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sábado, 5 de novembro de 2011

CORDEL NOS BASTIDORES DA 10ª BIENAL DO LIVRO

Neste sábado da 10ª Bienal do Livro da Bahia, o Cordel teve muita agitação nos bastidores da Praça de Cordel e Poesia. Estudantes da Nigéria, que fazem intercâmbio na UFBa, vieram apenas para conhecer a nossa literatura narrativa. Estavam ciceroneadas pelo Prof. Rafael, também intérprete. Compraram folhetos, pediram que recitássemos e se encantaram com a riqueza rítmica da poesia e a xilogravura feita na hora por Luis Natividade e Gabriel Arcanjo. Antonio Barreto ainda improvisou algumas cantorias no pandeiro e Franklin mostrou toda a magia e influência da África em nossa cultura através dos seus folhetos. Luis Natividade recebeu os amigos Maurício, Eliana e o filho Uala. Jotacê clicado com a arte-educadora Dulcenea e o filho Pedro.

À noite, os recitais na Praça de Cordel e Poesia, foram comandados por Cleberton Santos, pois José Inácio estava participando com Lita Passos, do Fale com o escritor; e logo depois mediou, no Café Literário, o debate POESIA, SEMPRE VIVA, com Ângela Vilma, Antônio Brasileiro e Mariana Ianelli. Ao assumir a festa da poesia Cleberton cantou Fernando Pessoa no ritmo do repente,acompanhado pela flauta doce de Alberto Lima, lembrando que o poeta português, símbolo da nossa língua, tinha uma grande ligação com a cultura popular. Subiram ao palco: Edson Oliveira, Érika Azevedo, Karina Rabinovitz, Fabrícia Miranda, Ivan Maia, que também entoou versos de cordel, e Lívia Natália. José Inácio Retornou, mas desta vez para o banco da Praça ao lado de Mariana Ianelli. Como sempre declamou seus versos uma força inspiradora e associou os versos das Sete Musas ao canto de cordel. Presentes também, o irmão João Lourenço, a cunhada Dulce Vilas Boas e o sobrinho Juan. Num momento de descontração o poeta demonstra seu amor pela esposa e artista plástica Walkíria, ilustradora dos seus livros.

Luis Campos, o Blind Joker, conhecido na internet por seus cordéis cômicos e em defesa da causa dos cegos, vompareceu á feira para visitar os amigos e colegas, prometendo para em breve lançar em folhetos diversos poemas de cordel já divulgados por ele no blog: cordelandia.blogspot.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

REBELIÃO NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

Hoje, foi um dia sem recital de Cordel na Praça de Cordel e Poesia, na 10ª Bienal do Livro da Bahia, mas houve rebelião dos expositores por mais divulgação e redução do preço do ingresso. Em Bienais passadas, o valor do ingresso era abatido na compra de livros, este ano esta regra não valeu. Além do mais, crianças sem carteira de estudante e com mais de um metro de altura estão sendo obrigadas a pagar o valor de inteira do ingresso, ou seja, R$ 8,00 (Oito reais).

Tudo transcorria bem na Praça da Poesia e Cordel, com os recitais dos poetas Bernardo Almeida, Moacir Eduão e Ronaldo Cagiano, que veio de São Paulo para participar e conhecer o nosso evento. No final da segunda sessão com as poetas Lita Passos, Clotilde Ribeiro e Nívea maria vasconcelos, já ouvíamos de longe um tumulto. Devíamos ter pressentido que a Bruxa estava solta, na performance da poeta Clara Maciel. Ao dar início à última sessão, com os poetas Everton Lima, Flávia Wenceslau e Gabriel Gomes, o curador e apresentador José Inácio Vieira de Melo quis saber qual o motivo do tumulto que se aproximava e foi informado que tratava-se de um protesto dos expositores contra o movimento fraco, por conta da falta de divulgação e cobrança dos ingressos sem bônus, exigindo portanto mais divulgação na mídia e liberação da entrada. Expositores e funcionários com palavras de ordem e palmas, pediam para os demais expositores fecharem seus stands em apoio ao movimento. Alguns exigiam o franqueamento da entrada. Em conversa com o escritor Hugo Homem e sua esposa Maritzia, relembramos Bienais anteriores, onde a divulgação era maciça, ocorriam eventos, existia a troca de bônus por notas fiscais e os escritores e poetas recebiam cachê para palestras, recitais e oficinas. Este ano, é bom frisar, que a Prefeitura Municipal está enviando os alunos da Rede Municipal apenas para olhar vitrines e recolher marcadores de livros, enquanto o Estado distribuiu R$ 100,00 em bônus para os professores e R$ 30,00 para os estudantes que visitaram a Bienal. Deste jeito não se pode incentivar a leitura. É bom frisar que os brinquedos, posters, jogos e bugigangas continuam sendo os produtos mais consumidos por estudantes, enquanto os livros continuam nas estantes.

Consciente da importância da poesia, o curador Zé Inácio, mandou o show prosseguir e o poeta Gabriel Gomes, apoiou o movimento, levando os manifestantes até à Praça para agradecer e seguir pelos demais corredores do Centro de Convenções.

E a noite prometia e exalava rebelião com a chegada do poeta José Walter Pires, que acabara de chegar de Caruaru, reclamando da irresponsabilidade da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, onde é um dos membros imortais, pois foi a um encontro que não ocorrera. Ele vem debatendo com os demais poetas sobre a contemporaneidade do Cordel e a manutenção da tradição, mas com qualidade técnica e poética, tema a ser tratado em breve aqui nestas páginas, pois trata-se de um tema que dá panos pra manga.

