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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

X FEIRA DO LIVRO DE FEIRA DE SANTANA

 A 10ª Feira do Livro de Feira de Santana fortalece a Literatura de Cordel nos meios educacionais. A programação vai de 26/9 a 1/10, ocorre em vários pontos da cidade e há até a Praça do Cordel Genival Corrêa. 
Os mestres, Franklin Maxado e Chico Pedrosa, são parte da história viva do cordel.
                                      
Luciano Ferreira, Romildo Alves e Marco Haurélio.
 Animadores, filmes, teatro, dança e contadores de histórias tentam distrair o público nos intervalos das atrações. A Literatura de Cordel marca presença com o ABC da Feira do Livro, de Romildo Alves e Luciano Ferreira; Conversa com o Escritor Marco Haurélio; apresentação de estudantes na Praça do Cordel; Franklin Maxado mostrando As Novas Tendências do Cordel e as Desconversas de Políticos; Romildo Alves Sertanejando nas trilhas da história e atropelando um poeta;                                                                                                        
Jurivaldo Alves, Janete de Lainha e Luiz Natividade.
 Luciano Ferreira com A Arte de Brincar: brincando e falando sério com o Cordel na Bahia; Luiz Natividade com a Performance da (ISO)gravura e uma declaração de amor a Salvador; Chico Pedrosa com sua dicção perfeita; Janete Laínha floresce sua poesia em antologia; Jurivaldo Alves, sempre dando um aula na sua banca, com a filha Patrícia Oliveira lança A saga das irmãs cangaceiras.

PROGRAMAÇAO COMPLETA

sexta-feira, 31 de março de 2017

HOMENAGEM JUSTA AO CORDEL BAIANO!


Mesmo com dúvidas sobre sua data de nascimento, Rodolfo Coelho Cavalcante, foi um grande poeta e tem uma obra que merecia uma edição antológica. Sua vida inteira, desde os 13 anos, foi dedicada à arte. Trabalhou de palhaço de circo e propagandista por todo o Nordeste até parar na Bahia para plantar e colher poesia. Clique na imagem para mais detalhes sobre o filme: Suspiros de um trovador.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O CORDEL VIVE EM FEIRA DE SANTANA

 Foi realizado neste sábado, 15/3, um recital poético no Mercado de Artes, em Feira de Santana, com a presença dos poetas: Franklin Maxado Nordestino, Jurisvaldo Alves, Antonio Barreto, Nivaldo Cruzcredo e Jotacê Freitas; e a artista plástica e ilustradora Walkíria A. Freitas. De forma itinerante os poetas circularam entre os boxes do Mercado cantando músicas nordestinas e convidando a todos para o evento.
 Na porta principal do Mercado de Artes o poeta, ator, compositor e artista plástico, Franklin Maxado, comemorando 40 anos de carreira artística fez a abertura da apresentação dos convidados que um a um foram declamando e lendo seus versos atraindo os transeuntes. Após o recital comerciantes, clientes e poetas reuniram-se nos boxes 63 e 64, os pontos do Cordel, e continuaram a brincadeira que recebeu as ilustres visitas do poeta Caboquinho e do Secretário de Cultura, Antonio Carlos, que prometeu um toldo e uma aparelhagem de som para o próximo evento.
 Franklin Maxado foi um sucesso com sua interpretação e comentários, envolvendo a plateia que gargalhava com seus versos de humor; Jurisvaldo, lembrou da função histórica do folheteiro e demonstrou alguns clássicos além de versos de sua autoria com a filha Patrícia; Nivaldo Cruzcredo, radialista da rádio Subaé, amante da cultura nordestina, fantasiado de vaqueiro, mostrou que não é só bom de papo mas de verso também; Antonio Barreto, com seu pandeiro e sua gaita foi o grande animador musical e conclamou a todas a comprarem os folhetos para que os poetas permaneçam ativos e produtivos; Jotacê Freitas, apresentou seus títulos e leu trechos de um dos seus folhetos.
 Na opinião dos poetas o recital foi positivo para mostrar ao povo feirense que o cordel continua vivo e seus poetas tem espaço garantido para vender e demonstrar sua arte, diferente da capital que fechou a única banca de cordel existente.
Torcemos para que eventos como este se repitam com o devido apoio e divulgação para que o povo feirense tenha acesso a esta cultura tão nossa e tão renegada.

domingo, 21 de outubro de 2012

CORDEL BAIANO NA FLICA 2012

O Cordel Baiano marcou presença paralela à grande Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica, no ano de 2012. O poeta e Folheteiro Jurisvaldo Alves, o poeta e xilogravurista Luiz Natividade e o poeta Jotacê Freitas instalaram-se na Praça da Aclamação em frente ao canhão histórico da Independência da Bahia e do ônibus da Biblioteca Móvel. Jotacê recitou versos para a plateia que se aconchegava a cada momento; Luiz Natividade produziu xilos na hora e ainda ensinava às crianças e adultos que se interessavam; e, Jurisvaldo, com sua mala de folhetos, contava a história do cordel desde o seu surgimento até os tempos atuais.
 
