Entre os dias 21 e 24 de outubro a cidade de Itabuna viveu
momentos de agitação cultural no Centro
de Cultura Adonias Filho. Com o tema: A
LITERATURA NOSSA DE TODO DIA, a poeta e atriz, Elisa Lucinda, contemplou a platéia
presente com uma palestra, conselhos e muita poesia, na abertura do evento.
Os três dias seguintes foram recheados de oficinas,
lançamentos, recitais, apresentações artísticas, contação de histórias, debates
e palestras. O poeta soteropolitano, Douglas de Almeida, realizou uma oficina
criativa onde abordou a temática da poesia e da oralidade, de Gregório de
Mattos à Paulo Leminski. O escritor, João Filho, de Bom Jesus da Lapa, levou os
interessados em sua oficina criativa a experienciarem o conto na prática, a
partir de leituras e escritas.
O Espaço Orfeu foi o espaço dos lançamentos: Rodrigo Dias,
Paulo Bonfim, Walmir do Carmo, Ulisses Góes, Daniel Thame, CyrodeMattos, Ícaro
Emanoel, Waldeny Andrade, Márcio Matos, Victor Hugo Fernandes Martins, Ana
Valéria Fink, Alan Oliveira Machado, Samuel Matos e Margarida Fahel foram os
autores que presentearam seus leitores com autógrafos e bate-papo sobre seus
livros e processos de criação literária.
Lourival Piligra, professor e poeta, discorreu sobre o
escritor como fundador de mitos para uma platéia atenta ao tema e logo em
seguida assistimos a um espetáculo de dança em homenagem à obra de Adonias
Filho. O trágico na obra desse escritor
foi o tema do debate entre os professores e escritores Jorge de Souza Araujo e
Aleilton Fonseca, mediado pela professora Silmara Oliveira com intervenções do
escritor itabunense Cyro de Mattos contribuindo para uma maior compreensão do
debate e até questionando a verossimilhança de um carcará, típico gavião
nordestino, poder carregar uma criança, apontando esta como uma falha na obra
de um escritor perfeccionista.
A
Literatura de Cordel teve destaque com a criação da Praça do Cordel Azulão
Baiano em homenagem à este repentista grapiúna que, apesar de ter perdido a
visão, continua exigente e produzindo seus versos ao som de uma viola bem
afinada. Diversas bancadas foram instaladas nas laterais de um palco onde
ocorreram musicais e saraus. Franklin Maxado Nordestino, de Feira de Santana,
palestrou sobre a importância da Literatura de Cordel para a literatura
brasileira e lançou diversos folhetos; a poeta e atriz ilheuense, Janete Lainha
atuou como mestre de cerimônias e declamadora sedutora; Luiz Natividade,
alagoano de Junqueiro, realizou uma oficina de xilogravura e lançou o folheto
ilustrado: O CORDEL DA XILOGRAVURA; Jotacê Freitas, de Senhor do Bonfim, fez uma
oficina criativa para jovens, participou do debate sobre A FORMAÇÃO DE LEITORES
E A LITERATURA DE CORDEL, com a Profª Glória de Fátima da UESC e PROLER,
mediado pelo também Profº da UESC Ricardo Dantas, e lançou a coleção
RECORDELIZAR É VIVER.
Na Praça do Cordel Azulão Baiano, Gilton Silva Thomaz,
natural de Ilhéus, apresentou sua obra cheia de humor e filosofia; Romildo Alves,
o garotinho do cordel, veio de Feira de Santana, satirizando a moda da momento,
o ‘whatsapp’; e Carlito V. da Mata,veio de Ibicaraí, com Pensamentos e Verdades
em Gotas de um Caipira.
Por fim, numa preocupação com a formação de leitores, foi
criado o espaço infanto-juvenil LETRAS QUE VOAM. Atividades como: Roda de Leitura,
Jogos Educativos, lançamento de livros infantis, desenhar e colorir, além da
dupla de palhaços, animadores e contadores de histórias Tutty e Zalton, d’A
Fórmula de Histórias.
No encerramento da II FELITA, o presidente da FICC –
Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José, e o curador da feira,
Gustavo Felicíssimo, anunciaram a realização da III Felita já no primeiro
semestre de 2016, provavelmente com uma mudança no nome, para Festa ou
Festival, mas com o mesmo empenho e objetivo, mostrar que a terra dos escritores é
também uma terra de leitores.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
CORDEL NA FEIRA LITERÁRIA DE ITABUNA - II FELITA
Itabuna, terra de Jorge Amado, será mais uma vez invadida por livros, escritores e leitores na II FELITA - Feira Literária de Itabuna que ocorrerá no Centro de Cultura Adonias Filho, de 21 a 24 de outubro. A realização é da Prefeitura de Itabuna e da FICC - Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, a curadoria é do poeta e editor Gustavo Felicíssimo. Autores de reconhecimento nacional estarão presentes fazendo lançamentos, realizando oficinas, palestras e debates.
