O poeta, Jotacê Freitas, participará da Mesa Redonda - A Literatura Baiana hoje, dia 19, a partir das 19 horas, falando da sua experiência e suas publicações em Literatura de Cordel. Elton Magalhães, poeta e professor, será o Coordenador da mesa que conta ainda com os escritores Karina Rabinovitz, Daniela Galdino e João Filho.
domingo, 17 de abril de 2016
domingo, 13 de março de 2016
CORDEL BAIANO NAS FEIRAS DE SALVADOR
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| Para maiores informações clique na imagem e leia no Correio*. |
O Cordel Baiano marca presença no Projeto Música Livre.
Trata-se de apresentações musicais nas principais feiras livres de Salvador. O forrozeiro
Celo Costa é o anfitrião dos encontros que começaram dia 11/03 na Feira de São
Joaquim com Antonio Barreto e o músico Joaquim Carvalho como convidados; dia
12/03, foi a vez da Feira de Itapuã com os convidados Bule Bule e o ator
Jackson Costa; dia 17/03 será a vez da Feira do Parque da Cidade, no Itaigara,
com as participações de Maviael Melo e Jackson Costa; dia 19/03 na Feira do
Japão, no bairro da Liberdade, se apresentarão com Celo Costa, Felipe Mago e
Gabriel Bandarra; e, finalizando, dia 20/03, na Feira do Nordeste de Amaralina,
estarão presentes Marquinhos Café e Zé Costa. A ideia do projeto é da produtora
e terapeuta holística, Valéria Magalhães, contemplada com o Edital Arte em Toda
Parte, da Fundação Gregório de Matos, da Prefeitura Municipal.
Salvador precisa de mais projetos como este e mais espaço
para a cultura sertaneja, afinal de contas, somos também nordestinos.
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
PATRIMÔNIO IMATERIAL DA CULTURA BRASILEIRA
A ABLC – Academia
Brasileira de Literatura de Cordel e a ACRESPO – Associação dos Cantadores
Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno solicitaram ao IPHAN –
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o registro do Cordel e
do Repente, respectivamente, como Patrimônio Cultural do Brasil. A Câmara
Técnica do Conselho Consultivo analisou as propostas e as considerou
pertinentes dando início à construção da pesquisa e documentação sobre o tema.
Na Bahia, a
professora e pesquisadora Andrea Betânia, da UNEB, é a responsável por esse
processo e está realizando uma série de entrevistas com poetas e cantadores na
capital e no interior pois acredita que é de extrema relevância a nossa
participação que, melhor do que ninguém, conhecemos e praticamos essas
manifestações culturais de extraordinária importância para a cultura e também a
educação brasileira.
Torcemos
para o sucesso da empreitada e que o registro como Patrimônio Imaterial sirva
para fomentar a produção e a divulgação do cordel e do repente.
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| Andrea Betânia e Jotacê Freitas após a entrevista. |
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
CORDEL NO CARNAVAL BAIANO 2016
Como
numa profecia, João Rocha, antecipou a revolta dos ambulantes no carnaval da Bahia
protestando contra a liberação de apenas uma marca de bebida alcoólica ou refrigerante durante os festejos.
Esse mal afetou também a Fonte Nova e o Ceasa do Rio Vermelho. Espaços públicos
privatizados impedindo o cidadão de livre escolha de consumo. Eles alegam patrocínio para
manutenção dos espaços ou pagamento de artistas. Leiam abaixo algumas estrofes
do novo folheto desse poeta que está sempre atento às injustiças sociais:
Amigos,
o Carnaval
É
festa da liberdade,
E
aqui em Salvador,
Falo
com sinceridade,
Nunca
vi proibir marca,
De
cerveja, na cidade.
O
transporte coletivo,
Na
Capital não existe,
Quem
sai de casa bem cedo
Chega
no trabalho triste,
E
a imprensa, comprada,
Trata
tudo como chiste.
