terça-feira, 24 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
CORDEL BAIANO CONTAGIOU A II FELITA
Entre os dias 21 e 24 de outubro a cidade de Itabuna viveu
momentos de agitação cultural no Centro
de Cultura Adonias Filho. Com o tema: A
LITERATURA NOSSA DE TODO DIA, a poeta e atriz, Elisa Lucinda, contemplou a platéia
presente com uma palestra, conselhos e muita poesia, na abertura do evento.
Os três dias seguintes foram recheados de oficinas, lançamentos, recitais, apresentações artísticas, contação de histórias, debates e palestras. O poeta soteropolitano, Douglas de Almeida, realizou uma oficina criativa onde abordou a temática da poesia e da oralidade, de Gregório de Mattos à Paulo Leminski. O escritor, João Filho, de Bom Jesus da Lapa, levou os interessados em sua oficina criativa a experienciarem o conto na prática, a partir de leituras e escritas.
O Espaço Orfeu foi o espaço dos lançamentos: Rodrigo Dias, Paulo Bonfim, Walmir do Carmo, Ulisses Góes, Daniel Thame, CyrodeMattos, Ícaro Emanoel, Waldeny Andrade, Márcio Matos, Victor Hugo Fernandes Martins, Ana Valéria Fink, Alan Oliveira Machado, Samuel Matos e Margarida Fahel foram os autores que presentearam seus leitores com autógrafos e bate-papo sobre seus livros e processos de criação literária.
Lourival Piligra, professor e poeta, discorreu sobre o escritor como fundador de mitos para uma platéia atenta ao tema e logo em seguida assistimos a um espetáculo de dança em homenagem à obra de Adonias Filho. O trágico na obra desse escritor foi o tema do debate entre os professores e escritores Jorge de Souza Araujo e Aleilton Fonseca, mediado pela professora Silmara Oliveira com intervenções do escritor itabunense Cyro de Mattos contribuindo para uma maior compreensão do debate e até questionando a verossimilhança de um carcará, típico gavião nordestino, poder carregar uma criança, apontando esta como uma falha na obra de um escritor perfeccionista.
A Literatura de Cordel teve destaque com a criação da Praça do Cordel Azulão Baiano em homenagem à este repentista grapiúna que, apesar de ter perdido a visão, continua exigente e produzindo seus versos ao som de uma viola bem afinada. Diversas bancadas foram instaladas nas laterais de um palco onde ocorreram musicais e saraus. Franklin Maxado Nordestino, de Feira de Santana, palestrou sobre a importância da Literatura de Cordel para a literatura brasileira e lançou diversos folhetos; a poeta e atriz ilheuense, Janete Lainha atuou como mestre de cerimônias e declamadora sedutora; Luiz Natividade, alagoano de Junqueiro, realizou uma oficina de xilogravura e lançou o folheto ilustrado: O CORDEL DA XILOGRAVURA; Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, fez uma oficina criativa para jovens, participou do debate sobre A FORMAÇÃO DE LEITORES E A LITERATURA DE CORDEL, com a Profª Glória de Fátima da UESC e PROLER, mediado pelo também Profº da UESC Ricardo Dantas, e lançou a coleção RECORDELIZAR É VIVER.
Na Praça do Cordel Azulão Baiano, Gilton Silva Thomaz, natural de Ilhéus, apresentou sua obra cheia de humor e filosofia; Romildo Alves, o garotinho do cordel, veio de Feira de Santana, satirizando a moda da momento, o ‘whatsapp’; e Carlito V. da Mata,veio de Ibicaraí, com Pensamentos e Verdades em Gotas de um Caipira.
Por fim, numa preocupação com a formação de leitores, foi criado o espaço infanto-juvenil LETRAS QUE VOAM. Atividades como: Roda de Leitura, Jogos Educativos, lançamento de livros infantis, desenhar e colorir, além da dupla de palhaços, animadores e contadores de histórias Tutty e Zalton, d’A Fórmula de Histórias.
