domingo, 16 de julho de 2017

CORDEL BAIANO ESGOTADO!

Clique na imagem para conhecer o projeto.
INFORMAMOS AOS LEITORES QUE AS 100 CAIXAS PRODUZIDAS PARA ESTA PROMOÇÃO ESGOTARAM-SE! AGRADECEMOS  O SUCESSO A VOCÊS QUE NOS VISITAM E AMAM A LITERATURA DE CORDEL! OBRIGADO!
p.s.: Em breve proporemos uma nova promoção. Aguardem!!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

CORDEL BAIANO AO VIVO

O poeta e professor, Elton Magalhães, retomou o seu projeto Leituras de Cordel ao Vivo no FACEBOOK. Dia 30/6, última sexta-feira, ele apresentou o folheto: PARA MUDAR O BRASIL TEMOS QUE MUDAR O POVO! de Jotacê Freitas. Os interessados em apreciar a leitura clique na imagem ou visite o Facebook de Elton Magalhães.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A CHEGADA DE MICHEL TEMER NO INFERNO!


O poeta, Valdeck Almeida, editor e produtor cultural, costuma jogar suas rimas em nossos peitos como se fossem uma GALINHA PULANDO. Seus habituais leitores estão acostumados, quem não o conhece se assusta. Clique na imagem dos capetas, sem medo, para ler o poema completo.

domingo, 21 de maio de 2017

sábado, 20 de maio de 2017

CORDEL BAIANO POR DIRETAS JÁ!

Mais um petardo do poeta João Augusto. Interessados em ler na íntegra este cordel manifesto, escrevam para joaoroch@gmail.com:


sábado, 13 de maio de 2017

CORDEL BAIANO NA HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Em 2006, o poeta Jotacê Freitas lançou o folheto “O DEBATE ENTRE LULA E FREI BETTO NA PORTA DO PURGATÓRIO”. Nesse cordel ele relata de forma irônica a saída do Assessor Especial do ex-presidente logo após as primeiras denúncias de corrupção em seu governo. Os fatos que envolviam Luis Inácio foram comentados no livro “A MOSCA AZUL” publicado por Frei Betto no mesmo ano pela Editora Rocco.

Em 2010, o poeta Jotacê editou uma coletânea intitulada “TETRALOGIA LULÁSTICA”, com o folheto acima e mais outros três: “LULA ENCHEU A CARA E BRIGOU COM AMERICANO”, “LUÍS INÁCIO DA SILVA, O HOMEM QUE NÃO SABIA” e “O CASO ESCANDALOSO DA MÃE DO PAC COM O FILHO DA LUTA”. O livro foi lançado com bastante sucesso na Bienal do Livro da Bahia em 2011.
Uma mostra de que o Cordel Baiano é um livre relator da história contemporânea do Brasil. Vale a pena ler, basta clicar na imagem.       

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A LUTA É CONTÍNUA PARA O CORDEL BAIANO!

Os poemas de João Augusto são verdadeiras granadas na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, seguem abaixo alguns estilhaços do seu novo folheto. Os interessados em conhecer na íntegra devem escrever para jrjoaoroch@gmail.com:


terça-feira, 2 de maio de 2017

A REALEZA DO CORDEL BAIANO

Prestes a completar 70 anos de vida e 50 de carreira, Bule Bule foi homenageado neste domingo pelo jornal A Tarde na revista Muito. Para ler a matéria do jornalista Eron Rezende clique na foto abaixo:

quarta-feira, 26 de abril de 2017

PRESTÍGIO PARA O CORDEL BAIANO

O poeta Antonio Barreto foi entrevistado no programa ASSEMBLEIA LITERATURA pelo também poeta e apresentador Claudius Portugal. Além de traçar um histórico da Literatura de Cordel como arte poética e comunicativa, Barreto fala de sua vida, obra e práticas educacionais tendo o Cordel como ferramenta pedagógica. Vale à pena assistir, basta clicar na foto abaixo:
VISITE O BLOG DO BARRETO: https://barretocordel.wordpress.com/

sexta-feira, 31 de março de 2017

HOMENAGEM JUSTA AO CORDEL BAIANO!


Mesmo com dúvidas sobre sua data de nascimento, Rodolfo Coelho Cavalcante, foi um grande poeta e tem uma obra que merecia uma edição antológica. Sua vida inteira, desde os 13 anos, foi dedicada à arte. Trabalhou de palhaço de circo e propagandista por todo o Nordeste até parar na Bahia para plantar e colher poesia. Clique na imagem para mais detalhes sobre o filme: Suspiros de um trovador.

sábado, 11 de março de 2017

CORDEL BAIANO LESADO?

