terça-feira, 13 de janeiro de 2015

VIVA JOÃO UBALDO RIBEIRO!

Foi um evento bastante concorrido entre os moradores de Itaparica. Visitantes, turistas e convidados também marcaram presença junto com os familiares, amigos, personagens e  colegas de João Ubaldo. O jardim e os muros da BJMJr foi ocupado elegantemente em torno do busto do escritor que foi descerrado pela esposa Berenice e as filhas Chica, Emília e Manuela, a quem o livro é dedicado, pela organizadora da antologia Dalva Tavares Lima. "VIVA O POVO BRASILEIRO E JOÃO UBALDO RIBEIRO é uma antologia inédita com uma centena de textos produzidos por diversas celebridades do mundo literário e artístico baiano e brasileiro, além de um “álbum de arte” com reproduções de 7 obras expostas no saguão da biblioteca.
                      
 O grande atrativo do livro são os depoimentos, crônicas, análises e poemas de autores de várias gerações que vão de íntimos confrades e compadres até simples leitores de suas obras. O cordel baiano foi contemplado com a inclusão de dois textos, um de Jotacê Freitas, publicado anteriormente, e  TRIBUTO A JOÃO UBALDO RIBEIRO, de Carlos Silva, poeta, cantador e compositor: [...]
“João escreveu histórias
Com muita diplomacia
Citando em suas obras
Satisfação e alegria
De levar sempre pro mundo
O nome da nossa Bahia.[...]

Palavras de João Deixadas
Indicando as trajetórias
Iremos sempre guardar
Dentro de nossas memórias:
‘Enquanto houver quem ouça

Haverá quem conte histórias’.[...]”

Recheando ainda mais a homenagem, Maysa Miranda, poeta e cordelista, professora mestre em linguística, que tem ótimas parcerias com Bule-Bule e Val Macambira, produziu e lançou o folheto: O HOMEM QUE VIU O SORRISO DO LAGARTO E DISSE VIVA O POVO BRASILEIRO:
“[...] João Ubaldo sempre foi
Carpinteiro literário
O mundo inteiro leu
E seguiu o itinerário
Da Ilha de Itaparica
Seu mais belo cenário.

Ele era popular
Conhecia Deus e o Mundo
Pescador e diplomata
Ocupado e vagabundo
Quando estava num lugar

Ele ia até o fundo.[...]”

Teremos saudades dos aniversários do “João” todos os anos na Biblioteca. As fotos expostas trouxeram boas recordações do bom humor e da genialidade do Itaparicano mais amado do mundo. Mas a homenagem póstuma manteve a mesma alegria e diversidade das festas de aniversário. Após declaração emocionada da diretora da Biblioteca, Dalva Tavares, e o descerramento do busto, Maysa leu o seu cordel com a voz embargada e nervosa por estar diante dos familiares e amigos íntimos de João. Carlos Betão entrou em seguida para apresentar trechos do monólogo Sargento Getúlio, adaptado e dirigido por Gil Vicente, também presente ao evento. Walter Queiroz, bem descontraído, cantou, contou causos e imitou João Ubaldo, animando a plateia que sorria como se tivesse feito parte daqueles fatos. João nos dava, através de sua escrita, a sensação de que estávamos ali ao lado dele visualizando a cena palavra por palavra e ouvindo a sua voz gutural.
Após os agradecimentos de Berenice, viúva de João Ubaldo Ribeiro, aos presentes e aos distantes, a banda Caboco Capiroba, animou a plateia com um som tipicamente brasileiro e envolvente.   

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CORDEL BAIANO PARA UM BOM BAIANO

 Será neste sábado, dia 10 de janeiro, mês em que completaria 74 anos (23/01/1941), a homenagem póstuma a João Ubaldo Ribeiro, na Biblioteca Juracy Magalhães Jr., em Itaparica, terra amada e cenário das obras do escritor. Tradicionalmente a BJMJr comemorava os aniversários de João Ubaldo com grande festa e fotos destes eventos serão expostas juntamente com obras de arte de diversos artistas plásticos, descerramento de um busto por familiares, trechos da peça Sargento Getúlio com Carlos Betão, lançamento de uma coletânea com textos em diversos gêneros homenageando João Ubaldo e o lançamento do cordel de Maysa Miranda: "O HOMEM QUE VIU O SORRISO DO LAGARTO E DISSE: - VIVA O POVO BRASILEIRO!"
Li o seu último livro: O ALBATROZ AZUL e me encantei com a descrição de um parto e a morte do protagonista Tertuliano, talvez o prenúncio do que viria a acontecer. Quando fui convidado a participar da antologia recorri a estas imagens e, no pequeno espaço destinado, escrevi estas décimas em homenagem a este escritor que tanto me entreteve e ensinou a amar o meu país e o povo brasileiro:
"JOÃO UBALDO EVANESCEU NAS ASAS DE UM ALBATROZ

O tédio das escrituras
E do papo literário
Deixavam ele aflito
Um palhaço involuntário
Para fazer gargalhar
Ou simplesmente pensar
No tempo em que viveu
Como crítico feroz
Do real que ensandeceu
Numa rotina veloz.

