domingo, 14 de dezembro de 2014
SARAU DA SEREIA
O poeta, compositor e arte educador, Osmar Machado, realizou no Estúdio da Sereia, o Sarau da Sereia, com criação de uma Cordelteca e lançamento do folheto Dalma e Francisco. O evento teve como plateia as crianças da Associação de Capeira Regional Arte Nossa.
A FELITA – Feira Literária de Itabuna, realizada dias 4 a 7
de dezembro, na AFI – Ação Fraternal de Itabuna, foi um marco para uma terra
que gestou tantos escritores. Esta primeira Feira teve Adonias Filho como
patrono em comemoração ao seu centenário. Debates, entrevistas, lançamentos de
livros, oficinas de criação, recitais, música, contação de histórias e stands
de editoras incrementaram o final de semana cultural “na terra onde nasceu
Jorge Amado”.
Jotacê Freitas realizou uma oficina de cordel. |
Os temas foram os mais variados: do papel da igreja
progressista na redemocratização até a Literatura Baiana hoje; da História
Social da Bahia à Literatura de Cordel contemporânea; da invenção da poesia às
literaturas divergentes; da vida e obra de Adonias Filho ao tempero da comida
baiana de Jorge Amado, presenteada por Paloma Amado que fez questão de
prestigiar o evento com afetivo respeito à cidade que tem seu pai como símbolo.
Elton Magalhães lançou cordel e bateu papo com a plateia. |
No decorrer dos debates oficiais, de bastidores e de mesas
de bar as opiniões convergiram para a constatação de que a atual literatura
baiana não está em lugar nenhum do Brasil, ou seja, o destaque é ínfimo. Muitas
publicações de qualidade são lançadas por pequenas editoras mas ficam restritas
aos locais de produção. Mesmo sabendo da
importância de sermos universais em nossa aldeia e da necessidade de
fomentarmos a cadeia local do livro, o escritor deseja ser lido pelo mundo
inteiro, seja por vaidade, pretensão, síndrome de genialidade ou qualidade, mas
o público leitor, peça imprescindível na cadeia produtiva do livro, está cada
vez mais escasso. O crescimento do mercado depende do aumento do número de
leitores.
A plateia atenta no Espaço Orfeu enquanto Luiz Natividade desenha mais um rosto. |
Falou-se muito em formação de ‘público leitor’ e de que a
educação seria a saída para fomentar este crescimento, mas a própria educação
tem utilizado muito a ‘virtualidade’ eletrônica e a ‘leitura’ soçobra neste
embate pois os meios ‘sociais’ virtuais utilizam mais o áudio visual fazendo
com que seus ‘usuários’ considerem a ‘leitura’ algo ultrapassado e cansativo.
Como estimular a leitura diante dessa realidade? Esta é a pergunta que nos
faço.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Maiores detalhes entrar em contato com: Luiz Mott
Fone: 71 - 3328.3782 / 9128.9993
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São Tibira do Maranhão
sábado, 29 de novembro de 2014
CORDEL BAIANO NA SALA DE AULA
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO - UMA CARTILHA OPORTUNA
O novo livro do poeta e professor,
Jotacê Freitas, CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO terá pré-lançamento dia 07/12,
durante uma Oficina de Cordel, na FELITA – Feira Literária de Itabuna, e
lançamento afetivo no dia 19/12 na UNEB – Senhor do Bonfim, sua terra natal. “Neste
livro, o poeta apresenta-se como um educador que leva para a sala de aula a
tradição do cordel como ferramenta pedagógica que colabora no processo de
aprendizagem.”
Sem
preciosismos linguísticos, ‘literatices’ ou ‘cientificismo ortodoxo’, o livro
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO, ou mais sabiamente, “cartilha didática e prática do
cordel”, é um caderno ideológico,
artesanal, típico de quem está na trincheira entre a poesia e a educação. Jotacê
Freitas, no falar de Reginaldo Carvalho, professor da UNEB, prefaciador e
estudioso da interligação entre arte e educação, “propõe com a autoridade de um
prático e a tranquilidade oriunda da experiência uma metodologia do ensino do
cordel, onde não faltam a cantoria, o funk, o rap, o samba de roda e – acreditem
– o pagode”.