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
O cordel estará presente na sexta-feira, dias 23, com uma Oficina de Xilogravura ministrada pelo artista plástico Luiz Natividade; uma Oficina Criativa de Cordel Pedagógico e um debate sobre a importância do cordel na formação de leitores, com o poeta Jotacê Freitas; e, uma palestra com o poeta e pesquisador Bráulio Tavares que falará sobre a importância do Cordel na Literatura Brasileira. Na oportunidade, Jotacê Freitas, lançará a coleção RECORDELIZAR É VIVER com 5 folhetos que abordam a história do Brasil contemporâneo nos últimos 15 anos.
Para mais informações visite o endereço: http://feiraliterariadeitabuna.com.br/
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
MAXADO NORDESTINO NA WEB
Franklin Maxado Nordestino, o múltiplo artista feirense, bate um papo sobre a Literatura de Cordel com o poeta e professor, Elton Magalhães, no seu blog: O CORDEL NA WEB. Clique na imagem para ler o texto.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
ALVINHO DO RIACHO, UM AMANTE DO CORDEL
![]() |
| FOTO:https://www.facebook.com/alvinho.doriacho |
Aliado da Tropicália,
indisciplinado por Glauber, filho da poesia de mimeógrafo - panfletária com
cunho psicoantropicosociológico, neologista visual que 'alegrou o desespero com
as cores da alegria', Álvaro é um mentor odisséico. Com sua voz tranqüila filosopoetava
rindo de tudo como um sátiro louco. Peças, canções, poesias, petições, ironias
e silêncios.
“AFIANDO MINHA VIOLA
NUM ASSUNTO MUITO URGENTE
EU FAÇO A MINHA MAROLA
PRA IMITAR O REPENTE
MOSTRAR A ESSA GENTE
QUE ARTE, CULTURA E ESCOLA
NÃO PODE VIVER DE ESMOLA”
Mestre por natureza, aliou-se
ao saudense grupo Almart dando vida aos personagens e seus discursos verborrágicos
e cifrados de realidade nua e lúdica. Posou para fotos míticas e sentimentais. Desenhou
metáforas e alucinações. Escreveu também cordéis e até criou uma forma de estrofe
que tanto pode ser lida do primeiro ao último verso, como do último ao
primeiro. Promovia a função pedagógica do cordel e até participou da elaboração
de um projeto educacional com o Grupo Atuar.
“ARTE E EDUCAÇÃO
ANDAM SEMPRE DE MÃOS DADAS
SE HÁ UMA SEPARAÇÃO
ALGUÉM SE PERDE NAS ESTRADAS
ASSIM A SAPIÊNCIA
VAI VIRANDO IMPRUDÊNCIA
A ÉTICA VIRA PIADA”
Em sua homenagem foi
fundado um novo grupo teatral em Senhor do Bonfim, o CITEAR – Circo-Teatro
Alvinho do Riacho, com sede anexa à Sociedade Filarmônica, no aprazível bairro da
Gambôa. Parabéns aos dirigentes e à trupe que comandou a programação em
homenagem ao espaço cultural e ao homenageado Álvaro do Riacho, o Alvinho Perez,
o Biro.
“A VOCÊS MUITO OBRIGADO
ENFIO MINHA VIOLA NO SACO
POIS CUMPRI COM MEU RECADO
ACREDITANDO EM MEU TACO
EDUCAÇÃO É MÃE É SENHORA
NÃO DÁ PRA FICAR NA ESCORA
A HORA SE FAZ AGORA.”
Desde o dia 21,
sexta-feira passada, até o próximo domingo, 30 de agosto de 2015, uma intensa e
diversificada programação com música da Filarmônica e Banda Prosopoetas; recital;
dança e oficina; vídeos; fórum sobre política cultural; teatro; encontro de
artistas da Região do Piemonte Norte da Bahia; e até um improvisado forró com o
licor da casa do Alvinho.
Familiares e amigos prestigiaram
o emocionante evento em que diversas gerações se encontraram com saudade do
grande amigo e companheiro de lutas e risos.
