segunda-feira, 31 de março de 2014

FESTIVAL DOS CORDELISTAS 2014

O encerramento do Festival dos Cordelistas, na Praça Cayru, dentro das festividades do 465º aniversário da capital baiana, foi realizadao pelos irmãos João Ramos e Caboquinho, dupla de Feira de Santana, que provocou risos na plateia em todos os modos de repente numa peleja que começou ao meio-dia e encerrou-se apenas à 1 da tarde. Após o show, os artistas foram cumprimentados pelos amigos e poetas: Antonio Barreto, Luiz Natividade e Zuzu Oliveira.
                       
O Palco dos Cordelistas, montado na Praça Cayru para as apresentações dos repentistas, teve o patrocínio da Fundação Gregório de Mattos. A OBPLC - Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel estava representada pelo presidente, Paraíba da Viola, que teve direito à uma bancada para vender folhetos.

terça-feira, 25 de março de 2014

REPENTISTAS BAIANOS VOLTAM À PRAÇA CAYRU

Os Repentistas baianos voltaram a ocupar a Praça Cayru e desta vez patrocinados pela Prefeitura que criou o Palco dos Cordelistas para apresentações do Festival dos Cordelistas. O evento faz parte do Festival da Cidade que celebrará os 465 da primeira capital do Brasil, a São Salvador da Baía de Todos os Santos. Os Repentistas se apresentarão de 25 a 29/03, sempre às 12 horas, na seguinte sequência: Paraíba da Viola e Lucas Evangelista; Bráulio Pinto e Sabiá; Antonio Queiroz e Davi Ferreira; Lavandeira e Zé Francisco; e Caboquinho e João Ramos. Bule-bule, além de Mestre de Cerimônias, lançou o livro "Um punhado de cultura popular".

Veja aqui a programação geral e prestigie a cultura baiana. Leia também matéria no jornal A Tarde.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O CORDEL VIVE EM FEIRA DE SANTANA

 Foi realizado neste sábado, 15/3, um recital poético no Mercado de Artes, em Feira de Santana, com a presença dos poetas: Franklin Maxado Nordestino, Jurisvaldo Alves, Antonio Barreto, Nivaldo Cruzcredo e Jotacê Freitas; e a artista plástica e ilustradora Walkíria A. Freitas. De forma itinerante os poetas circularam entre os boxes do Mercado cantando músicas nordestinas e convidando a todos para o evento.
 Na porta principal do Mercado de Artes o poeta, ator, compositor e artista plástico, Franklin Maxado, comemorando 40 anos de carreira artística fez a abertura da apresentação dos convidados que um a um foram declamando e lendo seus versos atraindo os transeuntes. Após o recital comerciantes, clientes e poetas reuniram-se nos boxes 63 e 64, os pontos do Cordel, e continuaram a brincadeira que recebeu as ilustres visitas do poeta Caboquinho e do Secretário de Cultura, Antonio Carlos, que prometeu um toldo e uma aparelhagem de som para o próximo evento.
 Franklin Maxado foi um sucesso com sua interpretação e comentários, envolvendo a plateia que gargalhava com seus versos de humor; Jurisvaldo, lembrou da função histórica do folheteiro e demonstrou alguns clássicos além de versos de sua autoria com a filha Patrícia; Nivaldo Cruzcredo, radialista da rádio Subaé, amante da cultura nordestina, fantasiado de vaqueiro, mostrou que não é só bom de papo mas de verso também; Antonio Barreto, com seu pandeiro e sua gaita foi o grande animador musical e conclamou a todas a comprarem os folhetos para que os poetas permaneçam ativos e produtivos; Jotacê Freitas, apresentou seus títulos e leu trechos de um dos seus folhetos.
 Na opinião dos poetas o recital foi positivo para mostrar ao povo feirense que o cordel continua vivo e seus poetas tem espaço garantido para vender e demonstrar sua arte, diferente da capital que fechou a única banca de cordel existente.
Torcemos para que eventos como este se repitam com o devido apoio e divulgação para que o povo feirense tenha acesso a esta cultura tão nossa e tão renegada.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

“Grupo protesta contra a retirada do cordel da Praça Cayru"

"Na manhã de sábado, 15/02, um ato convocado pelo coletivo Luto por Salvador promoveu “O enterro do cordel da Praça Cairu”. A intervenção teve como objetivo protestar contra a retirada da banca dos trovadores, existente há mais de 30 anos na praça localizada em frente ao Mercado Modelo.
De acordo com a SECOP, os cordelistas que atuavam no local foram considerados “vendedores ambulantes” e, por isso, foram retirados da praça em outubro do ano passado. No entanto, a banca é registrada na Ordem Brasileira de Literatura de Cordel, além de representar uma importante tradição da cultura popular nordestina."
No ato de sábado, o coletivo protestou não apenas contra a retirada dos cordelistas, mas também com a forma com que a prefeitura vem conduzindo suas diversas ações: sem dialogar e sem oferecer alternativas para os trabalhadores, majoritariamente de baixa renda."
“Quando ocorre o diálogo, é sempre após as ações autoritárias da prefeitura. Primeiro se retira os cordelistas, vendedores ambulantes, aumenta abusivamente o IPTU, destrói criminosamente a Favelinha. Depois, quem quiser que corra atrás da prefeitura com seu pires na mão, para reivindicar seus direitos ou buscar alternativas de trabalho.” – afirmou um dos manifestantes, que não quis se identificar."
 "No enterro promovido pelo coletivo, muitos transeuntes, turistas e vendedores ambulantes que circulavam pelo local manifestaram apoio ao ato. A intervenção que durou cerca de duas horas contou com recital, varal de cordel, além de um caixão que simbolizou o enterro.
“Enterramos simbolicamente o cordel, mas na verdade queremos ressuscitá-lo, já que ele foi enterrado pela política cultural que o prefeito ACM Neto e suas secretarias impuseram aqui. O cordel foi retirado de forma arbitrária, sem a mínima possibilidade de argumentar, desrespeitando toda e qualquer forma de representação cultural que o cordel tem na Bahia há mais de 40 anos, retirando a banca de cordel que Rodolfo Coelho Cavalcante se esforçou tanto para colocar aqui.”, afirmou Sérgio Bahialista, um dos cordelistas que participou do ato na praça Cairu.”

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014