Os textos aproximam-se da oralidade,
como a sintaxe fácil da poesia de cordel exemplificada à exaustão em 2/3 do
livro. Mas são exemplos necessários à prática da profissão de professor,
público a quem o livro se dirige, podendo ser lido por admiradores do cordel e
estudantes de pedagogia, letras e demais licenciaturas.
A temática central é a “Didática da
Poesia Popular” apresentada com a objetividade de quem sabe o que faz. Mas está
incluso também a ‘história do cordel’, folhetos editados em greves de
professores, relatos de fatos escolares, materiais didáticos para práticas em
sala de aula e duas entrevistas em que o poeta expõe sua vida, influências, experiências
e ideologias.
A capa é panfletária, típica
pichação, colagem em muros, referência atualíssima da contemporaneidade tão
presente nos cordéis, criação da artista plástica, ilustradora e esposa do
poeta, Walkíria Freitas.
A publicação com 120 páginas é
independente, foi editorada na Gráfica e Editora Vento Leste e será comercializada
a R$ 20,00 nos lançamentos. Quem desejar pode adquirir pela internet, incluindo
a taxa dos Correios, pelo endereço eletrônico oficinadecordel@gmail.com .
Os Editores
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
CORDEL BAIANO VIRADO NA PORRA!
Após o lançamento do livro, 2014 – O ANO DA COPA NO PAÍS DO FUTEBOL, na livraria Saraiva, Elton Magalhães lançou na praça dois novos
folhetos. Trata-se do revelador “ALMANAQUE DA PORRA”, uma pérola da baianidade
linguística, palavra de múltipla semântica e classes; e do exercício poético “TEM
GENTE QUERENDO SEPARAR O NORDESTE DO RESTO DO BRASIL”, um galope com décimas
decassílabas, antisseparatista, revidando com exaltação o recente preconceito contra nordestinos nos debates
políticos em redes sociais.
Os interessados em adquirir os cordéis devem entrar em
contato com o autor: eltonveota@gmail.com (71)8861-8858 / 9115-1782.
![]() |
Diversos amigos e poetas também estiveram presentes no
lançamento, Creusa Meira marcou a presença feminina do cordel baiano.
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sábado, 11 de outubro de 2014
UMA GOLEADA DE VERSOS, RIMAS E HISTÓRIA.
Mesmo
negligenciada pelos estudos literários contemporâneos e pelo “povo” que lhe
pertencia, a Literatura de Cordel encontrou um meio termo para sobreviver em
pleno Século XXI. A Educação tem sido este caminho, aberto ao final do século
passado, quando instituições como o MEC – Ministério de Educação e Cultura e
SESC – Serviço Social do Comércio deram uma injeção de ânimo, na valorização e
revitalização do “velho cordel” e divulgação e difusão do “cordel novo”. Recomendações
em parâmetros curriculares para as escolas se apropriarem do cordel como
ferramenta para o letramento das crianças, jovens e adultos; exposições,
seminários, concursos e debates despertaram em jovens a ânsia de conhecer a
arte universal de contar histórias em versos mais brasileira que existe: a
Literatura de Cordel. Lembrando também
que diversos escritores “imortais” e “marginais” brasileiros experimentaram
motes, rimas e métricas pelo simples prazer ou desafio de prender-se a uma
forma fixa e depois libertar-se.