“ESTE CORDEL VENTUREIRO
QUE LHES MOSTRO COM TERNURA
É GARANTIA DA FORÇA
DE UMA RICA CULTURA
ONDE MANDA A EMOÇÃO
QUE ENVOLVE O CORAÇÃO
DESTA LINDA CRIATURA”
No folheto MINE CENAS
AO CANTO DUM TROVADOR, lançado no sábado, o poeta Zaia, parceiro de Alvinho
neste texto, divulga o seu pensamento político anárquico sobre a cultura,
defendendo a prática da “ARTE DA REQUENGUELA”:
“A arte da requenguela ou estética da requenguela faz
parte da realidade de muitos artistas e grupos amadores. O grupo teatral Almart, com sede na cidade de Saúde-Bahia,
atuou na década de 1990, com apresentações na capital e nos territórios do semiárido baiano, tornando
esse pensamento uma ação real. A
metodologia consiste na criação e execução de projetos artísticos da cultura
popular utilizando-se dos mecanismos, técnicas e modos operantes de maior
simplicidade - seja na criação poética ou na produção de livros artesanais; na
encenação; cenários; figurinos; iluminação etc.
Este pensamento e
prática estão presentes de forma erudita na obra do poeta Alvinho do Riacho
(Álvaro Perez), que desde a década de sessenta do século XX, aprimorou e
revisou como esteio de sua poética que pode ser identificada no filme
CACHOEIRA, rodado em parceria com Ney Negrão. O Grupo teatral Almart, montou na
íntegra algumas peças teatrais dirigidas pelo próprio Alvinho do Riacho que
partia sempre do princípio da emoção em lugar da razão.”
Obs.: os versos aqui
mostrados compõem o folheto acima citado.
41º FESTIVAL DE VIOLEIROS DO NORDESTE
Um dos mais respeitados festivais de repente do Brasil ocorreu neste sábado na cidade de Feira de Santana. Clique na imagem para saber mais detalhes.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
CORDEL BAIANO PARA AS CRISES!
Recordar é
viver 3. Não tenho palavras... tudo é tão atual e ao mesmo tempo o reflexo do
mal feito no passado.
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terça-feira, 14 de julho de 2015
CORDEL BAIANO PARA O VELHO CHICO
Recordar é viver 2. Antes tínhamos medo do Velho Chico secar com a Transposição, mas está secando antes mesmo dela. Lá se vão 10 anos de águas sob as pontes...
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domingo, 12 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA O MOSQUITO!
Recordar é viver! Antes apenas a dengue nos assustava, agora o mesmo
mosquito transmite mais três males: zica, chikungunya e síndrome guillain-barré. Haja
sangue!
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| Clique na imagem para ler o cordel. |
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terça-feira, 16 de junho de 2015
CORDEL BAIANO CONTRA A INTOLERÂNCIA
Mais uma vez o poeta Elton Magalhães demonstra suas qualidades poéticas em favor das minorias. Seu novo cordel está disponível no blog O Cordel na Web. Basta clicar na imagem para confirmar.
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
CORDEL BAIANO NA ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES
Será lançado dia 2 de junho, às 14horas, no Fiesta Hotel, durante a Assembleia dos professores da Rede Municipal, o livro CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO. Clique na imagem para mais detalhes.
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| O livro será comercializado a R$ 20,00. |
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
CORDEL BAIANO É DESTAQUE NA EDUCAÇÃO
O poeta e professor, Sérgio Bahialista, Mestre em Educação, foi destaque neste dia 14/5 no jornal A TARDE, falando de sua experiência com o cordel em sala de aula. Leia a matéria clicando na foto abaixo.
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terça-feira, 14 de abril de 2015
MAIS CORDEL NA NET
O cordel ganha um novo espaço na rede mundial de computadores. O poeta Elton Magalhães lançou dia 13 de abril o blog
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segunda-feira, 30 de março de 2015
SETE VERSOS, SETE BAIRROS - 466 ANOS DE SALVADOR
Uma iniciativa positiva para o cordel foi apresentada ao público no aniversário dos 466 anos da nossa capital na contracapa do jornal CORREIO, caderno 466*. Trata-se de 7 septilhas escritas por jovens de 7 bairros de Salvador participantes das oficinas de Cordel conduzidas pelo cordelista e poeta Luar do Conselheiro. Os versos contemplaram as paisagens, costumes e personalidades dos bairros de Itapuã, Lapinha, Cidade Baixa, Bairro da Paz, Cajazeiras, Pelourinho e Alto das Pombas. Mais detalhes no endereço:
Conheça a vida e obra do poeta clicando abaixo:
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sábado, 28 de março de 2015
DENI DE AMÁLIA CHEGANDO AO INFERNO!