Agora
vendeu de vez
Salvador
para a Schin
Proibindo
qualquer marca
Que
não rime com Grampim;
Não
convence as nega dele,
E
quer convencer a mim!
No
Carnaval de dez dias
Quem
ganha é o aedes aegypit:
Vai
ser uma epidemia,
Caro
leitor, acredite,
Acho
que a saúde pública
Tem
de botar um limite.
A
gripe, como se sabe
Já
é tradicional
Todo
mundo adoece
Logo
após o Carnaval,
Mas
agora, com a zika,
A
coisa é mais anormal.
No
Carnaval, bem se sabe,
Surge
muita gravidez
Aí
o mosquito morde,
Pois
aqui ele tem vez
E
se o cuidado foi pouco...
O
microcéfalo se fez.
Quem
irá pagar depois,
Pela
vida condenada
De
um ser que foi gerado
No
meio da timbalada,
Devido
a uma picadura
De
mosquito, à madrugada?
Eu,
por mim, vou à Mudança
Do
Garcia, animado,
Pra
juntar com As Muquiranas
Naquele
agito danado,
Todo
mundo de mulher,
Mas muito pouco viado.
O lançamento foi feito na Lanchonete PEDAÇO DO CÉU,
no Garcia, durante o esquenta da Mudança, na segunda-feira, 8/2. Os interessados
em ler o cordel completo escrevam para o poeta no seguinte endereço: jrjoaoroch@gmail.com
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
CORDEL BAIANO NO CINEMA BAIANO
A controversa história da Guerra de Canudos, final do século XIX, no arraial fundado pelo
líder místico Antonio Conselheiro, dizimado por tropas militares, ganha uma nova
versão cinematográfica. Com direção de Manoel Neto, professor e coordenador do CEEC
– Centro de Estudos Euclides da Cunha; fotografia de Roque Araújo; montagem de Ilo Alves; e uma performance do poeta Antonio Barreto apresentando a narrativa com versos de cordel. O filme foi lançado no último dia 17 de dezembro na Sala Walter da Silveira, nos Barris. Mais detalhes,
clique abaixo:
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| Clique na imagem para ler o folheto. |
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015
BIBLIOTECA INFANTIL HOMENAGEIA CORDEL BAIANO!
A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato realizou o 3º Encontro
de Cordelistas no último domingo, 29/12, em sua sede em Nazaré. A dirigente,
Rosane Rubim, iniciou os trabalhos convidando os poetas presentes para uma roda
de conversa na presença de uma platéia formada por crianças, jovens e adultos.
Anunciou a homenagem ao cordel por sua importância cultural e a ligação dos
poetas com a instituição. A Monteiro Lobato foi a primeira biblioteca pública a
montar uma cordelteca em Salvador e a inaugurou durante o 2º Encontro de
Cordelistas em 2011.
Franklin Maxado Nordestino, poeta e artista plástico, não
necessitou de apresentações. Falou da sua alegria por estar entre jovens
leitores e autores e ao lado de amigos de luta na manutenção da resistência do
cordel baiano. A trajetória de Franklin perpassa a história da Literatura de
Cordel no Brasil, de Feira de Santana ao eixo Rio-São Paulo, feiras livres e
livrescas, em todo o Norte e Nordeste, América Latina e Europa; com a
experiência de ter publicações lançadas na França, Japão e Portugal, Maxado é
um ícone para as novas gerações. Para o encontro ele levou seu repertório atual
com cerca de 50 títulos de uma obra com mais de cinco centenas de folhetos,
livros e xilogravuras.
![]() |
| CLIQUE NA IMAGEM E ASSISTA BARRETO E RAISA CANTANDO O CORDEL EM PARIS. |
Em seguida, Elton Magalhães, também professor de literatura,
exaltou a importância da leitura, da biblioteca e do cordel para a sua vida.