O
Futebol, inserido em nossa cultura através dos ingleses pela ‘elite branca’
paulista, no final do Século XIX, manteve-se ascendente em termos de
popularidade e prática entre nossa população até os dias atuais, mesmo tendo
perdido 15 Copas, sendo duas delas em casa. O Cordel, chegado no mesmo período,
trazido na bagagem pelos colonizadores portugueses, ‘elite branca’ lusitana, ao
contrário, encontrou seu auge entre os anos 30 e 50 do Século XX, entrou em
decadência no período da Ditadura Militar, por repressão à livre expressão, ressurgindo
apenas nos Anos 90 como objeto decorativo, auxiliado pela xilogravura; suvenir
para turistas encantados pela “Cultura Popular”; fonte de dados para
historiadores; objeto de pesquisa e estudos acadêmicos literários e
linguísticos; produto literário rentável para gráficas do Nordeste e do
Sudeste; e fonte de inspiração e criação para novos escritores e escritores
novos. Escritores que vislumbraram na oralidade do cordel não apenas as toadas
do repente e do desafio, mas também o ritmo do coco, da embolada, do baião, do
cururu, do samba-de-roda, do pagodão, do rockn’roll, do rap, do funk e outros
mais; além da utilização da internet como meio de divulgação e comercialização
de livros e folhetos.
E
foi justamente com o Futebol, este baluarte irmão rico do Cordel, considerando
os dois como pertencentes a uma “cultura” dita “popular”, que Elton Linton O. Magalhães, um baiano
trintão, castro-alvense, profissional da área da Educação, professor
universitário de literatura, decidiu se mostrar ao mundo através da Literatura
de Cordel. Ele já havia trilhado este caminho com um folheto contando a História
do Esporte Clube Bahia e lançou outros 7 abordando temas que vão da homofobia
às escolas literárias. Elton agora
empenhou-se em desenvolver este épico romance, 2014: o ano da Copa no país do
futebol. Dividido em 4 tomos: O País, Os Povos, As Partidas e O Escrete
Brasileiro, o poeta narra a saga do nosso povo com uma visão sócio-político-futebolística,
que agrada mais que a seleção jogando em casa a Copa de 2014. As mais de 200
septilhas em esquema de rimas ‘x a x a b b a’, foram lapidadas e apuradas com primorosa
dedicação de artesão preocupado em mostrar uma linha de pensamento em que crê e
necessita compartilhar, inclusive nas redes sociais, embutindo ‘hastegs’ aqui e
acolá em seus versos, um traço de contemporaneidade bem sacado.
O
poeta, Elton Magalhães, flui sua verve em vocabulário coloquial simples e
prazeroso de ler, fazendo-nos querer conhecer não só a História do Futebol no
País da Copa, mas acompanhar o raciocínio de um escritor que se revela sincero
nos fatos, nas crenças políticas e nas emoções, sabedor que é da importância
deste esporte para nossa cultura e identidade.
Se
conscientes fossem da narrativa pungente aqui exposta, talvez o desempenho, ou
no mínimo, o interesse dos jogadores da Seleção Brasileira pelo esporte fosse
maior que pelo mundo “fashion” de cabeleiras coloridas, arrepiadas e excessivas
tatuagens corporais. Mas não culpemos o poeta por esta decepção inglória, vamos
ler e divulgar esta História pra as gerações futuras.
O
livro pode ser adquirido na página da editora: mondrongo.com.br
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
CORDEL NO CARURU DOS 7 POETAS
O Caruru dos 7 Poetas é um evento que celebra a poesia unida
à tradição cultural e religiosa baiana. Numa analogia aos 7 meninos dos carurus
de Cosme e Damião, o projeto promove o encontro de 7 poetas, das mais diversas
correntes literárias, para ler, recitar, declamar, falar, cantar, dançar e até
pintar seus poemas.
Em sua 10ª Edição, os organizadores, a Casa de Barro –
Cultura, Arte, Educação, ONG que atua no
desenvolvimento humano e cultural do Recôncavo baiano, lançará dia 26/09, a antologia “Todas as Mãos”, em e-book, com poemas de todos os poetas
que participaram do Caruru dos 7 Poetas nesta última década.