A Praça da Aclamação foi um espaço mal utilizado, ocupado desordenadamente por artesãos e camelôs diversos na saída do Conjunto do Carmo, local da realização do evento. A Praça poderia ser o local para que escritores e editoras independentes pudessem expor seus livros servindo de alternativa aos visitantes que não conseguiram vaga para assistir aos debates e, também após as mesas, terem a oportunidade de conhecer a produção literária baiana contemporânea e independente.
Outra possibilidade seria a parceria com a Biblioteca Móvel para fazer a ‘FLIQUINHA’ com a presença de contadores de história e teatro infantil, pois a Praça ficou lotada de crianças durante o evento e algumas instituições locais souberem aproveitar improvisando rodas de leitura para os pequenos leitores do futuro.
Este ano a Flica contou com patrocínio da COELBA, através do Fazcultura – Secult - Governo da Bahia e PETROBRAS, através do Governo Federal. Teve apoio do FIEB/SESI, FPC, Bahiatursa, Secretaria do Turismo e Secult – Governo da Bahia e UFRB. A Livraria LDM foi eleita a livraria oficial, de forma merecida, mas ocupou um espaço reduzido para o acervo que possui, gerando desconforto aos interessados que circularam no pequeno e estreito labirinto de estantes. A Putzgrillo e a Icontent foram as empresas realizadoras do projeto e criaram na mídia a imagem de um grande evento que ficou restrito apenas à lista de convidados nacionais e internacionais de peso. As mesas temáticas foram ótimas, apesar dos contratempos de terem que ser rearranjadas de última hora, e o pequeno espaço para a plateia. O telão usado ano passado fez falta, mas nos bastidores ventilou-se que a verba foi reduzida. As atrações musicais deste ano foram mais condizentes com o objetivo da Festa que é literária e não dançante. Afinal de contas ao povão deve ser servido o biscoito fino da nossa cultura. Mateus Aleleuia, Cláudia Cunha e Roberto Mendes foram fantásticos em suas apresentações.
Com certeza este é um evento que precisa ser mantido em nosso calendário cultural, a Bahia precisa voltar a ser reconhecida do pescoço para cima e não apenas da cintura para baixo. Cachoeira é uma cidade encantadora e ficaria melhor ainda se os bares não ocupassem as ruas para que pudéssemos passear tranquilamente fotografando e fruindo seu acervo arquitetônico e natural. O Pouso da Palavra deveria estar inserido na programação com divulgação do acervo e eventos, como o lançamento do Dicionário de Baianês, que foi cooptado de última hora para a Flica e o espetáculo Contarina com a multi-artista Josin. A fiscalização da poluição sonora também poderia ser mais atuante com os proprietários de carros com som, impedindo que a trilha sonora fosse à base de pagodão, arrochão e afins.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

JURIVALDO ALVES E A MALA DO CORDEL

Nascido em Baixa Grande, Jurivaldo Alves, 65 anos, radicado em Feira Santana, desde os 17 anos, desenvolveu diversas atividades, até tornar-se um folheteiro, em frente ao Mercado Popular de Feira de Santana. Com a prática recitativa de vendedor de cordéis, artista de circo e ótimo contador de histórias, Jurivaldo, aos poucos foi escrevendo seus próprios folhetos e hoje já conta com vários títulos publicados. Jurivaldo Alves, participa de vários eventos culturais em todo o Sertão baiano e faz palestras sobre cordel e a importância do folheteiro como divulgar desta tradicional poesia popular. No folheto O MILAGRE DA BOLEIA, ele narra suas desventuras na estrada quando era caminhoneiro. Esta sua prática acabou contaminando sua filha patrícia Oliveira, 35 anos, que depois de realizar pesquisa sobre Lampião a seu pedido, passou a escrever folhetos e possui dezenas deles publicados, inclusive o sucesso HISTÓRIAS DE PRINCESAS.

Na 10ª Bienal do Livro, o poeta e folheteiro, Jurivaldo Alves, pisa o tapete vermelho com sua Mala de folhetos raros e clássicos, de autores baianos e também de outros estados do Nordeste.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CORDEL BAIANO EM MINIATURA


Luiz Natividade é um dos principais xilogravurista em ação na Bahia e na sua relação com diversos poetas acabou por ingressar no mundo da literatura, como autor e editor. Nascido em Junqueiro, veio para a Bahia estudar em 1980 e formou-se em Belas Artes pela UFBA.
Já realizou mais de 50 exposições nos seus 30 anos de carreira. Escreveu, entre outros, os folhetos Marieta que eu vi viver, O homem da mesa e Manual de Xilogravura – uma idéia feita à mão. Neste último o artista ensina, de maneira simples, a fazer xilogravuras com matérias acessíveis e ferramentas produzidas por ele.
Seu projeto atual é a edição da Mine Literatura de Cordel, livrinhos no tamanho 7,5x10,5, que agradará crianças e colecionadores. Na lista de lançamentos estão os clássicos do Cordel Baiano contemporâneo escritos por diversos autores: Franklin Maxado, Antonio Barreto, Bule-Bule, Jurivaldo Alves, Patrícia Oliveira, Jotacê Freitas e outros.
Os contatos de Luis Natividade são os seguintes: natixilo@gmail.com e o blog: WWW.natividadexilo.blogspot.com