Peço licença aos amantes do cordel para homenagear Deni - Barreto, Di Amália e Daniel - falecido dia 27/03, na cidade de Senhor do Bonfim, Sertão da Bahia. Cantor e compositor, Deni deixou um repertório de canções importantes para a formação da identidade cultural bonfinense. Lançou em 1995 uma fita K7 com 10 faixas, intitulada Nada Igual que logo em seguida foi lançado em CD.
Deni di Amália é do Sertão Bonfinense, Norte da Bahia, onde aliou a tradição junina à sofisticação da Bossa Nova, foi premiado nos festivais Sacramentinas 72, Canta Bahia 96 e Edézio Santos, em Juazeiro, 2002.
Seus últimos acordes foram realizados em parcerias com André Bartilloti. As músicas estão registradas em estúdio e em breve serão lançadas em CD com um grupo que ele denomiva: A ISCA. Abaixo um poema em memória de Deni di Amália:
DENI DE AMÁLIA CHEGANDO AO INFERNO!
O menino Daniel,
Filho do mestre Barreto
E de Dona Amália Linda,
Viveu sem muito acerto;
Do Cariacá ao Rio,
Cantou tudo o que viu
E deixou o seu acervo.
Nada Igual ao que se ouvia
No repertório geral.
Era um meticuloso,
No palco não tinha igual.
Bossa Nova, MPB,
O Forró do ABC,
Com elegância total.
Amante imoderado
De cachaça e de mulher,
Cantou pra muitas amantes,
Bem-me-quer e malmequer.
Nas cordas do violão
Amarrou o coração
Atando as mãos e os pés.
Era temente a Deus,
Mas provocava os fiéis.
Dizendo ser uma mulher
O Senhor dos carrosséis.
Quem ficava indignado
Dizia que era pecado
E contra a lei dos papéis.
Sem prumo e desnorteado,
Deni era um peregrino,
Sua cruz era a viola,
Andarilho sem destino.
Perambulou pelo mundo
Como artista vagabundo,
Cantador desde menino.
Sem prato e sem patrão,
Vivia de fantasia,
Sonhando em ser Barão
No reino da melodia.
Foi um pássaro humano
Que entre acertos e enganos,
Respirava a poesia.
Um mendigo luxuoso,
Um nobre puído e bom.
Cavaleiro cervantino
Que não perdia o tom.
Era um filho legítimo
Da harmonia e do ritmo,
Sem violência, só som.
Sabedor de que vida
Era frágil e era vã,
Ele acendia a esperança
Logo cedo de manhã.
A canção atropelada
Será pra sempre lembrada
De Bonfim a Itapuã.
Deni minguou em Bonfim
‘A terra do bom começo’
Como um Orfeu, como um Dante,
No Inferno aos tropeços.
Viajou no Trem da Grota
E o tempero da Cocota
Foi bom de lamber os beiços.
Salvador, 28 de março de 2015.
Mais videos com Deni no endereço:
https://www.youtube.com/channel/UCmV3keM80EpbVnGPQi8Gy0A
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
CORDEL BAIANO PARA A FESTA DO BONFIM
O poeta, Elton Magalhães, está participando de um projeto com o jornal *CORREIO escrevendo belos cordéis sobre nossas festas populares. A iniciativa merece destaque pois estes eventos precisam ser compreendidos como expressão do povo. A Literatura de Cordel é uma tradição que resiste no Século XXI como linguagem literária autônoma e com a função divulgadora de fatos e opiniões.
Clique aqui para ler o texto do poeta que possui o elã necessário para exaltar a cultura da terra que tanto ama.
Bom de briga e de debates, Elton, como bom cabra-da-peste, não deixou barato o preconceito contra os nordestinos. Clique no vídeo ao lado e assista sua declamação do poema: TEM GENTE QUERENDO SEPARAR O NORDESTE DO RESTO DO BRASIL!
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
VIVA JOÃO UBALDO RIBEIRO!
Foi um evento bastante concorrido entre os moradores de
Itaparica. Visitantes, turistas e convidados também marcaram presença junto com
os familiares, amigos, personagens e colegas
de João Ubaldo. O jardim e os muros da BJMJr foi ocupado elegantemente em torno
do busto do escritor que foi descerrado pela esposa Berenice e as filhas Chica,
Emília e Manuela, a quem o livro é dedicado, pela organizadora da antologia Dalva Tavares Lima. "VIVA O POVO BRASILEIRO E JOÃO UBALDO RIBEIRO é uma antologia inédita com uma
centena de textos produzidos por diversas celebridades do mundo literário
e artístico baiano e brasileiro, além de um “álbum
de arte” com reproduções de 7 obras expostas no saguão da biblioteca.