Nunca lhe faltava assunto
Em um dia ensolarado
Ou na sala enfumaçada
Sentado em frente ao teclado.
O povo de Itaparica
Que bebe água da bica
Faz parte do mundo seu
É nascente e é foz
De tudo o que escreveu
Sem fardões ou paletós.

Sem sentido seu Setembro
De Sargentos e Outros Povos
Vila Real é quem manda
O Cruel quebrar os ovos
Viva o Povo Brasileiro
Sempre um Sorriso matreiro
A Vingança aconteceu:
Berlim de Feitiço algoz
Arte e Ciência e Deus
A Miséria veio a nós.

Sem saber se há outra vida
Ou a mesma de outra forma
Quando morremos partimos
Ou nossa alma retorna?
Ele ria até da morte
E nunca ligou pra sorte
Que dele não se esqueceu
Nem de seus pais e avós
João Ubaldo evanesceu
Nas asas de um Albatroz.


 Jotacê Freitas, setembro 2014.

domingo, 14 de dezembro de 2014

SARAU DA SEREIA

O poeta, compositor e arte educador, Osmar Machado, realizou no Estúdio da Sereia, o Sarau da Sereia, com criação de uma Cordelteca e lançamento do folheto Dalma e Francisco. O evento teve como plateia as crianças da Associação de Capeira Regional Arte Nossa.
A FELITA – Feira Literária de Itabuna, realizada dias 4 a 7 de dezembro, na AFI – Ação Fraternal de Itabuna, foi um marco para uma terra que gestou tantos escritores. Esta primeira Feira teve Adonias Filho como patrono em comemoração ao seu centenário. Debates, entrevistas, lançamentos de livros, oficinas de criação, recitais, música, contação de histórias e stands de editoras incrementaram o final de semana cultural “na terra onde nasceu Jorge Amado”. 
Jotacê Freitas realizou uma oficina de cordel.
Os temas foram os mais variados: do papel da igreja progressista na redemocratização até a Literatura Baiana hoje; da História Social da Bahia à Literatura de Cordel contemporânea; da invenção da poesia às literaturas divergentes; da vida e obra de Adonias Filho ao tempero da comida baiana de Jorge Amado, presenteada por Paloma Amado que fez questão de prestigiar o evento com afetivo respeito à cidade que tem seu pai como símbolo.
Elton Magalhães lançou cordel e bateu papo com a plateia.
No decorrer dos debates oficiais, de bastidores e de mesas de bar as opiniões convergiram para a constatação de que a atual literatura baiana não está em lugar nenhum do Brasil, ou seja, o destaque é ínfimo. Muitas publicações de qualidade são lançadas por pequenas editoras mas ficam restritas aos locais de produção.  Mesmo sabendo da importância de sermos universais em nossa aldeia e da necessidade de fomentarmos a cadeia local do livro, o escritor deseja ser lido pelo mundo inteiro, seja por vaidade, pretensão, síndrome de genialidade ou qualidade, mas o público leitor, peça imprescindível na cadeia produtiva do livro, está cada vez mais escasso. O crescimento do mercado depende do aumento do número de leitores. 
A plateia atenta no Espaço Orfeu enquanto Luiz Natividade desenha mais um rosto.
Falou-se muito em formação de ‘público leitor’ e de que a educação seria a saída para fomentar este crescimento, mas a própria educação tem utilizado muito a ‘virtualidade’ eletrônica e a ‘leitura’ soçobra neste embate pois os meios ‘sociais’ virtuais utilizam mais o áudio visual fazendo com que seus ‘usuários’ considerem a ‘leitura’ algo ultrapassado e cansativo. Como estimular a leitura diante dessa realidade? Esta é a pergunta que nos faço.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Maiores detalhes entrar em contato com: Luiz Mott
Fone: 71 - 3328.3782 / 9128.9993