No encerramento da II FELITA, o presidente da FICC – Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José, e o curador da feira, Gustavo Felicíssimo, anunciaram a realização da III Felita já no primeiro semestre de 2016, provavelmente com uma mudança no nome, para Festa ou Festival, mas com o mesmo empenho e objetivo, mostrar que a terra dos escritores é também uma terra de leitores.
Os três dias seguintes foram recheados de oficinas, lançamentos, recitais, apresentações artísticas, contação de histórias, debates e palestras. O poeta soteropolitano, Douglas de Almeida, realizou uma oficina criativa onde abordou a temática da poesia e da oralidade, de Gregório de Mattos à Paulo Leminski. O escritor, João Filho, de Bom Jesus da Lapa, levou os interessados em sua oficina criativa a experienciarem o conto na prática, a partir de leituras e escritas.
O Espaço Orfeu foi o espaço dos lançamentos: Rodrigo Dias, Paulo Bonfim, Walmir do Carmo, Ulisses Góes, Daniel Thame, CyrodeMattos, Ícaro Emanoel, Waldeny Andrade, Márcio Matos, Victor Hugo Fernandes Martins, Ana Valéria Fink, Alan Oliveira Machado, Samuel Matos e Margarida Fahel foram os autores que presentearam seus leitores com autógrafos e bate-papo sobre seus livros e processos de criação literária.
Lourival Piligra, professor e poeta, discorreu sobre o escritor como fundador de mitos para uma platéia atenta ao tema e logo em seguida assistimos a um espetáculo de dança em homenagem à obra de Adonias Filho. O trágico na obra desse escritor foi o tema do debate entre os professores e escritores Jorge de Souza Araujo e Aleilton Fonseca, mediado pela professora Silmara Oliveira com intervenções do escritor itabunense Cyro de Mattos contribuindo para uma maior compreensão do debate e até questionando a verossimilhança de um carcará, típico gavião nordestino, poder carregar uma criança, apontando esta como uma falha na obra de um escritor perfeccionista.
A Literatura de Cordel teve destaque com a criação da Praça do Cordel Azulão Baiano em homenagem à este repentista grapiúna que, apesar de ter perdido a visão, continua exigente e produzindo seus versos ao som de uma viola bem afinada. Diversas bancadas foram instaladas nas laterais de um palco onde ocorreram musicais e saraus. Franklin Maxado Nordestino, de Feira de Santana, palestrou sobre a importância da Literatura de Cordel para a literatura brasileira e lançou diversos folhetos; a poeta e atriz ilheuense, Janete Lainha atuou como mestre de cerimônias e declamadora sedutora; Luiz Natividade, alagoano de Junqueiro, realizou uma oficina de xilogravura e lançou o folheto ilustrado: O CORDEL DA XILOGRAVURA; Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, fez uma oficina criativa para jovens, participou do debate sobre A FORMAÇÃO DE LEITORES E A LITERATURA DE CORDEL, com a Profª Glória de Fátima da UESC e PROLER, mediado pelo também Profº da UESC Ricardo Dantas, e lançou a coleção RECORDELIZAR É VIVER.
Na Praça do Cordel Azulão Baiano, Gilton Silva Thomaz, natural de Ilhéus, apresentou sua obra cheia de humor e filosofia; Romildo Alves, o garotinho do cordel, veio de Feira de Santana, satirizando a moda da momento, o ‘whatsapp’; e Carlito V. da Mata,veio de Ibicaraí, com Pensamentos e Verdades em Gotas de um Caipira.
Por fim, numa preocupação com a formação de leitores, foi criado o espaço infanto-juvenil LETRAS QUE VOAM. Atividades como: Roda de Leitura, Jogos Educativos, lançamento de livros infantis, desenhar e colorir, além da dupla de palhaços, animadores e contadores de histórias Tutty e Zalton, d’A Fórmula de Histórias.