Natural de Castro Alves, nascido no mesmo dia em que nasceu Leandro Gomes de
Barros, Elton é um poeta urbano, do asfalto, que qualifica o cordel baiano no
mesmo patamar da produção nacional.
Antonio Barreto é um grande incentivador destes encontros e
participa de projetos junto à biblioteca. Declamou cordel, interagiu com as
crianças e, como bom professor, deu uma aula estimulando a leitura e a produção
literária. Expôs, junto a outros folhetos, o pitoresco APELIDOS Y APELIDOS DO POVO DE SANTA BÁRBARA e o francês L'ARRIVÉE DE PAUL ZUMTHOR AU ROYAUME DE L'INFINI uma tradução para o francês do cordel A CHEGADA DE PAUL ZUMTHOR NO REINO DO INFINITO, realizada pela franco-brasileira Raisa França Bastos.
Neste cordel, Barreto, assume uma mediunidade literária e com ajuda de um
anjo-guardião, discorre sobre a
experiência criativa, vida e obra de Paul Zumthor, homenageado pela Universidade Nanterre - Paris 10 no seu Centenário. Finaliza agradecendo e elogiando os pesquisadores zumthorianos.
Zuzu Oliveira, matrona do cordel, fez sua carreira em feiras
e festivais de repentistas. É vice-presidente da Ordem dos Poetas de Literatura
de Cordel da Bahia e lamentou a falta de mais encontros assim, para falarmos
sobre cordel, nossas experiências e produções. Fez um convite para que ingressássemos
na Ordem, nos organizássemos e divulgássemos unidos em feiras e eventos
autônomos e afins.
A pesquisadora, Andrea Betânia, nos lembrou do projeto de lei
proposto pelo IPHAN para o tombamento do cordel e do repente como Patrimônio Imaterial
da Humanidade. Louvou a iniciativa da biblioteca e declarou sentir-se em casa
quando está entre cordelistas, pois além de ser seu objeto de pesquisa,
conseguiu criar laços de amizade com os poetas.
João Augusto chegou com a mala cheia de novidades: um novo
livro sobre Anísio Teixeira, selecionado entre os 10 melhores de 2015 pelo
Prêmio Jabuti; uma proposta de licença para o comércio de cordel em todas as
feiras do estado através da UPB; e reafirmou sua tendência a caçar e escrever
sobre lobisomens, ou melhor, lubizone, conforme registra nos cordéis O LOBISOMEM FILMADO EM SÃO GONÇALO DOS CAMPOS e O LUBIZONE QUE APARECEU EM BARROCAS.
Sempre apresentando histórias pitorescas baseadas em fatos
reais, envolvendo a si mesmo e seus amigos, Pilô, poeta e músico, nos brindou com
a historia NO TROTE DE KID e, após leitura, cantou à capela uma de suas novas canções
com letras anexadas ao folheto.
Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, falou do
seu contato inicial com o cordel na feira, mas discorda de que atualmente este
seja o lugar dele, deixou de ser popular neste sentido, acredita que o rumo do
cordel passa pela escola em todos os níveis. Citou sua nova coleção Recordelizar
é viver,com relançamento de folhetos de ocorridos nos últimos quinze anos e leu
o folheto FUI ROUBADO E NÃO DEI QUEIXA POIS SEI QUE JEITO NÃO TEM!
Encerrando a roda de conversa, Creusa Meira, lembrou-se dos
encontros anteriores, da importância desse momento não só para os poetas mas
também para o público leitor que pode ter esse contato direto com seu autor
favorito. Reafirmou a importância da união da classe, citou seus poemas
políticos lançados na internet e encerrou sua participação lendo um cordel
infantil de José Walter Pires.
Presente também ao evento, Walkíria Freitas, artista
plástica, ilustradora de cordeis e arteterapeuta, elogiou os organizadores do
evento e leu um dos poemas do seu livro “Brincando de fazer poesia’.