sábado, 29 de novembro de 2014

CORDEL BAIANO NA SALA DE AULA

CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO - UMA CARTILHA OPORTUNA

O novo livro do poeta e professor, Jotacê Freitas, CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO terá pré-lançamento dia 07/12, durante uma Oficina de Cordel, na FELITA – Feira Literária de Itabuna, e lançamento afetivo no dia 19/12 na UNEB – Senhor do Bonfim, sua terra natal. “Neste livro, o poeta apresenta-se como um educador que leva para a sala de aula a tradição do cordel como ferramenta pedagógica que colabora no processo de aprendizagem.” 
 Sem preciosismos linguísticos, ‘literatices’ ou ‘cientificismo ortodoxo’, o livro CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO, ou mais sabiamente, “cartilha didática e prática do cordel”,  é um caderno ideológico, artesanal, típico de quem está na trincheira entre a poesia e a educação. Jotacê Freitas, no falar de Reginaldo Carvalho, professor da UNEB, prefaciador e estudioso da interligação entre arte e educação, “propõe com a autoridade de um prático e a tranquilidade oriunda da experiência uma metodologia do ensino do cordel, onde não faltam a cantoria, o funk, o rap, o samba de roda e – acreditem – o pagode”.
 Os textos aproximam-se da oralidade, como a sintaxe fácil da poesia de cordel exemplificada à exaustão em 2/3 do livro. Mas são exemplos necessários à prática da profissão de professor, público a quem o livro se dirige, podendo ser lido por admiradores do cordel e estudantes de pedagogia, letras e demais licenciaturas.
A temática central é a “Didática da Poesia Popular” apresentada com a objetividade de quem sabe o que faz. Mas está incluso também a ‘história do cordel’, folhetos editados em greves de professores, relatos de fatos escolares, materiais didáticos para práticas em sala de aula e duas entrevistas em que o poeta expõe sua vida, influências, experiências e ideologias.
A capa é panfletária, típica pichação, colagem em muros, referência atualíssima da contemporaneidade tão presente nos cordéis, criação da artista plástica, ilustradora e esposa do poeta, Walkíria Freitas.
A publicação com 120 páginas é independente, foi editorada na Gráfica e Editora Vento Leste e será comercializada a R$ 20,00 nos lançamentos. Quem desejar pode adquirir pela internet, incluindo a taxa dos Correios, pelo endereço eletrônico  oficinadecordel@gmail.com .

Os Editores

terça-feira, 21 de outubro de 2014

CORDEL BAIANO VIRADO NA PORRA!

Após o lançamento do livro, 2014 – O ANO DA COPA NO PAÍS DO FUTEBOL, na livraria Saraiva, Elton Magalhães lançou na praça dois novos folhetos. Trata-se do revelador “ALMANAQUE DA PORRA”, uma pérola da baianidade linguística, palavra de múltipla semântica e classes; e do exercício poético “TEM GENTE QUERENDO SEPARAR O NORDESTE DO RESTO DO BRASIL”, um galope com décimas decassílabas, antisseparatista, revidando com exaltação o recente preconceito contra nordestinos nos debates políticos em redes sociais.
Os interessados em adquirir os cordéis devem entrar em contato com o autor: eltonveota@gmail.com  (71)8861-8858 / 9115-1782.
Diversos amigos e poetas também estiveram presentes no lançamento, Creusa Meira marcou a presença feminina do cordel baiano.
                               

sábado, 11 de outubro de 2014

UMA GOLEADA DE VERSOS, RIMAS E HISTÓRIA.