Os poetas Antonio Barreto, Gildemar Sena, Jotacê Freitas e
Sérgio Bahialista participaram em edições distintas do Caruru dos 7 Poetas apresentando
o Cordel Baiano e estão contemplados na antologia eletrônica “Todas as Mãos”. Maiores informações: clique na imagem.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014
A COPA CONTINUA NO CORDEL BAIANO
Com
o folheto “A Copa das Copas ou A Copa que não teve quem não gostasse”, o poeta João
Augusto, entra na polêmica sobre a Copa 2014 e nos surpreende com sua visão
positiva sobre o evento e a derrota da Seleção do Brasil. Se por um lado ele
cede ao partidarismo político, por outro, o da bola na rede, ele reconhece as
qualidades da seleção Alemã, grande campeã da Copa 2014, e aponta as falhas do
escrete nacional. Quem quiser adquirir o cordel deve entrar em contato com o
imeio: jrjoaroch@gmail.com
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João Augusto Rocha
domingo, 17 de agosto de 2014
CORDEL BAIANO NO PARQUE DE PITUAÇU
A caravana da Biblioteca Móvel, projeto da Biblioteca de Extensão da Fundação Pedro Calmon, esteve neste domingo no Parque de Pituaçu. Dando prosseguimento ao AGOSTO DA CULTURA POPULAR o poeta Jotacê Freitas realizou mais uma oficina de cordel com as crianças e o apoio luxuoso de Aline, Synara, Henrique e Gleide.
Abrindo espaço para crianças de todas as idades, a oficina é orientada de forma lúdica com leitura de folhetos e jogos de memória com rimas e estrofes. Aos poucos os participantes são envolvidos na história desta arte popular universal e tão brasileira.
O tema da oficina é o folclore brasileiro, o mais rico do mundo, conforme o título do mine folheto distribuído aos brincantes que leem, cantam e torcem uns pelos outros ao som de versos sobre o Saci, Curupira, Samba de Roda, Loura do Banheiro, Cuca e outros. Acima o poeta ao lado da diretora Gleide Machado com o buzu biblioteca ao fundo.
sábado, 16 de agosto de 2014
CORDEL BAIANO NA BIENAL DE SÃO PAULO
O poeta, José Walter Pires, estará na 23ª Bienal
Internacional do Livro de São Paulo, dia 24 de agosto, às 17 horas, lançando o
livro: EXALTAÇÃO A MÁRIO RIZÉRIO LEITE – cordel biográfico e outras memórias. O
livro, editado pela editora EDUNEB, traz uma biografia em cordel do médico,
escritor e professor catedrático da Universidade Federal de Goiânia, Mário
Rizério Leite, da cidade de Brumado. Mário foi romancista, contista e
pesquisador da cultura popular nos anos 50 do século passado. Além de depoimentos
e artigos de outros autores, Zé Walter apresenta uma adaptação em cordel de um
conto publicado por Mário: O CANTADOR QUE TENTOU ENGANAR A MORTE. Além de um
belo trabalho gráfico, o livro mostra a importância desse autor na literatura
brasileiro.
Dando prosseguimento ao seu projeto de produzir e divulgar a
Literatura Brasileira de Cordel, Zé Walter, lançou também o folheto biográfico:
JOÃO UBALDO RIBEIRO, O CONTADOR DE HISTÓRIAS. Contatos com o poeta: zewalter@fatorsh.com.br
domingo, 10 de agosto de 2014
NOVOS FOLHETOS NA PRAÇA, NO ÔNIBUS E NA REDE
O saudense, Zaia, traz uma nova experiência com o cordel de "frente pra trás e de trás pra frente" com um tema em voga no momento. Interessados devem entrar em contato com zaiapoetabahia@gmail.com ou no próximo ponto.
Barreto, que já correu atrás de bola na juventude, nos descampados de Santa Bárbara, fez um excelente cordel para quem sofreu e quem gostou da derrota da seleção na Copa. Tá no facebook.