No encerramento da II FELITA, o presidente da FICC – Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José, e o curador da feira, Gustavo Felicíssimo, anunciaram a realização da III Felita já no primeiro semestre de 2016, provavelmente com uma mudança no nome, para Festa ou Festival, mas com o mesmo empenho e objetivo, mostrar que a terra dos escritores é também uma terra de leitores.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
CORDEL NA FEIRA LITERÁRIA DE ITABUNA - II FELITA
Itabuna, terra de Jorge Amado, será mais uma vez invadida por livros, escritores e leitores na II FELITA - Feira Literária de Itabuna que ocorrerá no Centro de Cultura Adonias Filho, de 21 a 24 de outubro. A realização é da Prefeitura de Itabuna e da FICC - Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, a curadoria é do poeta e editor Gustavo Felicíssimo. Autores de reconhecimento nacional estarão presentes fazendo lançamentos, realizando oficinas, palestras e debates.
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
MAXADO NORDESTINO NA WEB
Franklin Maxado Nordestino, o múltiplo artista feirense, bate um papo sobre a Literatura de Cordel com o poeta e professor, Elton Magalhães, no seu blog: O CORDEL NA WEB. Clique na imagem para ler o texto.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
ALVINHO DO RIACHO, UM AMANTE DO CORDEL
![]() |
| FOTO:https://www.facebook.com/alvinho.doriacho |
Aliado da Tropicália,
indisciplinado por Glauber, filho da poesia de mimeógrafo - panfletária com
cunho psicoantropicosociológico, neologista visual que 'alegrou o desespero com
as cores da alegria', Álvaro é um mentor odisséico. Com sua voz tranqüila filosopoetava
rindo de tudo como um sátiro louco. Peças, canções, poesias, petições, ironias
e silêncios.
“AFIANDO MINHA VIOLA
NUM ASSUNTO MUITO URGENTE
EU FAÇO A MINHA MAROLA
PRA IMITAR O REPENTE
MOSTRAR A ESSA GENTE
QUE ARTE, CULTURA E ESCOLA
NÃO PODE VIVER DE ESMOLA”
Mestre por natureza, aliou-se
ao saudense grupo Almart dando vida aos personagens e seus discursos verborrágicos
e cifrados de realidade nua e lúdica. Posou para fotos míticas e sentimentais. Desenhou
metáforas e alucinações. Escreveu também cordéis e até criou uma forma de estrofe
que tanto pode ser lida do primeiro ao último verso, como do último ao
primeiro. Promovia a função pedagógica do cordel e até participou da elaboração
de um projeto educacional com o Grupo Atuar.
“ARTE E EDUCAÇÃO
ANDAM SEMPRE DE MÃOS DADAS
SE HÁ UMA SEPARAÇÃO
ALGUÉM SE PERDE NAS ESTRADAS
ASSIM A SAPIÊNCIA
VAI VIRANDO IMPRUDÊNCIA
A ÉTICA VIRA PIADA”
Em sua homenagem foi
fundado um novo grupo teatral em Senhor do Bonfim, o CITEAR – Circo-Teatro
Alvinho do Riacho, com sede anexa à Sociedade Filarmônica, no aprazível bairro da
Gambôa. Parabéns aos dirigentes e à trupe que comandou a programação em
homenagem ao espaço cultural e ao homenageado Álvaro do Riacho, o Alvinho Perez,
o Biro.
“A VOCÊS MUITO OBRIGADO
ENFIO MINHA VIOLA NO SACO
POIS CUMPRI COM MEU RECADO
ACREDITANDO EM MEU TACO
EDUCAÇÃO É MÃE É SENHORA
NÃO DÁ PRA FICAR NA ESCORA
A HORA SE FAZ AGORA.”
Desde o dia 21,
sexta-feira passada, até o próximo domingo, 30 de agosto de 2015, uma intensa e
diversificada programação com música da Filarmônica e Banda Prosopoetas; recital;
dança e oficina; vídeos; fórum sobre política cultural; teatro; encontro de
artistas da Região do Piemonte Norte da Bahia; e até um improvisado forró com o
licor da casa do Alvinho.
Familiares e amigos prestigiaram
o emocionante evento em que diversas gerações se encontraram com saudade do
grande amigo e companheiro de lutas e risos.