Mesmo negligenciada pelos estudos literários contemporâneos e pelo “povo” que lhe pertencia, a Literatura de Cordel encontrou um meio termo para sobreviver em pleno Século XXI. A Educação tem sido este caminho, aberto ao final do século passado, quando instituições como o MEC – Ministério de Educação e Cultura e SESC – Serviço Social do Comércio deram uma injeção de ânimo, na valorização e revitalização do “velho cordel” e divulgação e difusão do “cordel novo”. Recomendações em parâmetros curriculares para as escolas se apropriarem do cordel como ferramenta para o letramento das crianças, jovens e adultos; exposições, seminários, concursos e debates despertaram em jovens a ânsia de conhecer a arte universal de contar histórias em versos mais brasileira que existe: a Literatura de Cordel.  Lembrando também que diversos escritores “imortais” e “marginais” brasileiros experimentaram motes, rimas e métricas pelo simples prazer ou desafio de prender-se a uma forma fixa e depois libertar-se.
O Futebol, inserido em nossa cultura através dos ingleses pela ‘elite branca’ paulista, no final do Século XIX, manteve-se ascendente em termos de popularidade e prática entre nossa população até os dias atuais, mesmo tendo perdido 15 Copas, sendo duas delas em casa. O Cordel, chegado no mesmo período, trazido na bagagem pelos colonizadores portugueses, ‘elite branca’ lusitana, ao contrário, encontrou seu auge entre os anos 30 e 50 do Século XX, entrou em decadência no período da Ditadura Militar, por repressão à livre expressão, ressurgindo apenas nos Anos 90 como objeto decorativo, auxiliado pela xilogravura; suvenir para turistas encantados pela “Cultura Popular”; fonte de dados para historiadores; objeto de pesquisa e estudos acadêmicos literários e linguísticos; produto literário rentável para gráficas do Nordeste e do Sudeste; e fonte de inspiração e criação para novos escritores e escritores novos. Escritores que vislumbraram na oralidade do cordel não apenas as toadas do repente e do desafio, mas também o ritmo do coco, da embolada, do baião, do cururu, do samba-de-roda, do pagodão, do rockn’roll, do rap, do funk e outros mais; além da utilização da internet como meio de divulgação e comercialização de livros e folhetos.
                                         
E foi justamente com o Futebol, este baluarte irmão rico do Cordel, considerando os dois como pertencentes a uma “cultura” dita “popular”, que Elton Linton O. Magalhães, um baiano trintão, castro-alvense, profissional da área da Educação, professor universitário de literatura, decidiu se mostrar ao mundo através da Literatura de Cordel. Ele já havia trilhado este caminho com um folheto contando a História do Esporte Clube Bahia e lançou outros 7 abordando temas que vão da homofobia às escolas literárias.  Elton agora empenhou-se em desenvolver este épico romance, 2014: o ano da Copa no país do futebol. Dividido em 4 tomos: O País, Os Povos, As Partidas e O Escrete Brasileiro, o poeta narra a saga do nosso povo com uma visão sócio-político-futebolística, que agrada mais que a seleção jogando em casa a Copa de 2014. As mais de 200 septilhas em esquema de rimas ‘x a x a b b a’, foram lapidadas e apuradas com primorosa dedicação de artesão preocupado em mostrar uma linha de pensamento em que crê e necessita compartilhar, inclusive nas redes sociais, embutindo ‘hastegs’ aqui e acolá em seus versos, um traço de contemporaneidade bem sacado.
O poeta, Elton Magalhães, flui sua verve em vocabulário coloquial simples e prazeroso de ler, fazendo-nos querer conhecer não só a História do Futebol no País da Copa, mas acompanhar o raciocínio de um escritor que se revela sincero nos fatos, nas crenças políticas e nas emoções, sabedor que é da importância deste esporte para nossa cultura e identidade.
Se conscientes fossem da narrativa pungente aqui exposta, talvez o desempenho, ou no mínimo, o interesse dos jogadores da Seleção Brasileira pelo esporte fosse maior que pelo mundo “fashion” de cabeleiras coloridas, arrepiadas e excessivas tatuagens corporais. Mas não culpemos o poeta por esta decepção inglória, vamos ler e divulgar esta História pra as gerações futuras.

O livro pode ser adquirido na página da editora: mondrongo.com.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

domingo, 21 de setembro de 2014

CORDEL NO CARURU DOS 7 POETAS

O Caruru dos 7 Poetas é um evento que celebra a poesia unida à tradição cultural e religiosa baiana. Numa analogia aos 7 meninos dos carurus de Cosme e Damião, o projeto promove o encontro de 7 poetas, das mais diversas correntes literárias, para ler, recitar, declamar, falar, cantar, dançar e até pintar seus poemas.
Em sua 10ª Edição, os organizadores, a Casa de Barro – Cultura, Arte, Educação, ONG que atua  no desenvolvimento humano e cultural do Recôncavo baiano, lançará dia 26/09, a antologia “Todas as Mãos”, em e-book, com poemas de todos os poetas que participaram do Caruru dos 7 Poetas nesta última década.