Teremos Cordel na Praça do Cordel e Poesia, apenas na quinta-feira, dia 03/11 com Mavial Melo e Alberto Lima, às 20 horas. Os visitantes Também têm se queixado que a Praça fica vazia o dia inteiro com tanto equipamento disponível e poetas dispostos a ler seus versos.

domingo, 30 de outubro de 2011

MAIS CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO

A terceira noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia, contou, entre outros, com a presença dos poetas e músicos Antonio Barreto e Babilak Bah. Os versos de cordel de autoria de Barreto encontraram pouso nos ritmos tradicionais e melodias eletrônicas do mineiro Babilak. O som eletro psicodélico tomou conta da praça até Barreto pegar sua gaita e entoar Asa Branca de Luiz Gonzaga para nos levar a uma viagem ao sertão à bordo de uma nave espacial. Babilak com seus versos modernos, influenciados por Patativa do Assaré e Haroldo de Campos, mostrou que “a nossa poesia é uma só”, como nos ensinou o mestre do Cordel Remoçado, Antonio Vieira.

De improviso com um pandeiro na mão, acompanhado pelo toque de enxada de Babilak, Barreto cantou e interpretou diversos cordéis, encerrando com uma homenagem às crianças presentes à iluminada e lotada Praça de Cordel e Poesia, que nesta noite foi o melhor espaço na 10ª Bienal do Livro da Bahia. Na platéia, poetas e amigos, leitores e funcionários pararam, acompanharam com palmas e agradeceram com aplausos.


O poeta Eliseu Moreira Paranaguá, um dos poetas a se apresentar antes da dupla, Barreto e Babilak, ficou extasiado e agradeceu ao show. João Rocha, Pilô, Prof. Ferreirinha, Coaraci, Walkiria Andrade, Creusa Meira, Franklin Maxado, Luis Natividade, Antonio Jorge, Rita Sanana, Lita Passos, Jurivaldo Alves, Del Marques, Zé Inácio e Rita, a amada do poeta, foram unânimes, Barreto tem que gravar um CD para registrar seus dotes musicais. Babilak Bah foi surpreendente pela união de poesia e música experimental.

O CORDEL NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

A segunda noite da 10ª Bienal do Livro da Bahia foi tomada pelo cordel histriônico do maior poeta vivo da Bahia, Franklin Maxado Nordestino, depois de uma volta em meio mundo, veio diretamente dos Estados Unidos de Feira de Santana, para alegrar a noite com seus versos críticos e cômicos. Recitou trechos de vários folhetos, cantou um aboio desafio com o poeta e curador da Praça de Cordel e Poesia, José Inácio Vieira de Melo, convidou amigos e parceiros ao palco deixando a platéia extasiada com a sua energia jovial e verve poética inspirada e inspiradora.


Durante o dia diversos poetas se encontraram na praça para comercializar e trocar folhetos. Com 6 estantes, a Praça de Cordel e Poesia virou uma referência para a cultura popular baiana e nordestina: Antonio Barreto está acompanhado por Pilô, José Walter Pires e Gabriel Arcanjo; Jotacê Freitas, divide o espaço com Creusa Meira e Luis Natividade; Franklin Maxado está ladeado por Jurivaldo Alves e João Cardoso Filho; Coraci Vieira, comando a Homengaem a Antonio Vieira com a bancada do Cordel Remoçado, auxiliada por Antonio Jorge; Zuzu Oliveira está à frente da Biboca Cultural Bule-Bule juntamente com Tel Guedes; e, Alberto Lima, comanda a bancada dos Jovens Cordelistas: Davi Nunes, Pardal do Jaguaribe, Inussa Gomes, Osmar Machado Junior, Tiago Gato Preto da Sorte, Gabriela Toledo e Úpia Campos Maya.

No estande das Editoras Baiana, o Professor Ferreirinha, expõe seus folhetos no estande da Editora Vento Leste, a maior editora de cordel da Bahia; e a poeta Sueli Valeriano, veio diretamente de Ituberá para expor seus folhetos em estante independente.

Avizinhada à Praça de Cordel, está o Memorial do Cordel, comandado pelo poeta e mestre da xilogravura Abraão Batista, onde estão expostos e disponíveis para venda, diversas xilogravuras e folhetos de sua autoria e de outros autores nordestinos.

O poeta Jotacê Freitas, fez os pré lançamentos dos Livros O REI CEGO E OS FILHOS MAUS e BAIANICES, BAIANADAS E BAIANIDADES. Dia 02/11, na espaço Ruy Espinheira Filho, os dois livros serão lançados oficialmente na programação da 10ª Bienal, às 16 horas.

Toda esta movimentação demonstra que o Cordel Baiano está mais vivo do que nunca e ocupa seu devido espaço da maior feira de livros do estado. Evidente que os poetas precisam de mais espaço, tanto para recitar quanto para expor, pois o tamanho das bancas impede uma maior exposição das suas obras. Esperamos que na próxima Bienal, a Fundação Pedro Calmon e a Fagga Produções, mantenham a PRAÇA DE CORDEL E POESIA e sanem os problemas aqui citados.

Hoje à noite, a partir das 20 horas, teremos a presença de Antonio Barreto, recitando e cantando seus versos. Compareçam!