Após tanto papo, foi a vez das crianças apresentarem sua
arte em um belíssimo sarau coordenado por Edna e a participação de Adriel, Erique,
Railane, Lavínia, Nívia ... Os pequenos
leitores e artistas leram e cantaram textos dos poetas presentes de forma segura
e cômica.
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| Da esquerda pra direita: Franklin Maxado, Antonio Barreto, Pilô, Jotacê, Elton Magalhães, Creusa Meira, Rosane Rubim, Zuzu Oliveira e João Augusto. |
terça-feira, 24 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
CORDEL BAIANO CONTAGIOU A II FELITA
Entre os dias 21 e 24 de outubro a cidade de Itabuna viveu
momentos de agitação cultural no Centro
de Cultura Adonias Filho. Com o tema: A
LITERATURA NOSSA DE TODO DIA, a poeta e atriz, Elisa Lucinda, contemplou a platéia
presente com uma palestra, conselhos e muita poesia, na abertura do evento.
Os três dias seguintes foram recheados de oficinas, lançamentos, recitais, apresentações artísticas, contação de histórias, debates e palestras. O poeta soteropolitano, Douglas de Almeida, realizou uma oficina criativa onde abordou a temática da poesia e da oralidade, de Gregório de Mattos à Paulo Leminski. O escritor, João Filho, de Bom Jesus da Lapa, levou os interessados em sua oficina criativa a experienciarem o conto na prática, a partir de leituras e escritas.
O Espaço Orfeu foi o espaço dos lançamentos: Rodrigo Dias, Paulo Bonfim, Walmir do Carmo, Ulisses Góes, Daniel Thame, CyrodeMattos, Ícaro Emanoel, Waldeny Andrade, Márcio Matos, Victor Hugo Fernandes Martins, Ana Valéria Fink, Alan Oliveira Machado, Samuel Matos e Margarida Fahel foram os autores que presentearam seus leitores com autógrafos e bate-papo sobre seus livros e processos de criação literária.
Lourival Piligra, professor e poeta, discorreu sobre o escritor como fundador de mitos para uma platéia atenta ao tema e logo em seguida assistimos a um espetáculo de dança em homenagem à obra de Adonias Filho. O trágico na obra desse escritor foi o tema do debate entre os professores e escritores Jorge de Souza Araujo e Aleilton Fonseca, mediado pela professora Silmara Oliveira com intervenções do escritor itabunense Cyro de Mattos contribuindo para uma maior compreensão do debate e até questionando a verossimilhança de um carcará, típico gavião nordestino, poder carregar uma criança, apontando esta como uma falha na obra de um escritor perfeccionista.
A Literatura de Cordel teve destaque com a criação da Praça do Cordel Azulão Baiano em homenagem à este repentista grapiúna que, apesar de ter perdido a visão, continua exigente e produzindo seus versos ao som de uma viola bem afinada. Diversas bancadas foram instaladas nas laterais de um palco onde ocorreram musicais e saraus. Franklin Maxado Nordestino, de Feira de Santana, palestrou sobre a importância da Literatura de Cordel para a literatura brasileira e lançou diversos folhetos; a poeta e atriz ilheuense, Janete Lainha atuou como mestre de cerimônias e declamadora sedutora; Luiz Natividade, alagoano de Junqueiro, realizou uma oficina de xilogravura e lançou o folheto ilustrado: O CORDEL DA XILOGRAVURA; Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, fez uma oficina criativa para jovens, participou do debate sobre A FORMAÇÃO DE LEITORES E A LITERATURA DE CORDEL, com a Profª Glória de Fátima da UESC e PROLER, mediado pelo também Profº da UESC Ricardo Dantas, e lançou a coleção RECORDELIZAR É VIVER.