Os poetas Antonio Barreto, Gildemar Sena, Jotacê Freitas e Sérgio Bahialista participaram em edições distintas do Caruru dos 7 Poetas apresentando o Cordel Baiano e estão contemplados na antologia eletrônica “Todas as Mãos”. Maiores informações: clique na imagem.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A COPA CONTINUA NO CORDEL BAIANO

Com o folheto “A Copa das Copas ou A Copa que não teve quem não gostasse”, o poeta João Augusto, entra na polêmica sobre a Copa 2014 e nos surpreende com sua visão positiva sobre o evento e a derrota da Seleção do Brasil. Se por um lado ele cede ao partidarismo político, por outro, o da bola na rede, ele reconhece as qualidades da seleção Alemã, grande campeã da Copa 2014, e aponta as falhas do escrete nacional. Quem quiser adquirir o cordel deve entrar em contato com o imeio: jrjoaroch@gmail.com

domingo, 17 de agosto de 2014

CORDEL BAIANO NO PARQUE DE PITUAÇU


 
A caravana da Biblioteca Móvel, projeto da Biblioteca de Extensão da Fundação Pedro Calmon, esteve neste domingo no Parque de Pituaçu. Dando prosseguimento ao AGOSTO DA CULTURA POPULAR o poeta Jotacê Freitas realizou mais uma oficina de cordel com as crianças e o apoio luxuoso de Aline, Synara, Henrique e Gleide.
Abrindo espaço para crianças de todas as idades, a oficina é orientada de forma lúdica com leitura de folhetos e jogos de memória com rimas e estrofes. Aos poucos os participantes são envolvidos na história desta arte popular universal e tão brasileira.
                                     
O tema da oficina é o folclore brasileiro, o mais rico do mundo, conforme o título do mine folheto distribuído aos brincantes que leem, cantam e torcem uns pelos outros ao som de versos sobre o Saci, Curupira, Samba de Roda, Loura do Banheiro, Cuca e outros. Acima o poeta ao lado da diretora Gleide Machado com o buzu biblioteca ao fundo. 

sábado, 16 de agosto de 2014

CORDEL BAIANO NA BIENAL DE SÃO PAULO

O poeta, José Walter Pires, estará na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dia 24 de agosto, às 17 horas, lançando o livro: EXALTAÇÃO A MÁRIO RIZÉRIO LEITE – cordel biográfico e outras memórias. O livro, editado pela editora EDUNEB, traz uma biografia em cordel do médico, escritor e professor catedrático da Universidade Federal de Goiânia, Mário Rizério Leite, da cidade de Brumado. Mário foi romancista, contista e pesquisador da cultura popular nos anos 50 do século passado. Além de depoimentos e artigos de outros autores, Zé Walter apresenta uma adaptação em cordel de um conto publicado por Mário: O CANTADOR QUE TENTOU ENGANAR A MORTE. Além de um belo trabalho gráfico, o livro mostra a importância desse autor na literatura brasileiro.
                                             
Dando prosseguimento ao seu projeto de produzir e divulgar a Literatura Brasileira de Cordel, Zé Walter, lançou também o folheto biográfico: JOÃO UBALDO RIBEIRO, O CONTADOR DE HISTÓRIAS. Contatos com o poeta: zewalter@fatorsh.com.br

domingo, 10 de agosto de 2014

NOVOS FOLHETOS NA PRAÇA, NO ÔNIBUS E NA REDE

O saudense, Zaia, traz uma nova experiência com o cordel de "frente pra trás e de trás pra frente" com um tema em voga no momento. Interessados devem entrar em contato com zaiapoetabahia@gmail.com ou no próximo ponto.
Barreto, que já correu atrás de bola na juventude, nos descampados de Santa Bárbara, fez um excelente cordel para quem sofreu e quem gostou da derrota da seleção na Copa. Tá no facebook.
                         
Nos agradando com uma crônica sobre sua estadia em Portugal com seus amigos poetas e artistas plásticos, ao sabor dos vinhos lusitanos, Franklin Maxado Nordestino, retornou à sua aldeia feirense prometendo para breve mais um folheto: AVENTURAS E DESVENTURAS DE MARIA VENTUROSA, UMA LUSA QUE SE ACHOU NO BRASIL, inspirado no Aveiro(Portugal) e em conversas com portugueses como o jornalista Jorge,  o angolano Antonio Borges, Francisco José Rito, Antonio José Cravo, José Manoel Oliveira e outros.  

CORDEL BAIANO NA BIBLIOTECA MÓVEL

A Biblioteca Móvel da Fundação Pedro Calmon, um microônibus adaptado com estantes de livros, folhetos, jornais, revistas e obras de artes, esteve presente no Dia dos Pais, no Dique do Tororó, abrindo o seu projeto: AGOSTO DA CULTURA POPULAR, com a presença do poeta Jotacê Freitas e uma Oficina de Cordel.
                         