Nos agradando com uma crônica sobre sua estadia em Portugal
com seus amigos poetas e artistas plásticos, ao sabor dos vinhos lusitanos, Franklin
Maxado Nordestino, retornou à sua aldeia feirense prometendo para breve mais um
folheto: AVENTURAS E DESVENTURAS DE MARIA VENTUROSA, UMA LUSA QUE SE ACHOU NO
BRASIL, inspirado no Aveiro(Portugal) e em conversas com portugueses como o
jornalista Jorge, o angolano Antonio
Borges, Francisco José Rito, Antonio José Cravo, José Manoel Oliveira e outros.
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CORDEL BAIANO NA BIBLIOTECA MÓVEL
A Biblioteca Móvel da Fundação Pedro Calmon, um microônibus adaptado com estantes de livros, folhetos, jornais, revistas e obras de artes, esteve presente no Dia dos Pais, no Dique do Tororó, abrindo o seu projeto: AGOSTO DA CULTURA POPULAR, com a presença do poeta Jotacê Freitas e uma Oficina de Cordel.
A bordo do buzu, a leitura do folheto "OS TRÊS IRMÃOS DESUNIDOS", uma adaptação em cordel do conto popular 'Os 3 Porquinhos', provocou risos na plateia.A oficina consiste numa breve apresentação histórica e técnica da Literatura do Cordel para em seguida convidar as crianças para participar das brincadeiras: jogo de memória, tendo o folclore como tema; e leitura cantada e dramática das estrofes do folheto que é distribuído como brinde. Os pais e pães, que se encontravam presentes, foram contemplados com um folheto pela passagem do seu dia.
A equipe da Biblioteca Móvel: Jeckselma, Aline e Henrique, sob o comando de Gleide, recepciona e atende a todos com entusiasmo e estimulando a leitura e a participação nas atividades.
No próximo domingo o pouso será no Parque de Pituaçu. Todos estão convidados.
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
CORDEL PROPÕE REFLEXÃO SOBRE AS TRADIÇÕES IDENTITÁRIAS
Uma das empresas patrocinadoras do São João bonfinense
espalhou vasta propaganda na arena junina, no Parque da Cidade, alegando que “São
João e tradição fazem um casamento bão”
e não foi apresentado o tal ‘casamento’. A Capital Baiana do Forró e do Futebol,
em ritmo de copa e copos está mais para festa de largo soteropolitana.
Consultando o dicionário Houaiss aprendemos que tradição é
uma herança cultural, um conjunto de valores morais, culturais e espirituais,
entre outros, passados através das gerações.
Há uma contradição em relação ao prometido com o
realizado e os contraditórios são também contrariados e às vezes são do contra.
A união dos opostos em benefício de um bem imaterial comum, a nossa cultura,
será benéfica para a população que precisa conhecer a própria história e a
diferença entre cultura popular e cultura de massa. Usar o “gosto” dos jovens
como desculpa é insipiente, pois temos obrigação de educar os jovens. Clique na imagem acima para ler o folheto de cordel.
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Foto: Walkíria Andrade F. |
A 1ª FEIRA DO LIVRO DO PIEMONTE NORTE DO ITAPICURU
Anunciada no panfleto oficial que divulga a programação da
festa junina de Senhor do Bonfim, a 1ª Feira do Livro do Piemonte Norte do Itapicuru foi, sem nunca ter sido, uma verdadeira Feira.
Uma série de desencontros e promessas de apoio não cumpridas impediram a plena
realização do evento que funcionou improvisadamente apenas no segundo e terceiro dias, dos cinco
programados. Estiveram presentes diversos escritores com sua produção literária:
Dora Ramos, Paulo Tolentino, Renato Bandeira, Gustavo Teixeira, Edvan Cajuhi(com
o acervo da ACLASB), Jotacê Freitas, os músicos Daniel Gomes e Zecrinha com CDs
e a artista plástica Maria Cristina com uma exposição de quadros. Estavam à
venda também livros de autores regionais, nacionais e internacionais.