Na Praça do Cordel Azulão Baiano, Gilton Silva Thomaz, natural de Ilhéus, apresentou sua obra cheia de humor e filosofia; Romildo Alves, o garotinho do cordel, veio de Feira de Santana, satirizando a moda da momento, o ‘whatsapp’; e Carlito V. da Mata,veio de Ibicaraí, com Pensamentos e Verdades em Gotas de um Caipira.
Por fim, numa preocupação com a formação de leitores, foi criado o espaço infanto-juvenil LETRAS QUE VOAM. Atividades como: Roda de Leitura, Jogos Educativos, lançamento de livros infantis, desenhar e colorir, além da dupla de palhaços, animadores e contadores de histórias Tutty e Zalton, d’A Fórmula de Histórias.
No encerramento da II FELITA, o presidente da FICC – Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José, e o curador da feira, Gustavo Felicíssimo, anunciaram a realização da III Felita já no primeiro semestre de 2016, provavelmente com uma mudança no nome, para Festa ou Festival, mas com o mesmo empenho e objetivo, mostrar que a terra dos escritores é também uma terra de leitores.
Os três dias seguintes foram recheados de oficinas, lançamentos, recitais, apresentações artísticas, contação de histórias, debates e palestras. O poeta soteropolitano, Douglas de Almeida, realizou uma oficina criativa onde abordou a temática da poesia e da oralidade, de Gregório de Mattos à Paulo Leminski. O escritor, João Filho, de Bom Jesus da Lapa, levou os interessados em sua oficina criativa a experienciarem o conto na prática, a partir de leituras e escritas.
O Espaço Orfeu foi o espaço dos lançamentos: Rodrigo Dias, Paulo Bonfim, Walmir do Carmo, Ulisses Góes, Daniel Thame, CyrodeMattos, Ícaro Emanoel, Waldeny Andrade, Márcio Matos, Victor Hugo Fernandes Martins, Ana Valéria Fink, Alan Oliveira Machado, Samuel Matos e Margarida Fahel foram os autores que presentearam seus leitores com autógrafos e bate-papo sobre seus livros e processos de criação literária.
Lourival Piligra, professor e poeta, discorreu sobre o escritor como fundador de mitos para uma platéia atenta ao tema e logo em seguida assistimos a um espetáculo de dança em homenagem à obra de Adonias Filho. O trágico na obra desse escritor foi o tema do debate entre os professores e escritores Jorge de Souza Araujo e Aleilton Fonseca, mediado pela professora Silmara Oliveira com intervenções do escritor itabunense Cyro de Mattos contribuindo para uma maior compreensão do debate e até questionando a verossimilhança de um carcará, típico gavião nordestino, poder carregar uma criança, apontando esta como uma falha na obra de um escritor perfeccionista.
A Literatura de Cordel teve destaque com a criação da Praça do Cordel Azulão Baiano em homenagem à este repentista grapiúna que, apesar de ter perdido a visão, continua exigente e produzindo seus versos ao som de uma viola bem afinada. Diversas bancadas foram instaladas nas laterais de um palco onde ocorreram musicais e saraus. Franklin Maxado Nordestino, de Feira de Santana, palestrou sobre a importância da Literatura de Cordel para a literatura brasileira e lançou diversos folhetos; a poeta e atriz ilheuense, Janete Lainha atuou como mestre de cerimônias e declamadora sedutora; Luiz Natividade, alagoano de Junqueiro, realizou uma oficina de xilogravura e lançou o folheto ilustrado: O CORDEL DA XILOGRAVURA; Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, fez uma oficina criativa para jovens, participou do debate sobre A FORMAÇÃO DE LEITORES E A LITERATURA DE CORDEL, com a Profª Glória de Fátima da UESC e PROLER, mediado pelo também Profº da UESC Ricardo Dantas, e lançou a coleção RECORDELIZAR É VIVER.
