também se guiam por sonhos!

Jotacê: Eu o iria publicar depois, por conta própria. Mas entrou aí uma história legal. Naquela mesma noite eu sonhei com a ex-esposa dele, Gal Sena Gomes. [‘A Glaucineide Rodrigues?’ – ‘Ta doido, foi o prefeito Paulo Machado’– ‘Não, no grupo de palmas fortes era também o Zé Antonio Oliveira...’ – O Zé Gonçalves também tava lá’] Ela ia jogando esmeraldas na rua e eu ia catando. Despertei e despertei. E decidi: vou inscrever meu projeto, mas da forma mais objetiva possível. Para o concurso do Banco do Nordeste eu tinha elaborado e apresentado 18 laudas; para esse do Minc, ano passado, resumi o projeto a uma página. E fui contemplado com o prêmio Patativa do Assaré. [... ‘e o Pedro Sá e a Mara Guimarães? ’ – ‘Perto da Iris de Guimarães?’ – ‘Tu já ta é mamado: perto do Benedito do Aroeira’].

Bom pro cinema, pra moral e pra místicos de carteirinha

Jotacê discorre no espírito da vitória com o cordel O rei cego e os filhos maus e transmigra: “É uma história com elementos mágicos, lances fantásticos, tramas fabulosas e analogia com a história bíblica de José do Egito. O rei fica cego e seus três filhos saem em busca da cura para a cegueira do monarca”. Vibra com razão, consegue transpor a lenda alienígena para o seu barro natal, em cordel! Teve que limpar com metro e rima temas de traições, covardias e mentiras para exemplificar com arte o valor da coragem, honestidade e amor. Mistérios descomunais. Lendas que podem ser reais. O rei volta mesmo a enxergar? Volta a ver a vida e a solidariedade pretendida, como a do respeito ao próximo que a mamãe Izabel ensinava no mesmo conto pro menino Bolacha, ops!, pro agora poeta Jotacê?

A história que é universal sai do poeta pro cordel e finca-se no bioma bonfinense com a inseparável dualidade da mentira/verdade. Põe gigante, cavalo branco encantado e defunto insepulto a fazerem artes dos diabos, para o bem e para o mal. Divide cabeças. [‘Esse bar é de quem? – Não é bar, é birosca!] Se no romance a luta não é só moral, é guerra que levanta poeira na Grota , quando vai pro altar de mesas de bares de praças, ganha o reforço de um Jotacê sublimado. [‘Essa barraca é Joãozinho, Zecrinha me disse no lançamento, hoje – ‘Hoje não, já é domingo!’]. Debaixo da confluência de duas algarobeiras Jotacê narrou o conto entre a fé e o medo, a fé e a dúvida e sorrindo, entre a dúvida e a dúvida, proclamou: “Deus acredita em mim”.

Foi imediatamente traído pelo arrepio no braço e pelo verso posto O Sono, livro em que divide opinião com Hélio Freitas, Regina Salgado, Edmar Conceição, Emiliana Carvalho, Maisa Antunes e Marcos Cesário, (idealizador da coletânea) em mini-ensaios filosóficos: “Quando eu morrer em Bonfim / De estupor ou azia / Irei feliz para o céu / Pra encontrar Virgem Maria”. Ah, Jotacê! Não é de hoje que, enlevado, como agora, um premiado, sai da linguagem-objeto da comunicação direta e exercita na plenitude a metalinguagem da poesia. Ele não denotou adesão à fenomenologia dos espíritos no falar freudiano de sonhos. Mas filosofou com amparos reticentes. Jotacê: Minha mulher é espírita...”. Prepara-te Walquíria para ilustrar, além de todos os livros, a capa de algum cordel kardecista psicografado pelo marido. [‘Quebrou o copo?’ – ‘Quebrou, mas já tava vazio!’].

Em nome do respeito ao próximo, o cordelista se embrenha no Beco Fino, botecos, trilhas de mato e esquinas de cachaça de raiz, cenário de lutas transcendentais e enigmáticas. [‘Sei, Ailton, aqui é a barraca do Joãozinho’]. Será que pela literatura crítico-educativa teria ele saído do patamar de Proudhon, Bakunin, Malatesta pra praia do Tolstoi, Dostoievski? Já se soma aos 72% que aprovam a presidenta Dilma Rousseff? Jotacê: Não. Estarei sempre com os valores do terceiro filho do rei cego. Ah Jotacê! E os dois filhos traidores, Jota? – Jotacê: Se fosse eu tivesse no lugar do primeiro, teria matado os dois sacanas, maléficos, vis, sujos, desrespeitadores, péssimos filhos, maus cidadãos.