Quatro anos após lançado, o DVD Voz Talismã, de Margareth Menezes, que tem em seu repertório a canção ‘Akará’, do poeta santamarense, Antonio Vieira, não rende direito autoral para a viúva do autor, Coracy Vieira. Vieira, faleceu em 2007, foi o renovador da musicalidade do cordel nos anos 80 e 90, famoso pela criação do “Cordel Remoçado”. Coracy, detentora dos direitos da obra, tem procurado a produção da artista e não tem encontrado retorno favorável à sua reivindicação. Acredito que Margareth Menezes não tem conhecimento deste fato. Para saber mais detalhes e ouvir a música, clique aqui.

sábado, 4 de março de 2017

CORDEL BAIANO A GRANEL

 Acatando a sugestão de leitores, lançamos no comércio virtual a caixa CORDEL A GRANEL – Antology Box. Assim mesmo, com subtítulo em inglês, pra decepção de Ariano, provocação aos puristas e alegria dos internautas. É uma antologia com 10 folhetos contendo narrativas medidas e rimadas, escritos na primeira década do século XXI, relembrando um Brasil displicente e irônico com suas mazelas e seu povo. Adepto da verve cuicana, Jotacê Freitas discorre sobre temas diversos, sempre ligados à atualidade. Para quem gosta de rir e pensar! Tem como bônus o folheto A HISTÓRIA DO CORDEL SEM MAIORES PORMENORES!
O quê?
CORDEL A GRANEL – ANTOLOGY BOX
Quanto?
R$ 25,00  
Como?
TEF – BRADESCO AG 2425 – CC 40953-7
Onde?
Prazo?
3 a 7 dias.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CORDEL BAIANO METENDO A BRONCA

Nosso amigo, João Augusto Rocha, é um dos mais combatentes poetas da atualidade. Sempre contundente em seus poemas, ele desmascara o cinismo dos nossos políticos que nos fazem de bobos da corte. Quem tiver interesse em ler mais, escreva para jrjoaoroch@gmail.com


Trechos do folheto: O RETRATO DE DORIA GRAY, 2017.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CORDEL BAIANO NA ABLC