O imprevisto
me inspirou a compor mais três sextilhas para o cordel “A guerra de Zé do
Contra...” :
O Casamento
Matuto
Pra ele não
tem valor
O Teatro é
loucura
Que junta o
riso e a dor
Zé do Contra
é contra tudo
É contra até
o amor.
Zé do Contra
odeia livros
E os que
gostam de estudar
Quanto mais
analfabetos
Funcionais
para usar
Zé do Contra
se elege
Ao que se
candidatar.
Zé do Contra
é contra a feira
E a deixa
entregue às traças
A de livros
a de rua
A de arte de
cabaça
E outras
artes também
Não importa
quem as faça.
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domingo, 8 de junho de 2014
CORDEL BAIANO PARA DOMINGUINHOS
No dia 04/06, quarta-feira, a Rádio Sociedade da Bahia AM,
realizou mais um sensacional concurso de Sanfoneiro, Cordelista e Repentista no Piso Central do Shopping Piedade, com transmissão ao vivo do evento que dá
início às comemorações joaninas da emissora de rádio e do centro comercial.
Desta vez os contemplados foram: Bilial do Forró, melhor sanfoneiro; Paraíba da
Viola, melhor repentista; e, Clímaco Neto, o Pilô, como melhor cordelista.
Parabéns aos amigos vencedores que disputaram o concurso
com mais de 20 inscritos. Sucesso à Rádio Sociedade pelo incentivo e difusão da
nossa cultura. Acima você pode ler trechos do cordel: Brasileiro de Valor, de Clímaco Neto, em homenagem ao mestre Dominguinhos.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
CORDEL SOBRE MILTON SANTOS
O Programa de Pós-Graduação em Geografia, o Departamento de Geografia, e o Grupo dePesquisa: Produção do Espaço Urbano - PEU da UFBa, realizaram o I Concurso Literário Milton Santos. Este concurso, em caráter nacional, teve como principal objetivo a apreciação da obra do grande geógrafo baiano envolvendo Geografia e Literatura.
Antonio Barreto foi o vencedor em 1º Lugar na categoria Cordel. É o cordel baiano mostrando sua criatividade, competência e produtividade.
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terça-feira, 13 de maio de 2014
O LOBISOMEM BAIANO
As tradições se reinventam e o Cordel segue seu destino de narrar também
os fatos escabrosos que ocorrem em nosso mundo real, virtual e sobrenatural.
Com a coragem de um caçador o poeta, João Rocha, convida a todos para o lançamento
do seu mais recente cordel.
Em mensagem enviada a amigos e
convidados em geral ele chama a atenção de todos sobre telefonemas anônimos que
tem recebido “de indivíduos que costumam virar lobisomem, afirmando que estarão
presentes ao lançamento do cordel sobre o tal que foi filmado em São
Gonçalo dos Campos, a partir das 10:00h da manhã, no dia 17 próximo (sábado),
no bar de Jorge, situado dentro do Condomínio Parque Flamboyants, final da Av.
Paulo VI, na Pituba. Na certa, este é um risco que sempre corremos, mas é da
natureza das coisas.
Soube até que está se esboçando um movimento ("Lobisomens
contra a Copa"), formado em função de que as cidades ficarão mais
iluminadas durante o mês de realização dos jogos, o que tornará mais difíceis as
condições para a proteção da espécie, sujeitando-a ao vandalismo daqueles que
não compreendem a diversidade como normalidade, nos tempos hodiernos.
Compreendemos a situação, mas
estaremos preparados para inibir qualquer transformação espalhafatosa e
antinatural, durante o lançamento de nosso modesto cordel. Por precaução, no
entanto, o SAMU será contactado para, em qualquer eventualidade, atuar
adequadamente. Fiquem certos de que estaremos preparados para o diálogo
franco e tranquilo, qualquer que seja situação que venha a se apresentar.