“Pódi incostá, é tudo inteléquito” (bebum manda outro pro grupo de Jotacê)

No auge da tertúlia, na segunda mesa (ao lado da Igreja), aproximam-se dois visitantes: Pódi incostá, é tudo inteléquito, diz um. E o outro obedece: Posso jogar uma mão de prosa? Ailton, Záia, Gueu, todos fingem nada ver, nada ouvir. Jotacê que é o alvo da pergunta cede e escuta do chegado: Você tem uma irmã... É ou não é? Jota vacila e desconversa. [‘Menino, bota mais uma’]. Mas o bebum insiste: Acho que lhe conheço... Lá na escola, parece que lhe chamavam de ... de... de... Bolocha...

Depois dessas, tocar em irmã e sem tirar mistério revelar remoto apelido, o bebum manso vira foco e fica quase um simpático linguarudo, pelo menos até desembuchar. Nossa entrevista com Jotacê caiu e Jota mesmo que ressabiado admitiu: “É, tive mesmo esse apelido e agora me lembro de você”. Eu sou Paulinho, candidato a vereador – se revela o inesperado conviva. Bochichos rolaram [‘Quer voto’ – ‘Não, nos vistos bêbados’]. Tivemos que incorporá-lo. Mas ninguém escapou: Você tem irmã? Todos quiseram saber de todos e do bebum e quem mais houvesse. Quem quer ter irmã em mesa de bar onde quem chega molhado é adotado como sóbrio? A temperatura subiu e a sede voltou [‘Mais uma, três... seis... nem sei’].

Jotacê: Alguns poemas escrevo de madrugada. Acordo, penso verso por verso, levanto, registro e no dia seguinte é só passar a limpo. Nesse contexto acredito em algo além, na psicografia, tem outras pessoas nos ouvindo, nos falando. Mas no meu ceticismo, quando eu morrer saberei se isso é verdade ou não. Enquanto vivo nunca me apareceu um morto dentro da minha racionalidade. Quando experimentei a ayahuasca, o chá do Santo Daime, tive muitas visões, voltadas para a minha vida interior, da infância. Existe vida além da morte, morte pós-vida? São conflitos que a gente tem que resolver por meio da nossa arte. Muitos poetas não acreditam em inspiração.

Que ponto do cordel do Rei Cego toca em sua emoção? Jotacê: É o exemplo do filho mais jovem, honrado, confiável, vai e cumpre sua tarefa. Encontra o gigante na Serra da Maravilha, recebe dele uma missão descomunal, cumpre-a e o gigante desonesto ainda lhe impõe uma segunda e a terceira missão. O jovem destemido e perseverante não desiste. Qualidades que lhe garantem chegar ao objetivo, conseguir e levar a água milagrosa para curar a cegueira de seu pai.

Jotacê: A literatura, a arte poética, a dramática existem na razão dos conflitos da condição humana. Se não houvesse conflito tudo seria muito chato. O conflito move o homem a fazer a música, a poesia, o teatro. Ele quer mudar alguma coisa. [‘Mais... mais... É fraca. Aíííííí!!!!’] O artista é de alguma forma contestador. A gente não pode é transferir isso pro plano pessoal. Antes eu queria ser o poeta, o personagem, o salvador da pátria. Depois percebi que só posso ser o poeta (risos). Mas eu posso mudar, voltar a querer ser tudo, outra vez [Gargalhadas. ‘Ô Gueu, se segura!’]. Vozerio. Babel. [‘Você é ou não é poeta?’ – ‘Claro que sou, mas o maior é Jotacê!’ – ‘Você viu, Jota, o que disse o Záia?’].

Algazarra. Esculhambação. O bebum já virou Paulinho, de coração em preto-e-branco e de amizade com Jotacê, que permanece poeta e (quase) lúcido, que escuta Ailton, que fala para todos que pensam que estão sóbrios. E a sobriedade, de paredes brancas, ereta desde os tataravôs de Toinho e Izabel (pais de Jotacê) está ali a 50 metros, de lado para nós, testemunhando como uma Matriz. Não se manifesta. Observa passivamente (?) a filosofia de bonfinenses que madrugam por qualquer arte. A barraca de fubúia, ou bodega a la Jotacê, que é o último ponto de ar livre pra o estilo etílico, vai fechar.