Na Praça do Cordel Azulão Baiano, Gilton Silva Thomaz, natural de Ilhéus, apresentou sua obra cheia de humor e filosofia; Romildo Alves, o garotinho do cordel, veio de Feira de Santana, satirizando a moda da momento, o ‘whatsapp’; e Carlito V. da Mata,veio de Ibicaraí, com Pensamentos e Verdades em Gotas de um Caipira.
Por fim, numa preocupação com a formação de leitores, foi criado o espaço infanto-juvenil LETRAS QUE VOAM. Atividades como: Roda de Leitura, Jogos Educativos, lançamento de livros infantis, desenhar e colorir, além da dupla de palhaços, animadores e contadores de histórias Tutty e Zalton, d’A Fórmula de Histórias.
No encerramento da II FELITA, o presidente da FICC – Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José, e o curador da feira, Gustavo Felicíssimo, anunciaram a realização da III Felita já no primeiro semestre de 2016, provavelmente com uma mudança no nome, para Festa ou Festival, mas com o mesmo empenho e objetivo, mostrar que a terra dos escritores é também uma terra de leitores.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
CORDEL NA FEIRA LITERÁRIA DE ITABUNA - II FELITA
Itabuna, terra de Jorge Amado, será mais uma vez invadida por livros, escritores e leitores na II FELITA - Feira Literária de Itabuna que ocorrerá no Centro de Cultura Adonias Filho, de 21 a 24 de outubro. A realização é da Prefeitura de Itabuna e da FICC - Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, a curadoria é do poeta e editor Gustavo Felicíssimo. Autores de reconhecimento nacional estarão presentes fazendo lançamentos, realizando oficinas, palestras e debates.
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
MAXADO NORDESTINO NA WEB
Franklin Maxado Nordestino, o múltiplo artista feirense, bate um papo sobre a Literatura de Cordel com o poeta e professor, Elton Magalhães, no seu blog: O CORDEL NA WEB. Clique na imagem para ler o texto.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
ALVINHO DO RIACHO, UM AMANTE DO CORDEL
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| FOTO:https://www.facebook.com/alvinho.doriacho |
Aliado da Tropicália,
indisciplinado por Glauber, filho da poesia de mimeógrafo - panfletária com
cunho psicoantropicosociológico, neologista visual que 'alegrou o desespero com
as cores da alegria', Álvaro é um mentor odisséico. Com sua voz tranqüila filosopoetava
rindo de tudo como um sátiro louco. Peças, canções, poesias, petições, ironias
e silêncios.
“AFIANDO MINHA VIOLA
NUM ASSUNTO MUITO URGENTE
EU FAÇO A MINHA MAROLA
PRA IMITAR O REPENTE
MOSTRAR A ESSA GENTE
QUE ARTE, CULTURA E ESCOLA
NÃO PODE VIVER DE ESMOLA”
Mestre por natureza, aliou-se
ao saudense grupo Almart dando vida aos personagens e seus discursos verborrágicos
e cifrados de realidade nua e lúdica. Posou para fotos míticas e sentimentais. Desenhou
metáforas e alucinações. Escreveu também cordéis e até criou uma forma de estrofe
que tanto pode ser lida do primeiro ao último verso, como do último ao
primeiro. Promovia a função pedagógica do cordel e até participou da elaboração
de um projeto educacional com o Grupo Atuar.
“ARTE E EDUCAÇÃO
ANDAM SEMPRE DE MÃOS DADAS
SE HÁ UMA SEPARAÇÃO
ALGUÉM SE PERDE NAS ESTRADAS
ASSIM A SAPIÊNCIA
VAI VIRANDO IMPRUDÊNCIA
A ÉTICA VIRA PIADA”
Em sua homenagem foi
fundado um novo grupo teatral em Senhor do Bonfim, o CITEAR – Circo-Teatro
Alvinho do Riacho, com sede anexa à Sociedade Filarmônica, no aprazível bairro da
Gambôa. Parabéns aos dirigentes e à trupe que comandou a programação em
homenagem ao espaço cultural e ao homenageado Álvaro do Riacho, o Alvinho Perez,
o Biro.
