domingo, 14 de dezembro de 2014

SARAU DA SEREIA

O poeta, compositor e arte educador, Osmar Machado, realizou no Estúdio da Sereia, o Sarau da Sereia, com criação de uma Cordelteca e lançamento do folheto Dalma e Francisco. O evento teve como plateia as crianças da Associação de Capeira Regional Arte Nossa.
A FELITA – Feira Literária de Itabuna, realizada dias 4 a 7 de dezembro, na AFI – Ação Fraternal de Itabuna, foi um marco para uma terra que gestou tantos escritores. Esta primeira Feira teve Adonias Filho como patrono em comemoração ao seu centenário. Debates, entrevistas, lançamentos de livros, oficinas de criação, recitais, música, contação de histórias e stands de editoras incrementaram o final de semana cultural “na terra onde nasceu Jorge Amado”. 
Jotacê Freitas realizou uma oficina de cordel.
Os temas foram os mais variados: do papel da igreja progressista na redemocratização até a Literatura Baiana hoje; da História Social da Bahia à Literatura de Cordel contemporânea; da invenção da poesia às literaturas divergentes; da vida e obra de Adonias Filho ao tempero da comida baiana de Jorge Amado, presenteada por Paloma Amado que fez questão de prestigiar o evento com afetivo respeito à cidade que tem seu pai como símbolo.
Elton Magalhães lançou cordel e bateu papo com a plateia.
No decorrer dos debates oficiais, de bastidores e de mesas de bar as opiniões convergiram para a constatação de que a atual literatura baiana não está em lugar nenhum do Brasil, ou seja, o destaque é ínfimo. Muitas publicações de qualidade são lançadas por pequenas editoras mas ficam restritas aos locais de produção.  Mesmo sabendo da importância de sermos universais em nossa aldeia e da necessidade de fomentarmos a cadeia local do livro, o escritor deseja ser lido pelo mundo inteiro, seja por vaidade, pretensão, síndrome de genialidade ou qualidade, mas o público leitor, peça imprescindível na cadeia produtiva do livro, está cada vez mais escasso. O crescimento do mercado depende do aumento do número de leitores. 
A plateia atenta no Espaço Orfeu enquanto Luiz Natividade desenha mais um rosto.
Falou-se muito em formação de ‘público leitor’ e de que a educação seria a saída para fomentar este crescimento, mas a própria educação tem utilizado muito a ‘virtualidade’ eletrônica e a ‘leitura’ soçobra neste embate pois os meios ‘sociais’ virtuais utilizam mais o áudio visual fazendo com que seus ‘usuários’ considerem a ‘leitura’ algo ultrapassado e cansativo. Como estimular a leitura diante dessa realidade? Esta é a pergunta que nos faço.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Maiores detalhes entrar em contato com: Luiz Mott
Fone: 71 - 3328.3782 / 9128.9993

sábado, 29 de novembro de 2014

CORDEL BAIANO NA SALA DE AULA

CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO - UMA CARTILHA OPORTUNA

O novo livro do poeta e professor, Jotacê Freitas, CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO terá pré-lançamento dia 07/12, durante uma Oficina de Cordel, na FELITA – Feira Literária de Itabuna, e lançamento afetivo no dia 19/12 na UNEB – Senhor do Bonfim, sua terra natal. “Neste livro, o poeta apresenta-se como um educador que leva para a sala de aula a tradição do cordel como ferramenta pedagógica que colabora no processo de aprendizagem.” 
 Sem preciosismos linguísticos, ‘literatices’ ou ‘cientificismo ortodoxo’, o livro CORDEL POLÍTICO PEDAGÓGICO, ou mais sabiamente, “cartilha didática e prática do cordel”,  é um caderno ideológico, artesanal, típico de quem está na trincheira entre a poesia e a educação. Jotacê Freitas, no falar de Reginaldo Carvalho, professor da UNEB, prefaciador e estudioso da interligação entre arte e educação, “propõe com a autoridade de um prático e a tranquilidade oriunda da experiência uma metodologia do ensino do cordel, onde não faltam a cantoria, o funk, o rap, o samba de roda e – acreditem – o pagode”.
 Os textos aproximam-se da oralidade, como a sintaxe fácil da poesia de cordel exemplificada à exaustão em 2/3 do livro. Mas são exemplos necessários à prática da profissão de professor, público a quem o livro se dirige, podendo ser lido por admiradores do cordel e estudantes de pedagogia, letras e demais licenciaturas.
A temática central é a “Didática da Poesia Popular” apresentada com a objetividade de quem sabe o que faz. Mas está incluso também a ‘história do cordel’, folhetos editados em greves de professores, relatos de fatos escolares, materiais didáticos para práticas em sala de aula e duas entrevistas em que o poeta expõe sua vida, influências, experiências e ideologias.
A capa é panfletária, típica pichação, colagem em muros, referência atualíssima da contemporaneidade tão presente nos cordéis, criação da artista plástica, ilustradora e esposa do poeta, Walkíria Freitas.
A publicação com 120 páginas é independente, foi editorada na Gráfica e Editora Vento Leste e será comercializada a R$ 20,00 nos lançamentos. Quem desejar pode adquirir pela internet, incluindo a taxa dos Correios, pelo endereço eletrônico  oficinadecordel@gmail.com .

Os Editores