O grande atrativo do livro são os depoimentos, crônicas,
análises e poemas de autores de várias gerações que vão de íntimos confrades e
compadres até simples leitores de suas obras. O cordel baiano foi contemplado
com a inclusão de dois textos, um de Jotacê Freitas, publicado anteriormente, e TRIBUTO A JOÃO UBALDO RIBEIRO, de Carlos
Silva, poeta, cantador e compositor: [...]
“João escreveu histórias
Com muita diplomacia
Citando em suas obras
Satisfação e alegria
De levar sempre pro mundo
O nome da nossa Bahia.[...]
Palavras de João Deixadas
Indicando as trajetórias
Iremos sempre guardar
Dentro de nossas memórias:
‘Enquanto houver quem ouça
Haverá quem conte histórias’.[...]”
Recheando ainda mais a homenagem, Maysa Miranda, poeta e cordelista, professora
mestre em linguística, que tem ótimas parcerias com Bule-Bule e Val Macambira, produziu
e lançou o folheto: O HOMEM QUE VIU O SORRISO DO LAGARTO E DISSE VIVA O POVO
BRASILEIRO:
“[...] João Ubaldo sempre foi
Carpinteiro literário
O mundo inteiro leu
E seguiu o itinerário
Da Ilha de Itaparica
Seu mais belo cenário.
Ele era popular
Conhecia Deus e o Mundo
Pescador e diplomata
Ocupado e vagabundo
Quando estava num lugar
Ele ia até o fundo.[...]”
Teremos saudades dos aniversários do “João” todos os anos na
Biblioteca. As fotos expostas trouxeram boas recordações do bom humor e da
genialidade do Itaparicano mais amado do mundo. Mas a homenagem póstuma manteve
a mesma alegria e diversidade das festas de aniversário. Após declaração
emocionada da diretora da Biblioteca, Dalva Tavares, e o descerramento do busto,
Maysa leu o seu cordel com a voz embargada e nervosa por estar diante dos
familiares e amigos íntimos de João. Carlos Betão entrou em seguida para
apresentar trechos do monólogo Sargento Getúlio, adaptado e dirigido por Gil
Vicente, também presente ao evento. Walter Queiroz, bem descontraído, cantou,
contou causos e imitou João Ubaldo, animando a plateia que sorria como se
tivesse feito parte daqueles fatos. João nos dava, através de sua escrita, a
sensação de que estávamos ali ao lado dele visualizando a cena palavra por
palavra e ouvindo a sua voz gutural.
Após os agradecimentos de Berenice, viúva de João Ubaldo
Ribeiro, aos presentes e aos distantes, a banda Caboco Capiroba, animou a
plateia com um som tipicamente brasileiro e envolvente.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
CORDEL BAIANO PARA UM BOM BAIANO
Será neste sábado, dia 10 de janeiro, mês em que completaria 74 anos (23/01/1941), a homenagem póstuma a João Ubaldo Ribeiro, na Biblioteca Juracy Magalhães Jr., em Itaparica, terra amada e cenário das obras do escritor. Tradicionalmente a BJMJr comemorava os aniversários de João Ubaldo com grande festa e fotos destes eventos serão expostas juntamente com obras de arte de diversos artistas plásticos, descerramento de um busto por familiares, trechos da peça Sargento Getúlio com Carlos Betão, lançamento de uma coletânea com textos em diversos gêneros homenageando João Ubaldo e o lançamento do cordel de Maysa Miranda: "O HOMEM QUE VIU O SORRISO DO LAGARTO E DISSE: - VIVA O POVO BRASILEIRO!"
Li o seu último livro: O ALBATROZ AZUL e me encantei com a descrição de um parto e a morte do protagonista Tertuliano, talvez o prenúncio do que viria a acontecer. Quando fui convidado a participar da antologia recorri a estas imagens e, no pequeno espaço destinado, escrevi estas décimas em homenagem a este escritor que tanto me entreteve e ensinou a amar o meu país e o povo brasileiro:
"JOÃO UBALDO EVANESCEU NAS ASAS DE UM ALBATROZ
"JOÃO UBALDO EVANESCEU NAS ASAS DE UM ALBATROZ
O tédio das
escrituras
E do papo
literário
Deixavam ele
aflito
Um palhaço
involuntário
Para fazer
gargalhar
Ou
simplesmente pensar
No tempo em
que viveu
Como crítico
feroz
Do real que
ensandeceu
Numa rotina
veloz.