“A VOCÊS MUITO OBRIGADO
ENFIO MINHA VIOLA NO SACO
POIS CUMPRI COM MEU RECADO
ACREDITANDO EM MEU TACO
EDUCAÇÃO É MÃE É SENHORA
NÃO DÁ PRA FICAR NA ESCORA
A HORA SE FAZ AGORA.”
Desde o dia 21,
sexta-feira passada, até o próximo domingo, 30 de agosto de 2015, uma intensa e
diversificada programação com música da Filarmônica e Banda Prosopoetas; recital;
dança e oficina; vídeos; fórum sobre política cultural; teatro; encontro de
artistas da Região do Piemonte Norte da Bahia; e até um improvisado forró com o
licor da casa do Alvinho.
Familiares e amigos prestigiaram
o emocionante evento em que diversas gerações se encontraram com saudade do
grande amigo e companheiro de lutas e risos.
“ESTE CORDEL VENTUREIRO
QUE LHES MOSTRO COM TERNURA
É GARANTIA DA FORÇA
DE UMA RICA CULTURA
ONDE MANDA A EMOÇÃO
QUE ENVOLVE O CORAÇÃO
DESTA LINDA CRIATURA”
No folheto MINE CENAS
AO CANTO DUM TROVADOR, lançado no sábado, o poeta Zaia, parceiro de Alvinho
neste texto, divulga o seu pensamento político anárquico sobre a cultura,
defendendo a prática da “ARTE DA REQUENGUELA”:
“A arte da requenguela ou estética da requenguela faz
parte da realidade de muitos artistas e grupos amadores. O grupo teatral Almart, com sede na cidade de Saúde-Bahia,
atuou na década de 1990, com apresentações na capital e nos territórios do semiárido baiano, tornando
esse pensamento uma ação real. A
metodologia consiste na criação e execução de projetos artísticos da cultura
popular utilizando-se dos mecanismos, técnicas e modos operantes de maior
simplicidade - seja na criação poética ou na produção de livros artesanais; na
encenação; cenários; figurinos; iluminação etc.
Este pensamento e
prática estão presentes de forma erudita na obra do poeta Alvinho do Riacho
(Álvaro Perez), que desde a década de sessenta do século XX, aprimorou e
revisou como esteio de sua poética que pode ser identificada no filme
CACHOEIRA, rodado em parceria com Ney Negrão. O Grupo teatral Almart, montou na
íntegra algumas peças teatrais dirigidas pelo próprio Alvinho do Riacho que
partia sempre do princípio da emoção em lugar da razão.”
Obs.: os versos aqui
mostrados compõem o folheto acima citado.
41º FESTIVAL DE VIOLEIROS DO NORDESTE
Um dos mais respeitados festivais de repente do Brasil ocorreu neste sábado na cidade de Feira de Santana. Clique na imagem para saber mais detalhes.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
CORDEL BAIANO PARA AS CRISES!
Recordar é
viver 3. Não tenho palavras... tudo é tão atual e ao mesmo tempo o reflexo do
mal feito no passado.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
CORDEL BAIANO PARA O VELHO CHICO
Recordar é viver 2. Antes tínhamos medo do Velho Chico secar com a Transposição, mas está secando antes mesmo dela. Lá se vão 10 anos de águas sob as pontes...
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domingo, 12 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA O MOSQUITO!
Recordar é viver! Antes apenas a dengue nos assustava, agora o mesmo
mosquito transmite mais três males: zica, chikungunya e síndrome guillain-barré. Haja
sangue!
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| Clique na imagem para ler o cordel. |
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terça-feira, 16 de junho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA A INTOLERÂNCIA
Mais uma vez o poeta Elton Magalhães demonstra suas qualidades poéticas em favor das minorias. Seu novo cordel está disponível no blog O Cordel na Web. Basta clicar na imagem para confirmar.
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