Entre nós um ectoplasma de anjo da meia-noite ajudou a convergência comemorativa a se dispersar. [‘Vi Dr. Aurélio, ele também não perde manifestações culturais’]. Todos assumiram a verve de poeta em conduta natural. Ninguém mentiu, mas por serem poetas saíram todos [‘Argh! Argh! Nunca mais nós vai... vamo ... beb...’ – ‘Nós, não! Vo-cê-ês’] com receio de um indesejável e irreversível enquadramento no versículo de Fernando Pessoa – declamado por Jotacê ali, sob galhas de algarobas: “O poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir a dor / A dor que deveras sente”. Daí em diante os bares passaram por cada um de nós. Fechados. Rodando. Lotados. Em direção aos próximos lançamentos.

Antonio Britto - Assessoria de Comunicação Social – P.M.Senhor do Bonfim

Fotos: Cinco Mil

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

LITERATURA BRASILEIRA DE CORDEL

O poeta José Walter Pires, lança mais um dos seus folhetos, no Mercado Municipal de Brumado, neste sábado, às 11 horas, junto à Barraca A MILAGROSA, que recentemente foi personagem de uma das suas publicações. Como membro da Academia de Brasileira de Literatura de Cordel, o autor vem fortalecendo a luta de preservação e difusão do cordel, respeitando a qualidade técnica e poética, buscando também atualizar os temas. Quem estiver em Brumado ou na região deve comparecer, não só para prestigiar o poeta mas, para também, se deleitar com a maestria dos seus versos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LANÇAMENTOS EM SENHOR DO BONFIM


O poeta, Jotacê Freitas, natural de Senhor do Bonfim, mais uma vez participará dos festejos do Dia da Cultura Bonfinense. Dia 10/12, a partir das 20 horas, no Cine Teatro Reginaldo de Carvalho, na Praça Luiz Viana, antigo Campo do Gado, serão lançados os livros "BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES' e "O REI CEGO E OS FILHOS MAUS". O primeiro é uma antologia reunindo 21 folhetos e o segundo é um romance à moda antiga, premiado pelo MINC com o Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel 2010 - Edição Patativa do Assaré.
Na oportunidade o poeta fará leitura dramática de alguns textos e contará com participações especiais dos amigos: Gilmara Cláudia, Zahia e Zumar Sérgio.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

X FESTIVAL DE VIOLEIROS E REPENTISTAS DA BAHIA

O X FESTIVAL DE VIOLEIROS, ocorrerá dia 11/12, a partir das 14 horas, no Teatro do Sindicato dos Comerciários, em Nazaré, com entrada franca. O evento foi um dos vencedores do Premio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré, promovido pelo MINC em 2010. A apresentação do Festival ficará a cargo do grande poeta, repentista, cordelista e sambador Bule-Bule.

Desta vez 07 duplas foram selecionadas e as pelejas vão passear por várias modalidades do repente: sextilhas, quadras, mote de 7, mote de 10, beira-mar, martelo agalopado, martelo alagoano e rojão pernambucano. Os temas serão os mais diversos possíveis.

As duplas concorrentes aos prêmios são as seguintes: Antonio Queiroz e Davi Ferreira; Leandro Tranquilino e Zé Pedreira; João Ramos e Caboclinho; Zé Francisco e Bráulio Pinto; Antonio Maracujá e Naldinho; Lavandeira e Beija-flor; Lucas Oliveira e Sabiá.

Organizado pela OBPLC – Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel, presidida pelo poeta Paraíba da Viola, também diretor artístico do evento, o Festival mostra a força do repente baiano através da organização dos seus poetas e cantadores. A produção é da empresa Plataforma de Lançamento. Será publicado um folheto com o resultado das pelejas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

CORDEL EM HOMENAGEM A CARLOS MARIGHELLA

O poeta João Augusto Rocha, lançará dia 05/12, a partir das 10 horas, na sede da APUB – Associação dos Professores Universitário da Bahia, o folheto “CARLOS MARIGHELLA HERÓI DO POVO BRASILEIRO”. O evento marca o início das comemorações do centenário, deste que foi, o grande revolucionário baiano, Deputado Constituinte de 1946, organizador da Universidade Popular nas prisões por onde passou, assassinado pela Ditadura Militar em 4 de novembro de 1969 na cidade de São Paulo.

Na oportunidade a APUB fixará em sua sede um placa comemorativa ao nascimento de Marighella em 5/12/1911.

A APUB fica na rua Padre Feijó, 45 – Canela. Todos estão convidados.