Nunca lhe
faltava assunto
Em um dia ensolarado
Ou na sala
enfumaçada
Sentado em
frente ao teclado.
O povo de
Itaparica
Que bebe
água da bica
Faz parte do
mundo seu
É nascente e
é foz
De tudo o
que escreveu
Sem fardões
ou paletós.
Sem sentido
seu Setembro
De Sargentos
e Outros Povos
Vila Real é
quem manda
O Cruel
quebrar os ovos
Viva o Povo
Brasileiro
Sempre um
Sorriso matreiro
A Vingança
aconteceu:
Berlim de
Feitiço algoz
Arte e
Ciência e Deus
A Miséria
veio a nós.
Sem saber se
há outra vida
Ou a mesma
de outra forma
Quando
morremos partimos
Ou nossa
alma retorna?
Ele ria até
da morte
E nunca
ligou pra sorte
Que dele não
se esqueceu
Nem de seus
pais e avós
João Ubaldo
evanesceu
Nas asas de
um Albatroz.
Jotacê Freitas, setembro 2014.
domingo, 14 de dezembro de 2014
SARAU DA SEREIA
O poeta, compositor e arte educador, Osmar Machado, realizou no Estúdio da Sereia, o Sarau da Sereia, com criação de uma Cordelteca e lançamento do folheto Dalma e Francisco. O evento teve como plateia as crianças da Associação de Capeira Regional Arte Nossa.
A FELITA – Feira Literária de Itabuna, realizada dias 4 a 7
de dezembro, na AFI – Ação Fraternal de Itabuna, foi um marco para uma terra
que gestou tantos escritores. Esta primeira Feira teve Adonias Filho como
patrono em comemoração ao seu centenário. Debates, entrevistas, lançamentos de
livros, oficinas de criação, recitais, música, contação de histórias e stands
de editoras incrementaram o final de semana cultural “na terra onde nasceu
Jorge Amado”.
| Jotacê Freitas realizou uma oficina de cordel. |
Os temas foram os mais variados: do papel da igreja
progressista na redemocratização até a Literatura Baiana hoje; da História
Social da Bahia à Literatura de Cordel contemporânea; da invenção da poesia às
literaturas divergentes; da vida e obra de Adonias Filho ao tempero da comida
baiana de Jorge Amado, presenteada por Paloma Amado que fez questão de
prestigiar o evento com afetivo respeito à cidade que tem seu pai como símbolo.
| Elton Magalhães lançou cordel e bateu papo com a plateia. |
No decorrer dos debates oficiais, de bastidores e de mesas
de bar as opiniões convergiram para a constatação de que a atual literatura
baiana não está em lugar nenhum do Brasil, ou seja, o destaque é ínfimo. Muitas
publicações de qualidade são lançadas por pequenas editoras mas ficam restritas
aos locais de produção. Mesmo sabendo da
importância de sermos universais em nossa aldeia e da necessidade de
fomentarmos a cadeia local do livro, o escritor deseja ser lido pelo mundo
inteiro, seja por vaidade, pretensão, síndrome de genialidade ou qualidade, mas
o público leitor, peça imprescindível na cadeia produtiva do livro, está cada
vez mais escasso. O crescimento do mercado depende do aumento do número de
leitores.
| A plateia atenta no Espaço Orfeu enquanto Luiz Natividade desenha mais um rosto. |
Falou-se muito em formação de ‘público leitor’ e de que a
educação seria a saída para fomentar este crescimento, mas a própria educação
tem utilizado muito a ‘virtualidade’ eletrônica e a ‘leitura’ soçobra neste
embate pois os meios ‘sociais’ virtuais utilizam mais o áudio visual fazendo
com que seus ‘usuários’ considerem a ‘leitura’ algo ultrapassado e cansativo.
Como estimular a leitura diante dessa realidade? Esta é a pergunta que nos
faço.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Maiores detalhes entrar em contato com: Luiz Mott
Fone: 71 - 3328.3782 / 9128.9993
Marcadores:
CORDEL,
GGB,
homofobia,
Luiz Mott,
São Tibira do Maranhão
sábado, 29 de novembro de 2014
CORDEL BAIANO NA SALA DE AULA
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO - UMA CARTILHA OPORTUNA
O novo livro do poeta e professor,
Jotacê Freitas, CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO terá pré-lançamento dia 07/12,
durante uma Oficina de Cordel, na FELITA – Feira Literária de Itabuna, e
lançamento afetivo no dia 19/12 na UNEB – Senhor do Bonfim, sua terra natal. “Neste
livro, o poeta apresenta-se como um educador que leva para a sala de aula a
tradição do cordel como ferramenta pedagógica que colabora no processo de
aprendizagem.”