“ESTE CORDEL VENTUREIRO
QUE LHES MOSTRO COM TERNURA
É GARANTIA DA FORÇA
DE UMA RICA CULTURA
ONDE MANDA A EMOÇÃO
QUE ENVOLVE O CORAÇÃO
DESTA LINDA CRIATURA”
No folheto MINE CENAS
AO CANTO DUM TROVADOR, lançado no sábado, o poeta Zaia, parceiro de Alvinho
neste texto, divulga o seu pensamento político anárquico sobre a cultura,
defendendo a prática da “ARTE DA REQUENGUELA”:
“A arte da requenguela ou estética da requenguela faz
parte da realidade de muitos artistas e grupos amadores. O grupo teatral Almart, com sede na cidade de Saúde-Bahia,
atuou na década de 1990, com apresentações na capital e nos territórios do semiárido baiano, tornando
esse pensamento uma ação real. A
metodologia consiste na criação e execução de projetos artísticos da cultura
popular utilizando-se dos mecanismos, técnicas e modos operantes de maior
simplicidade - seja na criação poética ou na produção de livros artesanais; na
encenação; cenários; figurinos; iluminação etc.
Este pensamento e
prática estão presentes de forma erudita na obra do poeta Alvinho do Riacho
(Álvaro Perez), que desde a década de sessenta do século XX, aprimorou e
revisou como esteio de sua poética que pode ser identificada no filme
CACHOEIRA, rodado em parceria com Ney Negrão. O Grupo teatral Almart, montou na
íntegra algumas peças teatrais dirigidas pelo próprio Alvinho do Riacho que
partia sempre do princípio da emoção em lugar da razão.”
Obs.: os versos aqui
mostrados compõem o folheto acima citado.
41º FESTIVAL DE VIOLEIROS DO NORDESTE
Um dos mais respeitados festivais de repente do Brasil ocorreu neste sábado na cidade de Feira de Santana. Clique na imagem para saber mais detalhes.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
CORDEL BAIANO PARA AS CRISES!
Recordar é
viver 3. Não tenho palavras... tudo é tão atual e ao mesmo tempo o reflexo do
mal feito no passado.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
CORDEL BAIANO PARA O VELHO CHICO
Recordar é viver 2. Antes tínhamos medo do Velho Chico secar com a Transposição, mas está secando antes mesmo dela. Lá se vão 10 anos de águas sob as pontes...
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domingo, 12 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA O MOSQUITO!
Recordar é viver! Antes apenas a dengue nos assustava, agora o mesmo
mosquito transmite mais três males: zica, chikungunya e síndrome guillain-barré. Haja
sangue!
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| Clique na imagem para ler o cordel. |
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terça-feira, 16 de junho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA A INTOLERÂNCIA
Mais uma vez o poeta Elton Magalhães demonstra suas qualidades poéticas em favor das minorias. Seu novo cordel está disponível no blog O Cordel na Web. Basta clicar na imagem para confirmar.
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
CORDEL BAIANO NA ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES
Será lançado dia 2 de junho, às 14horas, no Fiesta Hotel, durante a Assembleia dos professores da Rede Municipal, o livro CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO. Clique na imagem para mais detalhes.
![]() |
| O livro será comercializado a R$ 20,00. |
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
CORDEL BAIANO É DESTAQUE NA EDUCAÇÃO
O poeta e professor, Sérgio Bahialista, Mestre em Educação, foi destaque neste dia 14/5 no jornal A TARDE, falando de sua experiência com o cordel em sala de aula. Leia a matéria clicando na foto abaixo.
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terça-feira, 14 de abril de 2015
MAIS CORDEL NA NET
O cordel ganha um novo espaço na rede mundial de computadores. O poeta Elton Magalhães lançou dia 13 de abril o blog
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segunda-feira, 30 de março de 2015
SETE VERSOS, SETE BAIRROS - 466 ANOS DE SALVADOR
Uma iniciativa positiva para o cordel foi apresentada ao público no aniversário dos 466 anos da nossa capital na contracapa do jornal CORREIO, caderno 466*. Trata-se de 7 septilhas escritas por jovens de 7 bairros de Salvador participantes das oficinas de Cordel conduzidas pelo cordelista e poeta Luar do Conselheiro. Os versos contemplaram as paisagens, costumes e personalidades dos bairros de Itapuã, Lapinha, Cidade Baixa, Bairro da Paz, Cajazeiras, Pelourinho e Alto das Pombas. Mais detalhes no endereço:
Conheça a vida e obra do poeta clicando abaixo:
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SALVADOR
sábado, 28 de março de 2015
DENI DE AMÁLIA CHEGANDO AO INFERNO!