Fui chamado de ‘bairrista’ por só tratar de Cordel Baiano neste espaço. Antecipo os objetivos no perfil do aplicativo, não me sinto discriminado. No PEPLP-UFBa ( Programa de Estudos e Pesquisas da Literatura Popular) e posteriormente na Comissão Baiana de Folclore, ambos orientados por Doralice Alcoforado, professora e pesquisadora, aprendi que a Bahia não tem seu Cordel reconhecido na mesma proporção que a sua qualidade literária e histórica. Acredito que a canonização, tanto de homens ‘santos’ como de obras de arte, quem determina é o povo, o público, o leitor. Sociedades, agremiações, confrarias, clubes, academias, críticos e editores servem mais para fortalecimento daquela prática a qual se propõem a ‘preservar, valorizar, difundir e divulgar’. Não quero aqui meter o bedelho onde não estou sendo chamado, mas a quem caberia esta responsabilidade? Ao poeta, ao sindicato, ao governo, às bibliotecas?
Por aqui, Rodolfo Coelho Cavalcante, lutou muito nos anos 40 a 70 pela organização da classe cordelística na Bahia e no Brasil, com amigos fundou a OBPLC – Ordem Brasileira dos Poetas de Literatura de Cordel, dirigida posteriormente por Bule-Bule e Paraíba da Viola, com sede em uma barraca que virou ponto de apoio, vendas e apresentações na praça do Elevador Lacerda. A poeta Zuzu Oliveira dirige a Ordem atualmente em busca de renovação e novos apoios pois a sede foi retirada da praça pela prefeitura em 2013 e até o momento não foi substituída ou realocada.
          Visitei a ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel no Rio de Janeiro. Conheci o poeta Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da instituição; sua esposa Mena, a Madrinha dos Poetas. Adquiri uma obra prima, 100 CORDÉIS HISTÓRICOS SEGUNDO A ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, em 2 volumes, tamanho 30x20cm, com as capas em fac-símile de todas as obras, patrocinada pela Petrobras e publicada em 2008, “destinada a preservar parte significativa da cultura brasileira” conforme Francisco da Silva Nobre; organização e curadoria do próprio Gonçalo.
Por ser este um blog escrito por um baiano com o intuito de debater a nossa produção, procurei a produção baiana na referida antologia. São 100 poemas escritos por 41 poetas de 9 estados do Norte/Nordeste. Destes, apenas um é da Bahia: “O ENCONTRO DE LAMPIÃO COM DIOGUINHO”, de Antonio Teodoro dos Santos, ‘O garimpeiro”, natural da cidade de Jaguarari. A coleção conta com a produção de 15 paraibanos, 11 pernambucanos, 3 potiguares, 2 alagoanos, 2 cearenses, 1 paraense, 1 piauiense, 1 sergipano e 4 com naturalidade desconhecida. Esta edição “é um marco histórico e indelével para a ABLC, para as letras brasileiras e para a própria latinidade”, palavras do Mestre  Gonçalo que endosso.  Ele antecipa que ‘não foi justo na visão de muitos e que foi difícil escolher apenas 100 de um rico acervo de cerca de 13 mil”.
           A equipe organizadora mostra a importância histórica e literária destes poemas nas apresentações constantes no livro. A curadoria optou por incluir apenas autores mortos “pois eles não têm outro processo para reeditar seus trabalhos”, e que nasceram entre 1848 a 1928. Organizar uma antologia não deixa ninguém felicíssimo, muito pelo contrário, a exclusão de alguém pode causar atritos artísticos e pessoais entre os envolvidos e seus interessados. Sem tartamudear, mas respeitando os critérios, senti falta de Cuíca de Santo Amaro, que se encaixaria neste recorte. O brincante pernambucano, Antonio Nóbrega, em seu texto de apresentação, lembra a figura icônica do poeta baiano nas imagens de Pierre Verger na revista O Cruzeiro como um destaque nacional.
A nossa Literatura de Cordel também tem seus ‘bestsellers’, seus cânones, seus autores consagrados, assim como todo e qualquer gênero literário com seus clássicos, pastiches, auto-ajudas, fantasias e amores. Falta-nos, para nos equipararmos à literatura oficial, uma classificação por escolas e/ou estilos; temos classificações temáticas, mas não seria difícil estabelecer paradigmas para uma taxonomia mais erudita. ‘Mas o que temos com isso?’
Eu, Gonçalo, Walkíria e Mena.
Os poetas populares seriam sempre populares ou populistas? As instituições cumprem o seu papel de estabelecimento de normas e padrões. Busco uma poesia com “sangue novo e elementos deveras salutares”, como diria o grande Antonio Vieira, de Santo Amaro da Purificação, com seu Cordel Remoçado, uma blasfêmia para uns e arte para tantos outros.
Gonçalo Ferreira, a princípio criticado pelos próprios colegas, foi vítima de diversas chacotas versadas em desafios de repentistas na conceituada Feira de São Cristovão, berço da cultura nordestina no Rio de Janeiro. Os populares não precisam de organização, consagração, conservação e motivação? Sua perseverança e persistência demonstraram que estava no caminho certo, a Academia não seria apenas um celeiro de egos, mas de preservação, divulgação e estímulo à leitura e à produção do cordel. Ele relata com satisfação as críticas que sofreu quando iniciou a campanha para a fundação do órgão, que seria melhor juntar-se com Drummond, Vinícius de Moraes, Castro Alves, Gonçalves Dias e outros clássicos, era o conselho que recebia.
         A representatividade da ABLC como entidade de classe é notável no Brasil pela adesão da maioria dos poetas em atividade. O critério para escolha dos membros é “por meio de votação em escrutínio secreto” e que 25% das cadeiras é para os não residentes no Rio. No panteão da ABLC figuram pessoas jovens e maduras, com vasta e pequena produção poética, com muita experiência de estrada e iniciantes iniciados na própria Academia. É uma variedade de estilos e temas que encantam os leitores, amantes e praticantes desta arte que vem atravessando os séculos com pecha de ‘literatura barata’, sem valor canônico, mas que tem demonstrado em estudos sua importância literária e influência nos autores considerados consagrados em toda a literatura universal.

A pesquisadora, Ana Carolina Carvalho, declarou ao O Globo em 2015, num artigo sobre o Cordel Carioca, objeto de seu estudo, “que apesar de não terem retorno financeiro, (os poetas) insistem em escrever. É como se eles se sentissem cotidianamente desafiados a versificar o mundo.” Neste mesmo artigo, do jornalista Emiliano Urbim, Moraes Moreira relembra, na ocasião de sua posse na ABLC, a influência de seu irmão Zé Walter na sua caminhada no mundo do Cordel. Moraes temia os preconceitos, foi bem aceito e visto como prestigiado divulgador do Cordel.

Das 40 cadeiras disponíveis na ABLC, Rodolfo Coelho Cavalcante é o patrono de uma delas. Atualmente 5 cadeiras são ocupadas pelos baianos Bule-Bule, Marco Haurélio, Moraes Moreira, Varneci Nascimento e Zewalter Pires. Não faço aqui campanha por minha inclusão numa cadeira,  sou do Clube do Grouxo Max e não é permitido filiação a agremiações que nos aceitem como sócios. Sugiro aqui o nome de Franklin Maxado ‘Nordestino’ à próxima vaga na ABLC pela importância e qualidade literária e gráfica das suas publicações, pois também é xilógrafo. Não sei se ele tem interesse, mas para o Cordel da Bahia seria um prestígio necessário para a difusão de nossa produção com os que lá estão.