Sem
preciosismos linguísticos, ‘literatices’ ou ‘cientificismo ortodoxo’, o livro
CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO, ou mais sabiamente, “cartilha didática e prática do
cordel”, é um caderno ideológico,
artesanal, típico de quem está na trincheira entre a poesia e a educação. Jotacê
Freitas, no falar de Reginaldo Carvalho, professor da UNEB, prefaciador e
estudioso da interligação entre arte e educação, “propõe com a autoridade de um
prático e a tranquilidade oriunda da experiência uma metodologia do ensino do
cordel, onde não faltam a cantoria, o funk, o rap, o samba de roda e – acreditem
– o pagode”.
Os textos aproximam-se da oralidade,
como a sintaxe fácil da poesia de cordel exemplificada à exaustão em 2/3 do
livro. Mas são exemplos necessários à prática da profissão de professor,
público a quem o livro se dirige, podendo ser lido por admiradores do cordel e
estudantes de pedagogia, letras e demais licenciaturas.
A temática central é a “Didática da
Poesia Popular” apresentada com a objetividade de quem sabe o que faz. Mas está
incluso também a ‘história do cordel’, folhetos editados em greves de
professores, relatos de fatos escolares, materiais didáticos para práticas em
sala de aula e duas entrevistas em que o poeta expõe sua vida, influências, experiências
e ideologias.
A capa é panfletária, típica
pichação, colagem em muros, referência atualíssima da contemporaneidade tão
presente nos cordéis, criação da artista plástica, ilustradora e esposa do
poeta, Walkíria Freitas.
A publicação com 120 páginas é
independente, foi editorada na Gráfica e Editora Vento Leste e será comercializada
a R$ 20,00 nos lançamentos. Quem desejar pode adquirir pela internet, incluindo
a taxa dos Correios, pelo endereço eletrônico oficinadecordel@gmail.com .
Os Editores
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
terça-feira, 21 de outubro de 2014
CORDEL BAIANO VIRADO NA PORRA!
Após o lançamento do livro, 2014 – O ANO DA COPA NO PAÍS DO FUTEBOL, na livraria Saraiva, Elton Magalhães lançou na praça dois novos
folhetos. Trata-se do revelador “ALMANAQUE DA PORRA”, uma pérola da baianidade
linguística, palavra de múltipla semântica e classes; e do exercício poético “TEM
GENTE QUERENDO SEPARAR O NORDESTE DO RESTO DO BRASIL”, um galope com décimas
decassílabas, antisseparatista, revidando com exaltação o recente preconceito contra nordestinos nos debates
políticos em redes sociais.
Os interessados em adquirir os cordéis devem entrar em
contato com o autor: eltonveota@gmail.com (71)8861-8858 / 9115-1782.
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Diversos amigos e poetas também estiveram presentes no
lançamento, Creusa Meira marcou a presença feminina do cordel baiano.
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sábado, 11 de outubro de 2014
UMA GOLEADA DE VERSOS, RIMAS E HISTÓRIA.
Mesmo
negligenciada pelos estudos literários contemporâneos e pelo “povo” que lhe
pertencia, a Literatura de Cordel encontrou um meio termo para sobreviver em
pleno Século XXI. A Educação tem sido este caminho, aberto ao final do século
passado, quando instituições como o MEC – Ministério de Educação e Cultura e
SESC – Serviço Social do Comércio deram uma injeção de ânimo, na valorização e
revitalização do “velho cordel” e divulgação e difusão do “cordel novo”. Recomendações
em parâmetros curriculares para as escolas se apropriarem do cordel como
ferramenta para o letramento das crianças, jovens e adultos; exposições,
seminários, concursos e debates despertaram em jovens a ânsia de conhecer a
arte universal de contar histórias em versos mais brasileira que existe: a
Literatura de Cordel. Lembrando também
que diversos escritores “imortais” e “marginais” brasileiros experimentaram
motes, rimas e métricas pelo simples prazer ou desafio de prender-se a uma
forma fixa e depois libertar-se.