Temos, por sinal, um opúsculo anterior sobre o "homo
lúpus", também em versos, em que tratamos exatamente dos direitos
lobisômicos no contexto do regime semiaberto da globalização, que será levado
para o lançamento.”
Vamos lá, com balas de
prata, alguns patuás e dicas de Zé Walter Pires.
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segunda-feira, 31 de março de 2014
FESTIVAL DOS CORDELISTAS 2014
O encerramento do Festival dos Cordelistas, na Praça Cayru, dentro das festividades do 465º aniversário da capital baiana, foi realizadao pelos irmãos João Ramos e Caboquinho, dupla de Feira de Santana, que provocou risos na plateia em todos os modos de repente numa peleja que começou ao meio-dia e encerrou-se apenas à 1 da tarde. Após o show, os artistas foram cumprimentados pelos amigos e poetas: Antonio Barreto, Luiz Natividade e Zuzu Oliveira.
O Palco dos Cordelistas, montado na Praça Cayru para as apresentações dos repentistas, teve o patrocínio da Fundação Gregório de Mattos. A OBPLC - Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel estava representada pelo presidente, Paraíba da Viola, que teve direito à uma bancada para vender folhetos.
terça-feira, 25 de março de 2014
REPENTISTAS BAIANOS VOLTAM À PRAÇA CAYRU
Os Repentistas baianos voltaram a ocupar a Praça Cayru e
desta vez patrocinados pela Prefeitura que criou o Palco dos Cordelistas para
apresentações do Festival dos Cordelistas. O evento faz parte do Festival da Cidade que
celebrará os 465 da primeira capital do Brasil, a São Salvador da Baía de Todos
os Santos. Os Repentistas se apresentarão de 25 a 29/03, sempre às 12 horas, na
seguinte sequência: Paraíba da Viola e Lucas Evangelista; Bráulio Pinto e
Sabiá; Antonio Queiroz e Davi Ferreira; Lavandeira e Zé Francisco; e Caboquinho
e João Ramos. Bule-bule, além de Mestre de Cerimônias, lançou o livro "Um punhado de cultura popular".
Veja aqui a programação geral e prestigie a cultura baiana. Leia também matéria no jornal A Tarde.
segunda-feira, 17 de março de 2014
O CORDEL VIVE EM FEIRA DE SANTANA

Na porta principal do Mercado de Artes o poeta, ator,
compositor e artista plástico, Franklin Maxado, comemorando 40 anos de carreira
artística fez a abertura da apresentação dos convidados que um a um foram
declamando e lendo seus versos atraindo os transeuntes. Após o recital
comerciantes, clientes e poetas reuniram-se nos boxes 63 e 64, os pontos do
Cordel, e continuaram a brincadeira que recebeu as ilustres visitas do poeta
Caboquinho e do Secretário de Cultura, Antonio Carlos, que prometeu um toldo e
uma aparelhagem de som para o próximo evento.
Franklin Maxado foi um sucesso com sua interpretação e
comentários, envolvendo a plateia que gargalhava com seus versos de humor;
Jurisvaldo, lembrou da função histórica do folheteiro e demonstrou alguns
clássicos além de versos de sua autoria com a filha Patrícia; Nivaldo
Cruzcredo, radialista da rádio Subaé, amante da cultura nordestina, fantasiado
de vaqueiro, mostrou que não é só bom de papo mas de verso também; Antonio
Barreto, com seu pandeiro e sua gaita foi o grande animador musical e conclamou
a todas a comprarem os folhetos para que os poetas permaneçam ativos e
produtivos; Jotacê Freitas, apresentou seus títulos e leu trechos de um dos
seus folhetos.
Na opinião dos poetas o recital foi positivo para mostrar ao
povo feirense que o cordel continua vivo e seus poetas tem espaço garantido
para vender e demonstrar sua arte, diferente da capital que fechou a única
banca de cordel existente.
Torcemos para que eventos como este se repitam com o devido
apoio e divulgação para que o povo feirense tenha acesso a esta cultura tão nossa
e tão renegada.
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