A bordo do buzu, a leitura do folheto "OS TRÊS IRMÃOS DESUNIDOS", uma adaptação em cordel do conto popular 'Os 3 Porquinhos', provocou risos na plateia.
A oficina consiste numa breve apresentação histórica e técnica da Literatura do Cordel para em seguida convidar as crianças para participar das brincadeiras: jogo de memória, tendo o folclore como tema; e leitura cantada e dramática das estrofes do folheto que é distribuído como brinde. Os pais e pães, que se encontravam presentes, foram contemplados com um folheto pela passagem do seu dia.
A equipe da Biblioteca Móvel: Jeckselma, Aline e Henrique, sob o comando de Gleide, recepciona e atende a todos com entusiasmo e estimulando a leitura e a participação nas atividades.
                                    
No próximo domingo o pouso será no Parque de Pituaçu. Todos estão convidados.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

CORDEL PROPÕE REFLEXÃO SOBRE AS TRADIÇÕES IDENTITÁRIAS

Uma das empresas patrocinadoras do São João bonfinense espalhou vasta propaganda na arena junina, no Parque da Cidade, alegando que “São João e tradição fazem um casamento bão” e não foi apresentado o tal ‘casamento’. A Capital Baiana do Forró e do Futebol, em ritmo de copa e copos está mais para festa de largo soteropolitana.
Consultando o dicionário Houaiss aprendemos que tradição é uma herança cultural, um conjunto de valores morais, culturais e espirituais, entre outros, passados através das gerações.

Há uma contradição em relação ao prometido com o realizado e os contraditórios são também contrariados e às vezes são do contra. A união dos opostos em benefício de um bem imaterial comum, a nossa cultura, será benéfica para a população que precisa conhecer a própria história e a diferença entre cultura popular e cultura de massa. Usar o “gosto” dos jovens como desculpa é insipiente, pois temos obrigação de educar os jovens. Clique na imagem acima para ler o folheto de cordel.

Foto: Walkíria Andrade F.
 A 1ª FEIRA DO LIVRO DO PIEMONTE NORTE DO ITAPICURU

Anunciada no panfleto oficial que divulga a programação da festa junina de Senhor do Bonfim, a 1ª Feira do Livro do Piemonte Norte do Itapicuru foi, sem nunca ter sido, uma verdadeira Feira. Uma série de desencontros e promessas de apoio não cumpridas impediram a plena realização do evento que funcionou improvisadamente apenas no segundo e terceiro dias, dos cinco programados. Estiveram presentes diversos escritores com sua produção literária: Dora Ramos, Paulo Tolentino, Renato Bandeira, Gustavo Teixeira, Edvan Cajuhi(com o acervo da ACLASB), Jotacê Freitas, os músicos Daniel Gomes e Zecrinha com CDs e a artista plástica Maria Cristina com uma exposição de quadros. Estavam à venda também livros de autores regionais, nacionais e internacionais.
O imprevisto me inspirou a compor mais três sextilhas para o cordel “A guerra de Zé do Contra...” :

O Casamento Matuto
Pra ele não tem valor
O Teatro é loucura
Que junta o riso e a dor
Zé do Contra é contra tudo
É contra até o amor.

Zé do Contra odeia livros
E os que gostam de estudar
Quanto mais analfabetos
Funcionais para usar
Zé do Contra se elege
Ao que se candidatar.

Zé do Contra é contra a feira
E a deixa entregue às traças
A de livros a de rua
A de arte de cabaça
E outras artes também
Não importa quem as faça.

domingo, 8 de junho de 2014

CORDEL BAIANO PARA DOMINGUINHOS

No dia 04/06, quarta-feira, a Rádio Sociedade da Bahia AM, realizou mais um sensacional concurso de Sanfoneiro, Cordelista e Repentista no Piso Central do Shopping Piedade, com transmissão ao vivo do evento que dá início às comemorações joaninas da emissora de rádio e do centro comercial. Desta vez os contemplados foram: Bilial do Forró, melhor sanfoneiro; Paraíba da Viola, melhor repentista; e, Clímaco Neto, o Pilô, como melhor cordelista.

Parabéns aos amigos vencedores que disputaram o concurso com mais de 20 inscritos. Sucesso à Rádio Sociedade pelo incentivo e difusão da nossa cultura. Acima você pode ler trechos do cordel: Brasileiro de Valor, de Clímaco Neto, em homenagem ao mestre Dominguinhos.