Peço licença aos amantes do cordel para homenagear Deni - Barreto, Di Amália e Daniel - falecido dia 27/03, na cidade de Senhor do Bonfim, Sertão da Bahia. Cantor e compositor, Deni deixou um repertório de canções importantes para a formação da identidade cultural bonfinense. Lançou em 1995 uma fita K7 com 10 faixas, intitulada Nada Igual que logo em seguida foi lançado em CD.
Deni di Amália é do Sertão Bonfinense, Norte da Bahia, onde aliou a tradição junina à sofisticação da Bossa Nova, foi premiado nos festivais Sacramentinas 72, Canta Bahia 96 e Edézio Santos, em Juazeiro, 2002.
Seus últimos acordes foram realizados em parcerias com André Bartilloti. As músicas estão registradas em estúdio e em breve serão lançadas em CD com um grupo que ele denomiva: A ISCA. Abaixo um poema em memória de Deni di Amália:
DENI DE AMÁLIA CHEGANDO AO INFERNO!
O menino Daniel,
Filho do mestre Barreto
E de Dona Amália Linda,
Viveu sem muito acerto;
Do Cariacá ao Rio,
Cantou tudo o que viu
E deixou o seu acervo.
Nada Igual ao que se ouvia
No repertório geral.
Era um meticuloso,
No palco não tinha igual.
Bossa Nova, MPB,
O Forró do ABC,
Com elegância total.
Amante imoderado
De cachaça e de mulher,
Cantou pra muitas amantes,
Bem-me-quer e malmequer.
Nas cordas do violão
Amarrou o coração
Atando as mãos e os pés.
Era temente a Deus,
Mas provocava os fiéis.
Dizendo ser uma mulher
O Senhor dos carrosséis.
Quem ficava indignado
Dizia que era pecado
E contra a lei dos papéis.
Sem prumo e desnorteado,
Deni era um peregrino,
Sua cruz era a viola,
Andarilho sem destino.
Perambulou pelo mundo
Como artista vagabundo,
Cantador desde menino.
Sem prato e sem patrão,
Vivia de fantasia,
Sonhando em ser Barão
No reino da melodia.
Foi um pássaro humano
Que entre acertos e enganos,
Respirava a poesia.
Um mendigo luxuoso,
Um nobre puído e bom.
Cavaleiro cervantino
Que não perdia o tom.
Era um filho legítimo
Da harmonia e do ritmo,
Sem violência, só som.
Sabedor de que vida
Era frágil e era vã,
Ele acendia a esperança
Logo cedo de manhã.
A canção atropelada
Será pra sempre lembrada
De Bonfim a Itapuã.
Deni minguou em Bonfim
‘A terra do bom começo’
Como um Orfeu, como um Dante,
No Inferno aos tropeços.
Viajou no Trem da Grota
E o tempero da Cocota
Foi bom de lamber os beiços.
Salvador, 28 de março de 2015.
Mais videos com Deni no endereço:
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
CORDEL BAIANO PARA A FESTA DO BONFIM
O poeta, Elton Magalhães, está participando de um projeto com o jornal *CORREIO escrevendo belos cordéis sobre nossas festas populares. A iniciativa merece destaque pois estes eventos precisam ser compreendidos como expressão do povo. A Literatura de Cordel é uma tradição que resiste no Século XXI como linguagem literária autônoma e com a função divulgadora de fatos e opiniões.
Clique aqui para ler o texto do poeta que possui o elã necessário para exaltar a cultura da terra que tanto ama.
Bom de briga e de debates, Elton, como bom cabra-da-peste, não deixou barato o preconceito contra os nordestinos. Clique no vídeo ao lado e assista sua declamação do poema: TEM GENTE QUERENDO SEPARAR O NORDESTE DO RESTO DO BRASIL!
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