O
Futebol, inserido em nossa cultura através dos ingleses pela ‘elite branca’
paulista, no final do Século XIX, manteve-se ascendente em termos de
popularidade e prática entre nossa população até os dias atuais, mesmo tendo
perdido 15 Copas, sendo duas delas em casa. O Cordel, chegado no mesmo período,
trazido na bagagem pelos colonizadores portugueses, ‘elite branca’ lusitana, ao
contrário, encontrou seu auge entre os anos 30 e 50 do Século XX, entrou em
decadência no período da Ditadura Militar, por repressão à livre expressão, ressurgindo
apenas nos Anos 90 como objeto decorativo, auxiliado pela xilogravura; suvenir
para turistas encantados pela “Cultura Popular”; fonte de dados para
historiadores; objeto de pesquisa e estudos acadêmicos literários e
linguísticos; produto literário rentável para gráficas do Nordeste e do
Sudeste; e fonte de inspiração e criação para novos escritores e escritores
novos. Escritores que vislumbraram na oralidade do cordel não apenas as toadas
do repente e do desafio, mas também o ritmo do coco, da embolada, do baião, do
cururu, do samba-de-roda, do pagodão, do rockn’roll, do rap, do funk e outros
mais; além da utilização da internet como meio de divulgação e comercialização
de livros e folhetos.
E
foi justamente com o Futebol, este baluarte irmão rico do Cordel, considerando
os dois como pertencentes a uma “cultura” dita “popular”, que Elton Linton O. Magalhães, um baiano
trintão, castro-alvense, profissional da área da Educação, professor
universitário de literatura, decidiu se mostrar ao mundo através da Literatura
de Cordel. Ele já havia trilhado este caminho com um folheto contando a História
do Esporte Clube Bahia e lançou outros 7 abordando temas que vão da homofobia
às escolas literárias. Elton agora
empenhou-se em desenvolver este épico romance, 2014: o ano da Copa no país do
futebol. Dividido em 4 tomos: O País, Os Povos, As Partidas e O Escrete
Brasileiro, o poeta narra a saga do nosso povo com uma visão sócio-político-futebolística,
que agrada mais que a seleção jogando em casa a Copa de 2014. As mais de 200
septilhas em esquema de rimas ‘x a x a b b a’, foram lapidadas e apuradas com primorosa
dedicação de artesão preocupado em mostrar uma linha de pensamento em que crê e
necessita compartilhar, inclusive nas redes sociais, embutindo ‘hastegs’ aqui e
acolá em seus versos, um traço de contemporaneidade bem sacado.
O
poeta, Elton Magalhães, flui sua verve em vocabulário coloquial simples e
prazeroso de ler, fazendo-nos querer conhecer não só a História do Futebol no
País da Copa, mas acompanhar o raciocínio de um escritor que se revela sincero
nos fatos, nas crenças políticas e nas emoções, sabedor que é da importância
deste esporte para nossa cultura e identidade.
Se
conscientes fossem da narrativa pungente aqui exposta, talvez o desempenho, ou
no mínimo, o interesse dos jogadores da Seleção Brasileira pelo esporte fosse
maior que pelo mundo “fashion” de cabeleiras coloridas, arrepiadas e excessivas
tatuagens corporais. Mas não culpemos o poeta por esta decepção inglória, vamos
ler e divulgar esta História pra as gerações futuras.
O
livro pode ser adquirido na página da editora: mondrongo.com.br
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Jotacê Freitas
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
domingo, 21 de setembro de 2014
CORDEL NO CARURU DOS 7 POETAS
O Caruru dos 7 Poetas é um evento que celebra a poesia unida
à tradição cultural e religiosa baiana. Numa analogia aos 7 meninos dos carurus
de Cosme e Damião, o projeto promove o encontro de 7 poetas, das mais diversas
correntes literárias, para ler, recitar, declamar, falar, cantar, dançar e até
pintar seus poemas.
Em sua 10ª Edição, os organizadores, a Casa de Barro –
Cultura, Arte, Educação, ONG que atua no
desenvolvimento humano e cultural do Recôncavo baiano, lançará dia 26/09, a antologia “Todas as Mãos”, em e-book, com poemas de todos os poetas
que participaram do Caruru dos 7 Poetas nesta última década.
Os poetas Antonio Barreto, Gildemar Sena, Jotacê Freitas e
Sérgio Bahialista participaram em edições distintas do Caruru dos 7 Poetas apresentando
o Cordel Baiano e estão contemplados na antologia eletrônica “Todas as Mãos”. Maiores informações: clique na imagem.
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